quarta-feira, 31 de julho de 2013

TÁ PENSANDO EM ABORTAR? POR FAVOR, ASSISTA ESSE VÍDEO


Por Renato Vargens


No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?" Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste". O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer". O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe".


Caro leitor, abortar é cometer assassinato. Por favor veja o vídeo acima e entenda de uma vez por todas que um embrião é uma vida e que nós não possuímos o direito de matá-lo.
Pense nisso!

Renato Vargens
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 29 de julho de 2013

MENSANGEIROS DE CRISTO

Por Mário César de Abreu


   Da esquerda para a direita: Mariele,Damaris,Alexandre,Victor,Keila,Magno,Yasmim,Rafael e Mário

Amados,esta é a foto  do momento em que saíamos, para o nosso primeiro dia de evangelismo pessoal do recem formado Mensageiros de Cristo,o  grupo de evangelismo da nossa amada Assembléia de Deus Ministério Madureira, no campo de Capão Bonito-SP, liderada pelo nosso querido Pastor Presidente, Paulo R. Arantes e sua esposa, Pra.Doraci Arantes.(foto abaixo)
Começamos por visitar as residências das ruas próximas à igreja sede. De casa em casa e abordando pessoas nas ruas, falamos do amor de Deus e da salvação em Cristo Jesus; entregamos folhetos,oramos e convidamos a todos para as reuniões na igreja. O trabalho foi abençoado pelo Senhor que nos guiou e preparou os corações,a Ele glória eternamente,Amém.
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

terça-feira, 23 de julho de 2013

J. C. RYLE – O QUE É SER SALVO?




Este é um assunto que precisa ser esclarecido. Até que saibamos disso, não faremos nenhum progresso. Por ser “salvo” eu posso ter em mente uma coisa, e você pode ter em mente outra. Deixe- me mostrá-lo o que a Bíblia diz sobre ser “salvo”, e então não haverá mal-entendidos.
Ser salvo não é meramente professar e chamar a nós mesmos de Cristãos. Podemos ter todas as partes exteriores do Cristianismo, e ainda estarmos perdidos apesar de tudo. Nós podemos ser batizados na Igreja de Cristo, participar da mesa de Cristo, ter conhecimento Cristão – ser reconhecidos como homens e mulheres Cristãs; e ainda sermos almas mortas por toda nossa vida – e ao fim, no dia do julgamento, se achar à esquerda de Cristo, entre os bodes. Não: isto não é salvação! Salvação é algo muito maior e mais profundo que isto. Agora, o que é?

(a) Ser salvo é ser liberado nesta vida presente da culpa do pecado, pela fé em Jesus Cristo, o Salvador. É ser perdoado, justificado, e livre de cada acusação de pecado, pela fé no sangue de Cristo e em Sua mediação. Todo aquele que com seu coração crê no Senhor Jesus Cristo, é uma alma salva. Ele não perecerá. Ele tem a vida eterna. Esta é a primeira parte da salvação, e a origem de todo resto. Mas isto não é tudo.

(b) Ser salvo é ser liberado nesta vida presente do poder do pecado, pelo novo nascimento, e santificado pelo Espírito de Cristo. É ser livre do domínio abominável do pecado, do mundo, e do diabo, tendo uma nova natureza introduzida em nós pelo Espírito Santo. Todo aquele que é dessa maneira renovado no espírito de sua mente, e convertido, é uma alma salva. Ele não perecerá. Ele entrará no reino glorioso de Deus. Esta é a segunda parte da salvação. Mas ainda não é tudo.

(c) Ser salvo é ser liberado no dia do julgamento, de todas as terríveis consequências do pecado. É ser declarado inocente, imaculado, irrepreensível, e completo em Cristo, enquanto outros são achados culpados e condenados para sempre. É ouvir aquelas palavras confortantes: – “Vinde, benditos!”; enquanto outros ouvem aquelas palavras atemorizantes: – “Apartai-vos de mim, malditos!” (Mateus 25.34,41). É ser aceito e confessado por Cristo, como um de Seus filhos e servos queridos, enquanto outros são rejeitados e lançados fora para sempre. É ser declarado livre da parte do iníquo: – do bicho que nunca morre, do fogo que nunca se apaga, do choro, do gemido, e do ranger de dentes, que nunca tem fim. É receber a recompensa preparada para os justos, no dia da segunda vinda de Cristo – o corpo glorioso, o reino incorruptível, a incorruptível coroa de glória, e a alegria eterna. Esta é a salvação completa.

Esta é a “redenção” que os verdadeiros Cristãos são encorajados a olhar e desejar (Lucas 21.28). Esta é a herança de todos os homens e mulheres que creem e nascem de novo. Pela fé eles já são salvos. Aos olhos de Deus sua salvação final é uma coisa absolutamente certa. Seus nomes estão no livro da vida. Suas mansões no céu já estão preparadas. Mas ainda há uma parte da redenção e da salvação que eles não alcançarão enquanto estiverem no corpo. Eles são salvos da culpa e poder do pecado; mas não da necessidade de vigiar e orar. Eles são salvos do medo e amor do mundo, mas não da necessidade diária de lutar. Eles são salvos da servidão do diabo; mas não são salvos de serem atormentados por suas tentações. Porém quando Cristo vier à salvação dos crentes estará completa. Eles já a possuem no broto Eles a verão então na flor.

Salvação é isto. É ser salvo da culpa, poder, e consequências do pecado. É crer e ser santificado hoje, e ser salvo da ira de Deus no último dia. O salvo que tem a primeira parte na vida presente, terá sem dúvida a segunda parte na vida por vir. Ambas as partes serão unidas. O que Deus juntou, nenhum homem tente dividir. Que ninguém sonhe que será salvo no fim, se primeiro não nascer de novo.

Que ninguém duvide, se nasceu de novo aqui, que certamente será salvo no mundo porvir.

Que nunca seja esquecido que o objetivo principal de um ministro do Evangelho é promover a salvação das almas. Eu afirmo como um fato certo que não é um ministro verdadeiro quem não sente isso. Não falo de mandamento de homens! Tudo pode estar sendo feito corretamente, e de acordo com as regras. Ele pode usar um casaco preto, e ser chamado de “reverendo”. Mas se a salvação das almas não é o grande interesse – a paixão dominante; o pensamento cativante de seu coração – ele não é um verdadeiro ministro do Evangelho: ele é um assalariado, e não um pastor. Congregações podem tê-lo chamado, mas ele não é chamado pelo Espírito Santo. Bispos podem tê-lo ordenado, mas não Cristo.

Para qual propósito os homens supõem que os ministros são enviados à frente? É meramente para usar um sobrepeliz, e ler as cerimônias, e pregar um certo número de sermões? É meramente para administrar os sacramentos, e oficiar em casamentos e funerais? É meramente para ter uma vida confortável, e estar em uma profissão respeitável? Não, sem dúvida! Nós somos enviados avante para outros fins que esses. Nós somos enviados para trazer homens das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus. Nós somos enviados para convencer homens a fugir da ira vindoura. Nós somos enviados para atrair homens do serviço do mundo para o serviço para Deus, para despertar os que dormem – para alertar o desatento – e “por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9.22).

Não pense que tudo acaba quando estabelecemos cerimônias regulares, e persuadimos as pessoas a assisti-las. Não pense que tudo acaba, quando congregações cheias estão reunidas, e a mesa do Senhor está repleta, e a escola paroquial está lotada. Nós queremos ver a obra manifesta do Espírito entre o povo, um senso evidente de pecado, uma fé vigorosa em Cristo – uma resoluta mudança de coração, uma separação nítida do mundo, uma andar santo com Deus. Em resumo, nós queremos ver almas salvas – e nós somos tolos e impostores, cegos condutores de cegos, se descansamos satisfeitos com qualquer coisa menos que isso.

