sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pergunta: "O que acontece às pessoas que nunca tiveram a chance de ouvir a respeito de Jesus?"






Resposta: Todas as pessoas responderão a Deus, se “ouviram a Seu respeito” ou não. A Bíblia nos diz que Deus claramente Se revelou na natureza (Romanos 1:20) e nos corações das pessoas (Eclesiastes 3:11). O problema é que a raça humana é pecadora; todos nós rejeitamos este conhecimento de Deus e contra Ele nos rebelamos (Romanos 1:21-23). Longe da graça de Deus, Deus nos entregaria aos desejos pecaminosos de nossos corações, permitindo que descobríssemos quão inútil e miserável é a vida longe Dele. Isto é o que Ele faz com aqueles que O rejeitam (Romanos 1:24-32).
Na verdade, não é que algumas pessoas não tenham ouvido a respeito de Deus. Mas ao contrário, o problema é que elas rejeitaram o que ouviram e o que está claramente revelado na natureza. Deuteronômio 4:29 proclama: “Então dali buscarás ao SENHOR teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.” Este versículo ensina um princípio importante: todos que verdadeiramente buscarem a Deus O acharão. Se uma pessoa verdadeiramente deseja conhecer a Deus, Deus a ela Se fará conhecido.
O problema é: “Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus” (Romanos 3:11). As pessoas rejeitam o conhecimento de Deus que se faz presente na natureza e em seus próprios corações, e, ao invés, decidem adorar um “deus” de sua própria criação. É tolo debater a justiça de Deus em enviar alguém ao inferno por nunca ter tido a oportunidade de ouvir o Evangelho de Cristo. As pessoas são responsáveis perante Deus pelo que Ele a elas já revelou. A Bíblia diz que as pessoas rejeitam este conhecimento, e por isso Deus é justo em condená-las ao inferno.
Ao invés de debater o destino daqueles que nunca ouviram, nós, como cristãos, deveríamos estar fazendo o nosso melhor para ter certeza de que ouçam. Somos chamados a espalhar o Evangelho através das nações (Mateus 28:19-20; Atos 1:8). O fato de sabermos que as pessoas rejeitam o conhecimento de Deus revelado na natureza deve nos motivar a proclamar as boas novas de salvação através de Jesus Cristo. Somente aceitando o Evangelho da graça de Deus através do Senhor Jesus Cristo as pessoas podem ser salvas de seus pecados e resgatadas de uma eternidade longe de Deus no inferno.
Se tomarmos por base que aqueles que nunca ouviram o Evangelho serão agraciados com a misericórdia de Deus, vamos cair em um imenso problema. Se as pessoas que nunca ouviram o Evangelho forem salvas... devemos então nos certificar que ninguém ouça o Evangelho. A pior coisa que poderíamos então fazer seria compartilhar do Evangelho e a pessoa rejeitá-lo. Se isto acontecesse, a pessoa seria condenada. As pessoas que não ouviram o Evangelho devem ser condenadas, ou do contrário, não há motivo para o evangelismo. Por que correr o risco de que pessoas possivelmente rejeitem o Evangelho e se condenem, quando anteriormente já eram salvas porque nunca tinham ouvido o Evangelho?


Em Cristo,
Mário

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os palhaços são profetas!



Danilo Fernandes

A manifestação é sempre pacífica. Mesmo quando agredidos estes irmãos não esboçam reação. Eles já foram roubados, empurrados e xingados com palavras de baixíssimo calão saindo dos microfones de pregadores e cantores gospel famosos.


De cabeça baixa diante da truculência verbal de quem não aceita a Verdade.



Uma cena quase inimaginável há alguns anos. Quem pensaria que um grande pastor como Silas Malafaia iria, em uma cruzada, chamar um irmão seu de babaca e filho do diabo (sic) apenas porque este estaria a carregar uma faixa com nada mais do que um versículo bíblico:

O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé. I Tm 6:3-10

Mas Silas o fez. Não uma vez, mas em três ocasiões: No Rio de Janeiro, em São Paulo e, mais recentemente no Maranhão. E sabe o pior? Foi aplaudido em pelo menos duas destas vezes. Alguém, realmente cristão, pode conceber algo assim?


