terça-feira, 22 de junho de 2010

O FALSO PROFETA E SUAS HERESIAS



Quem são estas pessoas que esfregam as mãos no “apóstolo dos fluidos corporais”, na busca desesperada por um bocadinho de suor ungido? (Veja o vídeo)
São as mesmas que outro dia mesmo subiam as escadarias da Igreja da Penha de joelhos, lambuzavam-se com óleo santo, engoliam pílulas de papel, traziam santos pintados e vestidos feito boneca para passarem o fim-de-semana em suas casas, faziam psicanálise com preto velho, tinham suas mãos lidas nas paradas de ônibus, jogavam flores ao mar, acendiam velas em esquinas, davam de beber ao chão, desfilavam longas ladainhas aos mortos, alisavam figuras de pedra e pau, adoravam um cristo de madeira ou em medalhas beijadas e lambidas. São estes! Os mesmos. Não outros.
Cegos que lustravam os longos corrimãos que levavam às salas de ex-votos nas catedrais, idolatras que imitavam a Cristo somente ao carregar pesadas cruzes em procissões, tolos que barganhavam regalias mágicas por pratos de farofa e garrafas de cachaça nos centros de macumba, feiticeiros domésticos que enchiam pratos com papel e mel e, quando ecológicos, distribuíam gnomos coloridos por entre os livros e badulaques nas estantes de suas casas.
Ah! Mas não! O Valdemiro não incentiva estas coisas... Ele cura em nome de Jesus!

Sim! Certamente! E como “Gizuz”, vende seus lenços suados e suas rosas ungidas no fim das pregações, pega seu BMW e ruma para a próxima catedral...
Não! De forma alguma! Não toque no ungido! Ele expulsa demônios das pessoas em nome de Jesus!
Sim! Claro! Um santo! Que igual a “Gizuz”, entoa leilões de ofertas no fim da pregação e bênçãos sem medida!
Opa! Quase esqueci! Para quem deu acima de R$ 1.000,00, o ungido bota a cara do pobre contribuinte debaixo do sovaco e ora que é uma beleza..Não! Mas não! Ele prega o Evangelho. Será? Ler a bíblia, citar versículos é pregar o evangelho? O Diabo faz isto! Fez com Jesus! Está na Bíblia! Eu o vejo passar 30% do seu tempo esculachando a concorrência. 30% apresentando curas milagrosas e sendo esfregado... 20% lendo algum versículo da bíblia descontextualizado e os 20% restantes tomando a grana da galera! E o Evangelho do Reino? A mensagem de salvação? Alguém ouve?
Alguém já ouviu o Valdemiro clamar ao povo que se arrependa de sua idolatria, de seus pecados e siga a Jesus? Não a ele? Não a sua igreja? Siga e imite JESUS? Creio que não!
Mas calma lá! Ao menos a água que ele toma é 100% Jesus! Sim da marca 100% mineral! 100% gospel!
Ouvi de alguns pastores de igrejas tradicionais: “Pobres destes irmãos desviados e enganados por estes vendilhões da fé”. Os vendilhões estão ai. Antes estavam em outros lugares mais na moda... Desviados, já não sei. Desviados de onde? Teriam estas pessoas conhecido Cristo? Por quem foram discipuladas? Conheceram o Evangelho? Que “evangelho”? Que desviadas que nada! Para estar desviado era preciso antes estar no Caminho, diga-se: o ÚNICO. Era preciso antes terem se arrependido de sua idolatria! Estavam estas pessoas antes buscando o Reino e Sua Justiça? Creio que não!
Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça. 2Ts.2:10-12


Esta gente sempre esteve onde está agora! Atrás de uma promessa qualquer obtida à custa de um “toma-lá dá-cá” mal disfarçado de feitiçaria envolvendo um pequeno sacrifício financeiro, ou físico, em troca de um pedido urgente. Fé? Está mais para “fezinha”, jogo “de roleta”. Apostas bem espalhadas entre quase todas as opções da mesa religiosa, cobrindo os “sete cantos”. Um vai ter de me ajudar! Ou quem sabe carregar! Risos!
Para estas pessoas, o Senhor Jesus é mais uma “entidade” que se coloca contra a parede em troca da promessa de um boquirroto qualquer. Antes era o “Santo Antônio” virado de ponta a cabeça, colocado no freezer, até o infeliz trazer o príncipe encantado! Agora é o desafio financeiro da “fogueira santa”!
Cobras! Raça de víboras!


Um dia dirão: “Jesus, Jesus...” e ouvirão “um não te conheço”. Argumentarão: “mas Senhor eu li a Bíblia eu te aceitei...”. Podem bem ouvir: Sim, mas também ao Papa, ao Valdemiro, ao São Jorge, ao feiticeiro, à cigana, ao Buda, à Maomé, etc.
Qual é a diferença? A diferença é que agora estas pessoas se dizem crentes, decoram suas cabeceiras com a Bíblia, guardaram as estátuas no armário mais alto (melhor não jogar fora...) e seguem líderes que também se dizem crentes e vão todas felizes e saltitantes para o quinto dos infernos!
Vamos acordá-las antes que seja tarde ou seguimos sem “tocar nos ungidos”, nos confortando com o fato de que ao menos se trata de uma macumba gospel e desejando, do fundo do coração, que algo de bom saia daí e, quem sabe um dia, este pessoal encontre a Jesus?


