quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A VERDADEIRA ALEGRIA NUM MUNDO EMBRIAGADO PELO FALSO PRAZER




Por
Hernandes Dias Lopes

O Brasil celebra mais uma edição do Carnaval, a festa popular mais conhecida do mundo. Milhões de reais são gastos, todos os anos, para promover essa festa cheia de brilho, muito ruído, exposição à nudez e consumo exagerado de álcool. Nas passarelas as escolas de samba desfilam; nas ruas, os trio elétricos apresentam shows, levando os carnavalescos ao delírio. Uns se disfarçam atrás de máscaras, outros se revelam tirando a roupa. No carnaval nada é feito com moderação. A ordem é: não se reprima. É a festa dos excessos. O resultado dessa festa da carne é a mácula da honra, a perda da pureza, a escravidão ao vício, o azorrague da culpa. Essa festa termina em cinzas, mas não em arrependimento. As mesmas pessoas que, num ritual vazio de contrição, recebem cinzas na testa, já começam a programar a próxima festa, ainda atordoadas por esta, mas ávidas pelos prazeres que a outra possa lhes proporcionar.

Ah, a festa do pecado não pode proporcionar verdadeira alegria! A alegria do álcool é passageira e fugaz. A alegria do sexo sem compromisso transforma-se em pesadelo. A alegria das drogas psicodélicas acabam se tornando grossas correntes. A alegria da cama do adultério converte-se numa sinfonia de gemidos. A alegria sem Deus tem cheio de enxofre e sabor de morte.

A verdadeira alegria não está na passarela do carnaval. Não está na música estridente dos trio elétricos. A verdadeira alegria não está nas paixões que se afloram alimentadas pelo sedução do álcool. A verdadeira alegria está em Deus. Na presença dele há plenitude de alegria. À sua destra há delícias perpetuamente. Nossa alma não encontra descanso nem prazer neste mundo posto no maligno. O que reina aí é o desejo dos olhos, o desejo da carne e a soberba da vida. Tudo isso é um brilho falso, uma propaganda enganosa, um embuste. O pecado é uma ilusão. É uma isca apetitosa ao paladar, mas por trás carrega o anzol da morte. O pecado é um falsário: promete prazer e dá desgosto; promete liberdade e escraviza; promete vida e mata.

Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo para oferecer-nos a verdadeira felicidade. Ele veio para nos trazer vida e vida em abundância. Conhecê-lo é a própria essência da vida eterna. Glorificar a Deus é a razão maiúscula da nossa existência. A felicidade deste mundo, por mais estridente, é uma frágil sombra da felicidade verdadeira e duradoura que Jesus oferece. A felicidade de andar com Deus e deleitar-se nele. A felicidade de obedecer os mandamentos de Deus e neles encontrar prazer. A felicidade de beber o leite da piedade e apartar-se da iniquidade. A felicidade de ter o nome escrito no livro da vida e fazer parte da família de Deus. A felicidade de ter o Espírito Santo habitando em nós, fazendo jorrar de dentro de nós, rios de água vida. A felicidade de uma paz que excede todo o entendimento, mesmo nos momentos mais sombrios da história. A felicidade de sermos embaixadores de Deus num mundo rebelado contra Deus, conclamando as pessoas a se reconciliarem com ele. A felicidade de termos uma família onde podemos amar e sermos amados. A felicidade de termos pão com fartura sobre a nossa mesa e um banquete de paz em nossa alma. A felicidade de contentamento em toda e qualquer situação. A felicidade de vivermos aqui como peregrinos, mas termos a garantia de uma cidadania celestial. A felicidade de sermos filhos de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Oh, a nossa felicidade não é periódica como o carnaval, mas constante! Essa felicidade não depende do álcool que produz embriaguez, mas emana da plenitude do Espírito que promove adoração, comunhão e gratidão. Não se apequena nem se limita às paixões da carne, mas está ancorada nas coisas lá do alto, onde Cristo vive. Você, agora mesmo, pode experimentar, em Cristo Jesus, a verdadeira alegria, mesmo num mundo embriagado pelo prazer.