O movimento começou em 2010, entre os líderes, o casal Paulo e Vera Siqueira da IEQ e muitos outros blogueiros apologéticos. Alguns irmãos, entre outros, Pablo Silva, também blogueiro, filmaram os primeiros protestos trazendo espanto aos crentes na internet. Os blogs de maior tráfego e influencia desde 2009 como o Genizah e Púlpito Cristão publicaram reportagens acerca dos protestos, bem como, artigos dando respaldo bíblico aos manifestantes pacíficos e refutando a teologia "por trás" das marchas. Muitos outros blogs e sites ajudaram nas convocações dos protestos e na denúncia do aproveitamento político destes ajuntamentos de religiosos.



Seguranças truculentos da Renascer afanam faixas de protestantes na marcha São Paulo 2011
 tem surgido em diversas marchas, como a mais recente, em Belo Horizonte, convocada por um vídeo produzido pelo blogueiro Mariel Marra – postado neste site - e no site Web Evangelista, de Wagner Lemos – ambos blogueiros de Belo Horizonte.



De tudo o que se tem reportado sobre estas manifestações alguns aspectos saltam aos olhos, pelo seu absurdo, tanto mais em se tratando de um evento liderado, organizado e voltado para o povo de Deus:


Malafaia: São uns babacas!
1) A violência e o comportamento truculento dos líderes. quando confrontados, pacificamente, por um pequeno grupo portando faixas com versículos bíblicos, em meio a uma multidão de frenéticos seguidores de seus trios elétricos. Em São Paulo, tivemos uma irmã grávida empurrada por seguranças dos líderes da Renascer que ainda lhe roubou as faixas de protesto. Em outra ocasião, estes mesmos líderes, orquestraram uma vaia da multidão contra os poucos e indefesos manifestantes. No Rio de Janeiro, Silas Malafaia xingou um grupo que empunha as faixas de protesto e, em outra ocasião, usou de truculência espiritual ao chamar seus irmãos na fé de filhos do diabo. Nesta última manifestação de Belo Horizonte, outro pastor famoso, o Sr. Jorge Linhares, da prestigiada Igreja Batista Getsemani chamou os manifestantes de palhaços e depois propôs à multidão de "marchantes" que o acompanhasse em uma “oração imprecatória” contra o mal presente naquele lugar (no caso, os coitados dos ativistas) e logo orquestrou para que a multidão dirigisse as suas mãos em direção ao pequeno grupo, enquanto puxava o coro de frases do tipo: “a mão de deus vai pesar sobre vocês” e outras pérolas do breviário de maldições gospel. Que cena de novela!



Parte dos manifestantes da marcha de BH 2011

2) A esmagadora maioria dos participantes destas manifestações se portam como torcedores de futebol. Não olham mais para Jesus, mas para seus times e os seus técnicos. Ignoram as exortações bíblicas expostas nas faixas e se manifestam com ódio aos ativistas, como se a Palavra de Deus escrita nos cartazes e faixas fosse alguma espécie de palavrão. Apresentam comportamento desordeiro e intimidador, enquanto atendem a ridículos pedidos de seus líderes aboletados em trios elétricos: “PULA PELO AMOR DE DEUS!”; “Deus quer ouvir seu brado de vitória”; e outros gritos de guerra. Nem de perto lembrando aqueles irmãos mártires, que há dois mil anos atrás, frequentavam outro espetáculo para multidões, onde morriam em oração trucidados por feras, justamente por não negarem a um Deus crucificado, humilhado: Um Jesus em nada glorificado nestas micaretas de evangélicos de segunda linha.

