terça-feira, 29 de outubro de 2013

DAMARES, POR FAVOR, PARE DE CANTAR HERESIAS!




Por Gutierres Fernandes Siqueira

Dificilmente a cantora Damares lerá este texto, mas ainda assim eu faço um apelo: – Damares, por favor, pare de cantar heresias!

Os fariseus iriam “curtir” bastante essa canção Alto Preço!
Para quem não a conhece, essa cantora paranaense faz um tremendo sucesso nas igrejas pentecostais e é famosa pela vingativa, antibíblica e mal escrita canção “Sabor de Mel”. Ou seria de fel? Damares faz parte de uma classificação que reúne o pior da música evangélica brasileira- a chamada “música gospel pentecostal”. Esse gênero é sinônimo de letras mal escritas, triunfalismo, cantoria de vingança, corinhos de “fogo” e ausência completa de referências à cruz de Cristo. Nasceu em meados da década de 1970 e abraçou com entusiasmo uma versão light da Teologia da Prosperidade. E é em si cheia de ressentimentos e autoconfiança.

Mas por que este apelo? Recentemente essa cantora gravou uma música com o título “Alto Preço”[1]. E essa canção é uma das maiores aberrações doutrinárias já produzida nas últimas décadas. A teologia desse “hino” ensina uma salvação baseada em obras e na meritocracia humana. A composição não é dela, mas a interpretação e divulgação é.

Veja a trágica letra:

Eu tô pagando, eu tô pagando
O preço pra morar no céu eu to pagando
Eu vou lutando, eu vou chorando
Cada detalhe o Senhor está somando
Eu tô pagando, eu to pagando
O preço pra morar no céu eu tô pagando
Eu vou lutando, eu vou chorando
A santidade tem um preço, eu tô pagando
Tô pagando, tô pagando
Um alto preço
Um alto preço

Sim, nesse “hino” Deus soma os nossos méritos e nós “pagamos o preço para morar no céu”. Acho que o apóstolo Paulo teria um infarto caso ouvisse uma música como essa cantada em uma igreja cristã. A música despreza uma das verdades cristãs mais óbvias para um leitor atento da Bíblia: é Jesus quem paga o alto preço. Somente Ele! Se confiarmos em nós mesmos como pagantes desse preço o nosso destino é apenas da danação eterna. Essa música é a expressão de uma das maiores heresias que um cristão pode expressar. É o desprezo da cruz de Cristo. “Vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens”. [1 Coríntios 7.23].

Nota:
[1] Mas, por favor, não confunda com a ótima canção do Asaph Borba que possui o mesmo título.

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PS: Alguns reclamaram que a análise ficou a cabo somente do refrão, mas a música completa em nada muda essa abordagem crítica. Pelo contrário, somente reforça. No primeiro refrão é dito que o sangue de Jesus justifica e que Ele pagou o preço. Porém, logo em seguida, vem a ideia de “complementar a obra de Cristo”. Assim, Jesus pagou o preço, mas eu também preciso pagá-lo. Ou seja, a obra do Senhor é insuficiente. A composição de Anderson Freire é puro pelagianismo.

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Fonte: Web Evangelista. Divulgação: Púlpito Cristão/Jesus é o Senhor
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Em Cristo,

Mário

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

COMEMORANDO 15 ANOS DE DIANTE DO TRONO, ANA PAULA VALADÃO DIZ QUE HOJE O GRUPO “ENFRENTA PRECONCEITO DOS PRÓPRIOS EVANGÉLICOS”



No ano em que comemora 15 anos de estrada, o ministério de louvor da Igreja Batista da Lagoinha (IBL), Diante do Trono, tem se tornado alvo do preconceito dos próprios evangélicos, segundo sua líder, Ana Paula Valadão.

A impressão da cantora e pastora foi passada à TV Uol numa entrevista especial sobre a data comemorativa. Ana Paula afirmou que no começo do planejamento para lançar o ministério, ela vivia uma crise de fé, mas vê isso como um fator diferencial.

“Eu acho que é importante a gente passar por crises ao longo da vida, porque nelas a gente se pergunta muita coisa. Ou a gente vai ter as coisas abaladas e destruídas, ou elas vai ficar ainda mais fortes”, conceitua.

O maestro Sérgio Gomes, convidado pelo pastor Márcio Valadão para comandar a primeira gravação das músicas do DT, afirma que foi enviado aos Estados Unidos pelo líder da IBL ao lado de Ana Paula, para aprender o processo de gravação ao vivo e assim, aplicar no projeto do ministério.

“Quando a gente reuniu o grupo de músicos com a ideia de fazer a gravação de um CD ao vivo, nós reproduzimos o que aconteceu nos Estados Unidos. Ou seja, a Ana cantou a canção pra eles, e todo mundo achou a canção maravilhosa, que é realmente”, disse Gomes, referindo-se à música “Diante do Trono”.

Entre os cantores que integraram a primeira formação do DT, estão Helena Tannure, Nívea Soares e André Valadão. “Um dia a Ana me ligou e disse: ‘Nívea, eu gostaria que você fosse uma das vocalistas. Você aceita participar?’ Foi um prazer muito grande, um presente de Deus pra mim”, declara Nívea Soares.

“O Diante do Trono ia gravar o primeiro CD quando eles me chamaram pra fazer parte. Mas eu tinha acabado de ter meu segundo filho, os ensaios eram meio atribulados, acabava tarde, então eu não pude atender a esse primeiro convite. Antes do lançamento desse primeiro trabalho, então com meu bebê um pouquinho maior, eu pude passar a integrar o grupo”, relata Helena Tannure, que assim como Nívea, não integra mais o ministério.

Mariana Valadão, que passou a integrar o grupo anos depois, também deu seu depoimento: “Desde o primeiro, a gente como família, participa de tudo, não é? Nos ensaios, eu sempre ia, participava. Mas a partir do terceiro CD, que foi ‘Águas Purificadoras’, gravado também aqui em Belo Horizonte, [eu passei a fazer parte]”.

