sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EUA pedem clemência ao Irã por pena de morte contra pastor cristão

Publicado em 30 de setembro de 2011 por Leonardo Gonçalves




WASHINGTON, EUA, 29 Set 2011 (AFP) – Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira que o Irã mostrará um “desprezo total” pela liberdade religiosa se suas autoridades executarem um pastor iraniano que se recusa a negar sua fé cristã para se converter ao islã.

“Os Estados Unidos condenam a pena de morte imposta ao pastor Youssef Nadarkhani. A execução da pena capital constituirá uma nova prova do desprezo das autoridades iranianas pela liberdade de culto”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado.

“O pastor Nadarkhani não fez nada além de manter sua fé devota, que é um direito universal de todas as pessoas”.

“A tentativa das autoridades iranianas de forçá-lo a renunciar a sua fé viola os valores religiosos que elas alegam defender, atravessa todos os limites da decência e viola as próprias obrigações internacionais do Irã”.

“Nós convocamos as autoridades iranianas a libertar o pastor Nadarkhani e a demonstrar compromisso com os Direitos Humanos básicos e universais, incluindo a liberdade de religião”.

Nadarkhani, de cerca de 30 anos, tornou-se pastor de uma pequena comunidade evangélica chamada de Igreja do Irã após se converter do Islã aos 19 anos.

Autoridades iranianas o prenderam por apostasia em 2009 e o condenaram à morte sob a lei islâmica da Sharia.

O pastor foi poupado por um recurso da Suprema Corte em julho, afirmou seu advogado à AFP, mas foi condenado à morte novamente depois que o caso foi reexaminado em um tribunal de sua cidade natal, Gilan, de acordo com meios de comunicação locais.

Do G1; indicado pelo nosso amigo Wagner Lemos do Blog Web Evangelista. Divulgação:Púlpito Cristão

Em Cristo,
Mário

"Como e quando foi compilado o cânone da Bíblia?"




 O termo “cânone” (ou “cânon”) é usado para descrever os livros que foram divinamente inspirados e, por isso, pertencentes à Bíblia. O aspecto difícil em determinar o cânone bíblico é que a Bíblia não nos dá uma lista dos livros que a ela pertencem. Determinar o cânone foi um processo, primeiro por rabinos judeus e eruditos, e depois, mais tarde, por cristãos primitivos. Certamente foi Deus quem decidiu que livros pertenciam ao cânone bíblico. Um livro ou Escritura pertenceu ao cânone a partir do momento que Deus inspirou sua autoria. É simplesmente uma questão de Deus convencer Seus seguidores humanos de que livros deveriam ser incluídos na Bíblia.

Em comparação ao Novo Testamento, houve pouca polêmica a respeito do cânone do Velho Testamento. Crentes Hebreus reconheceram os mensageiros de Deus e aceitaram o que escreveram como inspirado por Deus. Houve, inegavelmente, algum debate a respeito do cânone do Velho Testamento. Entretanto, por volta de 250 d.C. houve uma concordância quase universal a respeito do cânone das Escrituras Hebraicas. A única pendência foi sobre os Apócrifos... com algum debate e discussão que se estende até hoje. A vasta maioria dos eruditos hebreus consideraram os Apócrifos como bons documentos históricos e religiosos, mas não no mesmo nível das Escrituras Hebraicas.

Para o Novo Testamento, o processo de reconhecimento e compilação começou nos primeiros séculos da igreja cristã. Desde o início, alguns dos livros do Novo Testamento foram sendo reconhecidos. Paulo considerou os escritos de Lucas tão cheios de autoridade quanto o Velho Testamento (I Timóteo 5:18; veja também Deuteronômio 25:4 e Lucas 10:7). Pedro reconheceu os escritos de Paulo como parte das Escrituras (II Pedro 3:15-16). Alguns dos livros do Novo Testamento circulavam entre as igrejas (Colossenses 4:16; I Tessalonicenses 5:27). Clemente de Roma mencionou ao menos oito livros do Novo Testamento (95 d.C.). Inácio de Antioquia reconheceu cerca de sete livros (115 d.C.). Policarpo, um discípulo de João o Apóstolo, reconheceu 15 livros (108 d.C.). Mais tarde, Irineu mencionou 21 livros (185 d.C.). Hipólito reconheceu 22 livros (170-235 d.C.). Os livros do Novo Testamento que provocaram maior polêmica foram Hebreus, Tiago, II Pedro, II João e III João. O primeiro “cânone” foi o Cânon Muratoriano, que foi compilado em 170 d.C. O Cânon Muratoriano incluiu todos os livros do Novo Testamento, exceto Hebreus, Tiago e III João. Em 363 d.C. o Concílio de Laodicéia estabeleceu que somente o Velho Testamento (e os Apócrifos) e os 27 livros do Novo Testamento deveriam ser lidos nas igrejas. O Concílio de Hippo (393 d.C.) e o Concílio de Cartagena (397 d.C.) também afirmaram a autoridade dos mesmos 27 livros.