De cabeça baixa diante da humilhação, os manifestantes do bem não cansam de lembrar aos desordeiros destas paradas religiosas o quanto suas atitudes são divergentes do Evangelho. Na última manifestação paulistana, os protestantes se dispuseram a varrer um trecho de rua, representativo da imundice deixada por um povo arruaceiro que diz marchar pelo Príncipe da Paz. Resultado: Houve quem se sentisse incomodado com a atitude. Ultrajado na sua própria falta de civilidade! Não faltaram olhares ameaçadores e gritos de impropérios.

É muito bom que estas coisas se cumpram e esta turba veja seus ídolos adornados em ouro humilhando irmãos na fé.




Jorge Linhares impõe a mão em "oração imprecatória" sobre a parte maligna da marcha, no caso os pobres manifestantes, risos. A multidão acompanha e "benze" os ativistas.


Com a motivação certa e a coragem que o Senhor lhes dá, de agora em diante sempre haverá mais e mais irmãos para incomodar esta cambada de exploradores da fé. Não só eles, mas nós aqui nos blogs e sites apologéticos, atingindo milhões, como disse o mano Carlos Moreira, somos a mosca na sopa deles:


Eis aí os inimigos da Cruz de Cristo! Eles estão diante de nossos olhos! Quem ousará os repreender? Quem se levantará contra eles? São feiticeiros do sagrado, traficantes de um “evangelho” falsificado, intermediários do “divino”. Eles se auto-proclamam “apóstolos”, “evangelistas”, “missionários”, “patriarcas”, “bispos”, mas na verdade são sinagoga de satanás, vendilhões de uma religião oca e vazia, de liturgias dessignificadas, de ritos de ocasião, da fé commoditizada, comercializada como produto de supermercado. Mas um dia eles haverão de se encontrar com o Senhor de toda a Terra, estarão diante do Leão da Tribo de Judá, não mais do Cordeiro de Deus.



"marchante de Gizuz " se revolta ao ver versículos bíblicos condenando suas práticas pagãs e lança impropérios aos ativistas. Na bandana, "Jesus te ama". Já no coração...



Fomos chamados para pregar aquilo que não se quer ouvir, para proclamar aquilo que incomoda. Metemos o dedo na ferida, fazemos a alma virar ao avesso, à consciência arder, o coração se compungir. Sim, o Espírito do Senhor está sobre nós ele nos ungiu para pregar o “dia da vingança do nosso Deus”!


Wagner Lemos: Não somos palhaços, somos cristãos.

Somos Chicos, Veras, Leonardos, Mários, Wagners, Ruys, Ciros, Paulos, Pedros, Fernandos, Robsons, Renatos, Caios, Eliezeres, Joanas, Rodrigos, Alans, Zés, Thiagos, etc. Somos muitos que não se dobraram. Somos as moscas na sopa desta cambada!


Nas ruas ou nesta internet cristã, temos experimentado um verdadeiro milagre. A partir de poucos pioneiros temos hoje este espaço imenso frequentado por milhões de evangélicos.

Milhares de blogs e sites, cada qual com seu estilo, mas em quase todos, os resultados de uma revolução única no mundo: A teologia popular.

Que maravilha poder ver tantos blogueiros evangélicos talentosos inaugurando esta forma inovadora, coloquial, de discussão teológica e que atrai milhões de crentes, de todas as denominações e diferentes formações a participar de debates calorosos. Uma turma que não está dando brecha para os falsos profetas! Uma geração de crentes que não irá ser petisco destes lobos.


E agora? E dai?



"Primeiro marido" pergunta ao manifestante
o que vem a ser o Evangelho Puro e Simples.

Dai que estamos incomodando. E muito! Os falsos profetas se preocupam com o que escrevemos, ensinamos e noticiamos. Se antes éramos desdenhados, agora somos temidos. Eles leem o que escrevemos e tratam de nos depreciar, denegrir, desmerecer. Somos pastores recalcados, bandidos, invejosos, críticos sem obras, etc. Sabemos que isto não é verdade. O que escrevemos em nossos blogs, a Verdade do Evangelho e a nossa prática bereana estará evidente a quem se dispuser a ler.