Afinal, o grande objetivo de ter uma religião é ser salvo. Esta é a grande questão que temos que assentar em nossas consciências. O assunto para nossa consideração não é se vamos à igreja ou à capela – se nos aprofundamos em certos costumes e cerimônias – se observamos certos dias, e executamos um certo número de deveres religiosos. O importante é se, depois de tudo, nós seremos “salvos”. Sem isso todos os nossos atos religiosos são desgastantes e o labor é em vão.

Nunca, nunca nos contentemos com algo menos do que uma religião salvífica. Seguramente estar satisfeito com uma religião que não dá nenhuma paz na vida, nenhuma esperança na morte, nenhuma glória no mundo que virá, é estupidez infantil.

[J. C. Ryle; Poucos salvos, [Projeto Ryle], pg 4.]
http://www.projetosryle.com.br/
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Texto compartilhado do Blog Único Filho. Divulgação: Púlpito Cristão/JESUS É O SENHOR
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

segunda-feira, 22 de julho de 2013

MAMOM FOI GLORIFICADO: THALLES ROBERTO NÃO SOBE AO PALCO PORQUE DINHEIRO FOI “POUCO”


Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mateus 6:24)

Thalles Roberto parece andar se esquecendo daquilo que de graça recebeu de Deus.

O vídeo abaixo relata que o cantor deixou de entrar no palco e fazer um show por causa de quebra de cláusula de contrato, em outras palavras, pouco dinheiro. O fato ocorreu no último dia 18 na cidade de União dos Palmares, 80 km de Maceió.


Segundo o organizador, identificado por Pastor Abraão, foram gastos mais de 100 mil reais na divulgação e preparação de um evento onde a produção do cantor exigia o valor de 65 Mil Reais e mais 15 mil de despesas aéreas para custear o que ele chama de ministério para salvar vidas.

Ao que parece, esperava-se em torno de 20 mil pessoas, mas por causa das chuvas, o número de pagantes não passou de 500, o que se tornou inviável, pelo menos para o Thalles, que Deus fosse cultuado naquele local.

Em seu Twitter, o “homem da pressão” informou no início da manhã sobre a chuva que havia no local, mas disse que show aconteceria mesmo que fosse nadando.

Pois é gente. Só que nem com toda a pressão, nem mesmo sendo tão “Cheio do Espírito Santo” o show aconteceu.

Ao assistir as imagens do vexame, confesso que quase chorei ao ver que a idolatria gospel já está em um nível irreversível dentro da igreja brasileira. Por isso vejo também que a culpa não é só do Thalles, mas dos milhares fieis que, convencidos de que estão louvando ao Eterno, vestem a capa religiosa dizendo-se igreja e peregrinam em suas “romarias” em busca de ídolos, dando Glória a homens.

Pergunto: o que Cristo faria numa situação como esta? Ops! Não tenho dúvidas – Cristo jamais comercializaria a fé e a adoração.

Deus não divide a sua Glória com ninguém [Is 42,8], lembremos!

Cristo falou sobre o perigo da idolatria. Ele conhecia o “ponto fraco” daquele jovem rico e religioso quando replicou: “Vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a tua cruz e segue-me. Mas ele pesaroso desta palavra, retirou-se triste porque possuía muitas propriedades” [Mc 10:21-22]. Tenho a séria impressão de que o Thalles anda desatento para o perigo dela; atitudes como estas deixam mais do que claro que o seu alvo não está sendo Cristo e sim algo relacionado a… números, contratos, valores e glória para si!

Mas, sou sincero em dizer que não me decepcionei com o Thalles, pois nunca pus minha confiança nele. Apenas me entristeço por há dias atrás ter comentado sobre sua canção “Pai, eu não confio em mim” e imaginado que ele andava refletindo sobre esse mundinho sujo que abarca as grandes produtoras e os mega eventos onde rios de dinheiro são gerados com a principal função: suprir a vaidade e a glória para o homem.

Que o dinheiro, a fama e a glória que ele anda recebendo, no final de tudo, possa lhe “ensinar” algo sobre quem é Jesus!

Termino sugerindo ao cantor que ele reflita sobre o que tem cantado. À Deus ou Mamom?

Pois não adianta cantar uma coisa, e viver outra coisa! Não é mesmo?

Antognoni Misael, cada dia mais crente de que o gospel é a vergonha da igreja evangélica. Púlpito Cristão.
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Fonte: Púlpito Cristão
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Mário

sexta-feira, 19 de julho de 2013

SEM PARÁGRAFOS, SEM PÉ NEM CABEÇA

Amados,quem lê entenda...

Mário

Por Alberto Couto Filho


Amigos, Amigas
O Botafogo, infelizmente perdeu para o Grêmio, tempo em que a Dilma presidenta dizimista (ou “Teia Dizimadora”?) buscava e busca dizimar com os indígenas brasileiros, enquanto o Feliciano consagrava à pastora aquela moça que matou os seus pais (dela, claro) e recebeu, como prêmio, uma boquinha na Comissão de Seguridade Social e Família (não é pra rir) para mostrar à Barbara Evans que ela pode posar nua, peladona, segundo a vontade de Deus (segundo ela) e da sua pudica genitora (dela, é claro), alheia às caretas, esgares e momices do Thales que, às vezes ou...quase sempre, somatiza reações procedentes (quem sabe?}, de uma crônica indisposição gastrointestinal geradora de uma dolorosa prisão de ventre resultante da má digestão, possivelmente quando criança, de algo originariamente “estragado” e mal cheiroso como a carne do FRI-BOI do Lulinha (V.Toni Ramos) filho do Lula, aquele “desdedado” que não sabia de nada e, como de praxe, não deve saber nem o nome da capital do Maranhão, berço da intelectualidade brasileira; berço do Sarney criador/armador daqueles votos secretos no Congresso, ali mesmo naquele mundinho dos congressistas/ruralistas endinheirados, onde jaz na marra o maligno; o capeta que vive em derredor de quem ainda vê novelas da Globo, bebe cerveja e não sabe: o “porquê” de Jesus ter transformado água em vinho apenas para os “manguaças” da época, conforme dito em vídeo por aquele ricaço bispo apontado pela Forbes como o “degas“ dos megangster-evangelistas; que ELE está prestes a voltar, o que não mais irá ocorrer com aquele finório aldrabão Mike Murdock (admite o Silas) dos embusteiros tantos, quanto o próprio Renan Calheiros (rimou) para não ver que Cristo também se preocupa com o Paquistão, com a Rocinha, com a PEC 122, com o xilindró para os mensaleiros, com as manifestações, enquanto misericordioso conosco, pobres e politicamente lesados brasileiros. E ai está – sem parágrafos, sem pé nem cabeça, a proximidade do fim, quando então o seu Francisco perdoará os pecados de todo o mundo – indulgência?!?! Só pode ser brincadeira!!! Bem feito!
Quem mandou o povo escolher Barrabás?


Entenderam? Nâo? Nem eu.
Divertindo-me, às “pampas”.

Alberto Couto Filho

Fonte: http://albertocoutofilho.blogspot.com
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

PASTOR PEDE QUE DILMA RESPEITE OS EVANGÉLICOS: “NÃO SOMOS GADO”



A polêmica sobre a participação de 16 cantoras e pastoras numa reunião de oração com a presidente continua. Geremias do Couto também comentou o assunto em seu blog. Num post intitulado “Não somos gado, Dilma Rousseff”. Além de ser pastor pela Assembleia de Deus também é, escritor, jornalista e conferencista. O tom de seu texto é pastoral, sem ignorar as questões politicas envolvidas no culto de oração realizado no Palácio do Planalto.

O pastor lembra que Dilma tem aberto seu gabinete para ouvir diversos grupos numa clara tentativa de minimizar os protestos que tomaram as ruas do país pedindo mais transparência por parte do governo.

O ponto de discórdia, segundo ele, é quando uma pessoa ou grupo de pessoas passa a ser identificado como “representante dos evangélicos”. Afinal “não temos nenhuma voz institucional com procuração para falar em nosso nome. Cada grupo fala, no máximo, representando o próprio grupo. Somos diversificados e as nossas lideranças não são ainda capazes de estar unidas em questões dessa monta”, argumenta.

