quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

AS MÚSICAS CANTADAS NAS IGREJAS DE HOJE



Pr. Robson T. Fernandes


Em primeira e em última instâncias, as músicas que são cantadas na igreja devem ter conteúdo bíblico consistente, para poderem ser chamadas de "adoração" e de "louvor". Caso contrário, não passam de meras canções de emocionalizam o povo e o desvia da Verdade Bíblica.


Chorar com uma música não significa que o Espírito Santo esteja presente, porque até Roberto Carlos faz o povo chorar quando canta. A presença do Espírito Santo só será real no momento da canção se a letra desta canção for realmente bíblica, pois o Espírito Santo não compactua com o que não é bíblico.


Um dos problemas da atualidade é que ao mesmo tempo em que temos músicas emotivas e emocionalistas, também são antibíblicas. São poesias desprovidas de conteúdo bíblico fiel e que possuem muitas distorções. São músicas psicológicas e não teológicas.


Isso ocorre porque os compositores que cometem esses erros não fazem estudos bíblicos sérios e nem consistentes. Estão mais preocupados com a moda do momento, o chavão que está na boca do povo e as análises de mercado e marketing. São muito bons na técnica, mas péssimos na Teologia, quando deveriam fazer uma coisa sem omitir a outra.


É muito comércio e pouca adoração.


Vejamos um exemplo prático que ilustra o que foi dito, quando um dia desses escutava um programa de rádio, em que o locutor colocou uma música de Marcelo Nascimento (Prosperarei). A letra diz assim:

Como Abraão acreditou na promessa de Deus,
Eu vou acreditar
Como Abraão prosperou, eu vou prosperar, vou acreditar
Vou sair de onde me mandar, vou pra onde Ele quiser
Vou manifestar a minha fé
A minha casa será uma benção
O meu trabalho será uma benção
Em tudo aquilo que eu fizer prosperarei
Todos os arcos serão quebrados
E os inimigos envergonhados
Todo lugar que eu passar abençoado serei
E toda vida que eu ganhar será do Rei
Como Abraão acreditou na promessa de Deus,
Eu vou acreditar
Como Abraão prosperou, eu vou prosperar, vou acreditar
Vou sair de onde me mandar, vou pra onde Ele quiser
Vou manifestar a minha fé
A minha casa será uma benção
O meu trabalho será uma benção
Em tudo aquilo que eu fizer prosperarei
Todos os arcos serão quebrados
E os inimigos envergonhados
Todo lugar que eu passar abençoado serei
E toda vida que eu ganhar será do Rei
E toda vida que eu ganhar será do Rei.

Fiquei impressionado em ver como tem gente cantando heresia e como tem gente na igreja que gosta de ouvir essas heresias.


Vejamos por quê:

1) O cantor cita a promessa de Abraão de forma errada, se apropriando de uma promessa que não é sua;


2) O cantor cita a promessa de Abraão em interesse próprio, para prosperar;


3) O cantor cita a si mesmo e os pronomes possessivos (eu, vou, minha, meu, me) 28 vezes;


4) Quantas vezes o cantor cita “Jesus” na música? Nenhuma vez;


5) Quantas vezes o cantor cita “Deus” na música? 7 vezes;


6) O cantor destaca seus sonhos, desejos e ansiedades apenas (minha casa, meu trabalho, minha bênção, minha fé, minha promessa...), o que demonstra não o desejo de glorificar a Deus mas apenas realizar seus desejos pessoais;


7) O cantor destaca a glória de Deus? Não!


8) O cantor destaca a mensagem bíblica? Não!


9) O cantor destaca a derrota dos inimigos e a sua vergonha;


10) Nas poucas linhas em que Deus é citado, o sujeito principal da música, “EU”, também é citado. Não existe espaço apenas para Deus nessa música;


11) O cantor diz que vai sair de seu lugar e irá para onde Deus quiser, simplesmente por interesse, porque quer prosperar. Isso não é fé, isso é avareza, ganância e interesse.