“Quebra de paradigmas”

Ana Paula Valadão disse que o contrato com a Som Livre, gravadora secular – da qual o grupo estaria tentando se desvincular – foi uma quebra de paradigma que possibilitou a expansão do alcance do Diante do Trono.

Segundo ela, todos os cuidados para que não houvessem interferências da gravadora no trabalho do DT foram tomados: “O nosso jeito de ser tem que parecer intocado. Se vão vender o nosso produto, vão vender exatamente o que nós colocarmos ali. Ninguém vai escolher o meu repertório, entendeu? Então existem limites. Ninguém vai dizer o que eu devo vestir, como eu devo falar, e graças a Deus, a minha experiência com pessoas não evangélicas tem sido muito boa”, comemora.

O fato de o DT aceitar os convites da mídia secular para se apresentar em programas de TV, por exemplo, tem sido um imã de críticas dos próprios irmãos na fé para o grupo, de acordo com Ana Paula: “Hoje a gente enfrenta o preconceito do lado de cá, dos próprios evangélicos, que muitas vezes não entendem essa abertura da mídia, essa conquista que o meio evangélico está tendo junto aos meios de comunicação”, diz, antes de ironizar: “Uma vez eu vi uma pessoa dizendo que você sempre vê cachorros latindo pra lua, mas você nunca vê a lua respondendo (risos)”.

Para André Valadão, as opiniões contrárias vem de quem não entende o momento da música cristã no Brasil: “A crítica a esse transbordar da música dentro da igreja existiu no começo. Hoje ela já mudou. E é literalmente um transbordar, como se não coubesse só dentro do copo, vai pra fora”.

A líder do DT afirma crer que a abertura da mídia não pode ser vista apenas como uma forma dos veículos de comunicação conseguirem audiência, mas também como uma oportunidade: “Do lado do computador, da televisão, do rádio, tem alguém que nunca entraria numa igreja evangélica e que está ouvindo nossa mensagem”.


[Fonte: Gospel Mais]



Nota do Blogueiro

A questão do preconceito que a Ana Paula falou pode até ter algum sentido, pois quem recebe a pancada vinda do outro lado, de fato sabe aonde doeu à pedrada.

Contudo a Ana só esquece de lembrar que grande parte das críticas que ela e o ministério DT recebam não foram em relação ao fato da parceria com a Som Livre ou a abertura da mídia secular. O trem começou a cambalear nos trilhos quando a mesma se envolveu numa série de esquisitices em seus eventos e apresentações. Abaixo constam alguns dos que ela protagonizou, boa parte deles com um requinte de heresia.

“A Bota de couro de Piton”

“Ungir os mares em um Cruzeiro Gospel”

“O tal Exu Boiadeiro com o seu tripé”

“A bizarra imitação do Leão”

“A visão dos Piolhos debaixo do banco da igreja”

“As loucuras das batalhas espirituais dos Congressos DT das mulheres”.

“A irrelevante participação no Programa do Hulk, quando ao invés de pregar o Evangelho, disse: ‘tem lugar pra todo mundo’”

Dizer que recebe críticas por tais despautérios ela não diz. No mínimo ainda acha que todo crente é burro e não pensa.

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Púlpito Cristão.        
Fonte: Púlpito Cristão
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Mário César

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

De volta ao evangelho


 
O evangelho é a melhor notícia que já ecoou nos ouvidos da história. É a boa nova da salvação vinda de Deus a pecadores perdidos. É o transbordamento do amor divino aos filhos da ira. É a graça sem par a pessoas indignas. É a misericórdia estendida a indivíduos arruinados. O evangelho é o novo e vivo caminho que Deus abriu desde o céu para o céu. Esse não é o caminho das obras, mas da graça. Não é o caminho do mérito, mas da oferta gratuita. Não é o caminho da religião, mas da cruz. A salvação é uma obra monergística de Deus, trazendo libertação aos cativos, redenção aos escravos e vida aos mortos.

Com respeito ao evangelho, precisamos estar alertas sobre alguns perigos. Tanto no passado como no presente, ataques frontais foram e ainda são feitos para esvaziar o evangelho, distorcer o evangelho e substituir o evangelho por outro evangelho, que em essência, não tem nada de evangelho. Quais são esses perigos?

Em primeiro lugar, o perigo de substituir o evangelho da graça pelo evangelho das obras. O mundo odeia o evangelho, porque este é um golpe fatal em seu orgulho. O evangelho anula completamente qualquer possibilidade do homem vangloriar-se. Reduz o homem à sua condição de completo desamparo. Mostra sua ruína absoluta, sua depravação total, sua escravidão ao diabo, ao mundo e à carne, sua corrupção moral e sua morte espiritual. A tentativa do homem chegar-se a Deus pelo caminho das obras é tão impossível como tentar construir uma torre até aos céus. O apóstolo Paulo diz aos judaizantes que estavam perturbando a igreja e pervertendo o evangelho, induzindo as pessoas a praticarem as obras da lei para serem salvas, que isso é um outro evangelho, um evangelho falso, que desemboca na ruína e na perdição.

Em segundo lugar, o perigo de substituir o evangelho da cruz pelo evangelho da prosperidade. Prolifera em nossos dias os pregadores da conveniência, os embaixadores do lucro em nome da fé. Multiplicam-se neste canteiro fértil da ganância, homens inescrupulosos que mercadejam a palavra de Deus, fazendo da igreja uma empresa, do púlpito um balcão, do evangelho um produto híbrido, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O vetor desses obreiros da iniquidade é o lucro. Pregam para agradar. Pregam para atrair as multidões com uma oferta de riqueza na terra e não de um tesouro no céu. Torcem as Escrituras, manipulam os ouvintes, enganam os incautos, para se locupletarem. Sonegam ao povo a mensagem da cruz, a oferta da graça, a mensagem da reconciliação por meio do sangue de Cristo. Embora esses pregadores consigam popularidade estão desprovidos da verdade. Embora reúnam multidões para ouvi-los, não oferecem aos famintos o Pão do céu. Embora, se vangloriem de suas robustas riquezas acumuladas na terra, são miseravelmente pobres na avaliação do céu.