Os concílios se basearam em algo similar aos seguintes princípios para determinar se um livro do Novo Testamento era realmente inspirado pelo Espírito Santo: 1) O autor foi um apóstolo, ou teve uma estreita ligação com um apóstolo? 2) O livro é aceito pelo Corpo de Cristo como um todo? 3) O conteúdo do livro é de consistência doutrinária e ensino ortodoxo? 4) Este livro contém provas de alta moral e valores espirituais que reflitam a obra do Espírito Santo? Novamente, é crucial recordar que a igreja não determina o cânone. Nenhum concílio primitivo determinou o conteúdo do cânone. Foi Deus, e unicamente Deus quem determinou quais livros pertenciam à Bíblia. Foi simplesmente questão de Deus convencer Seus seguidores a fazer o que Ele já havia decidido. O processo humano de reunir os livros da Bíblia foi imperfeito, mas Deus, em Sua soberania, e apesar de nossa ignorância e teimosia, levou a igreja primitiva ao reconhecimento dos livros que Ele havia inspirado.



Tens Perguntas? Questões Bíblicas Respondidas.

Em Cristo,
Mário

A impossibilidade do povo de Deus


Publicado em 29 de setembro de 2011 por Leonardo Gonçalves

Por John Piper


O grande plano redentivo de Deus – seu plano de adquirir um povo para seu nome de todas as nações, tribos e línguas, um povo que confia nele e o ama e o segue – este plano chega a um ponto decisivo com o chamado de Abraão e a grande promessa em Gênesis 12.3, “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Como isso aconteceria? Gênesis 17 nos dá parte da resposta. Deus fez uma aliança com Abraão e prometeu ser Deus – um Deus salvador e abençoador – para ele e seus descendentes. Verso 7 diz: “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações”. Mas como as nações serão incluídas nessa aliança de bênção? O verso 4 diz: “Eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações”. Eu entendo que isso significa que a maneira como as nações serão abençoadas em Abraão (como Gênesis 12.3 afirma que elas serão) é tornando-se descendência de Abraão por tê-lo como seu pai. De alguma forma, as bênçãos da aliança alcançarão todas as nações e, ainda assim, as bênçãos virão somente sobre a semente ou descendência de Abraão. De alguma forma, Abraão tornar-se-á o pai de pessoas de todas as nações.

Como isso pode acontecer? A primeira resposta é negativa: não acontecerá pelos poderes da carne – isto é, pelos poderes que nós, seres humanos, temos por natureza. Isso se torna claríssimo no caso de Agar. Abraão vê que não tem descendência, mas a promessa de Deus (Gn 15.5) é que seus descendentes serão como as estrelas no céu. Então, Abraão resolve tratar disso com suas próprias mãos e dorme com Agar, a serva de sua esposa.

Agora ele tem um filho, Ismael, e Deus pode continuar com seu programa redentivo! Um filho da carne – uma criança produzida pelos poderes naturais de Abraão. E, em Gênesis 17.19, Deus diz Não! “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”.

Por quê? Por que Deus esperou tanto para dar o filho prometido? Gênesis 18.11 dá a resposta:” E eram Abraão e Sara já velhos, e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres”.

De acordo com Gênesis 11.30, Sara sempre foi estéril, mesmo durante seus anos férteis. Agora, ela está além deles. Portanto agora, e somente agora, é a hora do filho da aliança nascer. Quando os recursos humanos foram exauridos, então Abraão e Sara estão reduzidos às risadas da incredulidade completa – agora Deus dá a promessa, diferente de todas as promessas humanas – uma promessa que carrega o poder de cumprimento dele (18.14): “Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho”.

Deus espera até ser humanamente impossível que o filho da aliança nasça a fim de mostrar que não é por esforço humano que o povo da aliança será criado. É obra da graça divina e soberana. A formação de um povo de Deus de todas as famílias da terra por amor de seu nome não é uma criação humana. É por isso que Ismael não qualifica como o filho da promessa. Simbolicamente, ele nasceu por obra da carne, o produto da presunção e da descrença de Abraão.

A formação de um povo de Deus de todas as famílias da terra por amor de seu nome não é uma criação humana

Portanto, a pergunta “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18.14) é uma pergunta sobre a capacidade de Deus de criar para si mesmo um povo da aliança contra todas as chances humanas. É a grande questão missionária. E a resposta dessa história é que Sim, ele pode, e Ele fará. Ele glorifica sua liberdade e poder ao chamar à existência coisas que não são, como se elas existissem (Romanos 4.17; 1 Coríntios 1.28).
A impossibilidade de uma semente prometida

Mas como, perguntamos, podem todas as famílias da terra tornarem-se parte da bênção prometida a Abraão e sua semente? O Novo Testamento responde que Jesus é a semente de Abraão e que, se você está em Cristo pela fé, então você é descendência de Abraão, herdeiro segundo a promessa (Gálatas 3.16,26-29).

Jesus é a semente de Abraão. Se você está em Cristo pela fé, você é descendência de Abraão, herdeiro segundo a promessa

Isso é fruto do que fazemos? Nós, gentios, nos tornamos descendência de Abraão por nosso próprio poder? Não vem de nós, e o Novo Testamento deixa isso claro ao pregar a verdade de Gênesis 18.14 – nada é muito difícil para Deus – ao aplicá-lo ao nascimento de Jesus, o grande filho da promessa, e ao novo nascimento de seus discípulos.

Em Lucas 1.31, Gabriel diz à virgem Maria (assim como Deus disse à estéril Sara), “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho”. Maria pergunta: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?”. O anjo responde no verso 37: “Porque para Deus nada é impossível”.

E novamente Deus escolheu um momento e uma pessoa em que é humanamente impossível gerar um filho da promessa. Por quê? Para mostrar que a criação de um povo da aliança não reside no poder do homem. É obra de Deus, e nada é impossível para Deus.