Meu irmão, minha irmã! Vamos ao menos acender uma luz para eles? Que tal trocar a hipocrisia e o falso pietismo, que faz a maioria se calar em nome de uma pretensa “atitude cristã” e berrar aos quatro cantos que estes irmãos estão sendo enganados por falsos profetas? Eles estão tropeçando nos seus próprios cadáveres e nós estamos fazendo o que?
Eu te digo o que: Nós estamos batendo palmas para “apóstolo macumbeiro”, para “igreja aborteira”, para “o evangelho sem arrependimento”, “para a teologia do dinheiro do apóstolo alado” e, quando sobra tempo, fazemos caretinha hipócrita, recriminadora, para quem tem coragem de levantar a voz e dizer a verdade sobre este bando de salafrários! Sniff Sniff Não devemos julgar!
Talvez, diante de QUEM realmente importa, eu venha a ouvir que acusei, exagerei... Talvez o Senhor me admoeste pela minha ira incontida e meu nojo, antes da compreensão...
Que Deus me oriente... Mas hoje, do jeito que a coisa vai, prefiro estar entre os que pregam aos drogados, entre os que evangelizam prostitutas, entre os que compreendem os miseráveis revoltados e os criminosos que não conheceram a Jesus...
Prefiro ser condenado porque gritei alto demais do que porque fui hipócrita.
Prefiro ser condenado porque ridicularizei, do que porque relativizei.
Minhas leituras da Bíblia indicam que estarei em ótima companhia. Nas Sagradas Escrituras abundam heróis da fé irados, acusadores e escarnecedores de vendilhões e falsos profetas e não se tem noticia de “santinhos do pau oco” e hipócritas sendo benditos por Deus...
Prefiro os pastores que pregam o Evangelho em sã doutrina e Amor pelo humilde e não curam um único tumor em seus púlpitos, mas dobram os joelhos pelos seus em humildade, para depois observar milagres grandiosos nas casas de suas ovelhas no júbilo dos justos!
Prefiro os que colocam Jesus adiante de todas as coisas e, assim por trás de Sua orla, testemunham milagres muito maiores do que os que se vê na TV.
Prefiro estar com os líderes tolos que não tem avião, mas ajudam missionários no campo, do que sentar nas mesas dos apóstolos alados, dos curandeiros televisivos e dos contrabandistas da fé.


Prefiro o pastor que é homem e, como homem, sofre e é testado e tentado... Chora! Mas um dia ao pregar vê o milagre andar em sua direção! No tempo do Senhor, na dependência da Sua misericórdia. Debaixo da Graça!


Prefiro olhar as obras do coração e da Salvação... Drogados e bandidos virados obreiros não me comovem. Falidos transformados em milionários, não me enchem os olhos. Doentes curados, não me fazem dizer Glória! A MENOS QUE: estejam no Caminho de Jesus. Do Evangelho, sem marketing ou mistura. Na loucura que Paulo tanto defendeu. No AMOR. Ai, sim. Aleluia! Glórias a Deus! Porque do contrário, trata-se apenas de frivolidades e confortos de “uma sala de dentista”. Água gelada, revista nova, ar refrigerado. Inutilidades momentâneas, pois atrás da porta o que espera é BROCA!


Como se faz no twitter: #prontofalei


Veja este vídeo chocante até o final. Veja e enterre qualquer dúvida que ainda tenha sobre este homem. Se você não tiver ânsia de vômito, há algo errado com você!


FONTE: GENIZAH

terça-feira, 15 de junho de 2010

Atos proféticos?

Esse modismo pseudopentecostal tem conquistado até pastores da Assembleia de Deus que se esqueceram dos Atos dos Apóstolos



Há algum tempo, uma celebridade gospel andou “profeticamente” como um animal quadrúpede em cima de um palco, como se fosse uma leoa. Depois, em outro “ato profético”, ela “pisoteou” um rapaz que representava o Diabo. E, recentemente, a mesma “adoradora” comprou uma bota de cowboy para esmagar “profeticamente” os principados que supostamente dominam as cidades de Dallas (Estados Unidos), Madrid (Espanha) e Barretos-SP (Brasil).


Num dia desses, assistindo a um programa assembleiano que vai ao ar no sábado pela manhã, fiquei pasmo. Vários “atos proféticos” foram apresentados com a maior naturalidade, como se fizessem parte da liturgia do Movimento Pentecostal. Sinceramente, é triste ver igrejas ditas cristãs, evangélicas ou pentecostais voltadas ao misticismo.

Os “atos proféticos” estão na moda, inclusive em algumas igrejas tradicionais, como a Assembleia de Deus. E eles estão ficando cada vez mais exóticos. Certo pregador (pregador?) assembleiano (assembleiano?) — não me pergunte o nome dele — anda dizendo por aí que, ao ter chegado a uma cidade, e percebendo que havia uma nuvem negra sobre ela, resolveu, num “ato profético”, percorrer a cidade inteira de carro, rua por rua, derramando azeite por onde ia passando! Já pensou se a moda “pega”, e alguém resolva ungir megalópoles como Nova York, São Francisco, Londres, Paris, Johanesburgo, Rio de Janeiro e São Paulo?! Haja azeite!


Recentemente, fui convidado para ministrar a Palavra em uma Assembleia de Deus — não me pergunte onde —, mas acabei não pregando. Quer saber por quê? Era um dia de eleições, e o pastor resolveu fazer um “ato profético”. Enrolou-se na bandeira do Brasil, “profetizou” vitória sobre a nossa nação, ungiu a bandeira e depois pediu para todos os presentes, um a um, “profetizarem” bênçãos para o Brasil, representado pela bandeira estendida...


Resultado: como o tal ato pretensamente profético durou mais de uma hora, não houve exposição da Palavra de Deus nem manifestação do Espírito Santo (1 Co 14.26). Ocorreu também uso indevido da unção, pois à igreja neotestamentária, nesse tempo da Graça, a única unção com óleo (literalmente, falando) que se aplica é a que se ministra no momento da oração pelos enfermos (Mc 6.13; Tg 5.14).


O que está acontecendo com a quase-centenária Assembleia de Deus e com outras igrejas tradicionais, que sempre valorizaram o estudo da Palavra de Deus, a oração e a evangelização? É necessário mesmo adotar práticas místicas para o recebimento das bênçãos do Senhor? A adoração pura e simples, o louvor e a intercessão perderam a eficácia? E a pregação expositiva ungida, não funciona mais?


É preciso mesmo que empreguemos no culto toda a parafernália mística de falaciosos movimentos que supervalorizam as experiências exóticas, em detrimento da obediência aos princípios, mandamentos e doutrinas da Palavra de Deus? O Evangelho de Cristo é simples (2 Co 11.3,4). Temos de orar e jejuar, amar e estudar as Escrituras, bem como sair das quatro paredes, levando a mensagem da cruz ao mundo perdido (1 Co 1.18,22,23; 2.1-5).


Portanto, digamos “não” aos “atos proféticos” — que infelizmente têm conquistado até pastores da Assembleia de Deus que se esqueceram dos Atos dos Apóstolos —, os quais só servem para afastar o povo de Deus da Palavra e da simplicidade do Evangelho, gerando falsa espiritualidade e pseudo-avivamento.