A expectativa de Geremias, como certamente a da maioria dos lideres evangélicos, é que se aproveitasse a oportunidade para o que chamou de “exercício da voz profética”. Ou seja, segundo as informações da imprensa, o que ocorreu lá foram músicas, orações e palavras de apoio à Dilma. Segundo se sabe, não havia uma agenda, foi meramente uma visita amigável.

Na mesma linha de Silas Malafaia, concordou que se aproveitasse a oportunidade para a oração, mas Geremias parece se identificar mais com Marco Feliciano, pois classificou como “negligência” o fato de as cantoras e pastoras não quiseram “discutir uma pauta definida que contemple os anseios da população e confronte os erros do governante com suas medidas injustas, opressivas e destruidoras dos valores que sustentam a sociedade”.

Por isso, classificou o evento como “uma estratégia eleitoral para engabelar os cristãos”, mas o pastor não acredita que a presidente deve olhar para os evangélicos como “mero curral eleitoral”, mas sim como “voz profética que tem muito a oferecer para a construção de um país mais justo e mais próspero”.

Ele lamentou a oportunidade perdida e lembrou que no passado muitos evangélicos que eram homens públicos fizeram grande diferença na sociedade em seu tempo, como Abraham Kuyper (primeiro-ministro holandês), William Wilberforce (político que conseguiu proibir a escravidão no Reino Unido) e, no Brasil, o caso de Guaracy Silveira.

A frustração do pastor Geremias, exposta em suas palavras, parece ser a mesma de muitos pastores que mostraram sobretudo nas redes sociais que gostariam que algo de concreto tivesse saído dessa reunião e não apenas uma sucessão de afagos mútuos entre lideres políticos e lideres religiosos.

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Fonte: Gospel Prime. Divulgação: Púlpito Cristão/JESUS O SENHOR
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

quinta-feira, 18 de julho de 2013

OTIMISMO NÃO É FÉ!


Por Josemar Bessa

Vivemos numa época em que a igreja confunde pensamento positivo com fé. Mas é sutil, ao olharmos para os problemas da vida, da sociedade, da igreja… acharmos que o otimismo simplesmente é a chave…

Quem tem menos chance de sobreviver a um campo de prisioneiros de guerra? Provavelmente nenhum de nós experimentou tal situação… Quem tem menos chance de sobreviver?

Um otimista!

Espere antes de discordar. Segundo o general Stockdale, que foi mantido em cativeiro por oito anos durante a Guerra do Vietnã e foi torturado inúmeras vezes antes de finalmente ser liberto e voltar para casa, foi principalmente – quase em sua totalidade – os otimistas que não saíram de lá vivos.

Que explicação ele dá para isso? Ele diz: “Eles foram os únicos que disseram – ‘Nós vamos estar em casa até o Natal’. E o natal chegava e nada tinha acontecido. Então eles diziam, ‘Nós vamos estar em casa até a Páscoa’. E a Páscoa chagava e nada. ‘Estaremos em casa até o dia de Ações de Graças…’ Nada! E então seria no Natal novamente… E eles morreram de um coração partido e desiludido”

Mero otimismo é completamente diferente do que podemos chamar de fé realista: – “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” – Romanos 14:8

Em completo contraste com o que podemos chamar de falso otimismo, Stockdale atribui a sua sobrevivência a fé realista. Ele diz: “Você nunca deve confundir a fé que você por fim pode prevalecer sobre aquela situação, com o “otimismo” que faz esvair toda a disciplina para enfrentar os fatos mais brutais de sua realidade atual, seja o que ela possa ser no momento”.

Isso que é que podemos chamar de O Paradoxo Stockdale – A fé supera o otimismo! Ou seja, abandonar a ideia que é apenas uma miragem no deserto. Que temos balas de prata para matar o monstro… que tudo simplesmente vai se ajustar… mas que somos chamados a perseverar em meio as aflições – “Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência” – Tiago 1:3 – “…e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.” – Romanos 5:2-4

Devemos aplicar esse princípio as nossas vidas, nossos ministérios… Muitas vezes tudo que os cristãos fazem é entreter otimismo sem fim na “próxima grande coisa” – na próxima “grande estratégia” – no próximo “grande método” – no próximo “grande avanço”… em suas vidas, igrejas… A consequência é o aumento do número de cristãos, pastores, igrejas… desiludidos. Como disse Stockdale, “morrendo de corações partidos”.

Só podemos evitar isso abandonando todo otimismo centrado na próxima grande coisa, ministério, personalidade… no próximo grande sermão, técnica, estratégia, contextualização, filme, música… achando que isso será o ponto de virada para corrigir nossa vida, igreja… Tudo isso nos tira da realidade e por fim explode em nossa cara.

Devemos enfrentar a realidade brutal em nossas vidas, em nossas famílias, em nossas igrejas, em nossa sociedade… Tendo uma fé inabalável na Palavra de Deus. Na Sua promessa que não pode falhar de que ela nos fará perseverar: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” – Judas 1:24 – Irá edificar a Sua igreja: “…edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” – Mateus 16:18 – Fará tudo cooperar para o bem daqueles que Ele chamou soberanamente: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” – Romanos 8:28 – Quer vivamos, quer morramos:“Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” – Romanos 14:8
Otimismo não é fé. Mas a fé é otimista.
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Fonte: Josemar Bessa. Divulgação: Púlpito Cristão./JESUS É O SENHOR
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mas, e Mateus 18?


Postado por Augustus Nicodemus Lopes

Já presenciei diversas situações em que tentativas de exercer a disciplina em pastores e líderes que cometeram faltas em público, abertamente, do conhecimento de todos, foram engavetadas sob a alegação de que os denunciantes ou queixosos não cumpriram antes o que Jesus preceitua em Mateus 18:15, "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão."


Todavia, esses passos iniciais que Jesus estabeleceu em Mateus 18 têm a ver com irmãos faltosos que pecaram "contra nós" (Mat 18:15-17). Em vários manuscritos gregos antigos a expressão “contra ti” não aparece, o que tem levado estudiosos a concluir que se trata de uma inserção posterior de um escriba. Todavia, existem vários argumentos em favor da sua autenticidade. Primeiro, mais adiante no texto, tratando ainda do mesmo assunto, Pedro pergunta a Jesus: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe?” (Mat 18:21). A pergunta de Pedro reflete o entendimento que ele teve das instruções de Jesus quanto ao pecado de um irmão contra ele. Segundo, a expressão “contra ti” aparece na maioria dos manuscritos, ainda que mais recentes. Terceiro, a omissão da expressão nos manuscritos mais antigos pode se explicar pela ação deliberada de um escriba que quis generalizar o alcance das instruções. Por esses motivos, consideramos a expressão como tendo sido originalmente pronunciada por Jesus.


Notemos, portanto, que em Mateus 18 o Senhor não tem em mente os pecados públicos cometidos contra a Igreja de Cristo. O Senhor está tratando do caso em que um irmão pecar "contra mim". Num certo sentido, todos os pecados que um irmão comete acabam sendo contra mim, pois sou membro da Igreja que ele ofendeu. Mas, existem ofensas e faltas que me atingem de forma direta, como indivíduo. É disso que Mateus 18 trata.


Portanto, há que se distinguir duas situações gerais que precisam ser tratadas de forma diferente: aqueles pecados que foram cometidos abertamente e que são do conhecimento público, e aqueles outros que foram cometidos diretamente contra uma pessoa, e que ainda não são do conhecimento público. Os primeiros, os tais pecados abertos e públicos, devem ser tratados imediatamente pela Igreja, e não por indivíduos em conversas privadas. Os segundo, estes sim, exigem o tratamento que Jesus ensina em Mateus 18. Evidentemente, há pecados que se encaixam nas duas categorias e nem sempre é possível distinguir com facilidade o caminho a seguir.