Ainda, algumas pessoas perguntam por que eu reprovo esse tipo de "ladainha" que tem sido tagarelada nas igrejas. E ainda chamam isso de "louvor", de "hino". Só se for louvor à si mesmo e hino em homenagem a si próprio. então, apenas para ser educado quero dizer que o mínimo que acho desse tipo de música é isso: RIDÍCULA!!!!!!


A solução é voltar para a Bíblia, ler a Bíblia e cantar a Bíblia. Vejamos, então, a diferença de uma música que glorifica Deus de verdade. Uma música que tem conteúdo bíblico, poesia e fidelidade, cantada por Luiz de Carvalho (Se Isto Não For Amor):

Deixou o esplendor de sua glória
Sabendo o destino aqui Estava só e ferido no Gólgota
Para dar sua vida por mim
Se isto não for amor o oceano secou
Não há estrelas no céu
As andorinhas não voam mais
Se isto não for amor o céu não é real
Tudo perde o valor se isto não for amor
Mesmo na morte lembrou-se
De um ladrão que ao seu lado estava
Com amor e ternura falou-lhe
Ao paraíso comigo irás

Que diferença daquilo que tem sido cantado ultimamente, hein? Que diferença daquelas coisas antibíblicas, ridículas e patéticas que têm sido cantadas hoje, em que se busca a realização emocional, um êxtase espiritual.


É possível fazer uma música contemporânea com conteúdo bíblico ao mesmo tempo, uma música moderna com conteúdo bíblico fiel. Mas, para isso é preciso expulsar a Teologia da Prosperidade da Igreja, bem como a Confissão Positiva e uma gama de outras distorções. Porém, existem muitos intere$e$ por trás de tudo isso.


Essa triste realidade foi bem representada pela letra do Grupo Logos, o Evangelho:

Eu sinto verdadeiro espanto no meu coração
Em constatar que o evangelho já mudou.
Quem ontem era servo agora acha-se Senhor
E diz a Deus como Ele tem que ser ...


Mas o verdadeiro evangelho exalta a Deus
Ele é tão claro como a água que eu bebi
E não se negocia sua essência e poder
Se camuflado a excelência perderá!


Refrão


O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.


O evangelho mostra o homem morto em seu pecar
Sem condições de levantar-se por si só ...
A menos que, Jesus que é justo, o arranque de onde está
E o justifique, e o apresente ao Pai.
Mostra ainda a justiça de um Deus
Que é bem maior que qualquer força ou ficção
Que não seria injusto se me deixasse perecer
Mas soberano em graça me escolheu
É por isso que não posso me esquecer
Sendo seu servo, não Lhe digo o que fazer
Determinando ou marcando hora para acontecer
O que Sua vontade mostrará. Refrão


O evangelho é que desvenda os nossos olhos
E desamarra todo nó que já se fez
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.
Porém, ninguém será liberto, sem que clame
Arrependido aos pés de Cristo, o Rei dos reis.


Que o Senhor nos ajude!

Pr. Robson T. Fernandes é pastor da Igreja Cristã Nova Vida, escritor e conferencista. Fonte:Blog Calebe. Robson.
Fonte: Púlpito Cristão
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CRENTE PODE JULGAR




Por Ciro Sanches Zibordi


.Embora concordem no todo ou em parte com o que lêem aqui, muitos têm dito: “Não cabe a nós julgar”,“Quem é você para julgar?” ou, ainda, “Somos o único exército que mata os seus soldados”.


.Ora, como diz a Palavra de Deus,“já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”(1 Pe 4.17). E, se alguém ainda pensa que não cabe a nós julgar, e que o fato de reconhecermos os nossos erros e combatê-los segundo a Bíblia é “matar soldados”, é bom que reflita com base nos pontos mencionados abaixo:


.1. Segundo a Bíblia, nunca devemos desprezar pregações, ensinamentos, profecias, hinos de louvor a Deus, bem como sinais e prodígios (At 17.11a; 2.13; 1 Ts 5.19,20). Nesse sentido, de fato, não devemos julgar. Mas cabe a nós provar, examinar se tudo é aprovado pelo Senhor (At 17.11b; 1 Ts 5.21; Hb 13.9). Em 1 Coríntios 14.29 está escrito: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”. E, em 1 João 4.1, lemos: “Amados, não creais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. Este é o tipo de julgamento que faço neste blog.