Ciro Sanches Zibordi
FONTE: CPADNEWS-BLOGDO CIRO

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Liberalismo e Teologia Relacional: O evangelho dos bebês chorões

Teologia Contemporânea, Teologia Liberal, Teologia Relacional, Teísmo Aberto


Por Leonardo Gonçalves
Desculpa por destruir o seu patriotismo hipócrita que ressurge a cada quatro anos, mas há algo que nem a copa do mundo consegue disfarçar: O Brasil é o maior depósito de sucata teológica do mundo. Tudo o que não funciona nos países de primeiro mundo é trazido, adaptado e aplicado aqui na república dos bananas.


Uma das mais recentes porcarias importadas para o nosso país se chama Teologia Liberal. Mas, o que é essa tal de “Teologia Liberal”? Bem, trocando miúdos, podemos dizer que teologia liberal é um movimento teológico com raízes no século XVIII, que mescla doutrina bíblica com filosofia e ciências sociais, propondo uma exegese subjetiva e a relativização do texto sagrado.


Há algum tempo atrás, uns pirados começaram a sobrepor-se à autoridade das Escrituras. Um destes caras, chamado Rudolf Bultmann, disse que é impossível interpretar um texto sem pressuposições, então ele passou a interpretar a bíblia à luz das suas crenças pessoais. Como neste mundo heresia se propaga como mato (e o diabo também dá uma mãozinha neste processo), um monte de babões com vontade de aparecer acompanhou o Bultmann na sua loucura, e logo a coisa se espalhou.

Permita-me um parêntesis, pois quero te explicar o quanto a interpretação do senhor Bultmann e dos seus
colegas liberais - tanto dos seus antecessores, como dos seus sucessores - é absurda:
Imagine que você um dia escreva um livro, contando uma história que você considera muito importante, e falando acerca das suas crenças. Digamos que eu receba o seu livro, contando a sua história, e comece a interpretá-lo à luz da minha vida, das minhas crenças e da minha história. O que você acharia disso? Já te imagino dizendo: “Ei, espera aí: Não foi isso que eu disse!”, ao que eu ia responder: “Não importa o que você disse, mas o que eu penso que você deveria dizer”. Seria uma loucura!

Feito este parêntesis, volto aos trilhos para dizer que nenhuma interpretação de texto pode ser mais burra e ao mesmo tempo mais arrogante que as ideias dos teólogos liberais. Ora, o seu texto não deve ser interpretado de acordo com as minhas crenças e minhas ideias, e sim de acordo com as crenças e ideias do autor. E não foi no seminário que aprendi isso, mas nas aulas de língua portuguesa e literatura do ensino fundamental. Gente, isso é óbvio demais!


Porém, apareceram no cenário teológico brasileiro uns caras pirados que querem interpretar a bíblia a luz das suas crenças, e que negam (ou na melhor das hipóteses, reinterpretam) o sentido do pecado, da salvação, da vida eterna em Cristo, e alguns chegam a negar a morte vicária (morte pelos pecados) de Jesus, bem como o seu nascimento virginal.


Alguns destes caras, com seus corações dominados por pressupostos mundanos, praticam uma exegese afeminada e começam a chamar Deus de mãe! Segundo eles, a paternidade de Deus é o reflexo de um principio machista que predomina nas culturas antigas, mas agora, os suprassumos da intelectualidade pós moderna, pastores fracassados que abdicaram da teologia bíblica em virtude de seus pecados e que agora ficam posando de filósofos existencialistas quando na verdade sequer conhecem a obra de Sartre ou Kiekgaard, bagunçam ainda mais o coreto evangélico nacional, pregando uma teologia do Deus “maricas”.


Sinceramente, creio que alguns pastores ao invés da “Água Branca”, andam tomando água turva nas fontes seculares do paganismo pós-moderno, e na tentativa de ser relevantes, acabam pagando de palhaços aos olhos de quem tem o mínimo de conhecimento teológico-filosófico e um pouquinho de discernimento. Outro, ao invés de dirigir os pecadores à Casa de Misericórdia (pois este é o significado da palavra “Betesda”), ensina as pessoas a confiarem num Deus fracassado e trapalhão que há muito tempo atrás perdeu as rédeas do Cosmos e agora deposita toda a sua fé em gente miserável e pecadora como nós. Sim, já não é o homem que tem que depositar sua fé em Deus, mas Deus é que tem que acreditar no homem.


Percebeu o grau da loucura destes pastores?


Seus sermões trazem um pouco de tudo, porque eles são bem ecléticos em suas crenças. De um modo inexplicável, estes dois pastores conseguem reunir o que há de pior em cada sistema teológico, bater tudo no liquidificador, acrescentando ao final uma colher de Open Theism, e assim fazem a sua omelete epistemológica.


Mas esta omelete liberal e neoarminiana tem dado indigestão em muita gente, e penso que é tempo de focar nossa munição em denunciar estes bebês chorões, quase sempre deprimidos em seus artigos, que reclamam de tudo, pregam contra a injustiça social e a disparidade dos povos, mas retiram dos crentes o que eles tem de mais precioso: “A crença em um Deus soberano e criador, o qual tem todas as coisas sob controle, que intervém diretamente na história, fazendo com que todas as coisas cooperem para o bem dos que lhe amam, e dos que por seu divino decreto foram chamados”.

FONTE: PÚLPITO CRISTÃO

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Qual o ponto de vista cristão sobre o mundo?"

O ponto de vista se refere a uma concepção abrangente do mundo a partir de uma perspectiva específica. O ponto de vista cristão sobre o mundo, então, é uma concepção abrangente do mundo a partir de uma perspectiva cristã. O ponto de vista de uma pessoa sobre o mundo é sua “visão geral”, uma harmonia de todas as suas crenças sobre o mundo. É sua maneira de compreender a realidade. O ponto de vista é a base de decisões diárias e é, por isto, extremamente importante.



Várias pessoas vêem uma maçã sobre uma mesa. Um botânico a vê e a classifica. Um artista a vê como uma natureza morta e a retrata. Um comerciante de armazém a vê como algo de valor e a registra em seu inventário. Uma criança vê seu almoço e a come. A forma como olhamos para qualquer situação é influenciada pela forma como olhamos o mundo em sua totalidade. Cada ponto de vista do mundo, cristão ou não-cristão, lida com pelo menos estas três questões:


1) De onde viemos? (E por que estamos aqui?)
2) O que há de errado com o mundo?
3) Como podemos consertá-lo?