A impossibilidade da salvação pessoal

Mas não é pelo que fazemos que somos unidos a Cristo e nos tornamos herdeiros da promessa? Deus realmente cria um povo da aliança em todos os momentos? Somos todos como Sara, férteis e idosos? Somos todos virgens Marias? Não reside em nós o poder, sem a obra sobrenatural de Deus, de abandonar o amor por essse mundo, nos unirmos a Cristo, nos tornar parte do povo da aliança e ser salvos?

Bem, somos ordenados a crer, a abandonar o pecado, a amar a Cristo. Mas, novamente a verdade de Gênesis 18.14 é aplicada para responder essa questão, dessa vez pelo próprio Jesus (Marcos 10.27). Depois do jovem rico deixar Jesus, indisposto a abandonar seu amor pelo mundo, Jesus diz: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus”. Os discípulos se impressionaram com isso e disseram: “Quem poderá, pois, salvar-se?”. Ao que Jesus dá resposta de Gênesis 18.14: “Para os homens (para Abraãos e Saras) é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis” (v.27).

Todas as coisas são possíveis para Deus

O que diremos então? O propósito de Deus na história da redenção é salvar um povo para seu nome, abençoar todas as famílias da terra, juntar um povo da aliança de todas as nações, tribos e línguas, e glorificar sua onipotência e liberdade ao fazê-lo onde é humanamente impossível.

Um muçulmano pode ser levado a reconhecer e glorificar a glória de Cristo, o Deus-homem, crucificado pelos pecadores e ressuscitado como Senhor dos senhores e Rei dos reis? Podem os miseráveis ser transformados e lixos humanos tornarem-se filhos de Deus?

Deus trouxe à existência o filho da aliança da fértil Agar ou da estéril Sara? Deus trouxe Jesus da casada Isabel ou da virgem Maria? Ele te salvou da descrença pelo teu poder ou pelo poder dele? Há algo difícil para Deus?

Podem os miseráveis ser transformados e lixos humanos tornarem-se filhos de Deus? Há algo difícil para Deus?
O poder de Deus para Henry Martyn

Esta é a grande pergunta missionária porque, em cada ponto da Escritura, o tema é: Deus pretende criar um povo da aliança para si mesmo contra todas as chances humanas. Portanto, não é surpreendente que essa verdade serviu ao grande missionário Henry Martyn. Ela serviu a ele de três formas: em sua busca pela santidade, em seu ministério junto aos corações endurecidos e em sua morte.

Dez dias depois de chegar à Índia, ele escreveu:

“Por que eu não posso ser como Fletcher e Brainerd e aqueles grandes homens dos tempos atuais? Haverá coisa alguma difícil ao Senhor? É impossível que meu estúpido coração de pedra venha a se inflamar com amor e zelo?” (p.333)

Em outras palavras, Martyn lutou a luta pela santidade com a verdade de que nada era difícil para Deus, mesmo sua própria santificação. Era sua única esperança.

Segundo, como Martyn lutou pela conversão dos corações duros? No navio em que navegou para Índia, ele lideraria cultos para os passageiros e a tripulação. Havia apenas um homem em particular, chamado B., que se opôs a ele constantemente. Martyn escreveu:

“Ouvi que B. geralmente começava a xingar após o culto. Dificilmente vi alguém tão determinado contra a santidade. Mas, mesmo esse homem pode ser o primeiro a derreter, quando Deus estende sua mão.” (p.218)

Essa era a esperança de Martyn diante de corações de pedra.

Então, no fim de sua vida, novamente em um navio, dessa vez indo para a Pérsia, ele disse:

“Quanto aos asiáticos, eles têm língua, costume e religião tão diferente de nós, como se fossem habitantes de outro planeta. Eu falo um pouco de arábico às vezes para os marinheiros; mas sua rejeição ao Evangelho, e seu apego à sua própria superstição, fazem sua conversão parecer impossível. Quão estupendo este poder, que pode fazer desse povo seguidores do Cordeiro, quando eles quase se assemelham a Satanás em orgulho e maldade!” (p. 435)

Em outras palavras, Martyn tirou sua esperança, coragem e força perseverante da verdade de Gênesis 18.14. Nada é muito difícil para Deus! “Quão estupendo este poder, que pode fazer desse povo seguidores do Cordeiro!”. Ele pode levantar filhos de Abraão das pedras (Mateus 3.9).

Finalmente, em sua última doença, enquanto lutava para completar sua tradução, ele escreveu:

“Se eu viver para completar o Novo Testamento Persa, minha vida após isso será de menor importância. Mas quer a vida ou a morte, possa Deus ser magnificado em mim! Se ele tem trabalho para mim, eu não morrerei.”

Em outras palavras, porque nada é difícil para Deus, você é imortal até que a obra que ele tem para você seja feita.

Haverá coisa alguma difícil para Deus? Não! Nenhum ministério urbano. Nenhuma missão entre os muçulmanos. Portanto, vamos levar nosso chamado e dizer como o apóstolo Paulo: “Em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4.12-13)

Traduzido por Josias Jr no Blog iProdigo. Divulgação: Pulpito Cristão

Em Cristo,

Mário César

CHARLATÃO DIZ QUE JESUS PAGA DÍVIDAS NA TV !




ASSISTA O VIDEO;NEM PRECISO COMENTAR.

EM CRISTO,
MARIO

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pastor Yousef Nadarkhani pode ser sentenciado a morte




Poucos dias depois que o Irã libertou dois norte-americanos acusados de espionagem no país, um tribunal iraniano confirmou a acusação de apostasia contra o pastor Yousef Nadarkhani e sentenciou à morte.


