sábado, 25 de março de 2017

O Evangelho de Satanás




O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual a raça humana deve ser considerada como uma grande "irmandade". Ele não procura deprimir o homem natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para "o melhor que está em nosso interior" - Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em nascer novamente.

Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é "Seja bom e faça o bem"; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus - o caráter como fruto da salvação. São muitas as suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz estão todos empenhados (talvez inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás - a salvação pelas obras. O cartão da seguridade social substitui Cristo: pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o retorno do Príncipe da Paz.

Os apóstolos de Satanás não são taberneiros e traficantes de escravas brancas, mas são em sua maioria ministros do evangelho ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas consequências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao invés de alertar seus ouvintes para "escapar da ira futura", fazem de Deus um mentiroso ao declarar que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao tormento eterno. Ao invés de declarar que "sem derramamento de sangue não há remissão", eles meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a "seguir os Seus passos". Deles é preciso que seja dito: "Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus" (Rm 10:3). A mensagem deles pode soar muito plausível e seu objetivo parece muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: "Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras" (2 Co 11:13-15).
***
Autor: Arthur W. Pink (1886-1952)
Fonte: www.pbministries.org
Copiado do blog:Bereianos
Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 20 de março de 2017

NUNCA PERCA A ESPERANÇA




Por:
Hernandes Dias Lopes

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“… Senhor, se tu quiseres, podes purificar-me” (Lc 5.12).

​Há problemas insolúveis, há doenças incuráveis, há causas perdidas, a menos que Jesus realize um milagre. E foi o que ele fez e é o que ele faz. O texto em apreço fala de um homem coberto de lepra que, estando como uma carcaça humana, com seu corpo apodrecendo, vai a Jesus, prostra-se diante dele e, clama: “Senhor, se tu quiseres, podes purificar-me”. Sua doença era incurável, seu problema era insolúvel, sua causa era perdida, mas Jesus estendeu a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, imediatamente, lhe desapareceu a lepra. Seis verdades são destacadas no texto em tela:


​Em primeiro lugar, o doente (Lc 5.12). Os três Evangelhos Sinóticos narram esse episódio, mas só Lucas, que era médico, nos informa que o homem estava coberto de lepra, ou seja, no estado mais avançado da doença. O homem está apodrecendo vivo. Era um carcaça humana. Um ser nauseabundo. Seu caso era irremediável. Ele vai a Jesus, e humildemente, roga por um milagre e o milagre acontece. O doente não exigiu, rogou. Mesmo sabendo que Jesus tem todo o poder, submeteu-se à sua vontade soberana.

​Em segundo lugar, o médico (Lc 5.13).
Ninguém podia tocar um leproso sem ficar impuro. Jesus compadeceu-se do homem, tocou-lhe e disse: Quero, fica limpo! Em vez do impuro contaminar o puro, foi o puro que tocou o impuro e tornou o impuro, puro! Por que Jesus tocou o leproso se um leproso não podia ser tocado? Porque viu que o leproso, a tanto tempo reduzido ao ostracismo da doença, precisava sentir-se amado. Jesus é o médico que tem compaixão e poder. Para ele não tem doença incurável nem causa perdida. Ele não apenas cura as feridas do corpo, mas também lanceta os abcessos da alma.

​Em terceiro lugar, a cura (Lc 5.13b). O texto diz: “… e, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra. Jesus cura-o imediatamente, completamente, eficazmente. Cura-o emocional e fisicamente. Cura-o sem deixar qualquer sequela. Cura-o, apesar de estar coberto de lepra, com o corpo deformado, com a pele necrosada. Cura-o a despeito de sua morte já ter sido decretada pela doença.

​Em quarto lugar, o testemunho (Lc 5.14). Jesus manda o homem ao sacerdote por duas razões. Primeiro, porque o sacerdote era a autoridade sanitária competente para declará-lo publicamente curado. Isso significa que os milagres de Jesus não eram apenas experiências subjetivas, mas fatos concretos e verificáveis. Segundo, porque fazendo isso, Jesus estava protegendo esse homem de quaisquer especulações maliciosas. Ninguém precisava suspeitar da veracidade de sua cura. Jesus estava, assim, devolvendo-o ao convívio familiar, religioso e social.