.2. Devemos julgar segundo a reta justiça (Jo 7.24), e não pela aparência, por preconceito ou mágoa de alguém. Jesus condenou o julgamento no sentido de caluniar: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1), mas, no mesmo capítulo, Ele demonstrou que devemos nos acautelar dos falsos profetas e apresentou critérios pelos quais podemos julgar, isto é, discernir, provar, examinar (Mt 7.15-23).


.3. Sempre devemos julgar pela Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14), pois ela está acima de mim, de você, de nós, do cantor fulano, do pregador beltrano, da vocalista cicrana, dos anjos (Gl 1.8), da igreja tal, etc. Leia 1 Coríntios 4.6; Salmos 138.2.


.4. Devemos julgar de acordo com a sintonia do Corpo com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). A verdadeira Igreja de Cristo é a que o acompanha, o segue, e não aquela que segue ao seu próprio caminho. Em Apocalipse 2 e 3 vemos exemplos de igrejas que agradavam a Jesus (a minoria) e de outras, que não faziam a vontade dEle.


.5. O julgamento deve ocorrer também segundo o dom de discernir os espíritos dado às igrejas de Cristo (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18). Mas a falta deste dom em algumas igrejas locais faz com que os crentes se conformem com o erro e digam: “Quem sou eu para julgar?”, etc.


.6. Devemos julgar tudo com bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11). Você pode me julgar, analisar o que eu escrevo, examinar, contestar, sabia? Mas com bom senso, à luz da Palavra de Deus, e não de maneira agressiva, com um comportamento de fã, defendendo o seu grupo ou seu cantor preferido. E não basta fazer citações bíblicas. É preciso saber citar versículos bíblicos que estejam em harmonia com contexto. É necessário saber manejar bem a Palavra de Deus (2 Tm 2.15).


.7. Devemos julgar, ainda, de acordo com cumprimento da predição, no caso da profecia (Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9), se bem que apenas isso não é suficiente para autenticá-la (Dt 13.1,2; Jo 14.23a). Com já mencionei neste blog, a “apóstola” tal (Alguém sabe do seu paradeiro?) afirmou que Jesus voltaria num dos sábados de julho de 2007? Muitos esperaram o seu cumprimento até o último sábado... Mas, no caso desta predição, não era nem necessário esperar, pois já estava reprovada desde o início pelo teste da Palavra!


8. Finalmente, devemos julgar de acordo com a vida do pregador, da cantora, do profeta ou do milagreiro (2 Tm 2.20,21; Gl 5.22):


.Ele(a) tem uma vida de oração e devoção a Deus?
Ele(a) honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens?
Ele(a) demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor?
Ele(a) ama os pecadores e deseja vê-los salvos?
Ele(a) detesta o mal e ama justiça?
Ele(a) prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a igreja à santificação?
Ele(a) repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?


."Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis"


Mateus 7.15-16.

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Fonte: Blog do Ciro
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Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"Por que existem tantas interpretações Cristãs diferentes?"




Pergunta: "Por que existem tantas interpretações Cristãs diferentes?"

Resposta: A Bíblia diz que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Essa passagem enfatiza a união que deve existir no Corpo de Cristo, já que somos todos habitados por “um Espírito” (versículo 4). No versículo 2, Paulo faz um apelo por humildade, mansidão, longanimidade e amor – os quais são todos necessários para preservar a união. De acordo com 1 Coríntios 2:10-13, o Espírito Santo conhece as coisas de Deus (versículo 11), as quais Ele revela (versículo 10) e ensina (versículo 13) àqueles em quem Ele habita. Essa atividade do Espírito Santo é chamada de iluminação.

