terça-feira, 30 de janeiro de 2018

CONFESSANDO OS PECADOS A DEUS


Por: Rev. Dr. Augustus Nicodemus


1João 1:8-10


O apóstolo João descreve nessa passagem duas maneiras de encararmos nossos pecados, e as conseqüências de cada uma delas. A primeira é uma indisposição para o reconhecimento da nossa pecaminosidade (1.8,10). A segunda, é uma atitude humilde e franca de reconhecimento (1.9). É nessa última atitude que iremos nos concentrar nesse artigo.

João diz que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. “Confessar” significa literalmente, na língua grega, “dizer a mesma coisa”, ou seja, concordar com o que alguém outro está dizendo. O contexto deixa claro que confessar nossos pecados significa concordar com o diagnóstico de Deus a nosso respeito, que somos pecadores e que temos cometido pecados.

Muito embora a doutrina católico-romana ensine a necessidade da confissão auricular a um sacerdote para a absolvição, o contexto da nossa passagem deixa claro o ensinamento de João: devemos confessar nossos pecados a Deus, primeiramente, pois somente ele pode nos perdoar e remover nossa culpa. Outras passagens das Escrituras nos ensinam que, em determinadas ocasiões, é necessário confessarmos nossa culpa às pessoas que foram prejudicadas pelos nossos pecados, para que seja restaurada a comunhão que havia sido interrompida pelo nosso erro (Lc 15.21).

O que todos os verdadeiros crentes experimentam ao confessar seus pecados, é que ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1.9b). A palavra “fiel” significa propriamente “confiável”. Fidelidade ou confiabilidade é um dos atributos de Deus. Sua fidelidade consiste em sempre cumprir o que promete. Deus cumprirá suas promessas de perdão feitas ao seu povo, e que foram seladas no sangue de Jesus (cf. 1.7), quando nós humildemente lhe confessarmos nossos pecados. Assim, sabemos que a certeza do perdão não é uma questão de sentirmos que fomos perdoados, mas de Deus ser fiel ao que prometeu. E ele não pode falhar (cf. 2Tm 2.13).

João ainda acrescenta que “Deus é justo” para nos perdoar os pecados (1.9). A morte sacrificial de Jesus é certamente o pano de fundo da afirmação de João aqui em 1.9, de que Deus é justo para perdoar os nossos pecados, quando nós os confessamos. Ou seja, Deus fará o que é justo: ele nos perdoará e limpará de toda maldade, pois nossa culpa já foi paga por Jesus Cristo.

João menciona as duas coisas que o Deus fiel e justo fará se confessarmos nossos pecados: perdoá-los e nos purificar de toda injustiça. Primeiro, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados (1.9b). Perdoar na língua grega tem vários significados parecidos, como “despedir”, “mandar embora”, “cancelar”, “afrouxar”, “abandonar”, “deixar para trás”, etc. Quando usado em relação a pecado, ou iniqüidade, significa “remitir” ou “cancelar”, daí a idéia de “perdoar”. Segundo, Deus é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça (1.9b; cf. 1.7). Perdoar pecados e purificar da injustiça significam a mesma coisa. Somente que esta última frase enfatiza um outro aspecto do perdão de Deus, ou seja, ele remove as manchas e as conseqüências do pecado em nossa vida.

O perdão que Deus nos promete mediante a confissão não é um encorajamento para continuarmos a pecar. A manifestação do perdão e da graça de Deus visa uma vida sem pecado. Quem abusa da confissão como válvula de escape para o pecado, com certeza nunca foi realmente perdoado por Deus e está se enganando. 

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Fonte :http://tempora-mores.blogspot.com.br/2017/12/confessando-os-pecados-deus-1joao-18-10.html
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Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A LOUCURA DA PREGAÇÃO


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“Visto como, na sabedoria de Deus o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus saber os que creem pela loucura da pregação” (1Co 1.21).

O apóstolo Paulo está escrevendo sua primeira carta aos Coríntios da cidade de Éfeso. Naquela cidade grega, o veterano apóstolo havia passado dezoito meses, plantando uma igreja num reduto assaz corrompido moralmente. Os gregos não apenas estavam rendidos à depravação moral, mas também estavam abertos a discutir novas ideias e a ouvir diferentes vertentes filosóficas. Mas, o evangelho que Paulo pregou e pelo qual Deus ainda salva os que creem não é uma ideia entre outras, mas o único meio pelo qual ele chama os eleitos à salvação. Esse está centrado na pessoa e na obra de Cristo. Seu eixo principal é a cruz, onde o Filho de Deus carregou sobre seu corpo, nossos pecados. A pregação não é um discurso religioso, mas uma mensagem solene sobre a morte expiatória de Cristo. Por isso, o apóstolo fala da loucura da pregação. Destaco aqui três verdades:
Em primeiro lugar, a pregação é uma loucura porque seu conteúdo é a cruz. A cruz era o método mais terrível de pena capital no primeiro século. Aquele que era dependurado na cruz era considerado maldito. Sofria dores atrozes, repúdio absoluto e opróbrio sem igual. Pois, o Messias que Paulo anunciou e nós ainda proclamamos foi pregado na cruz. Foi exposto à vergonha e ao opróbrio. Foi suspenso entre a terra e o céu no mais horrendo espetáculo de dor. A cruz era escândalo para os judeus e vergonha para os gentios (1Co 1.23). Mas, foi na cruz que Deus fez refulgir seu mais eloquente amor e reluzir sua mais profunda justiça. Foi na cruz que Deus puniu nossos pecados, imputando-os a seu Filho. Foi na cruz que Deus desamparou seu Filho para nos perdoar e nos justificar. Foi na cruz que a cabeça da serpente foi esmagada, o preço da nossa redenção foi pago e a nossa salvação foi consumada.
Em segundo lugar, a pregação é uma loucura porque o sua exigência é radical. A pregação exige de todos os homens arrependimento e fé em Jesus. A menos que o homem reconheça que está perdido e se arrependa de seus pecados, pondo em Jesus sua confiança não pode ser salvo. Não salvação em nenhum outro nome, exceto no nome de Jesus. A pregação é uma oferta da salvação feita a todos, mas somente os que se arrependem e creem são salvos. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê e só daquele que crê. Ninguém pode ser salvo pelas obras nem mesmo pela sua religiosidade, apenas pela graça mediante a fé. A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo (Rm 10.17).
Em terceiro lugar, a pregação é uma loucura porque sua mensagem não agrada aos sábios deste mundo. A pregação não é um discurso humanista, que exalta o homem e o coloca no pedestal. Ao contrário, fere seu orgulho mostrando que sua sabedoria é incapaz de reconhecer a existência de Deus ou mesmo as obras de Deus. O mundo não conhece a Deus por sua sabedoria. É por isso, que Deus não chamou muitos sábios e entendidos deste mundo, mas os pequeninos e humildes. É claro que essa arrogância não tem a ver com conhecimento e posição social. Há homens doutos humildes e homens ignorantes soberbos. Há homens ricos quebrantados e há homens pobres arrogantes. Um indivíduo soberbo coloca-se fora do alcance do evangelho. A pregação lhe é loucura. Mas, aos que se humilham sob a poderosa mão de Deus, pela obra do Espírito Santo, esses ouvem, esses se arrependem, esses creem, esses são salvos pela graça. Oh, bendito evangelho! Oh, bendita loucura do evangelho! O apóstolo Paulo troveja sua voz e diz: “A loucura de Deus é mais sábia que do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co 1.25).

Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte:hernandesdiaslopes.com.br
– Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário


 

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