De acordo com Calvino, os pecados abertos e públicos devem ser tratados sem demora pelos conselhos das igrejas, para que os bons membros não sofram uma tentação a mais ao pecado ocasionada pela demora. Calvino apela como prova para a repreensão pública imediata que Paulo fez a Pedro, conforme Gálatas 2:11,14. Paulo não esperou para falar em particular a Pedro. Como o pecado de Pedro, que era a hipocrisia, foi cometido abertamente, Paulo passa a repreendê-lo abertamente, sem demora.

Paulo também orienta Timóteo a disciplinar publicamente aqueles que vivem no pecado: “Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam” (1Tim 5:20). Não há aqui nenhuma menção da necessidade de procurar esses faltosos em particular uma ou duas vezes, mas apenas a necessidade de se estabelecer o fato pelo depoimento de testemunhas.

Quando Paulo tratou do caso do imoral de Corinto, um caso que era público, notório e do conhecimento de todos (cf. 1Cor 5:1), pediu a imediata exclusão do malfeitor (1Cor 5:13), lamentando que isso ainda não tivesse acontecido. Quando Ananias e Safira pecaram, mentindo abertamente sobre o valor das propriedades vendidas, ao trazerem diante dos apóstolos a sua oferta, foram disciplinados imediatamente por Pedro, sem que houvesse quaisquer encontros particulares anteriores com eles (At 5:1-11).

As exortações de Paulo para que nos afastemos dos que ensinam falsas doutrinas (Rom 16:17), para que se admoestem os insubmissos (1Tes 5:14), para que nos apartemos dos desordeiros (2Tes 3:6), para que fujamos e nos separemos dos falsos mestres (2Cor 6:17; 2Tim 3:5) sugerem ação disciplinar exercida pela Igreja sobre membros da comunidades que notoriamente são insubmissos, desordeiros, divisivos, falsos doutrinadores. O apóstolo traz uma lista complementar em 1Coríntios: "Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais" (1Cor 5:11). No caso de Himeneu e Alexandre, dois notórios blasfemadores e divulgadores de falsas doutrinas, Paulo os entrega diretamente a Satanás (1Tim 1:20).


Essas evidências levam à conclusão de que, no caso de irmãos que vivem notoriamente em pecado e que cometeram esses pecados abertamente, publicamente, não existe a necessidade de exortação particular e individual antes de se iniciar o processo disciplinar pela Igreja.


Aqui cabe mais uma vez citar o pensamento de Calvino, ao comentar Mateus 18:15. O Reformador mais uma vez distingue entre pecados abertos e secretos e exclama: "Certamente seria um absurdo se aquele que cometeu uma ofensa pública, cuja desgraça é conhecida de todos, seja admoestado por indivíduos; pois se mil pessoas tiverem conhecimento dela, ele deveria receber mil admoestações".


Isso não significa negar aos faltosos o direito de se defender e de se explicar. O pleno direito de defesa sempre deve ser garantido a todos. Todavia, eles exercerão esse direito já diante da Igreja, e não diante de um irmão em particular, de maneira informal.


A determinação de Paulo a Tito, para que ele se afaste do homem faccioso após adverti-lo duas vezes (Tit 3:10-11), pode parecer militar contra o que estamos dizendo acerca do tratamento de pecados públicos. Todavia, é provável que as duas advertências que Paulo menciona já sejam públicas e abertas, pois se trata de homem faccioso, isso é, que promove divisões na igreja pelo ensino de falsas doutrinas. Se as mesmas não surtem efeito, como disciplina preliminar, a exclusão (implícita no mandamento para separar-se) é o passo definitivo e final.


Infelizmente, pela falta de distinção entre pecados públicos e pessoais, concílios e igrejas apelam para o não cumprimento de Mateus 18 em casos de denúncias feitas contra seus pastores, para travar administrativamente processos disciplinares contra os mesmos. Presenciei diversos casos de denúncias feitas contra pastores que haviam cometido faltas notórias e que foram arquivadas por seus concílios sob a alegação de que os passos de Mateus 18 não haviam sido cumpridos. Todavia, não se tratavam de faltas cometidas contra irmãos específicos, mas de erros públicos, notórios, que afetavam a Igreja de Cristo como um todo.
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Fonte: O Tempora O Mores
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

sexta-feira, 12 de julho de 2013

SOS CUZCO: VOCÊ PODE SALVAR VIDAS!

Amados, contribuam,este é um projeto verdadeiro de um missionário que prega o verdadeiro evangélho e que tem amado o próximo.

Em Cristo,
Mário



Amados irmaos e amigos.

Alguns dos leitores deste blog sabem que eu – Leonardo Gonçalves – editor e idealizador deste blog, moro no Peru há 6 anos, onde sirvo a Deus como missionario, plantando igrejas, capacitando obreiros e desenvolvendo alguns trabalhos sociais, sendo esta a razao porque posto poucos artigos de minha própria autoria. Mas hoje, entre um trabalho e outro, decidi aparecer aqui no Púlpito Cristao para falar com vocês sobre um problema urgente que demanda uma açao igualmente urgente da nossa parte. Quero falar com vocês sobre o inverno nos andes, especialmente em uma regiao chamada Cuzco.

O inverno na cordilheira dos Andes é rigido. Em Cuzco, os termometros marcam temperaturas abaixo dos 10 graus negativos (semana passada estava -15). Desde 2007, as infecções respiratórias agudas de crianças aumentaram 30% ea produção de alimentos básicos diminuiu em 44%. Os números mais recentes mostram que uma em cada 10 crianças não viveu para ver seu primeiro aniversário.

Somente este mes, 17 crianças morreram com doenças relacionadas ao frio.

Em contrapartida a este problema, eu e minha esposa (Jonara) estamos organizando uma campanha no facebook, cujo propósito é arrecadar grana para comprar cobertores, luvas, casacos, meias, cachecóis, creme hidratante e manteiga de cacau, ou seja, tudo que seja bom para diminuir os efeitos deste frio tao intenso que tem afetado, como sempre, os mais pobres entre os pobres. Gostaria de todo coraçao que alguns de vocês se envolvessem nessa missao.

Você pode ajudar a salvar crianças em Cuzco!

Como ajudar:


1. Depositando qualquer valor:
Banco do Brasil
Agencia 0872-9
CC 21372-1
Titularidade: Leonardo Gonçalves da Silva

2. Envie o comprovante do deposito por e-mail para jonarajo@gmail.com

3. Para obter informaçoes sobre outras formas de ajudar, entre em contato por e-mail.

4. Cada cobertor custa entre 7 a 15 dolares (algo entre 16 e 35 reais), mas vc pode doar menos que um, ou um cobertor, ou muito mais que um.

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração…” (2 Coríntios 9.7)

“É melhor dar que receber” (Atos 20.35)

Todo dinheiro doado será revertido em cobertores, luvas, cachecóis, casacos, meias, etc, e entregue à familias carentes da regiao de Cuzco, Peru. Lembremos das palavras espistolares de Tiago, irmao so Senhor:

“Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. 16 e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?” (Tiago 2.15,16)

Acho que se você quiser salvar vidas de verdade, vc terá que fazer mais do que orar. Estarei chegando lá em Cuzco no dia 17. Viajo com recursos próprios e de onibus, pois o dinheiro doado é para comprar cobertores, nao para a minha passagem. A viagem de ida e volta é longa, aproximadamente 80 horas de estrada, enfrentando deserto e serra. Faremos a entrega e colocaremos as fotos e videos que conseguirmos fazer lá na pagina S.O.S. Cuzco (Aliás, quem nao curtiu nem compartilhou, pode entrar e conhecer melhor essa iniciativa).