​Em quinto lugar, o impacto (Lc 5.15). O milagre operado por Jesus produziu tal impacto que, grandes multidões afluíam para ouvi-lo e serem curadas. Mesmo tendo Jesus ordenado ao homem curado para não falar nada para ninguém, ele saiu a propalar esse prodígio divino (Mc 1.44,45). Jesus ordenou a esse homem para se calar e ele proclamou os grandes feitos de Cristo em sua vida; Jesus nos ordena a falar e nós nos calamos. A atitude desse homem denuncia a nossa omissão.

​Em sexto lugar, o retiro (Lc 5.16).
Em face das multidões afluírem a Jesus para ouvi-lo e serem curadas, Jesus se retirava para lugares solitários e orava. Por que Jesus fugia das multidões para buscar lugares solitários para orar? Primeiro, porque não queria fortalecer na mente das pessoas a ideia de que ele era apenas um operador de milagres. Ele veio como o Messias de Deus, para morrer pelo seu povo. Seus milagres eram sinais de que ele era o ungido de Deus. Segundo, porque Jesus entendia que a intimidade com o Pai era mais importante do que sucesso no ministério. Deus vem antes das pessoas. Terceiro, porque Jesus, sendo perfeitamente homem, sabia que o poder vem por meio da oração. O resultado desse retiro é que “o poder do Senhor estava com ele para curar” (Lc 5.17). Jesus, hoje, está à destra de Deus Pai, de onde intercede por nós. Por isso, por mais dramático que seja o nosso problema, jamais devemos perder a esperança!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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Fonte:hernandesdiaslopes.com.br

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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 13 de março de 2017

A MENSAGEM DA CRUZ


Por Mário César de Abreu

"Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos." (I João 4 : 9)
Amados,esta é a mensagem do evangelho: "Deus manifestando seu amor ao homem enviou Jesus,que se ofereceu em sacrifício na cruz,para que haja vida em vez de morte".Herdando a natureza pecaminosa de Adão e por isso separado de Deus,o homem já nasce condenado a passar a eternidade no inferno."Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" (Romanos 3 : 23).
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 6 : 23).
Somente o amor de Deus provê salvação em Cristo."Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (João 3 : 17).E esta salvação é nos oferecida pela graça de Deus que é o favor não merecido de Deus para nós:"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2 : 8).
Jesus já pagou o preço derramando na cruz o seu precioso sangue:Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores(Rom. 5:8).
Sendo rebelde e devedor a Deus que é Santo,o homem pecador não pode salvar a si mesmo e é aí que entra o infinito amor de Deus."Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3 : 16).Mas o homem precisa aceitar esta salvação,precisa crer em Jesus e considerar sua obra de redenção.
O autor aos Hebreus escreve:"Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 3).
Apesar de ser esta,uma "tão grande salvação",tem muita gente trocando este evangelho por fábulas de homens.Veja o que Paulo diz na carta para Tito:"Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade." (Tito 1 : 14).
Paulo  alerta a Tito a não dar ouvidos às doutrinas de homens que se desviam da verdade do evangelho,homens como existem nos dias atuais,pregando um falso evangelho que baseado na teologia da prosperidade,triunfalismo e outros desvios doutrinários desviam os homens do ensino principal do evangelho que é a salvação de nossas almas através da fé em Cristo.

Esta é a mensagem da cruz de Cristo,a única que resolve o grande problema da humanidade que não é a falta de dinheiro,posição social ou qualquer outra coisa senão que o homem precisa ser salvo de uma vida separada de Deus aqui e no inferno eternamente.
"Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" (Mateus 23 : 33)
Estas palavras foram ditas por Jesus aos farizeus(seita judaica) que tanto o rejeitaram e eu pergunto o mesmo: como escapar do inferno rejeitando a Cristo,não atentando para tão grande salvação? Se Jesus é a unica fonte de vida,de que adianta crer em um evangelho onde o homem é o centro de tudo? De que adianta ser um famoso cantor "gospel" cantando no meio dos infiéis em programa de auditório,se misturando com o mundo?"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Coríntios 6 : 14) De que adianta ajuntar muitos tesouros na terra e nemhum no céu?"Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam." (Mateus 6 : 20).

E então,o que vai ser: A mensagem da cruz ou as mensagens dos homens?

Em Cristo,

Mário César de Abreu

quarta-feira, 8 de março de 2017

QUÃO GLORIOSO É O NOSSO REDENTOR!