Em terceiro lugar, o perigo de se pregar o evangelho sem o poder do Espírito Santo. Se a pregação do falso evangelho das obras e da prosperidade é um negação do genuíno evangelho, a pregação do verdadeiro evangelho sem o poder do Espírito é uma conspiração contra o evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Nele se manifesta a justiça de Deus. Não podemos pregá-lo sem a virtude do Espírito Santo. O pregador precisa ser um vaso limpo antes de ser um canal de bênção. Precisa viver com Deus antes de falar em nome de Deus. O pregador precisa ser cheio do Espírito antes de ser usado pelo Espírito. Se a pregação do evangelho é lógica em fogo, a mensagem do evangelho precisa queimar no coração do pregador antes de inflamar os ouvintes. Precisamos desesperadamente de um reavivamento nos púlpitos. Precisamos voltar ao evangelho!
Rev. Hernandes Dias Lopes                           Blog: Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

As estratégias evangelísticas de Paulo




Paulo foi o maior missionário da história da igreja. Investigar o conteúdo da sua mensagem e a relevância de seus métodos é um desafio para a igreja contemporânea. Na busca do crescimento da igreja, não precisamos recorrer às novas técnicas engendradas no laboratório do pragmatismo, mas devemos nos voltar ao exemplo daquele que foi o maior bandeirante do Cristianismo. Algumas estratégias de Paulo merecem destaque:


1. Paulo sempre buscou as sinagogas para alcançar os religiosos. Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa pessoas, a partir do Antigo Testamento, que o Jesus histórico é o Messias, o Salvador do mundo. Não podemos perder a oportunidade de pregar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem, para expor a elas as Escrituras e por meio delas apresentar-lhes Jesus.


2. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas não religiosas.
Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso. Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões. Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos. Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas, escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro.


3. Paulo sempre utilizou os lares como lugares estratégicos para a evangelização e o ensino.
Paulo ensinava publicamente e também de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um lugar estratégico para o crescimento da igreja. Na igreja apostólica não havia templos. As igrejas se reuniam nas casas. E a partir desses núcleos, a igreja espalhou-se e multiplicou-se por todo o império romano. O lar deve ser uma embaixada do reino de Deus na terra, uma agência de evangelização e uma escola de discipulado.


4. Paulo sempre plantou igrejas em cidades estratégicas.
Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo. Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.


5. Paulo sempre acreditou no poder da verdade para convencer e converter os corações.
Paulo pregou com lágrimas, mas sem deixar de usar seu cérebro. Por onde passou, dissertou sobre a verdade das Escrituras e persuadiu as pessoas a crerem em Cristo. Ele dirigiu-se à mente das pessoas e tocou-lhes o coração. Paulo rejeitou a sabedoria humana, mas não a sabedoria divina. Ele não confiou nos recursos da retórica, mas usou todos os argumentos lógicos e racionais, na dependência do Espírito, para alcançar as pessoas com o evangelho. Hoje, à semelhança de Paulo, precisamos de pregadores que conheçam a verdade; pregadores que ousem pregá-la com clareza, exatidão e poder.
Rev. Hernandes Dias Lopes               Blog: Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A Compaixão de Jesus



Uma das características de Cristo é a sua compaixão. A igreja católica romana procura intensificar o sentimento da compaixão de Cristo no entendimento humano, ao apresentar a imagem de Jesus com seu coração na parte exterior do corpo. Um dicionário de língua portuguesa descreve a palavra compaixão como o pesar que nos desperta a desgraça e a dor de outrem. Em várias passagens bíblicas, vemos esse sentimento de compaixão relacionado com a pessoa de Jesus ante o sofrimento das pessoas. A compaixão é um sentimento genuíno de amor incondicional, não somente amor pelo que a pessoa é e representa, mas pelo sofrimento e problemas que ela enfrenta na vida.

Nossa tendência humana é nos afastar do sofrimento, pois ele nos limita, nos deixa sem resposta, revela nossa incapacidade, desmascara o nosso medo, expõe a nossa ansiedade e remove a nossa paz. São raros aqueles que gostam de ir a um lugar onde há pessoas que sofrem. No entanto, ao contrário de nós, Cristo tem prazer de estar onde há sofrimento, não porque ele tem prazer no sofrimento, mas porque ele tem todo o poder de intervir na dor, seja ela qual for. Todos os sofrimentos deste mundo têm que se render a pessoa gloriosa de Jesus. Quando ele chega, a escuridão da dor se rende à luz da sua glória. E essa luz de Deus, que brilha na escuridão do nosso sofrimento, é a sua compaixão.

Luis A R Branco      
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O QUE LEVA UMA PESSOA A SE AUTOINTITULAR APÓSTOLO?



Ultimamente no Brasil, o que mais vemos em nossas igrejas é a multiplicação de pastores que tomaram para si o título de apóstolo.

Confesso que estou absolutamente impressionado com quantidade de líderes eclesiásticos que acreditam que foram comissionados por Deus ao ministério apostólico. Nessa perspectiva é possível encontrar em quase todas as denominações brasileiras gente que advoga que foram ungidos por Cristo para o desenvolvimento de um ministério diferenciado dos demais pastores.

Isto posto, gostaria de elencar quatro motivos que podem levar um pastor a se autointitular apóstolo:

1-) Ignorância bíblica/teológica. Acredito que boa parte dos que se autointitularam apóstolos o fizeram por desconhecer a Palavra de Deus. Na verdade, penso que existam muitos irmãos que tomaram para si este título por ignorarem o que as Escrituras dizem a respeito do ministério apostólico. Digo mais, creio que os irmãos em questão tivessem conhecimento bíblico jamais teriam sido “consagrado” apóstolos.