E agora acorda até uma parte da igreja adormecida, de uma geração antiga e “cordata”, de líderes voltados somente para o seu próprio rebanho; Ainda que tenha sido somente agora, quando o esgoto podre invadiu seus pequenos arraias.

Levantou-se também parte da geração passiva, a turma do deixa disto, do jeitinho, cordial ao melhor estilo Buarque de Holanda e que assistiu calada o mal florescer e provocar tamanho estrago no “avivamento” nacional. E quem foi que disse que o cristão deve ser cordial diante da apostasia e da corrupção? Quem foi este profeta contemporizador que não se acha em parte nenhuma da Bíblia? Quem são estes profetas do bom mocismo que boa parte da antiga geração de líderes parece querer imitar? Que acordem os demais santos! Chega deste mundanismo protestante politicamente correto a substituir o princípio Ecclesia semper reformanda est!

Subversivos: Todo cuidado é pouco. Não haverá mudança sem confronto.


Observem com cuidado com quem estamos lidando. Estes homens há muito se venderam a uma engrenagem insaciável. Se algum dia foram retos, em dado momento se dispuseram a comprar mais horários de TV, a fazer mais shows, a ter mais igrejas e, para tanto, construíram uma máquina cada vez maior e mais dispendiosa e, para sustenta-la, precisam de mais produtos, mais campanhas, mais ofertas e já não há mais Evangelho e nem Amor.

Estas pessoas estão presas ao orgulho. Vaidade é o motor do ciclo de destruição por elas perpetrado.


Cuidado! Estas pessoas estão viciadas na fama e no poder. A admoestação não lhes pesa o coração, ao contrário, incendeia o pior que há nelas. Estamos enfiando a não na toca da cobra, sem luva. Estamos tocando em onça com a vara curta.


Estes urubus não vão largar sua carniça sem briga. Portanto, ore ao Senhor por direção e conselho, não ceda à tentação da vaidade e permaneçamos juntos. Vigiando e orando.



Recadinho aos falsos profetas

Vendilhões: Sigam com as campanhas difamatórias contra blogueiros por e-mail, revistas, folhetos e TV. Lamentem suas perdas. Chamem os profetas de filhos do diabo! Façam o que quiserem neste seu desespero! Pois não tenham dúvidas, viemos para fazer esta vossa fonte secar! Pode bater que o fermento só cresce.



O evangelho não é o caminhão do faustão. E este negócio de plante as suas sementes para colher vitória é slogan de banco. Gizuz rendeu quanto este mês, Malafaia? Passou a poupança?


FONTE: GENIZAH

Em Cristo,
Mário

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Perguntas que os Evangélicos não querem responder



Publicado em 9 de novembro de 2011 por Leonardo Gonçalves






Por favor, alguém pode me explicar por que palavras como “paixão”, “fogo”, “glória”, “poder” e “unção” vendem muito mais CDs do que “graça”, “misericórdia” e “perdão”?

Por que aqueles que mais falam sobre “prosperidade” evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como “ajudar os domésticos na fé” e “não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade”? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra “amarrar o espírito de perseguição”, pra “repreender a potestade de Roma”, ou coisa semelhante?

Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?

Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular (EU), quando a proporção nos salmos é muito menor?

Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?

Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?

Por que os cristãos creem que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, mas são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como “rios de unção” e “chuvas de avivamento”, ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é “espírito ruim” das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os “espíritos ruins” já foram “amarrados” uma vez, por que todo ano eles precisam ser “amarrados” de novo?

Por que se canta todos os dias “Hoje o meu milagre vai chegar”? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de “hoje”?

Por que Jó não cantou “restitui, eu quero de volta o que é meu”, nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de “campanha de libertação” quando perdeu tudo?

Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, “doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor”? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?

Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais “atos proféticos”? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

Por que se faz apelo ao fim de uma “pregação” que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

Por que Deuteronômio 28:13 (“o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda”) é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 (“somos considerados como o lixo do mundo”) ninguém gosta de citar?

Será que ninguém percebe que algo anda muito errado com o evangelicalismo brasileiro?