O tribunal da província de Gilan determinou que o pastor Nadarkhani devia negar sua fé em Jesus Cristo, pois ele vem de uma família de ascendência islâmica. O SupremoTribunal do Irã disse anteriormente que não deveriam determinar se o pastor Yousef tinha sido muçulmano ou não em sua conversão.

No entanto, os juízes exigiram que ele se retratasse de sua fé em Cristo antes mesmo de terem provas contra ele. Os juízes afirmaram que, embora o julgamento vá contra as atuais leis iranianas e internacionais, eles precisam manter a decisão do Tribunal Supremo em Qom.

Quando pediram a ele para que se “arrependesse” diante dos juízes, Yousef disse: “Arrependimento significar voltar. Eu devo voltar para o quê? Para a blasfêmia que vivia antes de conhecer a Cristo?” Os juízes responderam: “você deve voltar para a religião dos seus antepassados, deve voltar ao Islã”. Yousef ouviu e respondeu: “Eu não posso fazer isso.”

Família

O pastor Yousef conseguiu ver seus filhos pela primeira vez desde março. Ele estava de bom humor e falava de sua enorme vontade de servir a Igreja depois que fosse libertado da prisão.

O pastor Yousef enfrentará duas “audiências’ adicionais hoje (27) e amanhã (28 de setembro) com o propósito principal de o fazerem negar sua fé cristã. Os advogados do pastor Yousef tentarão apelar para que revejam a sentença, mas se o tribunal agir segundo sua própria interpretação da Sharia (lei islâmica), Yousef pode ser executado amanhã.

Tecnicamente, não há mais direitos para recursos e sob a interpretação da lei da Sharia, o pastor Yousef tinha direito a três chances de se retratar. Amanhã será sua última chance de se retratar. Depois, ele poderá ser executado a qualquer momento.

Ore pelo pastor Yousef Nadarkhani, para que Deus o proteja e o livre da sentença de mortee possa ser liberto da prisão. Envolva mais pessoas para, juntos, intercedermos pelo nosso irmão.

….
De Christian Solidarity Worldwide; traduzido por Portas Abertas – Divulgação: Púlpito Cristão
Fonte: Púlpito Cristão
Em Cristo,
Mário César

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os “ungidos” são mesmo intocáveis?



A frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido empregada para os mais variados fins. Maus obreiros, falsos profetas, adoradores-ídolos e até políticos “evangélicos” se valem dela para ameaçar seus críticos. Crentes mal-orientados usam-na para defender o seu “ungido”, mesmo que ele defenda abertamente o aborto. E outros ainda a empregam para reforçar a ideia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas.

Quando examinamos os contextos literário e histórico-cultural da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Uma leitura atenta do Salmo 105 não nos deixa em dúvida: os ungidos mencionados são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e José (vv.9-17). Ademais, o título “ungido do Senhor” refere-se tipicamente, no Antigo Testamento, aos reis de Israel (1 Rs 12.3-5; 24.6-10; 26.9-23; Sl 20.6; Lm 4.20) e aos patriarcas, em geral (1 Cr 16.15-22).

Embora a frase não encerre um princípio geral, podemos, por analogia, afirmar que Deus, na atualidade, protege os seus ungidos assim como cuidou dos seus servos mencionados no Salmo 105. Mesmo assim, não devemos presumir que todas as pessoas que se dizem ungidas de fato o sejam. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse acerca dos “ungidos”: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).

É claro que a Bíblia apoia e esposa o pensamento de que o Senhor cuida dos seus servos e os protege (1 Pe 5.7; Sl 34.7). Mas isso se aplica aos que verdadeiramente são ungidos, e não aos que parecem, pensam ou dizem sê-lo (Mt 23.25-28; Ap 3.1; 2.20-22). Afinal, “O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade” (2 Tm 2.19).

Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). O imitador de Cristo nunca se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).

Aparência, popularidade, eloquência, títulos, status, anos de ministério, quantidade de votos obtidos... Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e imune à contestação à luz da Palavra de Deus. Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no desviado rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.

Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente, condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do Evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11). O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29).

O texto de Salmos 105.15 não proíbe o juízo de valor, o questionamento, o exame, a crítica, a análise bíblica de ensinamentos e práticas de líderes, pregadores, milagreiros, cantores, etc. Até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico.

É curioso como certos “ungidos”, ao mesmo tempo que citam o aludido bordão em sua defesa — quando as suas práticas e pregações são questionadas —, partem para o ataque, fazendo todo tipo de ameaças. O show-man (e não pregador, como muitos pensam) Benny Hinn, por exemplo, verberou: “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...” (citado em Cristianismo em Crise, CPAD, p.376).

Quem são os verdadeiros ungidos, que, mesmo não se valendo da frase citada, têm de fato a proteção divina, até que cumpram a sua vontade? São os representantes de Deus que, tendo recebido a unção do Santo (1 Jo 2.20-27), preservam a pureza de caráter e a sã doutrina (Tt 1.7-9; 2.7,8; 2 Co 4.2; 1 Tm 6.3,4). Quem não passa no teste bíblico do caráter e da doutrina está, sim, sujeito a críticas e questionamentos (1 Tm 4.12,16).

Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise, mentem e cometem todo tipo de pecado, além de torcerem a Palavra de Deus. Caso não se arrependam, serão réus naquele grande Dia! Os seus fabulosos currículos — “profetizamos”, “expulsamos”, “fizemos” — não os livrarão do juízo (Mt 7.21-23).