Que Deus abençoe vocês! Sigamos fazendo apologética, mas sem esquecer jamais que a melhor apologética continua sendo o amor (Joao 13.35).
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Leonardo Gonçalves é pastor e missionario em Piura no Peru.
Fonte: Púlpito Cristão      Divulgação: Jesus é O Senhor
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Poligamia e Casamento Gay



Postado por Augustus Nicodemus Lopes
Recentemente minha atenção foi despertada para este assunto por um ativista gay que veio aqui no blog Tempora-Mores questionar minha afirmação de que o padrão bíblico é o casamento heterossexual e monogâmico. “Como assim?” questionou o sábio e entendido ativista (que se declarou ex-evangélico), “no Antigo Testamento temos a poligamia como modelo de casamento usado por homens como Abraão, Davi e Salomão, e o silêncio cúmplice de Deus sobre suas mulheres e concubinas”. E soltou sua conclusão, que da mesma forma que Deus no passado alterou o padrão de casamento, da monogamia para a poligamia, podia também em nossos dias alterar o casamento heterossexual para homoafetivo. Então, tá.


Como eu não havia antecipado este argumento no post sobre teologia gay, achei que deveria dar alguma atenção ao mesmo e escrever algo sobre poligamia. Aos fatos, então.
Encontramos no Antigo Testamento diversos exemplos de poligamia. Os mais conhecidos são estes:

Lameque – duas esposas: Ada e Zilá (Gn 4.19).
Patriarca Abraão – três esposas: Sara, Agar, Quetura e várias concubinas (Gn 16.1-3; 25.1-6).
Esaú – três esposas: Judite, Basemate e Maalate (Gn 26.34-35 e 28.9).
Patriarca Jacó – duas esposas: Raquel e Lia, e duas concubinas: Bila e Zilpa (Gn 29.21-35).
Elcana – duas esposas: Ana e Penina (1Sm 1.1-2).
Juiz Gideão – muitas esposas e concubinas (Jz 8.30).
Rei Davi – oito esposas: Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Hagite, Abital, Eglá, Bate-seba e mais outras mulheres e concubinas (1Sm 25.40-43; 2Sm 3.2-5; 5.13; 2Cr 14.3).
Rei Salomão – a filha de Faraó, setecentas outras esposas e trezentas concubinas (1Rs 3.1; 11.1-3).
Rei Acabe – uma esposa: Jezabel e outras mulheres e concubinas (1Rs 16.31; 20.2-5).
Rei Abias – catorze mulheres (2Cr 13:21).
Rei Roboão – duas esposas: Maalate, Maaca, mais dezoito outras mulheres e sessenta concubinas (2Cr 11.21).
Rei Joás – duas mulheres (2Cr 24.1-3).
Rei Joaquim – muitas mulheres (2Cr 24.15).
Estes fatos levantam várias perguntas, sendo a mais importante esta: Deus sancionou e aprovou estes casamentos poligâmicos? Se não, por que não há uma proibição clara da parte dele? Seu silêncio significa que o modelo de casamento pode variar com a cultura – monogâmico, heterossexual, poligâmico, homossexual – e que isto pouco importa para Deus? Em resposta ofereço os seguintes pontos como resultado do meu entendimento destes textos acima e de outros referentes à poligamia no Antigo e Novo Testamento.


1. Sem dúvida alguma, o padrão divino para o casamento sempre foi a monogamia heterossexual, isto é, um homem e uma mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea... Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando- se os dois uma só carne” (Gn 2.18-25).


2. O desvio deste padrão ocorreu somente depois da queda de Adão e Eva (Gn 3), começando com Lameque, o assassino vingativo, filho de Caim (Gn 4). Depois dele, a poligamia foi praticada por diversos motivos. Entre os exemplos de poligamia no Antigo Testamento, encontramos alguns que eram políticos, ou seja, para selar tratados internacionais, como Salomão que se casou com a filha de Faraó (1Rs 3.1) e Acabe que casou com Jezabel, filha do rei dos sidônios (1Rs 16.31), além das mulheres que já tinham. Há outros casos em que o desejo de ter filhos e preservar a descendência parece ter motivado a aquisição de mais uma esposa ou concubina, no caso da esterilidade da primeira esposa, como foi o caso de Sarai ter trazido sua serva egípcia Agar para Abraão (Gn 16.1-4), costume praticado no Antigo Oriente. Provavelmente foi o mesmo caso de Elcana, casado com Ana (estéril) e depois com Penina (1Sm 1.1-2). Havia também o desejo de ter muitos filhos em caso de guerra (cf. Jz 8.30; 2Sm 3.2-5; 1Cr 7.4, 11.23, etc.). Nenhum destes casos, porém, justifica a poligamia, pois se trata de um desvio do padrão monogâmico.


3. Apesar do surgimento da poligamia cedo na história de Israel, a monogamia continuou a regra entre os israelitas e a poligamia, a exceção. Abraão mandou seu servo conseguir uma esposa para seu filho Isaque (Gn 24.37). Na genealogia dos descendentes de Judá, de entre dezenas de nomes, apenas um é citado como tendo tido duas mulheres, Asur (1Cr 4.5). No livro de Provérbios encontramos o encorajamento ao casamento monogâmico (Pv. 5.15-20; 12.4; 19.14). A ode feita à mulher virtuosa em Provérbios 31 pressupõe que ela é a única esposa do marido felizardo. Mesmo que Cantares tenha sido escrito por um polígamo, que foi Salomão, transparece claramente dele que o casamento é entre um homem e uma mulher, figura da relação de Deus com seu povo Israel. A poligamia, por razões econômicas, acontecia quase que exclusivamente entre os ricos, como os juízes e reis.


4. Os profetas tomam o casamento monogâmico para ilustrar a relação entre Deus e seu povo Israel (Jr 2.1-2; Os 3.1-5; Is 54.1-8; Jr 3.20). O profeta Malaquias denuncia a prática que havia em seus dias dos judeus se separarem de sua esposa para casarem com estrangeiras, mostrando assim que a poligamia não era o padrão estabelecido e muito menos o padrão comum e normal em Israel (Ml 2.13-16).


5. A lei de Moisés trazia diversas restrições e cuidados quanto à poligamia em Israel. A mulher israelita que fosse comprada para ser a segunda esposa teria os mesmos direitos que a primeira e seus filhos seriam igualmente herdeiros (Ex 21.7-11). O filho primogênito, ainda que da esposa aborrecida, teria o direito de herança acima do filho da esposa amada (Dt 21.15-17). Um homem casado não poderia casar com a irmã da sua esposa, o que provocaria a rivalidade entre ambas (Lv 18.18; cf. Gn 30.1).


6. Vários destes exemplos de famílias poligâmicas registrados no Antigo Testamento são acompanhados dos problemas que o sistema inevitavelmente causava. Os judeus casados com mulheres pagãs eram levados a adorar os deuses delas e assim pecar contra Deus. Havia uma advertência na lei de Moisés aos futuros reis de Israel contra a poligamia neste sentido: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie” (Dt 17.17), conselho este que não foi seguido por Salomão, cujas muitas mulheres pagãs o levaram à idolatria em sua velhice (1Rs 11.1-8). Foi assim que Neemias interpretou o episódio de Salomão e suas muitas mulheres, quando proibiu os judeus depois do cativeiro de multiplicar esposas pagãs (Ne 13.25-27).


7. Além do risco da apostasia, a poligamia trazia profundos conflitos nas famílias poligâmicas. Havia ciúmes entre as mulheres, que disputavam entre si o amor do marido e competiam em número de filhos (Gn 16.4; 1Sm 1.5-8; Gn 30.1-26). Podemos ainda mencionar a angústia que as mulheres pagãs de Esaú trouxeram a seus pais (Gn 26.34-35). O marido acabava gostando mais de uma que da outra, favorecendo a amada e desprezando sua rival e seus filhos (Gn 29.30; 1Sm 1.5; 2Cr 11.21), o que levou a lei de Moisés, para amenizar esta situação, a estabelecer a lei dos filhos da aborrecida (Dt 21.15-17). Outro problema trazido pela poligamia dos reis de Israel era a briga entre os filhos das diversas mulheres quanto à sucessão, muito bem exemplificada na sucessão de Davi, veja 1Reis 1.


8. No Novo Testamento na época de Jesus a monogamia era claramente o padrão entre os judeus. Quando alguns fariseus vieram experimentar Jesus com uma pergunta capciosa sobre o divórcio, o Senhor respondeu tendo o casamento monogâmico como pressuposto comum e aceito: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.3-19).