 – Palavra da Verdade
Hernandes Dias Lopes


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“Ele é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…” (Hb 1.3).

​A carta aos Hebreus é considerada o quinto Evangelho, pois se os quatro Evangelhos falam do que Cristo fez na terra, Hebreus fala do que Cristo continua fazendo no céu. Essa epístola enfatiza a superioridade de Cristo em relação aos profetas, aos anjos, a Moisés, a Josué, a Arão. Seu sacrifício foi melhor e a aliança que estabeleceu em seu sangue é superior. Logo no introito de Hebreus, o autor ressalta a grandeza incomparável de Jesus, elencando sete de seus gloriosos predicados:

​Em primeiro lugar, Jesus foi constituído por Deus como o herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2).
“… a quem constituiu herdeiro de todas as coisas…”. É claro que o autor não está tratando de seu estado eterno junto com o Pai, pois sempre teve glória plena antes que houvesse mundo. Fala, entretanto, de uma herança que recebeu como resultado de seu sacrifício vicário. Em virtude do Filho ter se encarnado, morrido e ressuscitado para remir seu povo, a ele é dado como herança, todas as coisas.

​Em segundo lugar, Jesus foi o criador do universo (Hb 1.2). “… pelo qual também fez o universo”. O universo não surgiu espontaneamente nem foi produto da uma evolução de milhões e milhões de anos. A matéria não é eterna. Só Deus o é. O universo foi criado, e isso, a ciência prova. Mas, pela fé entendemos que o universo foi criado por Deus, por intermédio de seu Filho. Desde os mundos estelares até o homem, obra prima da criação. Desde os anjos até o menor dos seres vivos que rasteja pela terra, voa pelo ar ou percorre as sendas dos mares, tudo saiu das mãos do Filho de Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada do que foi feito se fez. Ele criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis. Do nada ele tudo criou, com poder e sabedoria.

​Em terceiro lugar, Jesus é o resplendor da glória de Deus (1.3).
“Ele, que é o resplendor da glória…”. A glória não é um atributo de Deus, mas a somatória de todos eles, na sua expressão máxima. Jesus encerra em si mesmo todo o resplendor dessa glória divina. Ele é a manifestação plena e final de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Vemos Deus em sua face. Quem vê Jesus, vê a Deus, pois tem a mesma essência, os mesmos atributos e a realiza as mesmas obras.

​Em quarto lugar, Jesus é a expressão exata do ser de Deus (Hb 1.3). “… e a expressão exata do seu Ser…”. Deus é espírito, portando não podemos contemplá-lo. Deus é tão santo e glorioso que até os serafins cobrem o rosto diante de sua Majestade. Jesus, porém, sendo Deus se fez carne e habitou entre nós, cheio da graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Se quisermos saber como Deus é, devemos olhar para Jesus. Se quisermos saber quão belo, quão, santo, quão amoroso Deus é, devemos olhar para Jesus. Ele disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai, pois eu e o Pai, somos um”. Jesus é a exegese de Deus!

​Em quinto lugar, Jesus é o sustentador do universo (Hb 1.3). “… sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…”. Jesus não apenas criou todas as coisas, mas sustenta todas elas, pela palavra do seu poder. É ele quem mantém o universo em equilíbrio. É ele quem mantém as galáxias em movimento. É ele quem dá coesão, ordem e sentido a este vastíssimo e insondável universo com mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro. É ele quem espalhada as estrelas no firmamento e conhece cada uma delas pelo nome. O universo não se mantém fora de sua providência e nem sobrevive sem seu governo.

​Em sexto lugar, Jesus é o Sumo Sacerdote que fez a purificação dos pecados (Hb 1.3). “… depois de ter feito a purificação dos pecados…”. Jesus é o grande Sumo Sacerdote, que sendo perfeito, ofereceu um sacrifício perfeito, o seu próprio sangue, para purificar-nos do pecado. Os animais mortos foram varridos do altar, porque Jesus ofereceu um único e eficaz sacrifício para remir-nos e purificar-nos.

​Em sétimo lugar, Jesus é o Rei que foi exaltado por Deus (Hb 1.3). “… assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”. Jesus é o Profeta por quem Deus encerrou sua revelação. É o Sumo Sacerdote que ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito. É o Rei glorioso que está assentado à mão direita de Deus, de onde governa sua igreja, as nações e o próprio universo e, de onde vai voltar, gloriosamente, para buscar sua igreja. Oh, quão glorioso é o nosso Redentor!