Portanto, que jamais aceitemos passivamente as heresias de perdição propagadas por pseudo-ungidos, que insistem em permanecer no erro (At 20.29; 2 Pe 2.1; 1 Tm 1.3,4; 4.16; 2 Tm 1.13,14; Tt 1.9; 2.1). Mas respeitemos os verdadeiros ungidos (Hb 13.17), que amam o Senhor e sua Santa Palavra, os quais são dádivas à sua Igreja (Ef 4.11-16). Quanto aos que, diante do exposto, preferirem continuar dizendo — presunçosamente e sem nenhuma reflexão — “Não toqueis nos meus ungidos”, dedico-lhes outro enunciado bíblico: “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6, ARA). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda!

Ciro Sanches Zibordi
FONTE: BLOG DO CIRO
Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que não tira os pecados



Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. (Hebreus 10:4).
Pecado, escreveu Isaías, é tudo aquilo que nos separe de Deus. Por isso, é essencial nos livrarmos daquelas coisas que causam tal separação. A Lei Mosaica, para demonstrar que pecado causa a morte, instituiu o sacrifício de animais, para ilustrar a libertação do nosso pecado. O Autor da Carta aos Hebreus se preocupou em nos alertar quanto à insuficiência dos sacrifícios. “É impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados”.
A grande vantagem do sistema de sacrifício de animais sempre foi seu lado educativo: ao ver a morte do animal, ficava mais fácil entender que “o salário do pecado é a morte”. Sua grande desvantagem foi a aceitação de que a mera liturgia do símbolo, do animal no altar, tornava desnecessária a mudança de vida. O matar animais como que substituiu a necessidade de assumir uma vida ética, de acordo com a vontade do Senhor. Desde que não faltassem animais para morrer em nosso lugar, a vida em pecado não significa condenação e castigo.
A mensagem do Autor de Hebreus é mais do que urgente, em nossa atualidade cristã. Como não matamos mais os animais, produzimos outros substitutos para aplacar nossa consciência de pecado. O confessionário é um deles. Rigoroso “pagamento” do dízimo é outro. Nunca faltar aos cultos na igreja “tem” também seu poder de insensibilizar consciências. A lista é quilométrica. Felizmente, porém, a solução de Hebreus é bastante simples: a morte e ressurreição de Cristo não precisa ser repetida – quando nós O aceitamos interiormente e O praticamos, o pecado perdeu seu poder. Completa o texto: “Com uma só oferta (Cristo) aperfeiçoou para sempre os que são santificados”.

Pr. Olavo Freitas
 Fonte:"Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Em Cristo,
Mário

Benny Hinn é um bom referencial para o povo de Deus? (3)



As cruzadas do “grande” Benny Hinn são assim: não há exposição da Palavra de Deus, mas ocorrem vários “milagres” por meio do “cair no Espírito”. Um fato curioso, que muitos não sabem, é que esse show-man — como se vê na foto acima — costuma decorar os seus palcos com cadeiras de rodas. Para quê? Para que, ao assistirmos às filmagens, pensemos: “Muitos paralíticos foram curados”.

Benny Hinn tem sido considerado um grande referencial, um modelo para famosos pregadores brasileiros, pelo fato de derrubar pessoas. Um deles chegou a dizer que gostaria que Hinn cuspisse sobre ele! Outro, recentemente, afirmou que só não caiu, em uma cruzada, porque a mão do aludido milagreiro não apontou em sua direção...

Meu Deus! O maior pregador que já andou na terra, o Senhor Jesus, jamais derrubou pessoas com golpes de túnica. Pelo contrário, além de ter ensinado a sã doutrina e pregado o Evangelho, Ele levantou inúmeros paralíticos (Mt 4.23,24). E a Palavra de Deus assevera que devemos andar como Ele andou (1 Jo 2.6; At 10.38).

Se Benny Hinn é tão ungido, a ponto de lançar maldições sobre aqueles que questionam o seu comportamento e as suas sandices, por que não usa só um pouquinho do seu poder para curar, pelo menos, um dos milhares de paralíticos que comparecem às suas cruzadas? Por que ele não usa o seu “paletó mágico” para levantar pessoas?



Em Cristo, o nosso referencial,

Ciro Sanches Zibordi

FONTE: BLOG DO CIRO

Em Cristo,
Mario César

domingo, 25 de setembro de 2011

A IMBECILIZAÇÃO DA IGREJA - UNÇÃO DO EMAGRECIMENTO E DO ESQUECIMENTO

 

