segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

FELIZ ANO NOVO,DEUS OS ABENÇÕE!





Quero agradecer a todos os leitores do blog que com sua presença me deram motivação para continuar a publicar matérias de qualidade para o ensino e defesa da fé entre outros assuntos.
Felz ano novo,O SENHOR os abençõe com as mais ricas bençãos dos céus.

Mário

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O cristão deve participar do Natal secular?


Não sabemos, ao certo, quando o Senhor Jesus nasceu. O que sabemos é que Ele não nasceu em 25 de dezembro, pois, nessa época do ano, o forte frio na Judeia inviabilizaria a iniciativa imperial de realizar um alistamento (Lc 2.1-3). E isso é reforçado pelo fato de os pastores de Belém estarem no campo na noite de Natal (v. 8).

Até o século III, o nascimento de Jesus era comemorado no fim de maio, no Egito e na Palestina (que nada tinha que ver com a Palestina de hoje). Em outros lugares, a celebração ocorria no começo de janeiro ou no fim de março. O imperador Aureliano estabeleceu, em 275, a comemoração obrigatória do Natalis Invicti Solis (Nascimento do Sol Vitorioso) em 25 de dezembro. E, a partir de 336, o romanismo, fazendo uma unificação de várias festas religiosas, adotou essa data oficialmente para a comemoração do nascimento de Jesus.

Independentemente de Jesus não ter nascido em 25 de dezembro e de ninguém saber, ao certo, quando Ele nasceu, nos dois últimos meses do ano só se fala em Natal. E, mesmo que muitos não saibam a diferença entre o Natal de Cristo, pelo qual se celebra o nascimento do Senhor Jesus Cristo, e o Natal secular, no qual o Aniversariante torna-se um mero coadjuvante, a celebração existe, sendo inútil ignorá-la. Diante dessa constatação, como devemos nos comportar nessa época de festas?

Em primeiro lugar, podemos aproveitar esse período do ano para apresentar ao mundo o Protagonista do Natal: Jesus Cristo. E isso pode ser feito por meio de cantatas ao ar livre e nos centros comerciais, cultos e mensagens especiais, evangelísticas, nos templos, publicação de textos alusivos ao nascimento de Cristo, etc. Além disso, não precisamos demonizar o Natal secular por causa do que afirmei sobre 25 de dezembro. Afinal, nas datas festivas de fim de ano, com muito ou pouco dinheiro no bolso, é bom que as famílias cristãs — que conhecem o verdadeiro sentido do Natal — se confraternizem, troquem presentes, enfeitem suas casas, se desejarem, etc. Que mal haveria nisso?

Pensemos em um cristão que more ou que esteja de passagem em uma grande cidade, como: Paris, Nova York, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, etc. Nos últimos meses do ano, essas cidades são decoradas especialmente para o Natal. Deve o cristão ficar dentro de casa ou em um quarto de hotel, isolado, em sinal de protesto ao Natal? Por que não podemos, como cristãos equilibrados e maduros, aproveitar esse período do ano para passear com a família e tirar fotos nos lugares enfeitados?

Outra questão: Há algum problema em colocar presentes debaixo de uma árvore colorida e enfeitada, a fim de abri-los à meia-noite do dia 25 de dezembro? A despeito de haver legalistas de plantão dizendo que fazer isso é idolatria, penso que não convém ao servo do Senhor Jesus ser extremista e perder uma grande oportunidade de se alegrar com sua família e seus amigos, especialmente na véspera do tradicional dia de Natal.

É evidente que não ignoramos o paganismo, impregnado na sociedade brasileira. Entretanto, as questões relacionadas com os festejos do Natal secular passam, obrigatoriamente, por uma reflexão à luz de alguns princípios bíblicos. Primeiro: de acordo com Eclesiastes 7.16,17, não nos é vedado o entretenimento. Segundo: a participação eventual, com prudência e vigilância, em festas seculares — muitas vezes tidas como pagãs — é mencionada em 1 Coríntios 10.23-32. Terceiro: segundo os Evangelhos, o Senhor Jesus participou de festas em que havia pessoas pecadoras e comeu na casa delas.