9. Nas igrejas cristãs entre os gentios, o padrão monogâmico estava já estabelecido, embora na sociedade grega a poligamia fosse conhecida e praticada. Escrevendo aos coríntios Paulo declara: “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1Co 7.1-2). Aos Efésios, ele compara a relação entre o marido e a esposa à própria relação entre Cristo e sua Igreja: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.22-33).


10. Paulo claramente proíbe que os líderes das igrejas gentílicas fossem polígamos ou bígamos. Os bispos/presbíteros tinham de ser “esposos de uma só mulher” (1Tm 3.2; Tt 1.3-5) bem como os diáconos (1Tm 3.12).


Portanto, não há dúvida, em meu entender, que o padrão de Deus sempre foi o casamento monogâmico heterossexual, estabelecido na criação, e que a poligamia do Antigo Testamento foi um desvio deste padrão, em decorrência do pecado que entrou no mundo pela queda de Adão. Em Cristo, Deus restaura o casamento à sua forma original.


Contudo, pode parecer que Deus aprovou ou sancionou a poligamia, considerando que a lei de Moisés trazia regulamentações referentes a ela e que não há uma proibição direta de Deus contra a poligamia. Pode ser que nunca venhamos a entender completamente o silêncio de Deus neste assunto, mas uma coisa é certa: ele não significa que o assunto é indiferente para o Senhor e nem que “quem cala consente”.


1. As regulamentações da lei de Moisés sobre a poligamia não podem ser vistas como uma aprovação tácita da parte de Deus quanto ao casamento poligâmico, uma vez que este nunca foi o padrão por ele estabelecido. Trata-se da misericórdia de Deus protegendo as esposas e filhos de casamentos poligâmicos, uma amenização de uma distorção do casamento até a chegada do Messias.


2. Deus nos revela sua vontade de maneira gradual e progressiva nas Escrituras. No Antigo Testamento ele se revelou em figuras, tipos, promessas. A sua revelação final e definitiva se encontra no Novo Testamento. Antes de Cristo ele suportou sacrifícios de animais, passou leis referentes a comidas, o sistema de escravidão e levirato, o apedrejamento de determinados pecados, a lei de talião (olho por olho), o divórcio por qualquer motivo, etc. A poligamia deve ser vista neste contexto, como uma das coisas que Deus suportou na antiga dispensação e que foi definitivamente abolida em Cristo, à semelhança de várias outras.


3. A encarnação e manifestação de Cristo ao mundo trouxe à luz a verdade outrora oculta, agora revelada pelos apóstolos e profetas, que Cristo é o cabeça de sua igreja, um povo único, composto de pessoas de todas as raças, tribos e nações, como o homem é o cabeça da mulher. E que a relação de amor-submissão entre marido e mulher é uma expressão da relação amor-submissão entre Cristo e sua igreja. Portanto, a partir do evento de Cristo, Deus não mais tolera nem suporta a poligamia entre seu povo, como suportou pacientemente no período anterior à sua vinda, pois sua vontade quanto a isto é em Cristo e sua igreja plenamente revelada. Em Cristo restaura-se o padrão original estabelecido por Deus no jardim.


4. Deus pode demonstrar a sua vontade sobre um assunto simplesmente registrando os males associados a ele, como é o caso da poligamia. Apostasia, ciúmes, invejas, disputas entre mulheres e filhos acompanham o histórico da poligamia entre os israelitas. A evidência cumulativa depõe contra a poligamia, mesmo que Deus não tenha se pronunciado expressamente contra ela.


5. Aqui é preciso dizer que a revelação divina se encerrou com o cânon do Novo Testamento, onde o casamento monogâmico é claramente estabelecido como a vontade final de Deus para seu povo e a humanidade em geral. Portanto, não podemos aceitar que Deus, em nossos dias, esteja mudando o conceito de casamento para incluir o casamento homossexual, uma vez que o homossexualismo é claramente condenado em toda a Escritura canônica e a mesma se encontra definitivamente encerrada. Sola Scriptura!
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Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Adoradores ou consumidores? O outro lado da herança de Charles Finney




Por Augustus Nicodemus Lopes


A palavra "evangélicos" tem se tornado tão inclusiva que corre o perigo de se tornar totalmente vazia de significado — R. C. Sproul

Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (6.67-69).

O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.

Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.

Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.

Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.

Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo emStrategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem.

Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta de vai-e-vem". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.

Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos deFinney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: "Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político".

Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.

Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin,Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a ideia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).

Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos."

Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.

Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos.

Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo.

O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas.

A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today(Outubro de 1966): "Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [deFinney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão" (p. 22).


O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.


Fonte: Monergismo /Bereianos
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Em Cristo,
Mário

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A igreja e sociedade em decadência


Pompeia foi uma cidade do antigo Império Romano, localizada nas proximidades de Nápoles. O que torna Pompeia interessante em nossa breve análise sobre a decadência moral da igreja e da sociedade atual é o estilo de vida adotados pelos moradores da cidade. O filósofo Francis Schaeffer escreveu que: “À medida que o Império (romano) ficava em ruínas, os decadentes romanos se entregavam a sua sede pela violência e satisfação de seus sentidos. Isso fica especificamente evidente pela sua sexualidade exacerbada. Em Pompeia, por exemplo, aproximadamente um século depois de a República ter se tornado coisa do passado, o culto ao falo era prática comum. Estátuas e pinturas de exagerado conteúdo sexual decoravam as casas dos mais influentes. Nem toda arte de Pompeia era assim, mas as representações sexuais eram desavergonhadamente gritantes.”[1] O Museu Nacional de Arqueologia de Nápoles guarda obras eróticas capazes de envergonhar até mesmo os mais liberais dos nossos dias.

A decadência moral de uma civilização é um dos últimos sinais que evidenciam que todos os demais valores daquela sociedade já foram derrubados. Foi assim com praticamente todas as civilizações históricas e assim continua sendo em nossos dias. Quando a sociedade se entrega desenfreadamente às suas paixões carnais, e a busca pela satisfação dos sentidos, sua queda está próxima. Francis Schaeffer diz mais sobre a Roma antiga: “Roma não caiu devido a alguma força externa, tal como a invasão dos bárbaros. Roma não tinha suficiente base interna; os bárbaros só deram o empurrão final para o colapso – e gradualmente Roma tornou-se ruínas.”[2] A desmoralização de uma sociedade é o sinal de que suas bases estruturais já foram derrubadas e que sua queda completa é apenas uma questão de tempo.

No entanto, a imoralidade de Pompeia e do Império Romano não estavam restritos à sexualidade, mas também envolviam a justiça social. Quanto mais a economia romana decaia, o fardo da inflação e impostos crescia sobre o povo. O trabalho escravo conseguiu cada vez mais força e as liberdades individuais foram cada vez mais enfraquecidas.

É curioso observar o fim histórico de Pompeia, a cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio (79 d.C.), cuja as cinzas cobriram completamente a cidade, que só foi reencontrada em 1748. O fim foi basicamente o mesmo experimentado por Sodoma e Gomorra, narrado em Gênesis 19. E tal como Pompeia e Roma, os pecados de Sodoma e Gomorra iam além do meramente sexual, veja o que escreveu o profeta Ezequiel: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.” (Ez 16:49).

Durante a decadência moral do Império Romano, a princípio a igreja resistiu às tentações com grande bravura, fazendo com que milhares de cristãos fossem mortos das formas mais terríveis e até mesmo passando as suas mortes a serem usadas como espetáculos para entretenimento do povo, e muitas vezes seus corpos em chama foram utilizados como tochas para iluminação públicas das cidades.

No entanto, logo a igreja cedeu aos encantos da ganância e da imoralidade. Com o reconhecimento da igreja como religião oficial do Estado Romano, esta enfraqueceu moralmente diante dos privilégios e favores do estado, e tornou-se o centro da disputa pelo poder político e religioso dos reis e líderes cristãos. Em sua arrogância tornou-se voltada apenas para si mesma, esqueceu-se da santidade e da justiça social e tornou-se intolerante.