Como o caso saiu em jornais de Minas Gerais e tornou-se público não pude deixar de perceber que quanto mais Deus é desrespeitado juntamente com Sua Palavra maior é o nível de imbecilização do Evangelho. Não teço opiniões sobre pessoas já que não conheço o pastor da reportagem, mas questiono comportamentos. Veja a matéria aqui que saiu nos jornais.
Após contatos com vários pastores da Cidade de Governador Valadares (MG), fiquei sabendo das aberrações perpetradas por alguns líderes de igrejas neopentecostais. Soube que existem desde kits completos para campanhas até a prática de unções exóticas que são praticadas nas igrejas.
Na reportagem citada o pastor ora para que as pessoas emagreçam e unge pessoas para que esqueçam seus passados tenebrosos, a chamada unção de Manassés. Vamos ponderar alguns pontos:
1 – O Evangelho do Senhor Jesus Cristo não tem como escopo nem como apêndice tais sandices praticadas pelo referido pastor da reportagem e por outros que no mínimo são totalmente analfabetos de Bíblia e teologia. O Evangelho por natureza é mensagem de salvação e perdão de pecados. Cristo não morreu na cruz do Calvário com o fim de promover estas aberrações. Ele cumpriu o plano de Deus e este plano primariamente era resgatar o homem de sua condição de inimigo de Deus. Qualquer outra proposta para o Evangelho do Senhor Jesus Cristo é outro evangelhooutra mensagem e não encontra nenhum amparo nas Escrituras. Paulo chega a dizer em Gal. 1:6-9 “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; 7 O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. 8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. 9 Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”.
2 – Estas práticas absurdas somente apontam para um total sincretismo religioso. Essa mistura de pseudoevangelho com práticas xamanistas descaracteriza completamente o santo Evangelho de Cristo. A igreja foi chamada para preservar a pureza do Evangelho e lutar pela fé que uma vez foi entregue aos santos. Cabe aos pastores e líderes a incumbência de extirpar as misturas do meio cristão, denunciando com firmeza a avareza dos homens que na busca por projeção e dinheiro sacrificam a mensagem do Evangelho, sacrificam o bom nome de Cristo e atestam suas sórdidas intenções. Quando alguém se propõe a fazer o que a reportagem disse, somente nos resta dizer que vale tudo no meio gospel em nome de Deus. Aqui os fins justificam os meios. Não encontro na Palavra de Deus nenhum tipo de indicação que o Espírito Santo faça estas coisas descritas na reportagem. Não encontro padrão bíblico para orar pelas pessoas e depois soprar sobre elas para que estas sejam abençoadas. São praticas estranhas à Palavra e que induzem ao erro.
3 – As práticas exaradas na reportagem mostram como as lideranças desconhecem a obra do Espírito Santo. Tudo que ocorre no meio neopentecostal, por mais estranho que pareça e mais absurdo possível, é atribuído ao Espírito Santo. Não estou dizendo que o Espírito de Deus tenha que ser formatado dentro de nossos padrões culturais, doutrinários e sociais, mas é preciso um retorno a Palavra e à teologia para sabermos que essas práticas evidenciadas na reportagem são anti-bíblicas. O Espírito Santo não age desconhecendo a revelação que Ele próprio nos proporcionou através das Escrituras Sagradas. A finalidade do Espírito Santo é nos revelar a suficiência de Cristo, a magnitude de Cristo como Senhor e Salvador e nunca emagrecer pessoas. Quando lideranças desconhecem os ensinos sobre a Pessoa e a Obra do Espírito, passam a se basear em achismos e sentimentos que nada honram a Cristo, somente trazem o escárnio do mundo.
4 – Uma falta de conhecimento de Bibliologia e uma apropriação indevida de exemplos do Antigo Testamento são as marcas de igrejas imaturas e fracas. Tais comunidades estão cheias não porque possuem um ensino sólido e relevante, mas por apelam para as emoções e contam com o despreparo de seus membros doutrinariamente.
As práticas da reportagem mostram que tais líderes desconhecem que a revelação de Deus é proposicional e progressiva. Paulo nos alerta na carta aos Coríntios que o que aconteceu com o povo de Israel foi para nosso proveito e que precisamos ver estes exemplos e não errarmos como eles erraram. Não podemos buscar exemplos no Antigo Testamento e aplicá-los agora com todos seus detalhes como se mais 4000 anos de história nada significassem. A tão falada unção de Manassés (ou hoje em dia: unção do esquecimento) está baseada em Gn. 41:51 “E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai”. Veja que atrocidade tais líderes cometem contra a Palavra. José ao dar o nome de Manassés a um de seus filhos somente expressava o favor de Deus. Deus o havia feito esquecer seus dias de amargura e tristeza e mesmo as decepções com a casa de seu pai. Esquecer aqui no texto de Gênesis segundo Von Rad, pode significar não tanto que ele esquecera a sua família anterior, com que agora seu filho preencheria o vácuo atormentador de seu coração. Também pode significar que José queria esquecer completamente seu passado e o escritor de Gênesis mostra a fraqueza do comportamento de José. Parece que José não seguia a trilha correta, pois, ao assumir o poder no Egito não faz nenhuma menção à sua família. A chegada de seus irmãos serviu como uma oportunidade de José resgatar seu passado que ele corria o perigo de perder.
Vale lembrar que nosso passado nunca vai ser apagado de nossas mentes. Enquanto vivermos ele nos acompanhará e servirá de base para nossas experiências presentes. Orar para que Deus nos faça esquecer nosso passado é um contrassenso. Nossas experiências passadas devem servir como base para nosso futuro. Corrigimos erros e sedimentamos acertos, mas esquecer somente o que de ruim aconteceu é algo antinatural e estranho ao processo de viver. Para mim essas unções exóticas em nome de Deus somente significam embustes e subterfúgios para tirar dinheiro do povo despercebido.
5 – Por último destaco a total inadimplência dos líderes que presenciam estas aberrações nada dizem. Acham que ficando calados as coisas não piorarão. Lembro aos colegas da cidade de Valadares que o mal impetrado por lideranças tacanhas chegarão às suas igrejas e que o estrago feito chegará ao ponto de não ter mais conserto. Parafraseando Martin Luther King o que me incomoda não são as aberrações de homens sagazes, mas o silêncio dos homens de Deus. Este silêncio presta um desserviço ao Reino de Deus. Esse silêncio aponta para a conivência com tais aberrações. É chegada a hora de agir e reagir a tais comportamentos. Tais ações e reações não significam dividir o Reino, mas denunciar as trevas.
Que seja desfraldado o estandarte da verdadeira igreja do Senhor Jesus Cristo.
Soli Deo Gloria.
Pr. Luiz Fernando R. de Souza
FONTE:BLOG PR.LUIS FERNANDO
Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