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Fonte: hernandesdiaslopes.com.br
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Em Cristo,
Mário

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

CONFESSANDO OS PECADOS A DEUS


Por: Rev. Dr. Augustus Nicodemus


1João 1:8-10


O apóstolo João descreve nessa passagem duas maneiras de encararmos nossos pecados, e as conseqüências de cada uma delas. A primeira é uma indisposição para o reconhecimento da nossa pecaminosidade (1.8,10). A segunda, é uma atitude humilde e franca de reconhecimento (1.9). É nessa última atitude que iremos nos concentrar nesse artigo.

João diz que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. “Confessar” significa literalmente, na língua grega, “dizer a mesma coisa”, ou seja, concordar com o que alguém outro está dizendo. O contexto deixa claro que confessar nossos pecados significa concordar com o diagnóstico de Deus a nosso respeito, que somos pecadores e que temos cometido pecados.

Muito embora a doutrina católico-romana ensine a necessidade da confissão auricular a um sacerdote para a absolvição, o contexto da nossa passagem deixa claro o ensinamento de João: devemos confessar nossos pecados a Deus, primeiramente, pois somente ele pode nos perdoar e remover nossa culpa. Outras passagens das Escrituras nos ensinam que, em determinadas ocasiões, é necessário confessarmos nossa culpa às pessoas que foram prejudicadas pelos nossos pecados, para que seja restaurada a comunhão que havia sido interrompida pelo nosso erro (Lc 15.21).

O que todos os verdadeiros crentes experimentam ao confessar seus pecados, é que ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1.9b). A palavra “fiel” significa propriamente “confiável”. Fidelidade ou confiabilidade é um dos atributos de Deus. Sua fidelidade consiste em sempre cumprir o que promete. Deus cumprirá suas promessas de perdão feitas ao seu povo, e que foram seladas no sangue de Jesus (cf. 1.7), quando nós humildemente lhe confessarmos nossos pecados. Assim, sabemos que a certeza do perdão não é uma questão de sentirmos que fomos perdoados, mas de Deus ser fiel ao que prometeu. E ele não pode falhar (cf. 2Tm 2.13).

João ainda acrescenta que “Deus é justo” para nos perdoar os pecados (1.9). A morte sacrificial de Jesus é certamente o pano de fundo da afirmação de João aqui em 1.9, de que Deus é justo para perdoar os nossos pecados, quando nós os confessamos. Ou seja, Deus fará o que é justo: ele nos perdoará e limpará de toda maldade, pois nossa culpa já foi paga por Jesus Cristo.

João menciona as duas coisas que o Deus fiel e justo fará se confessarmos nossos pecados: perdoá-los e nos purificar de toda injustiça. Primeiro, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados (1.9b). Perdoar na língua grega tem vários significados parecidos, como “despedir”, “mandar embora”, “cancelar”, “afrouxar”, “abandonar”, “deixar para trás”, etc. Quando usado em relação a pecado, ou iniqüidade, significa “remitir” ou “cancelar”, daí a idéia de “perdoar”. Segundo, Deus é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça (1.9b; cf. 1.7). Perdoar pecados e purificar da injustiça significam a mesma coisa. Somente que esta última frase enfatiza um outro aspecto do perdão de Deus, ou seja, ele remove as manchas e as conseqüências do pecado em nossa vida.

O perdão que Deus nos promete mediante a confissão não é um encorajamento para continuarmos a pecar. A manifestação do perdão e da graça de Deus visa uma vida sem pecado. Quem abusa da confissão como válvula de escape para o pecado, com certeza nunca foi realmente perdoado por Deus e está se enganando. 