Um ponto de vista comum sobre o mundo hoje em dia é o Naturalismo, que responde a estas três perguntas desta forma: 1) Somos o produto de atos do acaso da natureza, sem um propósito real. 2) Não respeitamos a natureza como deveríamos. 3) Podemos salvar o mundo através da ecologia e preservação. Um ponto de vista naturalista gera muitas filosofias relacionadas tais como relativismo moral, existencialismo, pragmatismo e utopianismo.


O ponto de vista cristão do mundo, por outro lado, responde a estas três questões biblicamente: 1) Somos criação de Deus, feitos para governar o mundo e ter comunhão com Ele (Gênesis 1:27-28; 2:15). 2) Nós pecamos contra Deus e sujeitamos todo o mundo a uma maldição (Gênesis 3). 3) O próprio Deus já redimiu o mundo através do sacrifício de Seu Filho, Jesus Cristo (Gênesis 3:15; Lucas 19:10), e um dia irá restaurar a criação a seu estado anterior de perfeição (Isaías 65:17-25). O ponto de vista cristão do mundo nos leva a crer em uma moral única e absoluta, em milagres, na dignidade humana e na possibilidade de redenção.


É importante lembrar que o ponto de vista do mundo é abrangente. Afeta cada área da vida, desde o dinheiro à moralidade, da política à arte. O verdadeiro cristianismo é mais do que um conjunto de idéias para se usar na igreja. O cristianismo, como ensinado na Bíblia, já é em si mesmo um ponto de vista do mundo. A Bíblia nunca faz distinção entre uma vida “religiosa” e “secular”; a vida cristã é a única vida que há. Jesus proclamou a Si mesmo “o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6) e o fazendo, tornou-se nosso ponto de vista do mundo.


FONTE:
www.GotQuestions.org/Portugues

Marco Feliciano: Fogueira Santa, mershandising e muita exploração da fé alheia.


AMADOS IRMÃOS ESTA É UMA POSTAGEM MAIS ANTIGA DO PULPITO CRISTÃO,MAS QUE VALE RELEMBRAR POIS, ESTE MOÇO,O MARCO FELICIANO AINDA VIVE DE HERESIAS.
Por Leonardo G. Silva – Th.M.


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O pregador Marco Feliciano com seu cabelo alisado e suas gírias pós-pentecostais causou um verdadeiro alvoroço no meio evangélico, sendo o tema de vários artigos de blogs de apologética ao longo de 2008. Aqui no Púlpito Cristão ele apareceu pela primeira vez como “marqueteiro” da GMF, com aquele tosco merchan: “no GMF consórcios, você adquire, em nome de Jesus, o sonho da casa própria”. Lembro que esse foi um dos primeiros artigos postados nesse blog – que para quem não sabe, tem apenas 2 meses desde a sua criação. Contudo, apesar de não ser mencionado de modo especifico, o Marco sempre é citado em uma ou outra postagem como um péssimo exemplo para os pregadores contemporâneos. Com uma teologia heterodoxa, angeólatra e essencialmente neo-pentecostal, Marco Feliciano é o padrão de tudo aquilo que um pregador não deve ser.

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No mês de setembro, o blog Amenidades da Cristandade noticiou a viagem do Marco à Terra Santa, juntamente com a sua comitiva idólatra, com direito à parada no Monte Sinai para queimar os pedidos de oração que os fregueses, ops… quer dizer, os fiéis enviaram ao seu programa. O pessoal lá do “amenidades” escreveu o seguinte acerca do ocorrido:

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O pastor Marco Feliciano esteve em Israel na semana passada. Ele liderou uma caravana de evangélicos que conheceram a Terra Santa e cumpriu um propósito iniciado no começo de 2008: levar trinta quilos de pedidos de oração para o Monte Sinai, no Egito. Ele carregou pedidos de mais de 100 mil pessoas recolhidos ao longo de diversas campanhas, e orou com um grupo de irmãos para que o Senhor atenda às suplicas contidas nos milhares de papéis. Conforme havia anunciado, ateou fogo aos pedidos, e a fumaça subiu aos céus na madrugada do deserto. “As labaredas são grandes. Olho ao redor e os crentes estão, cada qual num canto, orando, chorando e falando com o Deus de Moisés, que ali mesmo fez um pacto de glória”.

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As práticas estranhas do Marco Feliciano, que agora incluem também a prática da Fogueira Santa – praxe da IURD, e a idolatria geográfica - prática cada vez mais popular no meio “evangelico” (a família Valadão que o diga!), não são nenhuma novidade. Novidade mesmo vai ser o dia em que a CGADB, órgão máximo da Assembléia de Deus no Brasil, excluir esse moço do seu rol de ministros, o que infelizmente ainda não aconteceu e talvez nem aconteça – pois em época de eleições na Convenção Geral, quem é que vai querer meter a mão nessa cumbuca? Parece que o negócio é fazer vista grossa, tal como nos tempos do sacerdote Eli, quando os jovens Ofni e Finéias faziam o que bem queriam enquanto o papai descansava a sua morbidez na cadeira sacerdotal…

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Não sei dizer até quando terei que aturar essa figura apóstata se apresentando como ministro credenciado da Assembléia de Deus. Em Sampa ele já causou celeuma, mudou até de convenção dentro do Estado, e continua pregando suas heresias no púlpito das nossas igrejas, sendo alimentado pelos pastores frouxos que, em semelhança de Arão, recebem o ouro da mão do povo e o lançam literalmente no fogo. E o resultado? Sim, é um ídolo para adorar.

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A última desse moço é que ele fundou seu próprio ministério, a Catedral do Avivamento: uma versão moderna da antiga Babel, com direito a lojinha no templo e etc. Os vídeos da inauguração estão disponíveis no Youtube, mas eu é que não vou divulgar as imagens do show, ops…, quer dizer, do culto deste senhor aqui no meu site. É por alguma razão que esse blog se chama PULPITO CRISTÃO! Se um pregador quer dar classes de paganismo e neo-gnosticismo, que o faça em outro lugar. Aqui ninguém vai promover os shows dos pseudo-avivalistas e manipuladores da fé alheia.