99% dos cantores não são endemoninhados, é claro. Mas há, pelo menos, 1% de verdadeiros adoradores?

por Ciro Sanches Zibordi


Muita gente ficou indignada com a declaração de Edir Macedo a respeito dos cantores evangélicos. Ele afirmou que 99% deles são endemoninhados e perturbados. Essa acusação gerou polêmica e as mais diversas reações no mundo evangélico. Uns se indignaram desproporcionalmente, como certo telepregador, que, além de dedicar boa parte do seu programa ao assunto, fez menção honrosa do show-man Benny Hinn, o que enfraqueceu a sua argumentação.

Outros, como este editor de blog, preferiram não supervalorizar tal acusação, respeitando o direito de expressão. Lembra-se do que ocorreu em 1993, quando o então deputado federal Lula afirmou, de modo generalizante, que no Congresso Nacional havia trezentos picaretas?

Não concordo com a acusação de Macedo, mas reconheço que ele falou em tese, sem mencionar nomes, exceto o de uma cantora. Esta, sim, foi injuriada e, se quiser, pode até processar o líder da IURQM (Igreja Universal do Reino de Quem Mesmo?).


Bem, Macedo exagerou, generalizou e não julgou segundo a reta justiça (Jo 7.24). Rejeito completamente a sua ideia de que 99% dos cantores evangélicos são endemoninhados e perturbados. Somente Deus conhece os corações. Ademais, não podemos tomar a parte pelo todo, isto é, olhar para alguns cantores que se comportam como mundanos e afirmar que a maioria age como eles.

Por outro lado, a afirmação de Macedo me fez refletir. Será que pelo menos 1% dos cantores é constituído de verdadeiros adoradores? 
Lembrei-me do que aconteceu nos tempos dos juízes de Israel. Deus chamou Gideão e ordenou que ele escolhesse homens para enfrentar os midianitas. Apresentaram-se para a seleção 32 mil homens. Então, o Senhor disse a Gideão: “Quem for covarde e medroso, que volte e vá-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram” (Jz 7.3).

Dos 32 mil, restaram 10 mil. Em termos percentuais, ficaram com Gideão exatamente 31,25% dos homens, ou seja, quase um terço do total. Mas Deus ainda não havia terminado a seleção. “E disse o SENHOR a Gideão: Ainda muito povo há; faze-os descer às águas, e ali tos provarei” (Jz 7.4). Todos conhecem a conclusão da história. Dentre os 10 mil homens de Gideão o Senhor escolheu apenas trezentos! Sabia que isso não corresponde nem a um por cento do total? Trezentos, dentre os 32 mil, é igual a 0,9375%.


Não posso afirmar que apenas 1% de cantores adora a Deus em espírito e em verdade. Mas conheço poucos, dentre os mais famosos, que não adotam postura de celebridade, apresentando conduta imprópria, não condizente com os preceitos bíblicos. Eu tenho até brincado com alguns amigos cantores através das redes sociais: “Olha, se a acusação do Macedo for verdadeira (é claro que não é!), vocês então fazem parte do 1% dos verdadeiros adoradores”.


Uma coisa é certa: os verdadeiros adoradores são poucos. Por isso, o Senhor Jesus afirmou que o Pai os procura (Jo 4.23,24). Se a maioria dos que se dizem cristãos fosse formada por verdadeiros adoradores, Deus não precisaria procurá-los, não é mesmo? A Bíblia diz que são poucos os fiéis (Sl 12.1). E o termo “poucos”, nas páginas sagradas, é minoria mesmo (Mt 7.13,14; 24.1-12).


Portanto, sejamos 100% vigilantes, para que o Senhor Jesus diga de nós o mesmo que afirmou a respeito dos poucos crentes da Igreja de Sardes que o agradaram: “tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso” (Ap 3.4).


Em Cristo,


Ciro Sanches Zibordi
FONTE: BLOG DO CIRO.
Em Cristo,
Mário César de Abreu

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Silas Malafaia cria portal Verdade Gospel



terça-feira, 20 de setembro de 2011

John Piper: Aos Pregadores da Prosperidade


Publicado em 20 de setembro de 2011 por Leonardo Gonçalves



Por John Piper


Uma mudança fundamental aconteceu com a vinda de Cristo ao mundo. Até aquele tempo, Deus focou sua obra redentora em Israel com obras eventuais entre as nações. Paulo disse: “Nas gerações passadas, [Deus] permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos” (Atos 14:16). Ele os chamou de “tempos da ignorância.”

“Não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30).

Agora o foco passou de Israel para as nações. Jesus disse: “O reino de Deus vos será tirado [Israel] e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos [seguidores do Messias]” (Mateus 21:43). Um endurecimento veio sobre Israel até que o número total das nações entrasse (Romanos 11:25).

Uma das principais diferenças entre essas duas épocas é que, no Antigo Testamento, Deus glorificou amplamente a si mesmo ao abençoar Israel, de modo que as nações pudessem ver e saber que o Senhor é Deus.

“Faça ele [o Senhor] justiça ao seu [...] povo de Israel, segundo cada dia o exigir, para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro” (1Reis 8:59-60).