2-) Modismo eclesiástico. Infelizmente devido a falta de profundidade bíblica, parte da Igreja brasileira se move influenciada por modismos diversificados. Repare que a inconsistência teológica de muitas pastores tem contribuído para o aparecimento periódico de revelações, comportamentos e doutrinas escalafobéticas, cujo objetivo final é impactar a igreja. Um claro exemplo disso é uma última onda neopentecostal cuja ênfase se encontra no ministério apostólico.

4-) Uma eclesiologia errada. Muitos dos pastores possuem uma visão errada do conceito bíblico “Eclesia”. Para estes, a essência da Igreja deve ser fundamentada numa estrutura hierarquica e não a “Communion Sanctos”. Para os líderes em questão, o fundamento e a base de uma Igreja bem sucedida é uma forte hierarquia ministerial cujo foco se encontra na obediência inquestionável de seus pastores. Nessa perspectiva não existe espaço para o desenvolvimento do sacerdócio de todos os santos, bem como o relacionamento desprovido de títulos, pompas e domínio eclesiástico.

4-) Mau-caratismo – Muitos dos pastores tomaram para si o titulo apóstolos não porque desconhecem as Escrituras, ou pela ingenuidade de se deixarem levar pelos modismos eclesiásticos., nem tampouco por possuírem um eclesiologia errada. Não. Muitos destes, o fizeram por mau-caratismo e desonestidade. Na verdade, tais líderes em questão sabem que estão errados, todavia, preferem continuar no erro apostólico a arrepender-se de seus delitos e pecados.

Caro leitor, vale a pena ressaltar que acredito que os motivos elencados acima podem agir na vida do líder separadamente e em alguns casos conjuntamente. Nessa perspectiva é até possível o pastor se autointitular apóstolo por ignorância, como também pelo modismo eclesiástico de seu tempo. Todavia, se o faz por mau-caratismo isso automaticamente exclui todas as razões anteriores.

Que Deus tenha misericórdia da Igreja evangélica brasileira.

Renato Vargens

P.S: Os que desejarem ler mais sobre os “apóstolos da Modernidade sugiro a leitura do livro: “Reforma Agora. O antídoto para a confusão evangélica no Brasil.” publicado pela editora Fiel (aqui)

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Fonte: Blog do Renato Vargens.
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Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Os sete degraus da restauração de pedro







1. O olhar penetrante de Jesus (Lc 22.61) – Jesus olhou para Pedro exatamente no momento em que ele estava negando, jurando e praguejando, insistindo em dizer que não conhecia a Jesus. Os olhos de Cristo penetraram na alma de Pedro e radiografaram as mazelas do seu coração. Aquele foi um olhar de tristeza, mas também de compaixão. Quando Jesus olhou para Pedro, ele se lembrou da palavra do Senhor e ao lembrar-se dela encontrou uma âncora de esperança e o caminho de volta para a restauração.


2. O choro amargo pelo pecado (Mt 26.75; Mc 14.72; Lc 22.62)
– Os evangelistas nos informam que Pedro saindo dali chorou amargamente (Mt 26.75; Lc 22.62) e caindo em si, desatou a chorar (Mc 14.72). Logo que as lágrimas do arrependimento rolaram pelo rosto de Pedro, seus pés se apressaram em sair daquele ambiente. Pedro deu quatro passos rumo à restauração: 1) Ele caiu em si; 2) Ele saiu dali; 3) Ele desatou a chorar; 4) Ele chorou amargamente. O choro do arrependimento desemboca na alegria do perdão.

3. O impacto do túmulo vazio (Lc 24.11,12) –
Quando Pedro foi informado que o túmulo de Jesus estava vazio, ele correu e entrou no sepulcro e ao ver os lençóis de linho, retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido. O poder da ressurreição foi mais um instrumento que Deus usou para levantar Pedro de sua queda. O triunfo de Cristo sobre a morte, sobre o diabo e sobre o inferno deixou Pedro maravilhado. A mesma mão que abriu o túmulo de Cristo abriu também os olhos de Pedro. Aqueles que são impactados pela luz da ressurreição não permanecem mais nas regiões tenebrosas da morte.

4. O recado especial de Cristo (Mc 16.7) –
O anjo de Deus que estava assentado sobre a pedra que fechava o túmulo de Cristo e testemunhou para as mulheres que ele havia ressuscitado, entregou, também, a elas, um recado: “… ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia, lá o vereis, como ele vos disse”. Por que Jesus mandou esse recado especial a Pedro? Porque Jesus sabia que a essas alturas Pedro não se sentia mais digno de ser um discípulo. Pedro havia negado seu nome, sua fé, suas convicções, seu apostolado e seu Senhor. Pedro tinha pensado em desistir de tudo, mas Jesus não desistiu de Pedro.

5. A pergunta especial de Cristo (Jo 15.15-17) – Pedro saiu de Jerusalém e foi para a Galiléia como Cristo ordenara. Naquela longa jornada, a consciência de Pedro foi lhe acusando. Ele pensou que Cristo iria lançar em seu rosto o seu fracasso. Mas, a única pergunta de Cristo a Pedro foi: “Simão, tu me amas?”. Essa pergunta foi repetida três vezes, porque três vezes Pedro negou a Cristo. O Senhor não humilhou Pedro. Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega (Mt 12.20). Jesus não lançou no rosto de Pedro seus fracassos. Antes, deu-lhe a oportunidade de reafirmar o seu amor e reiniciar o seu ministério.

6. O comissionamento de Cristo (Jo 21.15-19) –
Cristo não apenas restaurou a vida de Pedro, mas também o seu ministério. O Senhor lhe deu duas ordens: pastoreia os meus cordeiros e as minhas ovelhas e segue-me! O Senhor sepultou no esquecimento os fracassos de Pedro e abriu-lhe uma nova fronteira de trabalho. O Senhor restaurou a alma e os sonhos de Pedro!

