segunda-feira, 13 de março de 2017

A MENSAGEM DA CRUZ


Por Mário César de Abreu

"Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos." (I João 4 : 9)
Amados,esta é a mensagem do evangelho: "Deus manifestando seu amor ao homem enviou Jesus,que se ofereceu em sacrifício na cruz,para que haja vida em vez de morte".Herdando a natureza pecaminosa de Adão e por isso separado de Deus,o homem já nasce condenado a passar a eternidade no inferno."Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" (Romanos 3 : 23).
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 6 : 23).
Somente o amor de Deus provê salvação em Cristo."Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (João 3 : 17).E esta salvação é nos oferecida pela graça de Deus que é o favor não merecido de Deus para nós:"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2 : 8).
Jesus já pagou o preço derramando na cruz o seu precioso sangue:Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores(Rom. 5:8).
Sendo rebelde e devedor a Deus que é Santo,o homem pecador não pode salvar a si mesmo e é aí que entra o infinito amor de Deus."Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3 : 16).Mas o homem precisa aceitar esta salvação,precisa crer em Jesus e considerar sua obra de redenção.
O autor aos Hebreus escreve:"Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 3).
Apesar de ser esta,uma "tão grande salvação",tem muita gente trocando este evangelho por fábulas de homens.Veja o que Paulo diz na carta para Tito:"Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade." (Tito 1 : 14).
Paulo  alerta a Tito a não dar ouvidos às doutrinas de homens que se desviam da verdade do evangelho,homens como existem nos dias atuais,pregando um falso evangelho que baseado na teologia da prosperidade,triunfalismo e outros desvios doutrinários desviam os homens do ensino principal do evangelho que é a salvação de nossas almas através da fé em Cristo.

Esta é a mensagem da cruz de Cristo,a única que resolve o grande problema da humanidade que não é a falta de dinheiro,posição social ou qualquer outra coisa senão que o homem precisa ser salvo de uma vida separada de Deus aqui e no inferno eternamente.
"Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" (Mateus 23 : 33)
Estas palavras foram ditas por Jesus aos farizeus(seita judaica) que tanto o rejeitaram e eu pergunto o mesmo: como escapar do inferno rejeitando a Cristo,não atentando para tão grande salvação? Se Jesus é a unica fonte de vida,de que adianta crer em um evangelho onde o homem é o centro de tudo? De que adianta ser um famoso cantor "gospel" cantando no meio dos infiéis em programa de auditório,se misturando com o mundo?"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Coríntios 6 : 14) De que adianta ajuntar muitos tesouros na terra e nemhum no céu?"Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam." (Mateus 6 : 20).

E então,o que vai ser: A mensagem da cruz ou as mensagens dos homens?

Em Cristo,

Mário César de Abreu

quarta-feira, 8 de março de 2017

QUÃO GLORIOSO É O NOSSO REDENTOR!



 – Palavra da Verdade
Hernandes Dias Lopes


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“Ele é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…” (Hb 1.3).

​A carta aos Hebreus é considerada o quinto Evangelho, pois se os quatro Evangelhos falam do que Cristo fez na terra, Hebreus fala do que Cristo continua fazendo no céu. Essa epístola enfatiza a superioridade de Cristo em relação aos profetas, aos anjos, a Moisés, a Josué, a Arão. Seu sacrifício foi melhor e a aliança que estabeleceu em seu sangue é superior. Logo no introito de Hebreus, o autor ressalta a grandeza incomparável de Jesus, elencando sete de seus gloriosos predicados:

​Em primeiro lugar, Jesus foi constituído por Deus como o herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2).
“… a quem constituiu herdeiro de todas as coisas…”. É claro que o autor não está tratando de seu estado eterno junto com o Pai, pois sempre teve glória plena antes que houvesse mundo. Fala, entretanto, de uma herança que recebeu como resultado de seu sacrifício vicário. Em virtude do Filho ter se encarnado, morrido e ressuscitado para remir seu povo, a ele é dado como herança, todas as coisas.