Eu só queria saber…

***
Este foi um dos primeiros textos publicados no Púlpito Cristão em 2008. Três anos depois, as perguntas ainda são as mesmas e poucos se atrevem a respondê-las…

Em Cristo,
Mário

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade

Publicado em 6 de novembro de 2011 por Leonardo Gonçalves

N. do E.: Resolvi publicar esse texto aqui no blog visando trazer você que me lê à reflexão sobre esse tema. Não sou defensor da homossexualidade, mas tenho plena certeza de que a igreja precisa mudar a forma como trata o tema. Precisamos trazer para as nossas mesas de discussão um tema tão atual e importante e, se possível, mudar a forma como se relaciona com as pessoas que vivem nessa prática, mostrando-lhes como a Palavra de Deus trata esse tema sem, contudo, desrespeitar o ser humano. Te convido a ler o texto abaixo e incentivo a que o compartilhe caso ache necessário e oportuno. Boa leitura!

Por Trevin Wax
Tradução: Filipe Schulz

Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque ele morreu por mim, eu devo tudo a ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamento radicais.

Apresentador: Você diz que ele condenou o adultério, mas ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-lo fielmente. Isso significa que tudo que ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casado a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

***
Thiago Ibrahim, via iProdigo. Duvulgação: Púlpito Cristão

Em Cristo,

Mário

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Não entregue o $eu Isaque



Falo por parábola.

Um famoso conferencista brasileiro foi convidado para ministrar a Palavra durante três noites a um grande grupo de jovens, em uma terra longínqua, no velho continente. Muito eloquente e persuasivo, ele resolveu discorrer sobre a obediência de Abraão, ao atender à surpreende ordem divina: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai ao Moriá; e o oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Gn 24.2).

O conferencista internacional fez uma “contextualização” e resolveu chamar Isaque de “a melhor oferta”. “Isaque era o único filho de Abraão. Era o que ele tinha de mais importante nesta terra. Pergunte para o seu irmão: ‘O que você tem de mais importante nesta vida? Qual é a sua melhor oferta?’” — afirmou o pregador, na primeira noite. Ao mesmo tempo que mencionava a fidelidade de Abraão, ele contava experiências de pessoas que deram tudo o que tinham e prosperaram financeiramente.

Na segunda noite, o pregador foi ainda mais claro: “Você mora de aluguel? Esse é o seu Isaque. E você precisa sacrificá-lo. Ofereça-o. Você é um empresário? Entregue todo o lucro deste mês, pois esse é o seu Isaque. Não questione. Obedeça o profeta de Deus. E você sairá daqui com a sua bênção”.

Tendo mencionado vários “i$aque$”, o pregador lançou um desafio: “Amanhã é o último dia da festa. E eu quero ver quem terá ousadia para entregar o seu Isaque”. Isso contagiou a todos, e a maioria dos irmãos estava mesmo disposta a dar o que tinha de melhor, financeiramente falando. O pregador dissera que, se alguém não tivesse dinheiro, poderia entregar relógios, alianças, cheques pré-datados, etc. Mas ele não contava com uma surpresa...

Naquela igreja havia um grupo de jovens estudiosos da Bíblia. E um deles estava escalado para dar uma palavra de cinco minutos antes do pregador. “Saúdo os irmãos com a paz do Senhor”, disse o jovem. “Como tenho apenas cinco minutos para falar, convido os irmãos a lerem comigo Gênesis 22.11,12”.

Depois da leitura, o corajoso jovem discorreu rapidamente sobre Abraão e Isaque e concluiu: “Irmãos, Deus pediu a Abraão que oferecesse o seu filho Isaque em holocausto. Mas isso foi apenas um teste. Ele não aceita sacrifícios humanos. E, como podemos ver, Abraão levou o seu Isaque para casa”.