Fonte: Púlpito Cristão.

É POSSIVEL ORAR ENQUANTO DORMIMOS?

Você já percebeu que, ao sair da cama, pela manhã, ao colocar o pé no chão — a não ser que você tenha tido um belo sonho ou um pesadelo horrível —, o que vem à sua mente é exatamente a última coisa que você  conversou, pensou, ouviu ou assistiu antes de ir para a cama? Se, antes de dormirmos, por exemplo, assistimos a um jogo de futebol e ficamos acompanhando os comentários pós-jogo, de manhã cedo será isso a nossa primeira lembrança. Se assistirmos a um programa de entrevistas, logo cedo nos lembraremos de quase tudo, e assim por diante.
Não é por acaso que, em Cantares de Salomão 5.2, está escrito: “Eu dormia, mas o meu coração velava”. Quando dormimos pensando em Deus, em suas obras; quando oramos e meditamos em sua Palavra antes de encostarmos a cabeça no travesseiro, continuamos em sintonia com Ele durante toda a madrugada. E, pela manhã, o nosso pensamento continuará firme no Senhor. Aliás, há, em Isaías 26.3, uma promessa para quem mantém-se em sintonia mental com o seu Criador: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti”.


Ao dormirmos, damos descanso ao nosso corpo. E todo trabalhador precisa de um sono reparador. Mas não pense que o repouso noturno impõe ao “homem interior” descanso. Não! A nossa alma e o nosso espírito não dormem. E, por isso mesmo, precisamos desenvolver a nossa comunhão com o Senhor Jesus de modo contínuo, a fim de orarmos até dormindo!


Parece estranha a afirmação de que oramos enquanto dormimos, mas é preciso entender que o nosso culto individual nunca deve acabar, nem quando dormimos! As reuniões nas igrejas, os cultos coletivos, terminam. O culto individual, ao contrário, deve continuar. Veja o que disse o profeta Isaías: “Com minha alma te desejei de noite e, com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te” (26.9). Além de distinguir espírito e alma, esse profeta mostra que o servo de Deus que se preza o cultua até durante o seu repouso noturno. Afinal, ao dormirmos, o espírito e a alma continuam em plena atividade.


Se a nossa alma estiver cheia de futebol, de filmes violentos ou eróticos, de preocupações, não cultuaremos a Deus em espírito enquanto dormimos. No momento em que pusermos o nosso pé no chão, no dia seguinte, o que virá à tona? Futebol, violência, desejos ilícitos, preocupações... No entanto, se orarmos antes de dormir; se lermos com meditação a Bíblia Sagrada, se fizermos um culto familiar; se estudarmos a lição da Escola Bíblica Dominical; se lermos um bom livro evangélico; se assistirmos a um programa instrutivo; se conversarmos com alguém sobre as grandezas de Deus, etc., é isso que virá à tona pela manhã.


Portanto, é possível orar enquanto dormimos? Claro que sim! Se não fosse, não fariam sentido os textos de 1 Tessalonicenses 5.17 e Salmos 34.1: “Orai sem cessar” e “Louvarei ao SENHOR em todo o tempo”.


Em Cristo,
Ciro Sanches Zibordi


FONTE: BLOG DO CIRO

quarta-feira, 9 de junho de 2010

QUE TIPO DE REI,SOU EU?

Postado por Hermes C. Fernandes

“O rei Davi era já velho…” Assim começa o relato do último capítulo da vida do grande monarca de Israel (1 Reis 1:1). Prestes a despedir-se do mundo, Davi teria que enfrentar seu último gigante.
Adonias, seu filho, apoiado por algumas das pessoas de maior confiança de Davi, resolvera usurpar o trono do próprio pai, embora soubesse que estava destinado a seu meio-irmão Salomão.
Nada indicava que ele fosse capaz de tal ‘proeza’. Crescera à sombra de Absalão, que se destacava por sua beleza e ambição. Este também conspirou contra seu pai, e acabou assassinado pelo comandante do exército de Israel. Depois da morte de Absalão, Davi devotou a Adonias todo o seu amor. Talvez movido de culpa pelo que aconteceu a Absalão. O texto bíblico diz que “seu pai jamais o havia contrariado” (v.6).
Enquanto Absalão tinha um espírito independente, e fora criado solto, Adonias fora criado nas barras de seu pai.
Ambos conspiraram para tomar o trono de Israel, porém, com motivações bem distintas. Absalão era movido pela vaidade. O que desejava era o poder, a fim de provar à todos que poderia ser um rei mais competente que seu pai (2 Sm.15:4). Já Adonias foi movido pela paixão.


O texto diz que Davi, já de idade avançada, “por mais que o envolvessem com cobertas, não conseguia se aquecer. Então lhe disseram os seus servos: Busque-se para o rei meu senhor uma jovem virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele. Durma ela no seu seio, para que o rei meu senhor se aqueça. Assim procuraram por todos os termos de Israel uma jovem formosa, e acharam a Abisague, sunamita, e a trouxeram ao rei. Era a jovem sobremaneira formosa: cuidava do rei, e o servia, porém o rei não a conheceu. ENTÃO Adonias, filho de Hagite, se exaltou, dizendo: EU REINAREI” (1 Reis 1:1-5a).
Abisague fora escolhida como a última concubina de Davi. Aquele que o sucedesse no trono, herdaria seu harém, e isso, incluía aquela linda jovem.
Foi por desejá-la, que Adonias fez o que fez. Não era o trono que lhe interessava, mas o prazer que teria ao possuir àquela linda virgem que cuidava de seu velho pai.
- Que desperdício! Imaginava Adonias. – Uma jovem tão formosa, cuidando de um velho incapaz de satisfazê-la.
Absalão fora seduzido pelo poder, Adonias foi seduzido pela luxúria.


O coração humano é deveras complexo. Há desejos que escondem motivações mais profundas, por vezes, inconfessáveis. Uns almejam o trono pelo poder, outros pelo prazer. Mas poucos são os que o almejam pela motivação certa.
Paulo diz que “se alguém aspira ao episcopado, execelente obra deseja” (1 Tm.3:1). Houve um tempo em que muitos jovens almejavam o ministério com motivações puras. Queriam ganhar almas, servir ao rebanho, e glorificar a Deus através de suas vidas. Hoje, porém, há muitos que aspiram ao ministério pelo glamour, pela fama, pelo dinheiro, pelo poder. Aliás, sempre houve quem nutrisse tais motivações. Paulo os denuncia àqueles que imaginavam que o ministério fosse “fonte de lucro” (1 Tm.6:6). Pedro também os denuncia e diz que “muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas” (2 Pe.2:2-3a).