​Em segundo lugar, Jesus foi o criador do universo (Hb 1.2). “… pelo qual também fez o universo”. O universo não surgiu espontaneamente nem foi produto da uma evolução de milhões e milhões de anos. A matéria não é eterna. Só Deus o é. O universo foi criado, e isso, a ciência prova. Mas, pela fé entendemos que o universo foi criado por Deus, por intermédio de seu Filho. Desde os mundos estelares até o homem, obra prima da criação. Desde os anjos até o menor dos seres vivos que rasteja pela terra, voa pelo ar ou percorre as sendas dos mares, tudo saiu das mãos do Filho de Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada do que foi feito se fez. Ele criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis. Do nada ele tudo criou, com poder e sabedoria.

​Em terceiro lugar, Jesus é o resplendor da glória de Deus (1.3).
“Ele, que é o resplendor da glória…”. A glória não é um atributo de Deus, mas a somatória de todos eles, na sua expressão máxima. Jesus encerra em si mesmo todo o resplendor dessa glória divina. Ele é a manifestação plena e final de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Vemos Deus em sua face. Quem vê Jesus, vê a Deus, pois tem a mesma essência, os mesmos atributos e a realiza as mesmas obras.

​Em quarto lugar, Jesus é a expressão exata do ser de Deus (Hb 1.3). “… e a expressão exata do seu Ser…”. Deus é espírito, portando não podemos contemplá-lo. Deus é tão santo e glorioso que até os serafins cobrem o rosto diante de sua Majestade. Jesus, porém, sendo Deus se fez carne e habitou entre nós, cheio da graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Se quisermos saber como Deus é, devemos olhar para Jesus. Se quisermos saber quão belo, quão, santo, quão amoroso Deus é, devemos olhar para Jesus. Ele disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai, pois eu e o Pai, somos um”. Jesus é a exegese de Deus!

​Em quinto lugar, Jesus é o sustentador do universo (Hb 1.3). “… sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…”. Jesus não apenas criou todas as coisas, mas sustenta todas elas, pela palavra do seu poder. É ele quem mantém o universo em equilíbrio. É ele quem mantém as galáxias em movimento. É ele quem dá coesão, ordem e sentido a este vastíssimo e insondável universo com mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro. É ele quem espalhada as estrelas no firmamento e conhece cada uma delas pelo nome. O universo não se mantém fora de sua providência e nem sobrevive sem seu governo.

​Em sexto lugar, Jesus é o Sumo Sacerdote que fez a purificação dos pecados (Hb 1.3). “… depois de ter feito a purificação dos pecados…”. Jesus é o grande Sumo Sacerdote, que sendo perfeito, ofereceu um sacrifício perfeito, o seu próprio sangue, para purificar-nos do pecado. Os animais mortos foram varridos do altar, porque Jesus ofereceu um único e eficaz sacrifício para remir-nos e purificar-nos.

​Em sétimo lugar, Jesus é o Rei que foi exaltado por Deus (Hb 1.3). “… assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”. Jesus é o Profeta por quem Deus encerrou sua revelação. É o Sumo Sacerdote que ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito. É o Rei glorioso que está assentado à mão direita de Deus, de onde governa sua igreja, as nações e o próprio universo e, de onde vai voltar, gloriosamente, para buscar sua igreja. Oh, quão glorioso é o nosso Redentor!

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PLENITUDE DO ESPÍRITO: ORDEM DE DEUS, NECESSIDADE DA IGREJA

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“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).


​Paulo, o apóstolo da gentilidade, ensina no versículo em epígrafe, uma verdade magna do Cristianismo, a plenitude do Espírito Santo. Há no texto bíblico duas ordens: uma negativa, outra positiva. A negativa é: “não vos embriagueis com vinho”; a positiva é: “enchei-vos do Espírito”. Entre as duas ordens há uma adversativa: “mas…”. Logo, em vez de embriagar-se com vinho, o cristão deve ser cheio do Espírito. A sobriedade não é necessariamente plenitude do Espírito. Além de ser sóbrio, o cristão precisa, também, ser cheio do Espírito. Se a embriaguez desemboca numa vida desregrada, a plenitude do Espírito conduz à comunhão, adoração, gratidão e serviço (Ef 5.19-21).