Em um mundo perfeito, todo Cristão deve estudar a Bíblia fielmente (2 Timóteo 2:5), orando sempre e dependendo da iluminação do Espírito Santo. No entanto, não vivemos em um mundo perfeito. Nem todo mundo que possui o Espírito Santo na verdade escuta o Espírito Santo. Há Cristãos que O entristecem (Efésios 4:30). Pergunte a qualquer educador – até mesmo o melhor professor tem alunos impertinentes que ficam resistindo aprender, não importando o que o professor faça. Então, um motivo pelo qual pessoas diferentes têm interpretações diferentes da Bíblia é que elas simplesmente não escutam ao Professor. Veja a seguir alguns outros motivos para a grande divergência de crenças entre aqueles que ensinam a Bíblia:

1. Incredulidade. O fato é que muitos que clamam ser Cristãos nunca nasceram de novo. Eles usam o rótulo de “Cristão”, mas nunca houve mudança verdadeira no coração. Muitos ousam ensinar a Bíblia, mas nem acreditam que a Bíblia é verdade. Eles dizem que falam por Deus, mas vivem em um estado de descrença. A maioria das interpretações falsas vêm de tais fontes.

É impossível para um incrédulo interpretar as Escrituras corretamente. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus..... e não pode entendê-las” (1 Coríntios 2:14). Um homem que não é salvo (alguém que não tem o Espírito Santo) não pode entender a verdade da Bíblia. Ele não tem nenhuma iluminação. Além disso, ser um pastor ou teólogo não garante a sua salvação.

Um exemplo de caos criado por descrença é encontrado em João 12:28-29. Jesus ora ao Pai, dizendo: “Pai, glorifica o teu nome”. O Pai responde com uma voz audível do céu, que todo mundo que lá estava escutou. Note, no entanto, a diferença em interpretação: “A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: ‘Foi um anjo que lhe falou.’” Todo mundo escutou a mesma coisa - uma declaração inteligível do céu – mas todo mundo ouviu apenas o que queria ouvir.

2. Falta de preparação. O Apóstolo Pedro nos adverte contra aqueles que “deturpam (interpretam de modo incorreto)” as Escrituras. Ele atribui seus ensinamentos falsificados, em parte, ao fato de que são “ignorantes” (2 Pedro 3:16). Timóteo foi encorajado a “apresentar-te a Deus aprovado” (2 Timóteo 2:15). Não há nenhum atalho para uma boa interpretação bíblica; temos que estudar.

3. Hermenêutica pobre. Muito erro tem sido promulgado por causa de uma simples falha de utilizar boa hermenêutica (a ciência de interpretar as Escrituras). Tirar um verso do seu contexto imediato pode causar grande dano à intenção do versículo. Ignorar o contexto de um capítulo ou livro onde o versículo é encontrado, ou falha em entender o contexto histórico e cultural também podem causar problemas.

4. Ignorância da Palavra de Deus como um todo. Apolo era um pregador poderoso e articulado, mas ele só conhecia o batismo de João. Ele não conhecia a Jesus e Sua provisão de salvação, por isso sua mensagem era incompleta. Áquila e Priscila “tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus” (Atos 18:24-28). Depois disso, Apolo pregou Jesus Cristo. Alguns grupos e indivíduos de hoje têm uma mensagem incompleta porque eles se concentram em certas passagens e excluem outras. Eles falham em comparar Escritura com Escritura.

5. Egoísmo e orgulho. Triste dizer que muitas interpretações da Bíblia são baseadas nas inclinações pessoais de certas pessoas ou suas doutrinas preferidas. Algumas pessoas vêem a oportunidade de avanço pessoal ao promover uma “nova perspectiva” da Bíblia. Veja a descrição de mestres falsos na epístola de Judas.

6. Fracasso para amadurecer. Quando Cristãos não estão amadurecendo do jeito que deveriam, o jeito que manejam a Palavra de Deus é afetado. “Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido.... porque ainda sois carnais” (1 Coríntios 3:2-3). Um Cristão imaturo não está pronto para o “alimento mais sólido” da Palavra de Deus. Note que a prova da carnalidade da igreja de Corinto é a divisão em sua igreja (versículo 4).