Não é o trono que querem, e sim, Abisague. O trono é apenas o meio de se alcançar o verdadeiro objetivo.


Da mesma forma, não é o ministério que se aspira, mas a fama, que eventualmente, vai possibilitá-lo concorrer a um cargo político. O nome de Deus é usado para que se consiga outros fins. É triste constatar isso, mas é a mais pura realidade. Chega ser nojento…


E quem não se dobra isso é tachado de idiota. É como o velho Davi, que tem Abisague ao alcance das mãos, mas é incapaz de possuí-la.


Quando Natã, o profeta, soube das intenções de Adonias, chamou Bate-Seba em particular, e pediu que colocasse Davi à par do que estava acontecendo. Afinal de contas, Davi jurara que Salomão, filho de Bate-Seba, seria seu sucessor no trono.


Ao saber que Adonias estava promovendo uma festa em que se auto-proclamava o novo rei de Israel, Davi mandou que buscassem sua mula, e fizessem com que Salomão a montasse, e que, chegando a Giom, fosse ungido pelo profeta Natã, e pelo sacerdote Zadoque, como o legítimo rei de Israel.


Naquele momento, Israel tinha dois reis, um legítimo, outro impostor. O povo, percebendo o que acontecia, deixou a festa de Adonias, e juntou-se aos que celebravam a posse de Salomão.


Ao ser informado do que acontecia, Adonias se desesperou, pois sabia que seria acusado de traição, o que resultaria em sua morte. Para evitar o pior, Adonias agarrou-se às pontas do altar, pois achava que ninguém se atreveria a matá-lo ali. Só deixou aquele lugar, depois de receber a garantia de que Salomão pouparia sua vida. Como Adonias, tem muita gente agarrada às pontas do altar, não por amar a Deus ou ao ministério, mas para protegerem seus interesses.


Depois que a poeira baixou, e o trono de Salomão foi consolidado, Adonias resolveu fazer uma nova investida. Mas agora, ele iria direto ao ponto. Em vez de um complô, Adonias acercou-se de Bate-Seba, mãe do rei, e pediu que intercedesse por ele. Repare em seus argumentos:


“Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel tinha posto a vista em mim para que eu viesse a reinar, ainda que o reino se transferiu e veio a ser de meu irmão; pois foi feito seu pelo Senhor. Agora um só pedido te faço; não mo rejeites. Ela lhe disse: Fala. Ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão (pois não to recusará), que me dê por mulher a Abisague, a sunamita” (2:15-17).


Em outras palavras: - Já que não posso ter o trono, que eu tenha Abisague!
Isso era tudo o que ele realmente queria.


Semelhantemente, há muitos que já desistiram do ministério, mas não desistiram do que ele possa oferecer. Alguns ostentam o título de pastor, sem ao menos terem um rebanho para cuidar, ou, pelo menos, ajudar a outro a apascentar. Muitos ainda trocaram o púlpito pelo plenário, ou pelo palanque, ou pelo palco. Virou moda cantores serem ‘ungidos’ a pastores, para dar mais peso ao seu ‘ministério’.


Se der pra ter Abisague, e de quebra, ocupar o trono, melhor ainda. Mas se não der pra ter um, vale a pena lutar para ter o outro.


E o pior é que Bate-Seba caiu na estorinha de Adonias. Prestou-se ao papel de interceder para que Salomão liberasse Abisague de seu harém, e a concedesse a Adonias.


Se Salomão se mostrasse fraco naquele instante, ele correria o risco de por tudo a perder. Por isso, não deixou por menos. Ordenou que se aplicasse a Adonias a pena que ele merecia desde que usurpara o trono de seu pai.


Quais são as verdadeiras motivações do nosso coração? Por que desejamos ocupar uma determinada posição? O que nos leva a gastar cinco anos de nossas vidas numa faculdade? Seria o conhecimento lá adquirido, ou simplesmente o canudo que receberemos na conclusão do curso? Por que um pastor luta para encher sua igreja? Seria pela satisfação de ver almas salvas, ou pelo prestígio que isso lhe garantiria? Enfim, as lições apreendidas neste episódio da vida de Davi, podem e devem ser aplicadas em quaisquer circunstâncias, e não apenas no âmbito ministérial.


Conheci um jovem ministro que tinha tudo pra ser uma legítima bênção. Quando começou a crescer, deixou que Satanás enchesse seu coração de vaidade. Um dia ele disse à minha esposa: – Tá vendo aqui este relógio de ouro? Me diga qual o pastor de nossa igreja que tem um como este! Eu não quero acabar como esses pastorzinhos! Naquele instante, minha esposa fitou-lhe os olhos e disse: Este não é o pastor fulano que eu conheço. Que orgulho é esse? Pouco tempo depois, esse pastor veio a dividir uma das igrejas mais queridas de nossa denominação.


Lembre-se que o coração humano é enganoso. Não confie em sua capacidade de auto-examinar-se. Faça como Davi. Peça que o Senhor sonde seu coração, e perscrute os porões de sua alma, para ver se há algum caminho mal. Também não se deixe enganar pela aparência. Quem deseja ocupar o trono pode estar de olho é em Abisague.
 
FONTE: BLOG DO HERMES FERNANDES

quinta-feira, 3 de junho de 2010

ANIMADORES DE PALCO NOS PÚLPITOS,VEJA COMO IDENTIFICAR



O artigo em apreço não tem por objetivo traçar perfil de algum pregador famoso, mas sim alertar contra os mercenários vestidos de ovelhas que andam em nosso derredor. Que possamos tomar o cuidado de que os nossos nomes não estejam no rol de membros do conselho de animadores de auditório! É tempo de tomarmos posição, pois daqui a pouco não acharemos quem pregue a Palavra, mas sobrarão aqueles que buscam entretenimento para o povo.Como identificar um animador de auditório? Abaixo estão algumas características nada virtuosas desses pregoeiros do triunfalismo utópico.