​Doravante, deter-nos-emos apenas na segunda ordem do texto: “enchei-vos do Espírito”. Essa ordem ensina-nos quatro verdades:

​Em primeiro lugar, o verbo está no imperativo. A ordem é clara: “Enchei-vos”. Isso significa que não ser cheio do Espírito é um pecado de desobediência à uma ordem expressa de Deus, assim como o é a embriaguez. Um cristão sem a plenitude do Espírito deveria ser um escândalo para nós, assim como é um escândalo um cristão embriagado. A plenitude do Espírito não é uma opção, mas um mandamento; não é uma sugestão, é uma ordem categórica. A expressa vontade de Deus para sua igreja é a plenitude do Espírito Santo. Você está cheio do Espírito?

Em segundo lugar, o verbo está no plural. A ordem divina é insofismável: “Enchei-vos…”. Isso significa que a plenitude do Espírito não é apenas uma ordenança para um grupo seleto na igreja, mas para todos os membros da igreja. A plenitude do Espírito não deve ser uma exceção, mas a regra. Não deve ser apenas uma experiência sobrenatural, mas também a dinâmica natural da igreja. A plenitude do Espírito não apenas está à disposição de todos os salvos, mas é, também, uma ordenança a todos eles, sem exceção e sem acepção.

​Em terceiro lugar, o verbo está no presente contínuo. Na língua grega o verbo “enchei-vos”, está no presente contínuo. Isso significa que a plenitude do Espírito não é uma experiência que acontece uma única vez na vida e nunca mais se repete, mas uma ordem que deve ser obedecida continuamente. Quando Jesus ordenou aos serventes, nas bodas de Caná: “enchei d’água as talhas” tratava-se de uma ordem dada só a eles, para nunca mais ser repetida por eles; porém, quando a palavra de Deus nos ordena: “enchei-vos do Espírito” está nos orientando que a plenitude de ontem não serve para hoje. Todo dia é tempo oportuno e necessário para sermos cheios do Espírito.

​Em quarto lugar, o verbo está na voz passiva.
Isso significa que nenhum cristão pode produzir essa plenitude para si mesmo ou transferi-la para outrem. Muito embora a plenitude do Espírito seja uma ordem divina, somente o próprio Deus pode nos encher do seu Espírito. Para sermos cheios do Espírito é preciso primeiro esvaziar-nos do pecado que tenazmente nos assedia. Não dá para ser cheio de vinho e do Espírito ao mesmo tempo. Não dá para abrigarmos no coração avareza, mágoa, impureza, lascívia e porfia e sermos cheios do Espírito. Somente vasos vazios podem ser cheios e enquanto nosso coração for como vasilhas vazias, o Espírito jamais deixará de jorrar para nos encher até à plenitude.

​Você está cheio do Espírito? Essa não é apenas uma ordem divina, mas também a nossa maior necessidade. Sem a plenitude do Espírito Santo nós caminharemos trôpegos, em vez de fazermos uma jornada segura. Sem a plenitude do Espírito nós faremos muito esforço, mas teremos resultados pífios. Sem a plenitude do Espírito nós viveremos agarrados às coisas da terra, mas não nos deleitaremos nas glórias do céu. Sem a plenitude do Espírito nós perderemos a alegria da comunhão, da adoração, da gratidão e do serviço, mas viveremos em aberto conflito uns com os outros. Você está cheio do Espírito Santo?

Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Blog A Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

DEBAIXO DO CAJADO DE JESUS

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“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1)

O Salmo 23 é um reservatório inesgotável de consolo para o povo de Deus. Dessa fonte jorra copiosamente refrigério para os cansados, força para os fracos  e alegria para os tristes. Jesus é o pastor divino. Ele é o bom, o grande e o supremo pastor. Ele ama suas ovelhas e cuida delas. Ele deu sua vida por elas e as guiará à casa do Pai, à bem aventurança eterna. O Salmo 23 enseja-nos três lições assaz oportunas:

Em primeiro lugar, porque o Senhor é o nosso pastor, há pleno suprimento para as nossas necessidades (Sl 23.1-3). Embora, como ovelhas somos frágeis, míopes, inseguros e inclinados a nos desviarmos do aprisco das ovelhas, em Jesus Cristo, o bom, o grande e o supremo pastor, temos repouso, refrigério e direção. Jesus não é apenas o nosso grande provedor; ele é, também, nossa melhor provisão. Ele não apenas nos concede sua paz nas tormentas da vida; ele é a nossa paz. Jesus não apenas nos guia pelas veredas da justiça; ele é a nossa justiça. Jesus não é apenas pastor; ele é o nosso pastor. Aquele que está assentado no trono e tem as rédeas da história em suas mãos, pastoreia a nossa alma, alimenta-nos com sua graça e fortalece-nos com seu poder.  Conhecer a ele é a própria essência da vida eterna. Andar com ele é a maior de todas as venturas. Glorificar a ele é a razão da nossa vida. Fazer a sua vontade é a maior de todas as nossas metas. Portanto, como Davi podemos alçar nossa voz e dizer que o Senhor é o nosso pastor, por isso, nada nos faltará!

Em segundo lugar, porque o Senhor é o nosso pastor, há consoladora companhia nas adversidades (Sl 23.4,5). A vida cristã não é uma jornada fácil. Cruzamos desertos tórridos e vales profundos. Atravessamos mares revoltos e enfrentamos ventos contrários. Porém, mesmo quando andamos pelos vale da sombra da morte, não precisamos ter medo. E isso, não porque somos fortes ou os perigos são irreais. Nossa confiança decorre do fato de Jesus estar conosco em todas as circunstâncias e em todo o tempo. Não precisamos ter medo dos adversários que nos ameaçam, pois o nosso pastor nos dá vitória sobre eles. Não precisamos ter medo de vexame e fracasso, pois o nosso pastor nos honra, ungindo-nos a cabeça com óleo. Não precisamos ter medo da tristeza que ronda a nossa alma, pois o nosso pastor oferece-nos robusta alegria, fazendo o nosso cálice transbordar.

Em terceiro lugar, porque o Senhor é o nosso pastor, temos bendita comunhão para a eternidade (Sl 23.6). Não apenas nosso pastor está conosco, mas, também, coloca ao nosso lado dois escudos seguros: bondade e misericórdia, e isso, durante todos os dias da nossa vida. Bondade é o que Deus nos dá e não merecemos, a sua graça. Misericórdia é o que nós merecemos, e Deus nãos nos dá, o seu juízo. Ladeados por bondade e misericórdia avançamos neste mundo, guardados e protegidos. Porém, quando a carreira terminar, então, habitaremos na Casa do Senhor para todo o sempre. Aqui o Senhor está conosco; lá, nós estaremos com ele. Sua presença será nossa alegria e nossa maior recompensa. O céu é a Casa do Pai. O céu é o nosso lar. Para lá caminhamos. Lá está a nossa pátria. Lá está o nosso tesouro. Lá está o nosso bom, grande e supremo pastor. Ele o centro dos decretos divinos. Ele é o centro das Escrituras. Ele é o centro da história. Ele é o centro da eternidade. Ele é o centro do paraíso. Vivemos nele, com ele e para ele. Jesus é a nossa segurança, a nossa provisão, a nossa paz, a nossa justiça, a nossa alegria, a nossa recompensa. Com ele estaremos para sempre e com ele reinaremos pelos séculos eternos!