7. Ênfase exagerada em tradição. Algumas igrejas clamam crer na Bíblia, mas sua interpretação é sempre filtrada pela tradição já estabelecida da sua igreja. Quando a tradição e ensino da Bíblia estão em conflito, tradição acaba tendo precedência. Isso efetivamente nega a autoridade da Palavra e concede supremacia à liderança da igreja.

Nos assuntos básicos, a Bíblia é bastante clara. Não há nada ambíguo sobre a divindade de Cristo, a realidade de céu e inferno, a salvação pela graça através da fé. Em alguns assuntos de menos importância, no entanto, a instrução das Escrituras é menos clara, e isso naturalmente acaba levando a interpretações diferentes. Por exemplo, não temos nenhum comando bíblico direto quanto à frequência da comunhão, estrutura do governo da igreja ou que estilo de música usar. Cristãos honestos e sinceros podem ter interpretações diferentes das passagens que se dirigem a esse assuntos periféricos.

O mais importante é ser dogmático onde a Bíblia é dogmática e evitar ser dogmático onde a Bíblia não é. As igrejas devem tentar seguir o modelo deixado pela igreja primitiva de Jerusalém: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). Havia união na igreja primitiva porque eles perseveraram na doutrina dos apóstolos. Haverá união novamente na igreja quando voltarmos à doutrina dos apóstolos e abrirmos mão das outras doutrinas, modas e influências que infiltraram a igreja.
Fonte:www.GotQuestions.org/Portugues
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Em Cristo,
Mário

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Cruz de Cristo


 Por Augustus Nicodemus Lopes

A morte de Cristo na cruz é um fato central para o cristianismo. É interessante que é da palavra latina “cruz” que vem a palavra “crucial”, isto é, central, importante. Para os budistas, não importa muito como Buda faleceu, mas faria toda a diferença do mundo para os cristãos se Jesus tivesse morrido de um ataque cardíaco nas praias do Mar da Galiléia e não crucificado no alto do Gólgota.

A cruz é o símbolo universal do cristianismo, mesmo num mundo onde mais e mais ela tem perdido o seu significado. Numa pesquisa recente feita na Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, ficou claro que o símbolo da MacDonalds (o arco dourado) e o da Shell (uma concha amarela) eram muito mais conhecidos do que a cruz.

Muitos dos que a identificam ofendem-se com ela. A cruz de Cristo é motivo de ofensa para muitos hoje, como foi na época em que os primeiros cristãos começaram a falar dela como o caminho de Deus para a salvação. O apóstolo Paulo escreveu:

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus . . . nós pregamos a Cristo crucifica¬do, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Coríntios 1:18,23).

A feminista Deloris Williams é um exemplo moderno de pessoas que se ofendem com a cruz. Ela declarou: “Acho que não precisamos de uma teoria em que os pecado têm que ser pagos pela morte de alguém. Acho que não precisamos de um cara pendurado numa cruz, sangrando, e outras coisas desse tipo” (1999, conferência Re-Imagining God).

Podemos compreender a repulsa natural que as pessoas sentem pela cruz. A execução por morte de cruz era algo terrivelmente cruel. Na verdade, era sadismo legalizado. Foi provavelmente uma das formas mais depravadas de execução jamais inventada pelo homem. Nada mais era que morte lenta por tortura. E realmente funcionava. Ninguém jamais sobreviveu a uma crucificação.

Mas para os que crêem, a cruz faz perfeito sentido. A salvação do homem só pode ocorrer através de uma satisfação dada à lei de Deus, que o homem quebrou e tem quebrado sempre. Somente Deus pode perdoar. Mas somente o homem pode pagar. Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, colocou-se no lugar do homem, como representante dos que crêem, e sofreu a penalidade merecida, satisfazendo a justiça divina.

Até mesmo pensadores não cristãos afirmam a necessidade da punição merecida. O pesquisador C. A. Dinsmore examinou as obras de Homero, Sófocles, Dante, Shakespeare, Milton, George Elliot, Hawthorne e Tennyson, e chegou à seguinte conclusão: “É um axioma universal na vida e no pensamento religioso que não pode haver reconciliação sem que haja satisfação dada pelo pecado” ("Atonement in Literature and Life" republicado 2013), .