7. O revestimento de poder para pregar a Palavra (At 2.4,14) – Pedro não apenas teve de volta seu ministério, mas, agora, é revestido com o poder do Espírito Santo para pregar a Palavra de Deus. O Pedro medroso torna-se intrépido. O Pedro inconstante torna-se firme. O Pedro que falava sem pensar, agora se transforma num grande pregador. Quando se levantou para pregar, os corações começaram a se derreter aos milhares, convertendo-se a Cristo. O mesmo Jesus que restaurou Pedro pode também restaurar sua vida.

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Em Cristo,
Mário

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Campanha em forma de testemunhos convida pessoas a conhecerem o satanismo

Amados ,vejam mais está artimanha do diabo,oremos pois, para que o Senhor nosso Deus, nos proteja e tenha misericórdia da população que ainda não se entregou a Cristo Jesus,o Salvador e Senhor nosso.

Mário
Postado em 08/10/2013 por Carol de Andrade em Mundo, Notícias



Roupas pretas com capuz, velas, pentagramas de fogo e cruzes invertidas. Essa provavelmente é a primeira imagem que as pessoas têm em mente quando ouvem a palavra satanismo.

Desde 1 de outubro, uma campanha publicitária na internet convida as pessoas a descobrirem que o satanismo também é para “pessoas normais”. Usando vídeos com entrevistas de homens e mulheres que afirmam seguir a Satanás, além da hashatg #discoversatanism nas redes sociais. Cartazes com o endereço do site www.discoversatanism.com colados nas ruas de grandes cidades divulgam o endereço.

“Ele está entre nós desde a origem do mundo. Ele nos respeita e não deseja nos mudar… Satanás ama a todos, não há nada a temer”, afirma Daniel, o primeiro a testemunhar nos vídeos oficiais da campanha, chamados Ordinary People [Pessoas normais].

Nos outros vídeos vemos Ivetken, uma menina com cerca de 7 anos olhando para a câmera e dizer: “Satanás é meu amigo. Conto a ele todos os meus problemas”. Dan e Kyle, um “casal gay” inglês afirma estarem acostumados a sofrer discriminação. Eles dizem ser satanistas, pois “é apenas mais uma escolha” que fizeram e não têm do que se envergonhar. Um motorista de Taxi chamado Bashir diz ouvir o Diabo dizendo a ele o tempo todo “Eu te amo. Eu te quero” e por isso “deveríamos abrir nosso coração para Satanás”.

Também há o relato da espanhola Flor, contando que Deus a abandonou quando ela orou para que seu pai não morresse. Após ele falecer, ela encontrou consolo no satanismo. O chinês Jun diz que no satanismo pôde conseguir tudo que desejava agora. “Por que esperar por uma nova vida?”, questiona. O casal Josh e Amelia afirmam que enquanto muitos pais ensinam os filhos a seguir a Deus, eles ensinarão o seu a obedecer Satanás, “adorando seu verdadeiro Senhor”. Por fim, a dona de casa Molly afirma que “essa é a hora dos satanistas” no mundo.

Uma pesquisa na internet mostra que, oficialmente, seria uma campanha para promover o festival de filmes de terror de Sitges, na Espanha. O site não deixa isso claro e, de fato, tem uma versão em espanhol, assim como os vídeos.

Caso realmente seja uma campanha publicitária tentando “viralizar” é potencialmente perigosa. A grande maioria das pessoas que acessarem o vídeo ou lerem o conteúdo do site não perceberão isso. Além disso, parece estranho que não existem mais limites éticos na publicidade, que estaria apelando para algo tão sério para popularizar (ainda mais) filmes de terror, que normalmente já tratam de demônios e temas ocultistas.

Fonte: Gospel Prime
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os dons espirituais à luz da Bíblia




Os dons espirituais são dádivas de Deus à igreja para a realização do ministério e a edificação dos santos. Não são dotes naturais, mas capacitação sobrenatural. Não são alcançados por mérito, mas distribuídos pela graça. Não são distribuídos conforme o querer humano, mas segundo a vontade soberana do Espírito Santo. Quatro verdades merecem ser destacadas sobre os dons espirituais.

Em primeiro lugar, a origem dos dons espirituais. Os dons espirituais não procedem do homem, mas de Deus. Não podem ser confundidos com talentos naturais. Não é um pendor humano nem uma habilidade inata que alguém desenvolve. Os dons espirituais são concedidos aos membros do corpo de Cristo, pelo Espírito Santo, quando creem em Cristo, e são desenvolvidos na medida em que os fiéis os utilizam para a glória de Deus e edificação dos salvos. Nenhuma igreja pode conceder os dons. Nenhum concílio eclesiástico tem autoridade para distribuí-los. Os dons espirituais são dádivas de Deus à igreja. São distribuídos segundo a vontade do Espírito e não conforme as preferências humanas. Eles vêm do céu e não da terra; emanam de Deus e não dos homens.

Em segundo lugar, a natureza dos dons espirituais. Os dons espirituais são uma capacitação sobrenatural dada pelo Espírito Santo aos membros do corpo de Cristo para o desempenho do ministério. Nós somos individualmente membros do corpo de Cristo. Cada membro tem sua função no corpo. Nenhum membro pode considerar-se superior nem inferior aos demais. Todos os membros são importantes e interdependentes. Servem uns aos outros. Pelo exercício dos dons espirituais as necessidades dos santos são supridas, de tal forma que, numa humilde interdependência todos os salvos crescem rumo à maturidade, à perfeita estatura do Varão perfeito, Cristo Jesus.