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Em Cristo,
Mário

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Integridade inegociável – Palavra da Verdade

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Pr. Hernandes




“Não furtarás” (Ex 20.)
O oitavo mandamento da lei de Deus trata da integridade em relação aos bens do próximo. Precisamos respeitar sua vida, sua honra e seus bens. Quem ama o próximo não atenta contra sua vida. Quem ama o próximo não fere sua honra. Quem ama o próximo não saqueia os seus bens.
Este mandamento é assaz oportuno e gritantemente necessário, pois a maior crise que atinge o nosso país é a crise de integridade. O roubo está presente desde o topo da sociedade até suas camadas mais abissais. O país está sendo saqueado por um horda de ladrões, muitos deles, de colarinho branco. Os poderosos armam esquemas ardilosos para assaltar os cofres da nação e se abastecerem das riquezas que deveriam ser distribuídas com justiça, deixando à margem das oportunidades os fracos que não têm voz nem vez. O roubo está presente no palácio e no congresso. Está presente nas cortes e nas universidades. Está presente na indústria e no comércio. Está presente nas ruas e nos templos.
Vamos, aqui destacar algumas frentes onde este momentoso mandamento está sendo quebrado.

Em primeiro lugar, furta-se sempre que o alheio é apropriado de forma frontal e violenta. Cresce assombrosamente em nossa nação os assaltos, os sequestros, os arrombamentos e a prática dos larápios que, furtivamente, subtraem o alheio. Essa forma afrontosa ou sutil de saquear o próximo e ainda atentar contra sua integridade física é uma transgressão incisiva deste mandamento.

Em segundo lugar, furta-se sempre que os recursos públicos são desviados para abastecer as contas bancárias dos poderosos. A corrupção endêmica em nosso país é uma prova insofismável de que a lei de Deus está sendo pisada como lama nas ruas. O erário público é assaltado impiedosamente. As obras públicas superfaturadas para abastecer os interesses rasteiros de políticos e empresários desonestos tiram o pão da boca do faminto e deixam desamparados os pobres. A corrupção é um crime contra a nação, é uma violência social gritante e um atentado contra o próximo
.
Em terceiro lugar, furta-se sempre que na indústria e no comércio se faz propaganda enganosa para enganar os consumidores. Sempre que a indústria entrega um produto inferior ao prometido e o comércio majora os preços para auferir maiores lucros, o consumidor está sendo lesado. Deus abomina a mentira. Ele reprova balanças enganosas e pesos falsos. Deus não tolera a falta de integridade nas palavras e nas ações. Os ardis forjados para se passar um produto inferior por um preço superior é uma conspiração contra os bens do próximo e uma afronta aos seus direitos.

Em quarto lugar, furta-se sempre quando no trabalho se retém da empresa o que ela tem direito e sempre que o trabalhador retém da empresa o que não lhe pertence. O furto não é apenas de coisas, mas também de tempo, empenho e desempenho. Quando um funcionário faz corpo mole em vez de trabalhar com afinco. Quando chega sistematicamente atrasado em vez de ser pontual. Quando se apropria de objetos e bens da empresa para uso pessoal, o oitavo mandamento da lei de Deus está sendo quebrado.

Em quinto lugar, furta-se sempre que a propriedade privada é invadida, mesmo sob os auspícios de leis jeitosamente feitas para anular a lei substantiva de Deus. A propriedade privada é um direito sagrado dado pelo próprio Deus. Invadir a propriedade privada por quaisquer motivos, suplantando o direito do proprietário é uma quebra do oitavo mandamento. A apropriação indiscriminada dos bens alheios e a Estatização dos bens particulares é uma afronta à lei de Deus e um golpe ao direito do próximo. Que os homens se curvem à lei de Deus, pois ela deve ser a matriz para todas as leis humanas. Só assim, teremos uma sociedade ordeira e íntegra.

Rev. Hernandes Dias Lopes
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Fonte:http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/integridade-inegociavel-3/
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Em Cristo,
Mário

terça-feira, 5 de julho de 2016

"Por que Deus permite que coisas boas aconteçam a pessoas más?"