Portanto, para os que crêem, a cruz é mais que um símbolo a ser levado no pescoço ou pendurado nas paredes da igreja. É o caminho de Deus para salvar todo aquele que crê.
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Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

OFENDIDOS PELO EVANGELHO



Por Ericon Fábio

Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. (João 6:66)


Geralmente os pregadores costumam julgar o resultado de sua pregação pelo contentamento nos rostos dos irmãos e elogio dos visitantes após sua ministração. A aprovação dos ouvintes é sinal que tudo foi bem. Certo? Errado. A Bíblia nos mostra o contrário.


O Maior dos pregadores, Jesus, experimentou o dessabor de ser abandonado por muitos de seus seguidores após ter proferido duras palavras em Cafarnaum, a tal ponto de escandalizar seus discípulos mais próximos que diziam: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6:60). A adesão e aprovação inicial do povo ao ministério do Senhor Jesus transformou-se em rejeição e abandono após um único sermão. Muitos o abandonaram e o curioso é que apesar da reação negativa do público, Jesus não mudou o tema dos sermões subsequentes para atrair de volta aos ofendidos.


A ofensa da Palavra de Deus foi o motivo por que muitos dos profetas bíblicos foram perseguidos e mortos (At 7:52). Homens que não se importaram em falar daquilo que o povo queria ouvir, mas, fielmente proclamaram uma mensagem dura e confrontante. O diácono Estevão, por exemplo, enfrentou a fúria de judeus que se opuseram veementemente à sua pregação. Eles taparam os ouvidos por não suportarem a verdade do Evangelho e como resultado Estevão foi martirizado (At 7:54-58). Os arautos de Deus não receberam aplausos, mas, em maior das vezes, resignação, oposição e perseguição. Mesmo assim podemos afirmar que o ministério deles foi frutuoso, pois gerou insatisfação no coração dos ouvintes.


Fazer do agrado popular termômetro para medir resultado dos sermões não é um critério confiável, muitas vezes o satisfação geral revela apenas que a consciência do ouvinte em nada foi incomodada; John Preston, ministro puritano do século dezessete, ressaltou que “não há um sermão que, sendo ouvido, não nos ponha mais perto do céu ou do inferno”. Portanto, seja qual for o resultado da pregação ela irá gerar grande insatisfação nos receptores, seja com o Deus Justo e Bom, seja com sua própria natureza carnal. Ante a pregação o pecador será movido por grande desagrado, que salvará ou condenará sua alma eternamente.


É preciso entender que só através da santa ofensa da pregação os ofensores (Cl 1:21) poderão ter consciência do quanto tem ofendido o Deus Justo, Santo e Bom, e assim, terão oportunidade de se desviarem do caminho da perdição. Se as pessoas sentem-se ofendidas por sua pregação este é sinal que tudo está indo bem. Continue fiel às Escrituras.

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Fonte: Ump da Quarta. Divulgação: Púlpito Cristão/Jesus é o Senhor
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quando pensei já ter visto tudo eis que me aparece o apóstolo Silvio Ribeiro




Uma dupla infernal


É muito difícil encontrar palavras para descrever tamanha sandice. Custo a crer que de fato esse personagem existe, quero mesmo crer que isso é ficção, por que se não for é obra mesmo do cão.
Deu-me vontade de vomitar, e pior e de se admirar é saber que tem gente que segue, anda atrás, escuta e da crédito ao que esse sujeito fala.


Socorroooo....Jesussssss, me acodeeeee.


Alguém me belisque e me tire desse pesadelo.


Por favor, antes de assistir tome um antiácido.


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Do Blog: A Pedra
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Em Cristo,
Mário

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

AUTONOMIA leva à Baderna?