Em terceiro lugar, o propósito dos dons espirituais. Os dons espirituais são recebidos de Deus e exercidos com Deus, por Deus e para Deus para que a igreja de Cristo tenha suas necessidades supridas e possa, assim, cumprir cabalmente sua missão no mundo. Não nos bastamos a nós mesmos. Nenhum membro do corpo de Cristo ficou sem dons e nenhum recebeu todos os dons. Devemos suprir as necessidades uns dos outros. Dependemos uns dos outros. No corpo há unidade, diversidade e mutualidade. Os membros não têm vida independente do corpo. Cada membro do corpo tem sua função. Cada membro precisa exercer o seu papel para que o corpo cresça de forma harmoniosa e saudável. O corpo cresce de forma harmoniosa e saudável quando servimos uns aos outros conforme o dom que recebemos.

Em quarto lugar, o resultado dos dons espirituais. Os dons espirituais têm dois propósitos: a glória de Deus e a edificação da igreja. Deus é mais glorificado em nós quanto mais nós nos deleitamos nele e servimos uns aos outros. O dons espirituais não são dados para autopromoção. Nenhum membro da igreja pode gloriar-se por ter este ou aquele dom, pois os dons são recebidos não por mérito, mas por graça. Usar os dons para exaltação pessoal é dividir o corpo em vez de edificá-lo. A igreja de Deus não é uma feira de vaidades, mas uma plataforma de serviço. No reino de Deus maior é o que serve. No reino de Deus perdemos o que retemos e ganhamos o que distribuímos. Quando investimos nossa vida, recursos e dons para socorrer os aflitos, fortalecer os fracos, instruir os neófitos, ajudar os necessitados e encorajar os santos, o nome de Deus é exaltado, o mundo é impactado e a igreja é edificada. Quando usamos os dons espirituais da forma certa e com a motivação certa, Deus é exaltado no céu e os homens são abençoados na terra.

Rev. Hernandes Dias Lopes             Blog: Palavra da Verdade
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Em Crisro,
Mário César de Abreu

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

LIBERTEM A BRASILEIRA ANA PAULA E OS OUTROS 29 ATIVISTAS DO GREENPEACE

Amados,tomem conhecimento deste caso e ajudem ,com orações e ação,assinando a petição nos link:Ajude-nos a ampliar nossa voz e a soltar Ana Paula.
Em Cristo,
Mário César de Abreu
A brasileira Ana Paula Maciel será mantida em prisão preventiva por 2 meses após protesto pacífico. (Foto: © Dmitri Sharomov / Greenpeace)

A brasileira Ana Paula Maciel será mantida em prisão preventiva por 2 meses após protesto pacífico. (Foto: © Dmitri Sharomov / Greenpeace)

Na manhã do dia 18 de setembro, dois ativistas do Greenpeace foram presos enquanto protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico, na plataforma Prirazlomnaya, da Gazprom, no Mar Pechora, na costa russa. Eles ficaram detidos a bordo de um navio da Guarda Costeira Russa, sem acusação ou representação legal.

No dia seguinte, com armas em punho, a Guarda Costeira Russa entrou ilegalmente no navio de campanhas do Greenpeace, Arctic Sunrise, enquanto ele ainda navegava em águas internacionais, e prenderam 30 ativistas que estavam à bordo. Entre os tripulantes está a brasileira Ana Paula Alminhama Maciel, de 31 anos, que está conosco desde 2006. Por isso, estamos solicitando a urgente libertação de todos os ativistas, a imediata retirada da Guarda Costeira navio e o fim da exploração de petróleo offshore no Ártico, permanentemente.

Você também pode ligar para a Embaixada ou para os Consulados do Rio de Janeiro e São Paulo para pedir a libertação da nossa ativista Ana Paula.

Embaixada da Rússia: (61) 3223.3094/4094
Consulado Geral da Rússia em São Paulo: (11) 3814.4100
Consulado Geral da Rússia no Rio de Janeiro: (21) 2274.0097

O protesto pacífico que levou Ana Paula e outros ativistas à prisão tinha como objetivo pendurar uma banner na plataforma de petróleo da empresa russa Gazprom, para denunciar a exploração em um ambiente tão sensível.

Pedimos a todos que já se opuseram ao que julgam errado, que já se posicionaram por algo que acreditam, a apoiarem a libertação da Ana Paula e dos demais ativistas, além do cinegrafista e do fotógrafo que estavam a bordo do navio.

Como disse o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, o sul-africano Kumi Naidoo, a acusação "foi feita para nos intimidar e nos silenciar, mas nós não vamos nos acovardar".

Ajude-nos a ampliar nossa voz e a soltar Ana Paula.

Abraços,
Fabiana Alves
Coordenadora da Campanha Clima e Energia
Greenpeace
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Em Cristo,
Mário

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DISTANTE DO TRONO: CONFISSÕES DE UM EX-VALADETE

Amados irmãos,leiam e releiam,compreemdam de uma vez por todas que o show precisa acabar;voltemos ao verdadeiro evangelho e sirvamos a Deus e não aos nossos desejos.

Em Cristo,
Mário

Por Igor Sabino

Durante muito tempo relutei em escrever esse texto, não por vergonha ou por não querer reconhecer meus erros, mas por medo de ser incompreendido e magoar pessoas que amo e respeito. Porém, não posso mais guardar essa experiência apenas para mim. Espero que este não seja apenas mais um desses textos de “apologética” que mais parecem textos de fofoca gospel. Quero compartilhar minha experiência, pois realmente me preocupo com os milhares de jovens que hoje fazem parte do movimento “Gospel” brasileiro e que sequer conhecem o Evangelho verdadeiro e caminham para o inferno.

Minha experiência com a cultura Gospel começou cedo. Nasci em um lar cristão e quando ainda era uma criança o Evangelho fez sentido para mim. Sempre gostei muito de música e comecei a me envolver com o Gospel através dos CD’s infantis do Diante do Trono que eram lançados anualmente. Ao me tornar pré-adolescente, comecei a buscar alguns referenciais em minha caminhada cristã e foi aí que entrei de vez no mundo Gospel. No início, eu ouvia apenas Diante do Trono. Naquela época as músicas do DT ainda eram tocadas com muita frequência nas igrejas e como a internet ainda não era muito acessada ninguém aqui na Paraíba sabia ao certo o que acontecia na Lagoinha. Hoje vejo que muito do que a Ana Paula Valadão prega e faz o que considero errado teologicamente, já era praticado por ela há muito tempo atrás. Foi aí que virei, digamos um “valadete”, embora não goste muito de usar esse termo, pois nunca cheguei a extremos que hoje vejo os fãs do Diante do Trono fazerem.