 
Esta questão é semelhante ao seu oposto: "Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam a pessoas boas?" Ambas as perguntas se referem ao que parece ser a injustiça desconcertante que testemunhamos todos os dias. O Salmo 73 é a nossa resposta às mesmas perguntas que atormentaram também o salmista. Encontrando-se em terrível angústia e agonia de alma, ele escreve: "Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos" (Salmo 73:2-3).

O autor deste Salmo era um homem chamado Asafe, um líder de um dos corais do templo. Obviamente, ele não era um homem rico, mas um que havia dedicado a sua vida ao serviço de Deus (veja 1 Crônicas 25). Mas, como nós, ele tinha passado por algumas dificuldades e questionou a injustiça de tudo. Ele observou as pessoas más ao seu redor vivendo por suas próprias regras e acumulando e desfrutando de toda a riqueza e prazeres do mundo. Ele se queixa: "Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens" (Salmo 73:4-5).

Asafe estava observando pessoas que não tinham problemas. Elas podiam pagar suas contas. Elas tinham muito para comer e uma abundância de luxos. Por outro lado, o pobre Asafe estava preso a dirigir o coral e tentar viver piedosamente. E para piorar as coisas, a sua escolha de servir a Deus não parecia estar lhe ajudando. Ele começou a invejar essas pessoas e até mesmo a questionar a Deus a respeito de por que permitiria tal coisa acontecer!

Quantas vezes nos encontramos na mesma situação que Asafe? Dedicamos nossas vidas a servir a Deus. Então observamos pessoas ímpias e perversas ao nosso redor obtendo novas posses, casas luxuosas, promoções no trabalho e roupas bonitas, enquanto lutamos financeiramente. A resposta encontra-se no resto do salmo. Asafe invejou essas pessoas más até perceber uma coisa muito importante. Quando entrou no santuário de Deus, ele compreendeu plenamente o seu destino final: "Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles. Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição. Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror! Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles" (Salmo 73:16-20). Aqueles que têm riquezas temporárias na Terra são na realidade mendigos espirituais porque não têm a verdadeira riqueza – vida eterna.

Há muitos momentos em que não entendemos o que está acontecendo conosco, nem entendemos como a providência divina funciona. Quando Asafe entrou no santuário de Deus, ele começou a ver que não havia necessidade de ter inveja da prosperidade dos ímpios porque a sua prosperidade era uma ilusão. Ele começou a compreender que o enganador antigo, Satanás, havia usado mentiras para distraí-lo da realidade de Deus. Ao entrar no santuário, Asafe percebeu que a prosperidade é uma realização fugaz, como um sonho agradável que nos agrada apenas por pouco tempo, mas, quando despertamos, percebemos que não era real. Asafe repreende a si mesmo por sua própria estupidez. Ele admite ser "embrutecido e ignorante" ao invejar o ímpio ou ter ciúmes dos que perecem. Os seus pensamentos, em seguida, voltaram-se para a sua própria felicidade em Deus quando percebeu o quanto mais alegria, satisfação e verdadeira prosperidade espiritual ele tinha no Criador.

Podemos não ter tudo o que queremos aqui na terra, mas um dia iremos prosperar por toda a eternidade por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. Sempre que somos tentados a experimentar o outro caminho, devemos lembrar que a outra estrada é um beco sem saída (Mateus 7:13). Mas o caminho estreito diante de nós através de Jesus é o único caminho que leva à vida eterna. Essa deve ser a nossa alegria e conforto. "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.... Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio…" (Salmo 73:25, 27-28).