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Fonte :http://tempora-mores.blogspot.com.br/2017/12/confessando-os-pecados-deus-1joao-18-10.html
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Em Cristo,
Mário

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A LOUCURA DA PREGAÇÃO


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“Visto como, na sabedoria de Deus o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus saber os que creem pela loucura da pregação” (1Co 1.21).

O apóstolo Paulo está escrevendo sua primeira carta aos Coríntios da cidade de Éfeso. Naquela cidade grega, o veterano apóstolo havia passado dezoito meses, plantando uma igreja num reduto assaz corrompido moralmente. Os gregos não apenas estavam rendidos à depravação moral, mas também estavam abertos a discutir novas ideias e a ouvir diferentes vertentes filosóficas. Mas, o evangelho que Paulo pregou e pelo qual Deus ainda salva os que creem não é uma ideia entre outras, mas o único meio pelo qual ele chama os eleitos à salvação. Esse está centrado na pessoa e na obra de Cristo. Seu eixo principal é a cruz, onde o Filho de Deus carregou sobre seu corpo, nossos pecados. A pregação não é um discurso religioso, mas uma mensagem solene sobre a morte expiatória de Cristo. Por isso, o apóstolo fala da loucura da pregação. Destaco aqui três verdades:
Em primeiro lugar, a pregação é uma loucura porque seu conteúdo é a cruz. A cruz era o método mais terrível de pena capital no primeiro século. Aquele que era dependurado na cruz era considerado maldito. Sofria dores atrozes, repúdio absoluto e opróbrio sem igual. Pois, o Messias que Paulo anunciou e nós ainda proclamamos foi pregado na cruz. Foi exposto à vergonha e ao opróbrio. Foi suspenso entre a terra e o céu no mais horrendo espetáculo de dor. A cruz era escândalo para os judeus e vergonha para os gentios (1Co 1.23). Mas, foi na cruz que Deus fez refulgir seu mais eloquente amor e reluzir sua mais profunda justiça. Foi na cruz que Deus puniu nossos pecados, imputando-os a seu Filho. Foi na cruz que Deus desamparou seu Filho para nos perdoar e nos justificar. Foi na cruz que a cabeça da serpente foi esmagada, o preço da nossa redenção foi pago e a nossa salvação foi consumada.
Em segundo lugar, a pregação é uma loucura porque o sua exigência é radical. A pregação exige de todos os homens arrependimento e fé em Jesus. A menos que o homem reconheça que está perdido e se arrependa de seus pecados, pondo em Jesus sua confiança não pode ser salvo. Não salvação em nenhum outro nome, exceto no nome de Jesus. A pregação é uma oferta da salvação feita a todos, mas somente os que se arrependem e creem são salvos. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê e só daquele que crê. Ninguém pode ser salvo pelas obras nem mesmo pela sua religiosidade, apenas pela graça mediante a fé. A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo (Rm 10.17).
Em terceiro lugar, a pregação é uma loucura porque sua mensagem não agrada aos sábios deste mundo. A pregação não é um discurso humanista, que exalta o homem e o coloca no pedestal. Ao contrário, fere seu orgulho mostrando que sua sabedoria é incapaz de reconhecer a existência de Deus ou mesmo as obras de Deus. O mundo não conhece a Deus por sua sabedoria. É por isso, que Deus não chamou muitos sábios e entendidos deste mundo, mas os pequeninos e humildes. É claro que essa arrogância não tem a ver com conhecimento e posição social. Há homens doutos humildes e homens ignorantes soberbos. Há homens ricos quebrantados e há homens pobres arrogantes. Um indivíduo soberbo coloca-se fora do alcance do evangelho. A pregação lhe é loucura. Mas, aos que se humilham sob a poderosa mão de Deus, pela obra do Espírito Santo, esses ouvem, esses se arrependem, esses creem, esses são salvos pela graça. Oh, bendito evangelho! Oh, bendita loucura do evangelho! O apóstolo Paulo troveja sua voz e diz: “A loucura de Deus é mais sábia que do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co 1.25).

Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte:hernandesdiaslopes.com.br
– Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário


 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A IGREJA FORA DOS PORTÕES


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Os profetas, Jesus e os apóstolos pregaram nas ruas, nas praças, fora dos portões. Eles percorriam as cidades, as vilas, os campos. Estavam onde o povo estava. A missão deles era principalmente centrífuga, para fora dos portões. Hoje, concentramos nossas atividades no templo. Invertemos a ordem. Em vez de irmos lá fora, onde as pessoas estão, queremos que elas venham a nós, onde nós estamos. Nosso testemunho tornou-se intramuros. Nossa missão tornou-se centrípeta, para dentro.

​Em vez de irmos ao fundo para lançarmos as redes para pescar, estamos pescando no raso. Fazemos uma pesca de aquário. Multiplicamos nossos esforços para fazermos demorados treinamentos, mas não colocamos em prática o que aprendemos. Fazemos congressos e conferências para aumentarmos nosso cabedal teológico, mas esse conhecimento não se traduz em ação missionária. Cruzamos mares e atravessamos fronteiras para adquirirmos o melhor conhecimento, mas guardamos isso para nós mesmos, para o nosso próprio deleite intelectual. Estamos esticando o nosso cérebro, mas atrofiando os nossos músculos. Conhecemos muito e exercitamos pouco. Sabemos muito e realizamos pouco. Reunimo-nos muito para edificarmos a nós mesmos e saímos pouco para repartirmos o que recebemos. Discutimos muito as doutrinas da graça e anunciamos pouco as boas novas do evangelho.

​A discussão é oportuna na defesa do evangelho, mas para alcançarmos os pecadores, precisamos ir além e pregarmos a eles o evangelho. A fé vem pelo ouvir e ouvir o evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Muito embora, nossas atividades no templo sejam ricas oportunidades para trazermos pessoas para ouvirem o evangelho, nossa agenda não pode ser limitada apenas à essas atividades. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Cada crente deve ser um missionário em sua escola, em seu trabalho, em sua parentela, entre seus amigos. Cada igreja local precisa alcançar com o evangelho o seu bairro, a sua cidade, a sua nação e até mesmo ir além fronteiras. Nossas ações precisam ser deliberadamente focadas na proclamação do evangelho fora dos portões e no discipulado das pessoas alcançadas.

​Se não investirmos nosso tempo na obra, vamos nos distrair com outras coisas periféricas. Se não gastarmos nossa energia no trabalho, vamos gastá-la em embates acirrados, discutindo opiniões e preferências. Crente que não trabalha, dá trabalho. Igreja que não evangeliza, precisa ser evangelizada. A igreja é uma agência missionária ou um campo missionário. Muitas igrejas hoje capitularam-se ao comodismo. Fazem um trabalho apenas de manutenção. Estão estagnadas. Não crescem nem têm propósito de crescer. Preferem criar desculpas teológicas para justificar sua covarde omissão. Há denominações históricas na Europa e na América que estão perdendo cerca de dez por cento de sua membresia a cada ano. Há igrejas que já abandonaram o genuíno evangelho e perderam a mensagem. Há igrejas que já perderam o fervor e não proclamam mais, no poder do Espírito, a mensagem da graça. Há igrejas que, embora tenham uma sólida firmeza doutrinária, possuem um pífio desempenho missionário. Oh, que Deus desperte nessa geração uma igreja fiel e relevante, uma igreja que ora com fervor e evangeliza com entusiasmo, uma igreja que edifica os salvos e busca os perdidos. Oh, que Deus derrame sobre nós o poder do seu Espírito! Oh, que Deus revista sua igreja de poder para viver e para pregar! Oh, que Deus traga sobre nós paixão pelas almas e nos tire do comodismo das quatro paredes e nos leve para fora dos portões!