Pensemos. Que males a celebração do Natal secular traz, efetivamente, para as nossas vida e família? Alguém poderá dizer: “O Papai Noel usurpa o lugar de Cristo. E a árvore de Natal é idolátrica”. Certo. Mas, qual é o cristão que põe uma árvore em sua sala para efetivamente adorar ídolos? Se quisermos ser cristãos legalistas — que rejeitam toda e qualquer coisa que tenha origem pagã —, teremos de proibir o uso de vestido de noiva, o bolo de aniversário, os ovos de chocolate... E assim por diante? Ora, lembremo-nos do que a Palavra do Senhor assevera em 1 Coríntios 6.12: “todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”.

E, quanto às crianças, que vivem no mundo da fantasia? Muitas delas, inclusive, por influência dos colegas de escola, da mídia, etc., acreditam em Papai Noel. Imaginemos como se sente a criança que ouve de seu pai: “Não vou lhe dar presente de Natal porque esta festa é pagã e consumista”. Isso denota zelo e santidade, ou falta de equilíbrio e hipocrisia? Sinceramente, um pai que, tendo condições, não presenteia o seu filho no Natal, está agindo de modo extremado, podendo até provocar-lhe a ira (Ef 6.4).

Como os pais devem agir? Cabe a eles ensinar aos seus filhos, com muita sabedoria, o verdadeiro sentido do Natal. Não é preciso se opor ferrenhamente à celebração secular. A transição do mundo da fantasia para a realidade ocorre de modo natural. Com o tempo, a criança percebe que o Papai Noel é uma figura ficcional, mítica, e que o Senhor Jesus é real. Pais excessivamente preocupados com questiúnculas privam seus filhos da alegria desse período de festas; proíbem-nos de posar para uma foto ao lado do chamado “bom velhinho” ou de uma árvore enfeitada, em um shopping. Mas, têm eles ensinado seus filhos em casa (Dt 6.7) e os conduzido à Escola Bíblica Dominical para aprenderem a Palavra do Senhor?

Ora, as únicas pessoas que, de fato, acreditam em Papai Noel são as inocentes e ingênuas crianças. Privá-las desses encantamento e alegria passageiros é uma maldade sem tamanho, cujo combustível é o legalismo hipócrita e farisaico. Lembremo-nos do que Senhor Jesus ensinou em Mateus 23.24: “Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo”.

Ciro Sanches Zibordi
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Fonte : Blog do Ciro
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Em Cristo,
Mário

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ATOS SIMBÓLICOS DO ESPÍRITO?


Postado por Augustus Nicodemus Lopes

Não faz muito tempo Ana Paula Valadão provocou uma polêmica no meio evangélico ao se colocar de quatro no palco, durante um show em Anápolis, e começar a andar tentando imitar um leão. Enquanto isto, os membros da banda faziam gestos de “leão” ou de olhos fechados e mãos erguidas “abençoavam” a plateia, que gritava em delírio. O vídeo está no Yoube. Não quero voltar a este episódio, já tão batido, mas usá-lo como gancho para entender o quadro maior.

Isto de se imitar animais no palco sob a "unção" do Espírito Santo parece ter começado em 1995, na igreja do Aeroporto de Toronto, famosa por ter sido o berço da “bênção do riso santo”. Escrevi um artigo sobre isto em 1996. Naquele ano, um pastor chinês, líder das Igrejas chinesas cantonesas de Vancouver, Canadá, durante o período de ministração na Igreja do Aeroporto, começou a urrar como um leão. O pastor da Igreja, John Arnott, estava ausente do país, e foi chamado às pressas de volta, para resolver o problema. A liderança que havia ficado à frente da Igreja lhe disse que entendiam que o comportamento bizarro do pastor chinês era do Espírito Santo.

Arnott entrevistou o pastor chinês diante da congregação durante uma reunião, e para surpresa de todos, ele caiu sobre as mãos e os pés, e começou a rugir como um leão na plataforma, engatinhando de um lado para o outro, e gritando "Deixem ir meu povo, deixem ir meu povo!". Ao voltar ao normal, o pastor chinês explicou que durante anos seu povo tinha sido iludido pelo dragão, mas agora o leão de Judá haveria de libertá-los. A igreja irrompeu em gritos e aplausos de aprovação, e Arnott convenceu-se que aquilo vinha realmente do Espírito de Deus. Isto acabou provocando o desligamento desta igreja da sua denominação, a Vineyard Fellowship, que discordou que aquilo vinha de Deus. Mas, parece que a moda pegou.