Postado por Solano Portela
Autonomia significa “lei própria”. O conceito implica em subjetividade de normas, ausência de princípios
universais, “descolamento” da lei. Muitas vezes o termo é colocado erroneamente, como sinônimo de “responsabilidade”, mas é muito mais do que isso. Principalmente na esfera pedagógica, autores de renome expressam o seu entendimento sobre a questão de forma perturbadora. Há uma avidez por uma autonomia que rejeita princípios universais:

Por exemplo, Josep Maria Puig Rovira (A Construção da Personalidade Moral, 45, Ática, 1998), na defesa da autonomia, rejeita o conceito de autoridade e de valores normativos universais, quando escreve: “A intervenção educativa deve estar centrada na passagem da moral heteronômica para a moral autônoma. Para que esse objetivo seja atingido deve- se proporcionar experiências que favoreçam o abandono da moral autoritária e convidem a valorizar e a adotar a moral de respeito mútuo e da autonomia”.

Neste mesmo livro, Puig, fazendo referência ao educador Norte americano John DEWEY (1859-1952 - em seu livro, Moral Principles in Education, Leffer&Simons, 1975), considera a autonomia o próprio objetivo da educação, o último nível a ser atingido: “No último nível, ou nível autônomo, o indivíduo atua de acordo com seu pensamento e estabelece juízos em relação aos modelos estabelecidos”.

O conhecido "filósofo da autonomia", Castoriadis (1922-1997), um dos inspiradores do movimento estudantil anarquista, na França (1968) fazia o equalização de autonomia, com liberdade: “Se quisermos ser livres, ninguém deve poder dizer-nos o que devemos pensar".

Se utilizássemos AUTONOMIA somente como sinônimo de RESPONSABILIDADE seria apropriado – afinal, o ideal é que todos cumprissem normas e princípios por convencimento próprio, e não, apenas, por imposição. Mas, como vimos, não é assim que o termo é utilizado - busca-se (e ensina-se) a rejeição de leis e normas - e é por essa razão que esta geração "autônoma" não respeita nada e nem ninguém!

A Escritura nos ensina diferentemente. Nela encontramos, sim, HETERONOMIA – o oposto de autonomia. Regras, princípios, uma lei que emana do Deus sábio e todo- poderoso. As normas não procedem de nós próprios, do nosso íntimo; mas aquelas a serem observadas, universais, procedem de Deus, de fora de nós. Elas são heteronômicas! Estão acima dos regramentos culturais - esses sim, relativos aos tempos e épocas de uma civilização.

No livro de Duteronômio (4.6), temos palavras de Moisés ao Povo de Deus. Moisés, ensina ao Povo que a dádiva de uma lei externa, procedente de Deus, é uma grande bênção. Ele ensina os benefícios da subordinação à Lei de Deus. Não é autonomia que significa liberdade. Na realidade, autonomia de Deus é caracterizada pela escravidão ao pecado. Liberdade real vem como conseqüência do enquadramento nos propósitos de Deus, da observância à heteronômica Lei de Deus. E às nossas leis, na medida em que elas refletem esses regramentos universais divinos. Isso quer dizer, respeito á vida, à propriedade; comprometimento com a verdade; não à violência e à destruição; utilização de vias corretas de protestar ou apelar de uma situação que incomoda. Em suma, ausência de baderna e tratamento exemplar dos violadores da lei - sem uma complacência supostamente humanitária, mas que destrói a frágil estrutura da sociedade e impede a convivência pacífica dos cidadãos.

Não nos enganemos, portanto, com os falsos conceitos de liberdade presentes em nossa sociedade. Principalmente os jovens não deveriam se enganar com uma falsa autonomia do direcionamento dos seus pais, representantes de Deus em suas vidas, ou de outras autoridades que resguardam a lei e os direitos. Devemos nos render à sabedoria dos princípios de Deus explicitados em sua Lei. Usufruamos dos benefícios obtidos no respeito aos seus mandamentos.

Solano Portela
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Fonte: O tempora, O Mores
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Em Cristo,
Mário

Postagem em destaque

CONFESSANDO OS PECADOS A DEUS

Por: Rev. Dr. Augustus Nicodemus 1João 1:8-10 O apóstolo João descreve nessa passagem duas maneiras de encararmos nossos pecados, e as...