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Fonte: hernandesdiaslopes.com.br
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Mário César de Abreu

quarta-feira, 26 de julho de 2017

UMA NAÇÃO RENDIDA AO CRIME

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“As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama” (Mq 7.3).

​O texto em epígrafe não foi extraído da Folha de São Paulo nem é uma citação do último Telejornal. É uma menção feita pelo profeta Miquéias há mais de dois mil e setecentos anos. Israel era uma nação rendida ao crime. Por não ter se arrependido, sofreu um amargo cativeiro, sob a látego dos caldeus. O Brasil segue à risca esse mesmo roteiro trágico. Vejamos:

​Em primeiro lugar, a maldade é praticada com diligência. “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente…”. Não se trata apenas de tolerância ao erro, mas de uma inversão total de valores. Não se trata apenas de uma parcela da sociedade estar corrompida, mas esse levedo do mal, fermentou toda a sociedade, e, assim, todos estendem sua mão para fazer o mal contra o seu próximo, e isso, com diligência. O mal não é apenas praticado, mas praticado com planejamento rigoroso, com dedicação exclusiva.

​Em segundo lugar, os governantes tornam-se feitores do mal e não do bem. “… o príncipe exige condenação…”. Os governantes são ministros de Deus para a prática do bem e a proibição do mal. Eles devem servir ao povo em vez de se servirem do povo. São defensores do povo e não opressores dele. Porém, aqui, o príncipe está exigindo condenação. Está usando seu mandato para oprimir o povo e não para aliviar o fardo do povo. Quando os governantes, com desfaçatez, pervertem seu caráter, maculam sua honra, rendem-se ao crime e oprimem o povo, tornam-se um pesadelo para a nação.

​Em terceiro lugar, os tribunais tornam-se agência de injustiça. “… o juiz aceita suborno…”. Os juízes deixam de julgar conforme a lei para promoverem a injustiça. Julgam com parcialidade, para favorecer aos poderosos e esmagar os fracos. Os juízes escondem a verdade, amordaçam a justiça, aviltam o direito, escarnecem da lei e dão sentenças por suborno. Por causa do amor ao dinheiro, as cortes deixam de ser o refúgio dos justos para ser o esconderijo dos criminosos.

​Em quarto lugar, os poderosos encontram caminho aberto para colocarem em prática seus desejos perversos. “… o grande fala dos maus desejos da sua alma…”. Quando os poderes constituídos se capitulam ao crime; quando o Estado é domesticado para favorecer os fortes e oprimir os fracos, então, os poderosos perdem o pudor e não escondem mais seus projetos iníquos. Sabem que praticarão delitos e escaparão do braço da lei. Sabem que seus crimes lhes trarão robustas recompensas. Sabem que, ainda que suas transgressões venham à baila, eles não serão exemplarmente punidos. O palácio, o parlamento e a corte, assim, deixam de ser a fortaleza da esperança do povo para tornarem-se na sua maior ameaça. As riquezas que deveriam atender as necessidades do povo são desviadas, criminosamente, para atender aos interesses dos ricos e endinheirados. Enquanto os poderosos vivem refestelando-se em seu luxo extremo, o povo geme abandonado ao descaso extremo.

​Em quinto lugar, os defensores do povo se unem para oprimir ainda mais o povo. “… e, assim, todos eles juntamente urdem a trama”. A trama não é urdida por aqueles que vivem ao arrepio da lei, nos subúrbios do crime, mas por homens togados, investidos de poder, mas sem nenhum coração. O crime não vem apenas dos porões escuros da marginalidade, mas sobretudo do palácio e do parlamento. O povo aturdido não tem a quem recorrer, pois há uma orquestração bem alinhada entre os poderosos para, sob o manto da lei, transgredirem a lei. Aqueles que sobem à tribuna ou discursam nos tribunais, estadeando sua lealdade à Constituição, pisam-na. Aqueles que são escolhidos pelo povo, para servirem ao povo, exploram-no. Aqueles que deveriam administrar os recursos públicos para o bem do povo, desviam-nos para atender a ganância dos poderosos. Aqueles que deveriam ser exemplo de integridade para o povo, como ratazanas esfaimadas, abocanham as riquezas da nação, deixando o povo à míngua. Cercados por essa horda de criminosos, só nos resta clamar Àquele que tudo vê, tudo sonda e a todos conhece.