01. Os animadores de auditório amam a popularidade.


Ter nomes em camisetas, em placas de denominações, ser cogitado por várias igrejas e ter agenda impossível de ser cumprida, eis o sonho de todo animador de auditório. Querem popularidade, fama, glória! Para isso foi chamado o pregador do evangelho? Esse deve ser o objetivo daqueles que dizem seguir o humilde Nazareno? Fama e muitos seguidores é sinal de aprovação divina? É claro que não!


Alguém logo argumenta:- Ora, Jesus foi um homem popular em sua época! Mas é bom lembrar que Jesus não buscava popularidade, ele buscava almas! Jesus, mediante muitos de seus milagres dizia ao beneficiado que não contasse nada a ninguém. Quem foi o único homem digno de glória senão Jesus, mas ele “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.7). Quis o manso Filho do Homem nos dar o exemplo!


Apesar da grande popularidade de Cristo, nos seus momentos de explosão de milagres, ele amargou o desprezo dos amigos e discípulos durante o caminho do Gólgota. Como bem havia profetizado o profeta messiânico: “Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.3).


02. Os animadores de auditório são usuários do marketing pessoal.


Certo dia vi um cartaz na igreja em que estava: “Pregador Fulano de Tal, Conferencista, em suas reuniões acontece batismos no Espírito Santo, curas divina, libertações, bênçãos, mas tudo pelo poder de Deus”! Seria cômico se não fosse trágico, pois usa de uma falsa modéstia para falar que todas essas bênçãos, promotoras do seu marketing pessoal, que acontecem simplesmente pelo poder de Deus. É claro que um cartaz bem elaborado como esse, serve para fazer promoção de alguém que quer evidência. Podemos fazer propaganda de milagres? Tornar o poder de Deus algo sujeito a nossa manipulação? Determinar o dia em que um milagre vai acontecer? Isso é o dom da fé ou o mercantilismo da fé?


O animador de auditório fala muito de si mesmo, diz ele: “Eu fiz isso, eu fiz aquilo; no meu ministério acontece isso, acontece aquilo; aqui eu faço e acontece”. Sempre há muita arrogância e busca de auto-promoção. Esse animador é sempre o grande ungido que não pode ser contestado.


03. Os animadores de auditório desprezam a pregação expositiva.


Pregar sobre uma passagem bíblica de maneira profunda, bem estudada e pesquisada, além de levar os ouvintes a reflexão. Eis algo que os animadores de auditório abominam! Dizem logo que não precisam de esboços, pois o Espírito Santo revela. Ora, o Espírito Santo é limitado em expressar a sua vontade por meio de um esboço? O que esses animadores não querem admitir é que a pregação expositiva impede o seus teatrinhos, pois a centralidade é em torno da Palavra. Além disso, um sermão expositivo exige tempo e bom preparo, algo descabido na era dos descartáveis e das comidas-rápidas. Bem cantou o salmista: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices”(Sl 119.130).


04. Os animadores de auditório desprezam o ensino e o estudo da Palavra.


Como pode alguém dizer que foi chamado para o ministério pastoral se não tem apreço para o ensino. Pastor não foi chamado para cantar, construir templos, fazer campanhas sociais, tudo isso é bom, mas a principal missão do pastor é ensinar o seu rebanho. Já dizia o apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo: “seja apto para ensinar”(I Tm 3.2). O ensino exige aprendizado. Aquele que ensina deve-se dedicar ao ensino (Rm 12.7). Escreveu o professor James I. Packer: Despreze o estudo de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções, como um cego, como se não tivesse nenhum senso de direção e não entendesse aquilo que o rodeia. Deste modo poderá desperdiçar sua vida e perder a alma.[1]


Os animadores de auditório não suportam sermões de conteúdo, pois eles querem é entretenimento. São como crianças que deveria ficar na escola, mas pulam o muro para jogar bola. O pregador não pode fugir da responsabilidade de trazer conteúdo bíblico aos seus ouvintes, como disse Paulo: “Pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 4.2, 15).


05. Os animadores de auditório desprezam temas relevantes em suas pregações.


Você já foi em um grande congresso, onde esses animadores de auditório comparecem, cujo tema era “O fruto do Espírito” ou “A Santíssima Trindade”? Mas certamente você já foi em eventos que os verbos mais conjugados foram: receber, vencer, poder, ganhar, conquistar, sonhar, triunfar etc?! Infelizmente os temas essenciais da Bíblia são desprezados nos púlpitos. Onde estão aquelas pregações sobre o “caráter cristão”, “a graça de Deus”, “o céu e inferno”, “a justificação pela fé”, “a mortificação da carne”, “o preparo para um encontro com Deus” etc? Logos os animadores dizem: “Isso é tema para Escola Dominical”, mas eles nunca vão a Escola Bíblica Dominical! E quem disse que pregação não deve conter o temas essenciais da fé cristã?Para pregar os temas relevantes da fé cristã é preciso manejar bem a Palavra da Verdade e ser como Apolo, “varão eloquente e poderoso nas Escrituras” (Atos 18.24). Mas não basta somente boa oratória, eloquência e experiência em homilias, é necessário acima de tudo dominar as Escrituras, ser “instruído no caminho do Senhor” e ser “fervoroso de espírito”, sendo assim, o pregador vai falar e ensinar com diligência “as coisas do Senhor”(Atos 18.25), assim como Apolo. John Stott escreveu: O arauto cristão sabe que está tratando de assunto de vida ou morte. Anuncia a situação do pecador sob os olhos de Deus, e a ação salvadora de Deus, através da morte e ressurreição de Cristo, e o convida ao arrependimento e à fé. Como poderia tratar tais temas com fria indiferença?[2]


A partir do momento em que os pregadores esquecem o tema principal do evangelho, eles desprezam o próprio Senhor da Palavra. Quando desprezam o verdadeiro Deus passam a adorar o falso deus da teologia da prosperidade: Mamon! Isso acontece quando as doutrinas centrais do cristianismo são desprezadas.