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PLENITUDE DO ESPÍRITO: ORDEM DE DEUS, NECESSIDADE DA IGREJA

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“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).


​Paulo, o apóstolo da gentilidade, ensina no versículo em epígrafe, uma verdade magna do Cristianismo, a plenitude do Espírito Santo. Há no texto bíblico duas ordens: uma negativa, outra positiva. A negativa é: “não vos embriagueis com vinho”; a positiva é: “enchei-vos do Espírito”. Entre as duas ordens há uma adversativa: “mas…”. Logo, em vez de embriagar-se com vinho, o cristão deve ser cheio do Espírito. A sobriedade não é necessariamente plenitude do Espírito. Além de ser sóbrio, o cristão precisa, também, ser cheio do Espírito. Se a embriaguez desemboca numa vida desregrada, a plenitude do Espírito conduz à comunhão, adoração, gratidão e serviço (Ef 5.19-21).

​Doravante, deter-nos-emos apenas na segunda ordem do texto: “enchei-vos do Espírito”. Essa ordem ensina-nos quatro verdades:

​Em primeiro lugar, o verbo está no imperativo. A ordem é clara: “Enchei-vos”. Isso significa que não ser cheio do Espírito é um pecado de desobediência à uma ordem expressa de Deus, assim como o é a embriaguez. Um cristão sem a plenitude do Espírito deveria ser um escândalo para nós, assim como é um escândalo um cristão embriagado. A plenitude do Espírito não é uma opção, mas um mandamento; não é uma sugestão, é uma ordem categórica. A expressa vontade de Deus para sua igreja é a plenitude do Espírito Santo. Você está cheio do Espírito?

Em segundo lugar, o verbo está no plural. A ordem divina é insofismável: “Enchei-vos…”. Isso significa que a plenitude do Espírito não é apenas uma ordenança para um grupo seleto na igreja, mas para todos os membros da igreja. A plenitude do Espírito não deve ser uma exceção, mas a regra. Não deve ser apenas uma experiência sobrenatural, mas também a dinâmica natural da igreja. A plenitude do Espírito não apenas está à disposição de todos os salvos, mas é, também, uma ordenança a todos eles, sem exceção e sem acepção.

​Em terceiro lugar, o verbo está no presente contínuo. Na língua grega o verbo “enchei-vos”, está no presente contínuo. Isso significa que a plenitude do Espírito não é uma experiência que acontece uma única vez na vida e nunca mais se repete, mas uma ordem que deve ser obedecida continuamente. Quando Jesus ordenou aos serventes, nas bodas de Caná: “enchei d’água as talhas” tratava-se de uma ordem dada só a eles, para nunca mais ser repetida por eles; porém, quando a palavra de Deus nos ordena: “enchei-vos do Espírito” está nos orientando que a plenitude de ontem não serve para hoje. Todo dia é tempo oportuno e necessário para sermos cheios do Espírito.

​Em quarto lugar, o verbo está na voz passiva.
Isso significa que nenhum cristão pode produzir essa plenitude para si mesmo ou transferi-la para outrem. Muito embora a plenitude do Espírito seja uma ordem divina, somente o próprio Deus pode nos encher do seu Espírito. Para sermos cheios do Espírito é preciso primeiro esvaziar-nos do pecado que tenazmente nos assedia. Não dá para ser cheio de vinho e do Espírito ao mesmo tempo. Não dá para abrigarmos no coração avareza, mágoa, impureza, lascívia e porfia e sermos cheios do Espírito. Somente vasos vazios podem ser cheios e enquanto nosso coração for como vasilhas vazias, o Espírito jamais deixará de jorrar para nos encher até à plenitude.

​Você está cheio do Espírito? Essa não é apenas uma ordem divina, mas também a nossa maior necessidade. Sem a plenitude do Espírito Santo nós caminharemos trôpegos, em vez de fazermos uma jornada segura. Sem a plenitude do Espírito nós faremos muito esforço, mas teremos resultados pífios. Sem a plenitude do Espírito nós viveremos agarrados às coisas da terra, mas não nos deleitaremos nas glórias do céu. Sem a plenitude do Espírito nós perderemos a alegria da comunhão, da adoração, da gratidão e do serviço, mas viveremos em aberto conflito uns com os outros. Você está cheio do Espírito Santo?

Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Blog A Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

DEBAIXO DO CAJADO DE JESUS

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“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1)

O Salmo 23 é um reservatório inesgotável de consolo para o povo de Deus. Dessa fonte jorra copiosamente refrigério para os cansados, força para os fracos  e alegria para os tristes. Jesus é o pastor divino. Ele é o bom, o grande e o supremo pastor. Ele ama suas ovelhas e cuida delas. Ele deu sua vida por elas e as guiará à casa do Pai, à bem aventurança eterna. O Salmo 23 enseja-nos três lições assaz oportunas:

Em primeiro lugar, porque o Senhor é o nosso pastor, há pleno suprimento para as nossas necessidades (Sl 23.1-3). Embora, como ovelhas somos frágeis, míopes, inseguros e inclinados a nos desviarmos do aprisco das ovelhas, em Jesus Cristo, o bom, o grande e o supremo pastor, temos repouso, refrigério e direção. Jesus não é apenas o nosso grande provedor; ele é, também, nossa melhor provisão. Ele não apenas nos concede sua paz nas tormentas da vida; ele é a nossa paz. Jesus não apenas nos guia pelas veredas da justiça; ele é a nossa justiça. Jesus não é apenas pastor; ele é o nosso pastor. Aquele que está assentado no trono e tem as rédeas da história em suas mãos, pastoreia a nossa alma, alimenta-nos com sua graça e fortalece-nos com seu poder.  Conhecer a ele é a própria essência da vida eterna. Andar com ele é a maior de todas as venturas. Glorificar a ele é a razão da nossa vida. Fazer a sua vontade é a maior de todas as nossas metas. Portanto, como Davi podemos alçar nossa voz e dizer que o Senhor é o nosso pastor, por isso, nada nos faltará!

Em segundo lugar, porque o Senhor é o nosso pastor, há consoladora companhia nas adversidades (Sl 23.4,5). A vida cristã não é uma jornada fácil. Cruzamos desertos tórridos e vales profundos. Atravessamos mares revoltos e enfrentamos ventos contrários. Porém, mesmo quando andamos pelos vale da sombra da morte, não precisamos ter medo. E isso, não porque somos fortes ou os perigos são irreais. Nossa confiança decorre do fato de Jesus estar conosco em todas as circunstâncias e em todo o tempo. Não precisamos ter medo dos adversários que nos ameaçam, pois o nosso pastor nos dá vitória sobre eles. Não precisamos ter medo de vexame e fracasso, pois o nosso pastor nos honra, ungindo-nos a cabeça com óleo. Não precisamos ter medo da tristeza que ronda a nossa alma, pois o nosso pastor oferece-nos robusta alegria, fazendo o nosso cálice transbordar.

Em terceiro lugar, porque o Senhor é o nosso pastor, temos bendita comunhão para a eternidade (Sl 23.6). Não apenas nosso pastor está conosco, mas, também, coloca ao nosso lado dois escudos seguros: bondade e misericórdia, e isso, durante todos os dias da nossa vida. Bondade é o que Deus nos dá e não merecemos, a sua graça. Misericórdia é o que nós merecemos, e Deus nãos nos dá, o seu juízo. Ladeados por bondade e misericórdia avançamos neste mundo, guardados e protegidos. Porém, quando a carreira terminar, então, habitaremos na Casa do Senhor para todo o sempre. Aqui o Senhor está conosco; lá, nós estaremos com ele. Sua presença será nossa alegria e nossa maior recompensa. O céu é a Casa do Pai. O céu é o nosso lar. Para lá caminhamos. Lá está a nossa pátria. Lá está o nosso tesouro. Lá está o nosso bom, grande e supremo pastor. Ele o centro dos decretos divinos. Ele é o centro das Escrituras. Ele é o centro da história. Ele é o centro da eternidade. Ele é o centro do paraíso. Vivemos nele, com ele e para ele. Jesus é a nossa segurança, a nossa provisão, a nossa paz, a nossa justiça, a nossa alegria, a nossa recompensa. Com ele estaremos para sempre e com ele reinaremos pelos séculos eternos!

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Em Cristo,
Mário

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