O historiador Earle E. Cairns escreveu: “Infelizmente a Igreja ganhou em poder, mas se tornou arrogante perseguidora do paganismo do mesmo modo que as autoridades religiosas pagãs tinham agido em relação aos cristãos. Parece que no balanço final, a aproximação entre a Igreja e Estado trouxe mais malefícios do que bênçãos à Igreja Cristã.”[3] Dentro da igreja o caos era imenso, desde heresias das mais diversas, toda sorte de imoralidade sexual, abuso do poder e dos bens da igreja, negligência para com os pobres e injustiçados e uma incansável disputa pelo poder. A espiritualidade, outrora presente na vida dos cristãos primitivos, havia desaparecido do meio da igreja naqueles dias. Era extremamente difícil encontrar um só soberano, legislador, ou qualquer autoridade temporal ou religiosa que não fosse um herege ou um pagão. O que observamos na história é que a igreja deixou de exercer seu papel profético e passou a ser profundamente influenciada pelo paganismo, não só no estilo de vida imoral, na corrupção, na falsidade religiosa, e, até mesmo a liturgia da igreja sofreu os efeitos desta queda terrível.

No decorrer da história Deus interveio e preservou para si um povo que buscou não se contaminar e através dos séculos podemos identificar vários momentos de despertamento e avivamento na igreja, e a Reforma Protestante foi sem dúvida o mais importante despertamento da igreja desde Atos dos Apóstolos, fazendo com que a igreja voltasse à valores outrora esquecidos e acima de tudo a enfatizar a autoridade das Sagradas Escrituras. Na Reforma vemos alguns elementos de fundamental importância na história, não só da igreja, mas de toda sociedade: [1] Mudanças radicais que afetaram todas as áreas da vida de muitos países europeus, e também na formação de outros países como Estados Unidos da América, Austrália e Nova Zelândia. [2] Efeitos profundos na cosmovisão moderna das leis e práticas políticas dos países reformados. [3] Efeitos significativos na literatura, língua e educação dos países reformados. A língua alemã, por exemplo, teve seu estabelecimento como fruto dos trabalhos de tradução realizados por Martinho Lutero. [4] Efeitos nos campos da ciência, se não fosse a Reforma Protestante, que encorajou e serviu de plataforma de incentivo para novas pesquisas, estaríamos muito atrasados no que diz respeito a ciência, visto que toda pesquisa cientifica anterior a reforma deveria ser aprovada e controlada pela igreja. [5] A Reforma Protestante estabeleceu os direitos e obrigações da consciência individual. Se hoje existe alguma forma chamada “liberdade de expressão e consciência”, ela é resultado do trabalho dos reformadores.

No entanto, mesmo diante de todas as conquistas da Reforma Protestante, tanto a sociedade como a igreja embarcaram num retrocesso social, religioso e político lamentável. A imoralidade sexual, a injustiça social, as aberrações teológicas, os abusos do poder e dos recursos da sociedade e da igreja se aproximam daquilo que foi vivenciado em toda Roma antiga.

Nosso sistema político encontra-se fragilizado e nossa tão querida democracia parece não produzir mais os benefícios esperados em uma sociedade igualitária. E para piorar a situação, os políticos cristãos que se elegem à custas da igreja, numa proposta de redimirem com sua conduta e fé o sistema político, mostram-se tão corrompidos como os demais políticos, e lamentavelmente, em alguns casos até piores. Os escândalos envolvendo políticos vão além da corrupção do poder e financeira, mas até mesmo da imoralidade sexual, basta conferir nos jornais. O sistema social encontra-se num estado deplorável, onde o rico continua cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. É impressionante que em pleno o século XXI a escravidão volte a ser tema de preocupação em praticamente todo o mundo.

Desejo concluir este texto com uma breve avaliação sobre a igreja nestes dias de decadência. Nunca vivemos tão aquém do ideal de Deus para a sua igreja, onde substituímos nossa missão de ser luz através da pregação das Escrituras Sagradas, de uma ação prática que demonstra o amor de Deus para com povos do mundo e uma vida santa que se afasta e denuncia toda sorte de pecado moral, social e injustiças contra os mais fracos. A igreja substituiu este ideal de Deus por uma postura megalomaníaca de construção de templos cada vez maiores, de ajuntamento de massas, de shows, de busca por riqueza e bens terrenos e por uma vida cada vez mais luxuosa. Veja o que escreveu o filósofo francês Gilles Lipovetsky sobre a espiritualidade destes dias: “Já nem a religião constitui um contrapoder face ao avanço do poder do consumo-mundo. Ao contrário do que se verificava no passado, a Igreja já não privilegia as noções de pecado mortal, já não exalta o sacrifício ou a renúncia. [...] De uma religião centrada na salvação no Além, o cristianismo passou a ser uma religião ao serviço da felicidade terrena, colocando a ênfase nos valores da solidariedade e do amor, na harmonia, na paz interior, na realização total da pessoa.”[4]

É lamentável que nossos dias tenhamos que presenciar dentro das igrejas ditas evangélicas aqueles pecados duramente combatidos pelo reformadores. A decadência moral atingiu não apenas os crentes comuns, mas a sua liderança, e até mesmo a sua liturgia. Lipovetsky escreveu ainda: “A espiritualidade tornou-se mercado de massas, produto a comercializar, sector a gerir e promover.”[5] O que define a bênção de um culto, nesta espiritualidade doentia, é a presença de figuras de renome e a centralização das necessidades materiais, sociais e emocionais dos indivíduos presentes. Não é incomum os cânticos humanistas que só falam do homem e daquilo que espera como favor divino. Deus deixou de ser o centro do culto cristão e passou a ser um servo ao serviço das realizações dos caprichos dos seus adoradores. As músicas também tomaram uma vertente erotizada, onde a beleza do divino já não é algo a ser apreciado, adorado e temido, mas algo cada vez mais vulgarizado, através das palavras como beijar, abraçar, sentar no colo, tocar a face, entre outras. Numa adoração não só extra-bíblica mais anti-bíblica. Observamos, por exemplo, que quando Isaías viu a glória de Deus, ele a disse que viu o “[...] Senhor assentado sobre um alto e sublime trono [...]” (Is 6:1). Não consigo imaginar Isaías querendo tocar a Deus ou sentar-se no seu colo, ou qualquer coisa semelhante. Sua atitude foi uma atitude de alguém que reconheceu que precisava da misericórdia do Senhor, pois disse: “[...] Ai de mim! Pois estou perdido [...]” (Is 6:5). Já em Apocalipse vemos João, o discípulo do amor, aquele que havia deitado sua cabeça sobre o peito de Jesus (Jo 13:23), agora, ao vê-lo glorificado exclamou: “E eu, quando vi, caí a seus pés como morto [...]” (Ap 1:17). E ainda poderíamos recorrer a todos os Salmos e cânticos do Apocalipse e compará-los com o que se canta hoje, para concluirmos que estamos de fato experimentando a erotização da hinologia cristã. O que observamos na hinologia cristã é o mesmo fenômeno que observamos nas músicas seculares, cada vez mais sensuais. Observe que em Pompeia a arte plástica era a mais expressiva forma de arte daqueles dias, e por isto foi profundamente afetada pela imoralidade, semelhantemente, nos dias atuais, a música é sem dúvida a arte mais expressiva, e por isto tão carregada de sensualidade. O ponto importante a observar é que damos sinais sérios de decadência artística dentro e fora da igreja.