Antes de convidar o famoso conferencista para a sua última ministração, o pastor da igreja — que estava incomodado com o aludido desafio — fez questão de dar mais uma palavra: “Irmãos, como disse esse sábio jovem, Abraão levou o seu Isaque para casa. Isso significa que nenhum de nós precisa oferecer hoje o seu Isaque. Dê a sua oferta, mas faça isso liberal e voluntariamente. Não precisa entregar o dinheiro do aluguel nem a sua aliança, etc.”.

Furioso e com “cara de poucos amigos”, o conferencista mudou o tema da mensagem: “Nesta noite eu quero falar sobre os crentes que tocam nos ungidos de Deus, aqueles que discordam dos profetas. Esses incrédulos sempre terão uma vida miserável, pois não têm coragem de entregar o melhor para mim... Quer dizer, para Deus”.

Diante desta parábola — baseada em várias histórias reais que já ouvi sobre conferencistas de$afiadore$ —, medite em 2 Coríntios 2.17: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus”.

Ciro Sanches Zibordi


FONTE:BLOG DO CIRO
Em Cristo,
Mário

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A invenção do gospel no Brasil


Publicado em 5 de novembro de 2011 por Leonardo Gonçalves

Por Antognoni Misael


A década de 90 foi sem dúvida a década do crescimento para os evangélicos no Brasil. Crescia uma igreja de face, até então, desconhecida, mas que participava de uma dinâmica fragmentadora inerente do fenômeno da globalização e que assistira o recente triunfo do capitalismo sobre o socialismo. A indefinição evangélica decorria da chegada de vários segmentos religiosos embarcados na chamada Teologia da Prosperidade, dentre eles os grupos neopentecostais e subdivisões dos pentecostais. Apesar disso, o aumento numérico foi estrondoso: de 1991 a 2000, o crescimento dos evangélicos chegou a superar em quatro vezes o crescimento da população do país (estes cresceram em 7,43% enquanto a população 1,63%).

Essa época viu esse segmento tomar espaços de mídia, fazer aquisições de redes TV, rádios, gravadoras, passando a ocupar um lugar de influência direta na vida social, cultural e econômica dos fiéis. Foi nesta mesma década que grandes gravadoras evangélicas se organizaram e passaram a abastecer e reger um mercado de música gospel, entretanto a própria marca “Gospel” teve sua patente comprada e registrada por um dos grupos neopentecostais (Igreja Renascer), portando assim uma representação imponente e promissora nessa indústria recém-formulada e que ainda hoje se mantém numa crescente espantosa. O impacto dessa indústria cultural evangélica no decênio citado funcionou satisfatóriamente sob o epíteto do gospel que cuidou de imediatamente se aparelhar como uma organização econômica de produtos diversificados: artistas, Bíblias, grifes, livros, etc.

Contrariando qualquer análise denominacional ou fundamentalista, o que discuto aqui é a importação do termo “gospel” para a música brasileira vide música gospel percebendo que enquanto produto cultural, ela pôde ser (re)inventada em outro tempo e espaço dentro de um mercado altamente lucrativo.

Para devido esclarecimento, chamo de “representações” os símbolos que são construídos historicamente e socialmente dentro da sociedade; sendo assim resta-nos resolver esse impasse quanto a significação do gospel no Brasil: sua representação tem a ver com a música spiritual negro, blues, jazz, underground? Certamente não. Veremos.

O termo “invenção” remete a descontinuidades, ao heterogêneo, ele está articulado muitas vezes numa estratégia, num projeto de grupo, e isso se evidencia logicamente quando percebemos uma chegada tardia do gospel na música brasileira sob a estranha composição sonora quanto aos padrões musicais e estéticos inerentes ao Gospel norte-americano. Aliás, aqui já respondo o que indago no parágrafo passado: – O gospel no Brasil tem a ver com spiritual negro, blues, underground? – Não! Primeiro porque não tem absolutamente indícios de elementos musicais negro, segundo porque não porta um passado histórico radicado no sentido cultural da música; afinal nossos negros tinham igrejas protestantes? Faziam algum lundu ou maxixe evangélico?