Nesse tempo de desesperança, é tempo de buscarmos em Deus refúgio, unir nossa voz à voz do profeta Miquéias e clamar: “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (Mq 7.5).
Rev. Hernandes Dias Lopes
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Fonte:hernandesdiaslopes.com.br
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Em Cristo,
Mário

quinta-feira, 8 de junho de 2017

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Bebendo Suco de Laranja para a Glória de Deus

John PiperResultado de imagem para imagem suco de laranja

Quando me perguntam: “A Doutrina de Depravação Total é bíblica?”, minha resposta é: “Sim”. Uma das coisas que pretendo dizer com esta resposta é que todas as nossas ações (sem a graça salvadora) são moralmente maculadas. Em outras palavras, tudo o que o incrédulo faz é pecaminoso e, portanto, inaceitável a Deus.
Uma de minhas razões para crer nisto encontra-se em 1 Coríntios 10.31: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. É pecado desobedecermos este mandamento das Escrituras? Sim.
Por isso, chego a esta triste conclusão: é pecado alguém comer, ou beber, ou fazer qualquer outra coisa, se não for para a glória de Deus. Em outras palavras, o pecado não é apenas uma lista de coisas prejudiciais (matar, roubar, etc.). Pecamos quando deixamos Deus fora de consideração nas realizações triviais de nossa vida. Pecado é qualquer coisa que fazemos, que não seja feito para a glória de Deus.
É pecado alguém comer, ou beber, ou fazer qualquer outra coisa, se não for para a glória de Deus.
Mas, o que os incrédulos fazem para a glória de Deus? Nada. Conseqüentemente, tudo o que eles fazem é pecaminoso. É isso que pretendo dizer, quando afirmo que, sem a graça salvadora, tudo que fazemos é moralmente ruim.
Evidentemente, isto suscita uma questão prática: como podemos “comer e beber” para a glória de Deus? Tal como, por exemplo, beber suco de laranja no café da manhã?
Uma das respostas encontra-se em 1 Timóteo 4.3-5:
…[alguns] proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.
Suco de laranja foi criado para ser “recebido com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade”. Portanto, os incrédulos não podem usar suco de laranja para cumprir o propósito que Deus tencionou – ou seja, uma ocasião para ações de graça sinceras, dirigidas a Ele, provenientes de um coração de .
Mas os crentes podem, e esta é a maneira como glorificam a Deus. O suco de laranja que eles bebem é santificado “pela palavra de Deus e pela oração” (1 Tm 4.5). A oração é a nossa humilde resposta de agradecimento do coração. Crer nesta verdade, apresentada na Palavra de Deus, e oferecer ações de graça, em oração, é uma das maneiras de bebermos suco de laranja para a glória de Deus.
A outra maneira é bebermos com amor. Por exemplo, não insista na porção maior. Isto é ensinado no contexto de 1 Co 10.33: “Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos”. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Tudo o que fazemos – inclusive beber suco de laranja – pode ser feito com a intenção e a esperança de que será proveitoso para muitos, a fim de que sejam salvos.
Louvemos a Deus porque, pela sua graça, fomos libertos da ruína completa de nossos atos. E façamos tudo, quer comamos, quer bebamos, para a glória de nosso grande Deus!

Fonte:   monergismo.com   Extraído do livro Penetrado pela Palavra, John Piper, Editora Fiel.
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Em Cristo,
Mário

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