Não precisamos nos preocupar quando coisas boas parecem acontecer a pessoas ruins. Precisamos apenas manter o nosso foco em nosso Criador e entrar em Sua presença a cada dia através do portal da Sua Santa Palavra. Lá encontraremos a verdade, contentamento, riquezas espirituais e alegria eterna.
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Fonte:http://www.gotquestions.org/Portugues/

Em Cristo,
Mário

terça-feira, 21 de junho de 2016

Um clamor pela intervenção de Deus


Por Rev. Hernandes Dias Lopes

“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada” (Sl 119.126).
O salmista, olha ao seu redor e vê sua nação mergulhada numa grande crise. Essa crise é resultado da apostasia religiosa e do colapso moral. A lei de Deus, reguladora da fé e conduta, estava sendo violada. Ainda hoje, essa crise permanece. A lei de Deus está sendo escarnecida. Os dez mandamentos estão sendo desprezados como coisa de nenhum valor. Por isso, também, devemos clamar por uma intervenção de Deus. Vejamos em que sentido a lei de Deus está sendo violada:

Em primeiro lugar, o único Deus está sendo substituído por outros deuses. O primeiro mandamento estabelece que há um só Deus. Os deuses dos povos foram criados pelo homem, mas o Deus verdadeiro é o criador, provedor e salvador do seu povo. Nele devemos colocar nossa confiança. Fora dele não há salvação.

Em segundo lugar, o culto espiritual está sendo corrompido pela idolatria. O segundo mandamento mostra que o único Deus vivo e verdadeiro deve ser adorado da maneira que ele mesmo prescreve em sua palavra. Portanto, toda  forma de idolatria é uma deturpação do culto. Deus não busca adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.

Em terceiro lugar, o nome de Deus tem sido desonrado pela falta de reverência. O teceiro mandamento revela que o nome de Deus deve ser santificado. Tomar seu nome em vão é desonrar a Deus, utrajar sua glória e ofender sua santidade. Palavras imorais, piadas indecorosas e expressões desprovidas de reverência com o santo nome de Deus é uma ofensa ao Altíssimo.

Em quarto lugar, o dia do Senhor tem sido desprezado pela secularização. A sociedade está cada vez mais secularizada. Os homens esquecem-se de Deus, buscam seus próprios interesses e fazem isso, inclusive, no dia que Deus reservou para o seu povo adorá-lo. A guarda do dia do Senhor nos foi dada para nosso deleite em Deus e o nosso descanso das lides da vida.

Em quinto lugar, os pais têm sido desonrado pelos filhos em nossa geração.  Honrar pai e mãe é o caminho da longevidade e da prosperidade. Honrar pai e mãe é um gesto que agrada a Deus, fortalece a família e abençoa a sociedade.

Em sexto lugar, a vida humana está sendo banalizada. O sexto mandamento trata da sacralidade da vida. Só Deus tem poder para dar a vida e autoridade para tirá-la. Somos guardiões do próximo e não seus flageladores. Não  podemos tirar do próximo o seu bem maior, a própria vida.

Em sétimo lugar, a honra do próximo está sendo aviltada. Os valores morais estão de ponta-cabeça nessa sociedade hedonista e imoral. O aviltamento do sexo, o incentivo ao adultério e a prosmicuidade dos costumes aproxima nossa geração de Sodoma e Gomorra.

Em oitavo lugar, a honestidade no trato com dinheiro está em franco declínio. Depois que a lei de Deus tratou do respeito à vida e à honra do próximo, o oitavo mandameneto lida com o respeito aos bens do próximo. Em vez de roubar, o homem deve trabalhar. Em vez de usar de espertezas para saquear o alheio, o homem deve socorrer os necessitados.

Em nono lugar, o nome do próximo tem sido enlameado pela maledicência. O nono mandamento lida com a honra ao nome do próximo. Em vez de falar mal, devemos considerar uns aos outros em honra.  Em vez de desmerecer o próximo com calúnias mordazes, devemos abençoá-lo com atitudes nobres.

Em décimo lugar, desejar ilicitamente o que é do próximo é fazer do coração um laboratório de crimes. O décimo mandamento é o único do decálogo que é subjetivo. Deus considera não apenas nossas ações, mas, também, nossas motivações. Ele vê não apenas nossos atos, mas, também, perscruta nossas motivações. Em face do exposto, devemos também clamar: “Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada”.
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Fonte:  hernandesdiaslopes.com.br
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Em Cristo,
Mário

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