A partir daí, os sons de animais passaram a fazer parte da "bênção de Toronto." Houve casos de pessoas rugindo como leão, cantando como galo, piando como a águia, mugindo como o boi, e gritando gritos de guerra como um guerreiro. Para Arnott, estes sons eram "profecias encenadas", em que Deus fala uma palavra profética à Igreja através de sons de animais. Arnott passou a admitir e a defender este comportamento como parte do avivamento em andamento na Igreja do Aeroporto.

Acredito que o argumento para “profecias encenadas” ou “atos proféticos” tão em voga hoje nos shows e cultos do movimento gospel e do pentecostalismo sincrético é que, no passado, Deus mandou seus servos transmitirem mensagens ao povo usando objetos e dramatizando a mensagem. Não é difícil achar exemplos disto no Antigo Testamento. Deus mandou que Jeremias atasse canzis (cangas) ao pescoço como símbolo do cativeiro do povo de Israel (Jer 27:2); mandou que comprasse um cinto de linho e o enterrasse às margens do Eufrates até que apodrecesse, como símbolo também da futura deportação dos judeus para a Babilônia (Jer 13:1-11); determinou que ele comprasse uma botija de barro e quebrasse na presença do povo, para simbolizar a mesma coisa (Jer 19:1-11). O Senhor mandou que Isaías andasse nú e descalço por três anos, como símbolo do castigo de Deus contra o Egito e a Etiópia (Is 20:3-4). Há outros exemplos demprofetas que poderiam ser citados.

No Novo Testamento, o único exemplo de um profeta falando a Palavra de Deus e ilustrando-a com um ato simbólico é o do profeta Ágabo, que usando um cinto, amarrou seus próprios pés e mãos para simbolizar a prisão de Paulo (At 21:10-11).

Ao tentarmos entender a “teologia” dos atos proféticos da Bíblia percebemos alguns traços comuns a todas as ocorrências.

Elas foram determinadas a profetas de Deus, como Isaías e Jeremias, os quais foram levantados por Deus para profetizar sobre o futuro da nação de Israel e a vinda do Messias. Ou seja, tais atos tinham a ver com a história da salvação, o registro dos atos salvadores de Deus na história.
Estes atos simbólicos ilustravam revelações diretas de Deus para o seu povo através dos profetas. No caso de Ágabo, tratava-se de uma revelação sobre a vida do apóstolo Paulo, homem inspirado por Deus, que o Senhor haveria de usar para escrever a maior parte do Novo Testamento. Portanto, a mensagem de todos aqueles atos proféticos se cumpriu literalmente, como os profetas disseram que haveria de acontecer.
Sem revelação direta, infalível e inerrante da parte de Deus, não há atos simbólicos. Eles eram ilustrações destas revelações. Uma vez que não temos mais profetas e apóstolos, que eram os canais destas revelações infalíveis, não temos mais estes atos proféticos que acompanhavam ocasionalmente tais revelações.
Nesta compreensão vai o autor de Hebreus, que relega ao passado aqueles modos de Deus falar ao seu povo. Agora, Deus nos fala pela sua dramatização maior e suprema, a encarnação em Jesus Cristo (Hb 1:1-3).
Tanto assim, que os únicos atos simbólicos que o Senhor Jesus determinou ao seu povo, e cuja mensagem é fixa e imutável, foi que batizassem os discípulos com água e comessem pão e bebessem vinho em memória dele. Tais atos ilustram e simbolizam nossa união com o Salvador. Fora disto, não encontramos qualquer outra recomendação do uso de atos simbólicos para transmitir a mensagem do Senhor.

Portanto, para mim, estes “atos proféticos” atuais e profecias encenadas nada mais são que uma tentativa inútil – para não ser crítico demais - de imitar os profetas e apóstolos, na mesma linha destes que hoje reivindicam, em vão, serem capazes de fazer a mesma coisa que aqueles fizeram.



Após Deus ter se revelado em Jesus Cristo, ter estado entre nós e transmitido ao vivo a sua Palavra, após os apóstolos terem registrado esta mensagem de maneira infalível e suficiente nas Escrituras, pergunto qual a necessidade de profecias encenadas e atos simbólicos para que Deus nos fale através deles. Se alguém não entende a fala de Deus registrada claramente na Bíblia vai entender através do simbolismo ambíguo de gestos e encenações de gente que alega falar no nome dele? Sola Scriptura!

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Fonte: Blog O Tempora O Mores 

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