A música gospel fez parte de um processo histórico e cultural no século XIX nos Estados Unidos através do “Grande Despertar”, um acontecimento que mesclou negros e brancos pobres fazendo com que estes pela primeira vez se unissem sob pano protestante, frenético e igualitário. Interessante notar que este acontecimento ocorrido não foi uma imposição vinda de cima, mas uma conversão em massa vinda de baixo elevando a música religiosa para um status de música do povo. Eric Hobsbawm (historiador) em sua obra História Social do Jazz (relançado em 1989) denota a religião protestante nos EUA como um reduto conservador do gospel, cuja preservação das características rudimentares dessa música recheada de traços de negritude se deu efetivamente: as canções de trabalho, o blues, o coral, etc., dando uma estética própria na então música gospel. Essa formatação se deveu principalmente ao fenômeno de urbanização onde as igrejas forneciam um pólo comunitário isolado importante para o “fazer” musical.

O gospel norte-americano tornou-se comercial? Sim, óbvio. Mas este processo cultural possibilita, entre 1930 e 1950, o gospel expandir-se pelo mundo além de explorar os truques, fórmulas, repetições rítmicas e padrões de canto e resposta. O gospel vide EUA passa a ser um produto elementar, no aspecto folclórico que tinha, porém apropriado, por uma indústria que o sofistica, o ressignifica como produto lúdico co-participante de uma época de forte venda de entretenimento. Mas, veja que isso não significou a anulação dos elementos de identidade desse estilo. Permaneceram, mesmo que moldados a uma fórmula. Particularmente, quando ouço Take 6, ou Mahalia Jackson, por exemplo, grosso modo sei identificar os elementos estéticos do gospel ali.

Por outro lado a música religiosa no Brasil contém processos históricos dissonantes com os ocorridos no norte da América. Do cantochão trazido pelos jesuítas aos hinos europeizados vindos nas bagagens do protestantismo, perpassado mais através de fontes orais do que documentais, a música religiosa aqui passa a adotar tardiamente o epíteto gospel (em meados dos anos 1990) – Por que isso ocorreu tardiamente? Por que não se chamava de gospel as produções religiosas dos anos 70/80, por exemplo? De certo esse gospel não significa do mesmo modo um blues ou um jazz brasileiro em seus componentes sonoros, mas sem dúvida, a invenção de uma marca de conotação comercial enquanto integrante de uma recém-indústria de música religiosa.

Temos uma música gospel? Sim temos. Mas vale salientar que ela é uma invenção; ela não participa dos nossos processos históricos. Ela existe por que surge dentro de um momento propício, ela surge dentro de uma estratégia, tendo nós como legitimadores.

Ser gospel no Brasil, lembre-se, não tem nada a ver com o som spiritual da Black music, underground, blues. Gospel aqui atualmente está mais pra Globo, Som Livre.

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Misael Antognoni é graduado em História e Pós-graduando em História Cultural (UEPB) e Música Popular (UFPB). Editor do blog Arte de Chocar, sempre coopera com suas análises musicais aqui no Púlpito Cristão
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FONTE:PÚLPITO CRISTÃO

Em Cristo,

Mário

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Renê Terra Nova, o novo Lutero!


Publicado em 4 de novembro de 2011 por Leonardo Gonçalves

Por Lucas Porto e Leonardo Gonçalves


Fujam para as montanhas!

Trollada gospel do patriarca judeu-manauara na semana da Reforma: Renê Terra Nova caiu, bateu a cabeça e levantou surtado pensando que é o novo Martinho Lutero. Tá, não foi bem assim, mas foi quase (risos!)

Quando a matéria é inventar doutrinas estranhas, Terra Nova é nota 10! Mestre na escola de modismos neopentecostais, o apóstolo amazonense tem uma enorme habilidade para reunir toda porcaria doutrinária produzida no Brasil e no exterior, sendo o M12 a maior demonstração disso. O modelo idealizado por Terra Nova mistura teologia da prosperidade,confissão positiva, cristianismo judaizante, batalha espírita espiritual, e técnicas de psicanálise. Figura excêntrica do panteão gospel tupiniquim, já ilustrou este blog algumas vezes com seus atos proféticos, estilo de vida nababesco e heresias de perdição. Mas nem nos nossos piores pesadelos havíamos vislumbrado tal disparate: a afirmação de que o M12, a panacéia responsável pelo inchamento crescimento das igrejas do paipóstolo, é a “Nova Reforma Protestante”.