06. Os animadores de auditório despertam o emocionalismo.


O emocionalismo é ser guiado e orientado pelas emoções. A emoção é parte importante do culto cristão, pois nós, os seres humanos, somos emocionais e também racionais; o grande problema é que os animadores valorizam excessivamente a emoção em detrimento da razão. Os animadores chegam a afirmar que as pessoas não precisam compreender aquilo que acontece em suas reuniões ou dizem para que os cultuantes não usem a mente. Outros, mais ousados, ameaçam sua platéia dizendo que Deus condena os incrédulos, com se ter senso crítico fosse incredulidade. A Bíblia adverte contra a credulidade cega, que não analisa e vê, baseado nas Escrituras, aquilo que está engolindo (I Jo 4.1). Os animadores de auditório não gostam de uma platéia que pense!


07. Os animadores de auditório pregam um deus mercantilista.


Para os animadores Deus é obrigado a agradar os seus bons meninos dizimistas e ofertantes. A base do relacionamento com Deus é na troca: “Eu vou dar o dízimo para Deus me dar uma casa ou vou fazer uma grande oferta para arranjar uma linda noiva”. Ora, vejam com Deus é visto nos pensamento dos animadores, como um grande comerciante, melhor inclusive que aplicação na bolsa de valores.


Quão miserável é essa espiritualidade mercantilista, onde o dinheiro é visto com mediador entre o homem e Deus; onde a “divindade” faz trocas com homens materialistas. Ó quão miserável e podre doutrina dos animadores de auditório! Mas quão maravilhosa é a visão bíblica do Altíssimo, um Deus de amor que nos transmite graça sendo nos ainda pecadores, e que nos livra do pecado e da morte e nos dá uma nova vida em Cristo!


08. Os animadores de auditório amam títulos.


Apesar do horror pelo estudo bíblico, os animadores gostam do título de Doutor em Divindades, que pode ser comprado por dois mil dólares em falsas faculdades nos Estados Unidos e no Brasil, mas só que na América de cima é mais chique! Ora, como alguém se torna doutor em apenas seis meses, eis um rolo gospel do diploma?


Isso mostra que os animadores não estão preocupados com um estudo aprofundado das Escrituras ou até mesmo na trilha de uma carreira acadêmica, o que eles amam na verdade é os títulos. Hoje proliferam os auto proclamados bispos, profetas, apóstolos, arcanjos e daqui a pouco: semi-deus ou vice-deus. Mas é melhor não dar idéia.


*** Importado do Blog do Pr. Ilton: Estudos e mensagens
FONTE: VEJA A VERDADE NA BÍBLIA;NÃO CREIA EM HOMENS


quarta-feira, 2 de junho de 2010

TCHAU TEOLOGIA....


Leonardo Gonçalves Teologia Contemporânea terça-feira, 1 de junho de 2010

Por Magno Paganelli

Jesus respondeu: “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!”


A história da Igreja ensina que as diferenças de opinião sobre modos de interpretação (abordagens) e doutrinas (posicionamentos) sempre ocorreram. A novidade nos últimos anos é que os cristãos não mais divergem sobre abordagens nem sobre posicionamentos, porque nada sabem sobre a Bíblia nem sobre teologia. A maioria dos cristãos não considera a teologia e suas doutrinas algo importante, relevante e nem de aplicação prática em suas vidas.


Nas igrejas (e reuniões informais dos “sem-igreja”), no entanto, todos querem acertar o alvo e se darem bem. Mas como isso acontecerá, se não conhecem a proposta bíblica? O clímax da afirmação acima, feita por Jesus, é que nós “erramos”, e ele dá o motivo: por falta de conhecimento. Vincent Cheung em sua obra diz que “não há propósito maior para o homem senão o de conhecer a Deus”, e, “visto que Deus se revelou através da Escritura, conhecer a Escritura é conhecê-lo, e isto significa estudar teologia”. Isso não significa, necessariamente, matricular-se numa escola de teologia.


Até para servir a Deus em nossas “igrejas de bairro” necessitamos, ao menos, de uma teologia “funcional”, formulações para que nosso serviço seja feito de acordo a Palavra de Deus. Nada pode ser realizado na vida espiritual cristã sem a mínima noção de teologia: não podemos crer, não podemos evangelizar, não podemos pregar, não podemos ensinar, não podemos nem orar sem conhecimento teológico!


Em Romanos 10.13-15a há, por exemplo, uma proposição teológica: “Porque ‘todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (NVI). Em outras palavras, é preciso aprender a verdade de Deus para pregá-la e levar outros a crer.


Alguém pode não gostar de teologia sistemática (Cristologia, Harmatiologia, Escatologia), mas precisa ao menos da teologia bíblica (do Antigo Testamento ou do Novo Testamento, ou a dos apóstolos – João, Lucas, Paulo, Pedro). A Teologia, portanto, é inevitável. A questão então se torna: Sua Teologia é correta?


A Teologia equivocada leva inevitavelmente ao desastre espiritual (e a outros desastres também!). Há grupos que, por não formularem corretamente uma teologia básica, chegam a negar a existência de Deus. Outros formulam conceitos errados sobre Jesus e sua divindade, e assim invalidam a sua obra eficaz. Também há formulações erradas sobre o Espírito Santo e sobre as Escrituras, como Jesus advertiu no versículo acima.


Há exemplos clássicos de erros por causa do desconhecimento das Escrituras e da Teologia:

- Jesus nunca disse: “De mil passarás, a dois mil não chegarás”, como alguns dizem
- A reencarnação não existe, mas sim a ressurreição
- Jesus também nunca disse: “Não cai uma folha de uma árvore sem que Deus não saiba”
- Jesus nunca disse aos perdidos: “Eis que estou à porta e bato...”. Ele disse isso à Igreja (a cristãos!).
Há uma lista que poderia ser relacionada aqui. Uma lista não, algumas boas páginas!
Diante da necessidade do estudo das Escrituras e visto que estudar as Escrituras é procurar conhecer a Deus para servi-lo melhor e sem erros, a Teologia é a maneira mais segura de preparar nossa vida espiritual para que seja uma vida de acertos constantes. Você pode programar-se para o estudo da Palavra de Deus se sentir em seu coração que ama o Senhor e quer melhorar o seu conhecimento a respeito dele e o seu relacionamento pessoal com o Senhor Jesus. Mas negar-se a conhecê-lo melhor e conhecer a Palavra que testifica a seu respeito é garantia de erros e afastamento. Quem dá adeus ao estudo das Escrituras não vai com Deus...

TEMA EDITADO POR ESTE EDITOR.FONTE: NEOPROTESTANTE

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