É importante observar também que Jesus nos alertou sobre a gravidade dos últimos dias, veja o que disse: “[...] Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18:8). Os pregadores da fé e da prosperidade, que são justamente aqueles que engordam as custas da igreja, pregam o contrário de Jesus, no entanto a realidade é esta, os últimos dias serão marcados por escassez de fé. O mesmo disse Paulo: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2 Tm 4:3-4). O tempo da escassez da fé genuína e dos ouvidos voltados às fabulas já chegou, veja o que disse Lipovetsky: “Hoje, até a espiritualidade funciona em livre-serviço, na expressão das emoções e dos sentimentos, na procura resultante da preocupação com o melhor-estar pessoal [...]”.[6]

Acredito que se desejamos que algo mude, precisamos nos voltar para Deus com um coração sincero, e dizer como disse Calvino: “Cor meum tibi offero domine prompte et sincere.” (O meu coração te ofereço, ó Senhor, de modo pronto e sincero). É preciso a semelhança dos reformadores restaurar os valores cristãos, e os Cinco Solas (Sola Fide/Somente a Fé; Sola Scriptura/Somente a Escritura; Solus Christus/Somente Cristo; Sola Gratia/Somente a Graça; Soli Deo Glória/Glória Somente a Deus), que são sem dúvida um bom início para a reforma que tanto precisamos hoje na igreja, e da igreja para a sociedade.

Rev. Luis A R Branco              Fonte:http://verdadenapratica.wordpress.com/

Em Cristo,
Mário



Citações:

[1] SCHAEFFER, Francis. Como Viveremos: Uma analise das características de nossa época em busca de soluções para os problemas desta virada de milênio. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003, pág. 17.

[2] Idem, pág. 18.

[3] CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1990, pág. 101.

[4] LIPOVETSKY, Gilles. A Felicidade Paradoxal: Ensaio Sobre a Sociedade do Hiperconsumo. Lisboa: Edições 70, pág. 111-112.

[5] Idem, pág. 112.

[6] Ibidem, pág. 113.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Não tem nada a ver







Nossa geração está se acostumando com a idéia de que a verdade é subjetiva e de que cada um tem a sua própria verdade. Para ser mais preciso, nossa geração parece descrer da verdade. Cada um tem a sua experiência. Cada um decide o que é bom. Cada um escolhe o que mais lhe agrada e ninguém pode interferir nessa escolha. Vivemos num mundo plural, com muitas idéias, conceitos e valores. A ética é privativa, ou seja, eu faço minhas escolhas e ninguém tem o direito de dizer se elas são certas ou erradas, até porque as pessoas estão confusas sobre a linha divisória que separa a verdade do erro. Nesse emaranhado de idéias as pessoas que são confrontadas em sua forma de pensar ou agir respondem de imediato: “isso não tem nada a ver”.

Qual é a filosofia que está por trás dessa frase? O que ela significa? O que ela induz?


1. Ela empurra as pessoas incautas para um conformismo cego com as aberrações ditadas pelo mundo. O mundo é um sistema que não leva em conta a verdade de Deus. O mundo tem a sua própria maneira de ver a vida. O mundo está posto no maligno e o maligno é o espírito que atua nos filhos da desobediência. Ser amigo do mundo é tornar-se inimigo de Deus. Amar o mundo é desprezar a Deus. Conformar-se com o mundo é inconformar-se com Deus. O mundo escarnece dos princípios da Palavra de Deus. De acordo com os ditames do mundo uma pessoa pode ser infiel ao seu cônjuge, os jovens podem ter sexo antes do casamento, as pessoas podem entupir suas mentes com filmes indecentes, a homossexualidade é apenas mais uma opção legítima, os jogos de azar são apenas uma diversão ou uma chance mais fácil de ficar rico, as boates com suas músicas sensuais e luzes sedutoras são apenas mais um ambiente que os crentes podem curtir sem nenhum conflito.


2. Ela enfraquece na mente dos crentes a idéia do certo e do errado. Ela induz as pessoas a pensarem que não existe uma verdade absoluta e que cada um pode fazer suas opções, ainda que na contra mão do bom senso, da lógica e da verdade e ainda assim, não estar em desacordo com os princípios de Deus. Precisamos entender que existe luz e trevas, certo e errado, verdade e mentira. O crente precisa posicionar-se. Ele não pode conformar-se com o erro. Ele não pode ser um seguidor da mentira. Ele é filho da luz. Ele precisa repudiar as obras do mal. Ele não pode ser massa de manobra e produto do meio. Ele precisa apresentar-se a Deus, inconformar-se com o mundo e transformar-se pela renovação da sua mente. O crente não pode ficar em cima do muro. Os covardes não entrarão no Reino de Deus. Quem não é por Cristo, é contra Cristo.


3. Ela apaga no coração do crente a idéia da santidade de Deus. Deus é santo e não pode contemplar o mal. Deus é luz e não tem comunhão com as trevas. Deus abomina o pecado. Ele exerceu juízo contra o pecado e demonstrou infinito amor pelo pecador ao mandar o Seu Filho ao mundo para morrer em nosso lugar e favor. Amar o pecado é ultrajar o sangue de Cristo. Deleitar-se no pecado é uma ofensa ao amor de Deus. Viver no pecado é colocar-se debaixo do juízo de Deus. Tentar agradar a Deus e ao mundo, procurando explorar o melhor das duas realidades é enganar-se a si mesmo. Deus não inocenta o culpado. Ele é fogo consumidor. Ele é o vingador contra aqueles, que, embora, professam conhecê-lo tapam os ouvidos aos princípios da Sua Palavra.

Conclamamos os irmãos da nossa igreja a vivermos de modo digno de Deus. Ele é santo e sem santidade ninguém verá o Senhor. Em vez de nos curvarmos à permissiva filosofia do “Não tem nada a ver”, devemos nos submeter à eterna e infalível Palavra de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes.  Blog: Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

AJUDE NOSSOS IRMÃOS DA "IGREJA PERSEGUIDA"



 Leia este depoimento:


"Eu também tenho medo de levar minhas filhas ao colégio. Quando elas saem, eu e meu marido oramos e jejuamos até que elas voltem pra casa em segurança. Eu espero e oro para que minhas filhas sobrevivam à guerra. Meu coração fica em pedaços por não ter certeza disso. O perigo está em todo lugar. Eu tento prepará-las para um momento que, eu espero, nunca aconteça. Eu lhes ensino que a única coisa que têm de fazer é dizer a seus assassinos: 'Jesus ama vocês'."


Juntamente com sua família, outros cristãos e vizinhos não cristãos, essa mãe síria é obrigada a conviver 24 horas por dia com tiros e bombardeios. O conflito armado na Síria, entre forças do governo e tropas rebeldes, completou dois anos e é responsável por mais de 90 mil vítimas fatais e milhares de desabrigados e refugiados. A vida dos cristãos também foi afetada . Muitos perderam propriedades, empregos e entes queridos, alguns por conta dos constantes bombardeios, outros devido ao caráter religioso que a guerra está tomando. Pensando em uma forma de ajudar aqueles que necessitam, a Portas Abertas lançou uma campanha especial: Apoie Síria . No sitewww.apoiesiria.org.br disponibilizamos o histórico do conflito, atualizações de casos específicos, testemunhos e formas de participação. Acesse!

Mas, infelizmente, a intolerância religiosa não acontece somente na Síria. Já ouviu falar, por exemplo, sobre o conflito em Núbia ? Ou sobre a liberdade de religião no Irã? Há também tendências preocupantes na República Centro-Africana. Esse mês, recebemos a notícia de filhos de um pastor que sofreram ataque. "Eles bateram na minha filha, além de a intimidarem indecente e humilhantemente para que os levasse onde era guardado o nosso dinheiro. Ela não sabia nem se tínhamos dinheiro. O seu queixo ainda está inchado da surra", contou o pastor.
ContribuaFortaleça a liderança da Igreja Perseguida

Abençoar pastores em suas necessidades é uma das metas a serem cumpridas pela Portas Abertas em 2013. O custo mensal de se ajudar um ministro do evangelho é de R$ 8,08, valor utilizado para a aquisição de materiais ou para a entrega de treinamentos ou para ajudas sociais diversas. Esse ano, 86.302 líderes serão beneficiados. Participe apoiando um ou mais pastores. A Igreja Perseguida conta com você. Contribua!

Em Cristo,
Mário César

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