“Valadete” convicto

Eu sabia todas as músicas, é verdade, mas não era desses de gastar dinheiro com produtos do DT ou ir a todos os shows onde quer que fossem. Eu mesmo nunca fui à BH, tampouco conheço a Lagoinha, a “meca” dos “valadetes”. Ao longo dos dez anos em que acompanhei o DT só participei de 2 gravações e fui a 3 shows, todos aqui no Nordeste. Hoje ao olhar para isso percebo com mais clareza o que me levou a me envolver tanto com o Diante do Trono. Eu realmente amava a Deus e tinha sede por Ele, ao mesmo tempo era um jovem adolescente em busca de referenciais e deslumbrado com o mundo da música e da fama. O que me fez buscar na Igreja aquilo que via meus colegas de escola buscando no mundo, em seus ídolos musicais. O Diante do Trono, era na verdade, uma grande fuga para mim, em uma série de aspectos.

Essa minha relação com o DT começou a mudar de uns dois anos para cá. Mesmo tendo frequentado uma Igreja Presbiteriana desde de criança só então tive contato de verdade com a teologia reformada. Mas por estar em contexto pentecostal, não aceitei tudo de primeira. A partir desse momento, comecei a ver o quanto a cultura Gospel aqui no Brasil se distanciava cada vez mais do Evangelho verdadeiro. Comecei a perceber o quanto o culto estava virando um show e quis me distanciar disso. Fui a alguns shows do Diante do Trono durante esse período e mesmo reconhecendo a idolatria que mantive por eles durante tanto tempo (e me arrependendo disso), já estava apegado demais à “adoração profética”; espontânea. Gostava daquele ambiente em que se repetia diversas vezes as mesmas frases de uma música e de repente Deus “começava a falar”. Palavras proféticas eram liberadas às nações e eu me emocionava. Achava que aquilo realmente era bom.

Viciado em “Adoração Espontânea”

Foi nesse momento em que o DT se tornou insuficiente para mim. Eu queria mais daquilo, eu queria “experimentar” a presença de Deus. Foi aí que descobri a indústria Gospel americana. Aprendi a falar inglês e assim como hoje, meu coração possuía um forte desejo de ser missionário, de influenciar a sociedade com o Evangelho e mudar o mundo! Foi exatamente isso que encontrei em movimentos como o Jesus Culture e a Bethel Church. Só que isso nunca era suficiente para mim. Sempre queria mais e foi aí que a “adoração” se tornou um vício para mim. Eu baixava um novo CD em inglês de “adoração” praticamente todo dia. Nesse período eu nunca deixei de ler a Bíblia, mas ainda assim não conseguia enxergar o meu erro. Necessitava diariamente de um novo hit, de uma nova canção de adoração para “experimentar” a presença de Deus, mas quanto mais eu buscava a Deus dessa forma mais eu me distanciava d’Ele.

Até que nessa minha busca por “adoração” comecei a ler um livro escrito pelo Zach Neeze, um pastor da Gateway Church dos Estados Unidos. Embora ele não seja um autor reformado, nem defenda o princípio regulador do culto, encontrei em suas palavras exatamente a resposta para o que eu estava vivendo. O Zach fala que o movimento de “adoração” está cada vez voltado para nós mesmos, para os nossos gostos e preferências e é por isso que muitas músicas aparentemente voltadas para Deus, tem o intuito de satisfazer apenas o homem. É aí que nos tornamos idólatras de nós mesmos. Após terminar a leitura, percebi que muitas coisas estavam erradas em meu coração, foi aí que me lembrei de uma outra pregação do Zach Neeze aqui no Brasil, em um congresso do Diante do Trono no ano passado.

Cheio de Adoração, mas Distante do Trono

Essa pregação se encontra no Youtube e nela o Zach se utiliza de uma mesa cheia de objetos aparentemente lícitos para explicar o seu conceito de adoração com base atitude de Jesus ao entrar no templo e virar a mesa dos vendedores no templo. Segundo o Zach, adoração é virar as mesas dos nossos corações e tirar tudo o que nos afasta de Deus, até as coisas lícitas, até a “adoração”, em meu caso. Depois disso comecei a pedir a Deus que me mostrasse o que me afastava d’Ele e como eu poderia virar as mesas do meu coração. Confesso que não foi fácil descobrir isso, mas agradeço a Deus por ter me respondido de uma forma que eu nunca poderia imaginar. Lembro-me de alguns dias depois ao me aconselhar com meu pastor sobre outros problemas que vinha enfrentando, algo aparentemente sem nenhuma ligação com isso, o primeiro conselho que ele me deu foi: pare de ouvir as músicas que você tem ouvido, até mesmo as inglês. Desde então, um longo processo se iniciou em meu coração e aos poucos fui percebendo o quanto estava Distante do Trono, mas agradeço a Deus por ser fiel em completar a obra que Ele mesmo começou em mim!

Um culto cada vez mais feminizado

Por fim, gostaria apenas de fazer alguns esclarecimentos com relação à Ana Paula Valadão e aos chamados “valadetes”. Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer que em momento algum julgo o coração da Ana Paula ou de qualquer outra pessoa do DT. Ao contrário, creio realmente que eles são crentes fiéis, mas que infelizmente tem trilhado um caminho que embora lhes pareçam bom, não é. Como diz Provérbios 16.2, “Todos os caminhos do homem lhes parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito.” Digo isso com base em minha própria experiência acima relatada. Vemos um exemplo claro disso em 2 Samuel 6, quando Davi ao levar a Arca. Embora achasse que estava adorando a Deus de forma correta não estava e trouxe morte ao invés de vida para aqueles que estavam ao seu redor. Infelizmente é isso que tem acontecido com o Diante do Trono.