Renê Terra Nova, o novo Lutero

Além de se autodeclarar apóstolo Patriarca, o líder do MIR agora se julga “o reformador do século 21″. Apaixonado por títulos, não demora muito e o homem que diz ter descoberto o DNA de Deus (Sim, é sério! Veja aqui) vai exigir que lhe chamem de “sucessor de Lutero” ou algo parecido. Haja vaidade!

O problema é que Terra Nova jamais soube o que foi, e o que é Reforma Protestante, e muito menos as Doutrinas da Graça que mudaram a história da igreja no século XVI. Apesar disso, o patriarca manauara está tão convencido de ser o sucessor de Martinho Lutero, que publicou em seu blog um texto onde afirma que o seu modelo de igreja é a salvação para a igreja contemporânea. Segundo ele, os ‘reformistas’ (leia-se: discípulos do MIR e M12) estão surgindo com uma ‘nova unção’, com a qual transformarão a história da igreja e de seu povo sofrido. E é claro, como não poderia faltar, a turma do MIR já fez até ‘ato profético’ para iniciar a “Segunda Grande Reforma Protestante”.
Renê Terra Nova diz que todo crente comprometido com a visão celular é um “reformista”

M12 é a nova reforma protestante. #Cumequié?

No entanto, o fim da picada foi comparar o M12, aquele conglomerado de heresias, misticismos, xamanismos, pragmatismos e toda classe de paganismo cristianizado (ou judaizado?), com a reforma protestante. Gente, já pensou na doideira? “Renê Terra Nova: O novo Lutero, e o M12 (cópia mal feita do G12 do Castellanos, um plágio descarado da heresia colombiana) seria a nova bandeira do protestantismo. Até poderíamos imaginar qual seria a versão deles para as “Cinco Solas”: Sola Revelação, Solo Doze, Solo Ato-Profético, Solo Dízimo e Soli René Gloria!

Queridos, perdoem-nos, mas desse tipo de Reforma nós queremos distância, muita distância! E se esse papo de louco fosse verdade, caso o René fosse mesmo o novo Lutero e o M-12 fosse a nova reforma protestante, podem ter certeza que nós aqui deste blog ficaríamos satisfeitos com o papel de novos “inquisidores”. Como penalidade por suas heresias, condenaríamos o patriarca à ler todas as obras dos verdadeiros mestres reformadores, como Lutero, Calvino e Zwínglio. Além disso, condenaríamos o herege a estudar a Bíblia todos os dias, sublinhando todos os textos que falem sobre sangue, expiação, perdão e justificação pela fé somente. Forçaríamos o dito cujo a renunciar as crendices judaizantes, e caso o mesmo se recusasse, emitiríamos a bula da sua exclusão.

Mas como ele não é o Lutero, e este blog não é o tribunal do “Santo Ofício”, nos contentaremos em dar aquela trollada no dito-cujo, pra ver se o sequelado se emenda e volta ao evangelho puro e simples do nosso Senhor Jesus Cristo. Isso sim seria uma boa reforma!

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Leonardo Gonçalves é o responsável pela bagunça. Aprendiz de teólogo, com muitas idéias subversivas, apesar de não se achar o “Novo Lutero”, sonha com uma igreja mais pura e sem barganhas com Deus. Lucas Porto é gremista, editor do blog Consciência e Fé, e colaborador no Púlpito Cristão. A imagem é do Marden Jump, editor do ministério Juventude na Rocha, webdesign e colaborador subversivo dessa tribuna virtual.
 FONTE: PULPITO CRISTÃO

Em Cristo,
Mário

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