Réplica do Templo de Salomao, idealizada pelo bispo Macedo, da Igreja Universal, estimado em 350 milhoes de dólares

Israel não foi enviada como uma “Grande Comissão” para ajuntar as nações; pelo contrário, ela foi glorificada para que as nações vissem sua grandeza e viessem a ela. Então, quando Salomão construiu o templo do Senhor, foi espetacularmente abundante em revestimentos de ouro.

O Santo dos Santos tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura. E foi coberto com ouro puro. Ele também cobriu de ouro um altar de cedro. E Salomão revestiu o interior da casa com ouro puro, e fez passar correntes de ouro frente ao Santo dos Santos, o qual também cobriu de ouro. E cobriu de ouro toda a casa, inteiramente. Também cobriu de ouro todo o altar que estava diante do Santo dos Santos. (1Reis 6:20-22)

E quando ele mobiliou o templo, o ouro mais uma vez se tornou igualmente abundante.

Então Salomão fez todos os utensílios que estavam na casa do Senhor: o altar de ouro, a mesa de ouro para os pães da proposição, os castiçais de ouro finíssimo, cinco à direita e cinco no lado sul e cinco no norte diante do Santo dos Santos; as flores, as lâmpadas e as linguetas, também de ouro; as taças, espevitadeiras, bacias, recipientes para incenso e braseiros, de ouro finíssimo; as dobradiças para as portas da casa interior e do Santo dos Santos, também de ouro. (1Reis 7:48-50)

Salomão levou sete anos para construir a casa do Senhor. E então levou treze anos para construir sua própria casa (1Reis 6:38 e 7:1). Ela também era abundante em ouro e pedras de valor (1Reis 7:10).

Então, quando tudo estava construído, o nível de sua opulência é visto em 1Reis 10, quando a rainha de Sabá, representando as nações gentias, vai ver a glória da casa de Deus e de Salomão. Quando ela viu, “ficou como fora de si” (1Reis 10:5). Ela disse: “Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no trono de Israel; é porque o SENHOR ama a Israel para sempre, que te constituiu rei” (1Reis 10:9).


"O padrão no Antigo Testamento é uma religião 'venha-ver' (...) O Novo Testamento apresenta uma religião 'vá-anunciar'" (John Piper)

Em outras palavras, o padrão no Antigo Testamento é uma religião venha-ver. Há um centro geográfico do povo de Deus. Há um templo físico, um rei terreno, um regime político, uma identidade étnica, um exército para lutar as batalhas terrenas de Deus, e uma equipe de sacerdotes para fazer sacrifícios animais pelos pecados.

Com a vinda de Cristo tudo isso mudou. Não há centro geográfico para o Cristianismo (João 4:20-24); Jesus substituiu o templo, os sacerdotes e os sacrifícios (João 2:19; Hebreus 9:25-26); não há regime político Cristão porque o reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36); e nós não lutamos batalhas terrenas com carruagens e cavalos ou bombas e balas, mas sim batalhas espirituais com a palavra e o Espírito (Efésios 6:12-18; 2Coríntios 10:3-5).

Tudo isso sustenta a grande mudança na missão. O Novo Testamento não apresenta uma religião venha-ver, mas uma religião vá-anunciar. “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28:18-20).

As implicações disso são enormes para a forma que vivemos e a forma que pensamos a respeito de dinheiro e estilo de vida. Uma das implicações principais é que nós somos “peregrinos e forasteiros” (1Pedro 2:11) na terra. Nós não usamos este mundo como se ele fosse nosso lar de origem. “A nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).

Isso leva a um estilo de vida em pé de guerra. Isso significa que nós não acumulamos riquezas para mostrar ao mundo o quão rico nosso Deus pode nos fazer. Nós trabalhamos duro e buscamos uma austeridade em pé de guerra pela causa de espalhar o evangelho até os confins da terra. Nós maximizamos o esforço de guerra, não os confortos de casa. Nós criamos nossos filhos com a visão de ajudá-los a abraçar o sofrimento que irá custar para finalizar a missão.


Vergonha: Evangélicos brasileiros gastam mais com Coca-cola do que com missões

Então, se um pregador da prosperidade me questiona sobre as promessas de riqueza para pessoas fiéis no Antigo Testamento, minha resposta é: Leia seu Novo Testamento com cuidado e veja se você encontra a mesma ênfase. Você não irá encontrar. E a razão é que as coisas mudaram dramaticamente.

“Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Timóteo 6:7-8). Por quê? Porque o chamado a Cristo é um chamado para participar de seus sofrimentos “como um bom soldado de Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:3). A ênfase do Novo Testamento não são as riquezas que nos atraem para o pecado, mas o sacrifício que nos resgata dele.

Uma confirmação providencial de que Deus planejou esta distinção entre uma orientação venha-ver no Antigo Testamento e uma orientação vá-anunciar no Novo Testamento, é a diferença entre o idioma do Antigo Testamento e o idioma do Novo. Hebraico, o idioma do Antigo Testamento, não era compartilhado por nenhum outro povo no mundo antigo. Era unicamente de Israel. Isto é um contraste surpreendente com o Grego, o idioma do Novo Testamento, que era o idioma de comércio do mundo romano. Então, os próprios idiomas do Antigo e do Novo Testamentos sinalizam a diferença de missões. O hebraico não era apropriado para missões no mundo antigo. O grego era perfeitamente apropriado para missões no mundo romano.

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Este post é parte de uma série de dez artigos do John Piper publicados no blog Voltemos ao Evangelho. Para ver a série completa, clique aqui

FONTE: PULPITO CRISTÃO
Em Cristo,
Mário César

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