Milhares de jovens tem seguido a Ana Paula Valadão não para adorar a Deus, mas sim para adorar a ela. A Ana infelizmente não passa de mais uma celebridade gospel, venerada por milhares de jovens. Muitos dos quais não tem referenciais fortes de masculinidade e acabam contribuindo para um culto cada vez mais feminizado e distante dos referenciais bíblicos. Não é à toa que tantos gays seguem o Diante do Trono…

Pelo fim da Cultura Gospel

Faço das palavras do Rodolfo Abrantes na Lagoinha as minhas, e realmente oro a Deus pelo fim da cultura Gospel, pelo fim do mercado Gospel, pelo fim dos cantores Gospel. Oro para que o Evangelho verdadeiro seja pregado no Brasil. Oro para que o show acabe e que Deus seja cultuado da forma que Lhe apraz, não satisfazendo nossas vontades. Oro para que os jovens evangélicos realmente conheçam o Evangelho e se deixem transformar por Ele. Oro para que a “adoração” deixe de ser um ídolo em nossas igrejas. Oro para que outros jovens assim como eu, reconheçam o seu pecado e o deixem.

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Igor Sabino é meu conterrâneo, é “paraíba”, estudante de Relações Internacionais da UEPB e comemora sua libertação.

Fonte: Gospel Mais. Divulgação: Púlpito Cristão/Jesus é o Senhor
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Mário

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A supremacia das Escrituras e a primazia da pregação




O apóstolo Paulo, o maior bandeirante do Cristianismo, fechando as cortinas da vida, na antessala de seu martírio, ordenou a Timóteo: “Prega a palavra…” (2Tm 4.2). Uma coisa é pregar a palavra, outra coisa é pregar sobre a palavra. A palavra é o conteúdo da pregação e a autoridade do pregador. O pregador não é a fonte da mensagem, mas seu instrumento. O pregador não produz a mensagem, transmite-a. O pregador é um arauto; a mensagem não é sua, mas daquele que o enviou. Seu papel não é tornar a mensagem mais palatável aos ouvidos das pessoas, mas transmiti-la com fidelidade. Duas verdades devem ser destacadas no texto de 2Timóteo 4.2.

Em primeiro lugar, a supremacia das Escrituras. Paulo escreve: “Prega a palavra”. Paulo não ordena a Timóteo a pregar suas próprias ideias nem o autoriza a pregar a mensagem mais popular da época. Timóteo deveria pregar a palavra. Não temos outra mensagem a transmitir a não ser a palavra de Deus. O pregador não pode criar a mensagem; é sua incumbência transmiti-la. Não tem o direito de sonegar parte da mensagem que recebe; deve comunicá-la com inteireza. Hoje, muitos pregadores pregam outro evangelho. Um evangelho que não tem boas novas de salvação. Um evangelho fabricado no laboratório do enganoso coração humano. Um evangelho que atrai multidões, mas não tem poder para transformá-las. Um evangelho humanista, centrado no homem, e não o evangelho da graça, centrado em Cristo e na sua obra redentora. Floresce hoje o espúrio evangelho da prosperidade, prometendo aos homens as riquezas e glórias deste mundo, mas sonegando a eles a palavra da salvação eterna. Recrudesce um evangelho místico, sincrético, com fortes laivos de paganismo, desviando os incautos da cruz de Cristo, para sua própria ruína e destruição. Ah, é tempo da igreja voltar-se para o lema da Reforma: “Sola Scriptura”! É preciso interromper essa marcha inglória de uma pregação cheia do homem e vazia de Deus; uma pregação que promete curas, milagres e prosperidade, mas não oferece aos perdidos a vida eterna em Cristo Jesus. É preciso colocar em relevo a mensagem da graça e erguer o estandarte da cruz onde os pregadores infiéis drapejam a bandeira de perigosas heresias. Precisamos de uma volta ao Cristianismo apostólico, onde a igreja reconheça a supremacia das Escrituras e coloque a palavra de Deus no centro do culto, da pregação e da vida.
Em segundo lugar, a primazia da pregação. Paulo escreve: “Prega a palavra”. Uma vez que temos a palavra de Deus, inspirada pelo Espírito de Deus, inerrante, infalível e suficiente não podemos guardá-la apenas para nós. A palavra que nos foi confiada precisa ser transmitida. A mensagem que recebemos deve ser proclamada com fidelidade, entusiasmo e urgência. Não basta reconhecer a supremacia das Escrituras; é preciso estar comprometido com a primazia da pregação. Sonegar a palavra é privar as pessoas de conhecer a graça de Deus. Reter a mensagem da salvação é uma atitude cruel com os perdidos, uma vez que a fé vem pelo ouvir a palavra. Deus chama os seus escolhidos por meio da palavra. A palavra de Deus é poderosa. Tem vida em si mesma. É a divina semente, que semeada em boa terra produz a trinta, a sessenta e a cento por um. Nunca volta para Deus vazia. Sempre cumpre o propósito para o qual foi designada. Cabe à igreja levantar-se, no poder do Espírito Santo, e pregar a tempo e a fora de tempo essa palavra da vida. Cabe à igreja instar com os pecadores para que se voltem para Deus em arrependimento e fé. É responsabilidade da igreja corrigir, repreender e exortar a todos, com toda a longanimidade e doutrina, pois multiplicam-se os falsos mestres, movidos por sórdida ganância, atraindo para si aqueles que sentem coceira nos ouvidos, entregando-se a fábulas, em vez de ouvir a mensagem da graça. Que Deus traga sobre nós um poderoso reavivamento espiritual, colocando a igreja de volta nos trilhos da verdade, a fim de que ela entenda a supremacia das Escrituras e se comprometa com a primazia da pregação.
Rev. Hernandes Dias Lopes                  Blog: Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário

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