Programação religiosa na TV ocupa 140 horas semanais




“Rede TV é campeã em venda de horários, mas Record a ultrapassa em arrecadação com a concessão dehorários à Igreja Universal”




As igrejas, sobretudo as evangélicas, ocupam por semana 140 horas dos canais de TVs de sinal aberto, de acordo com levantamento feito pela Folha.com na grade de programação das emissoras. Quem mais vende horário para as igrejas é a Rede TV!, com 46 horas semanais, o que corresponde a 27% de sua programação.

Com 32 horas, a TV Record, ligada à Igreja Universal, está em segundo lugar. Em seguida vêm a Band (31 horas), Gazeta (26 horas), Cultura de São Paulo (1 hora) e Globo (50 minutos).


Arte FolhaPress

SBT é a única rede nacional que não tem programa religioso, mas não se sabe até quando, porque ela tem sido fortemente assediada pela Igreja Mundial, Igreja da Graça de Deus e Universal.

Pela legislação, as emissoras de TVs, por ser concessão pública, não podem vender para a publicidade mais que 25% do total do seu horário. Mas a Rede TV! não tem sido penalizada porque os programas religiosos não são considerados como publicidade, embora os pastores anunciem produtos e livros, além de pedir dízimo.

A Globo e a Cultura, que transmitem missa, não cobram nada, mas elas não concedem horário a outras religiões, privilegiando apenas a Igreja Católica.

No caso da TV Cultura, a falta de isonomia chama mais atenção porque se trata de uma emissora fortemente subsidiada pelo governo de São Paulo. A rigor, ela não poderia ter nenhum horário religioso porque o Estado é laico, conforme determina a Constituição.

Em recente artigo, o jornalista Eugênio Bucci disse que em um Estado laico as emissoras — públicas ou privadas — não deveriam ter esse tipo programação, por interesses financeiros ou de credo, para não constranger “a liberdade religiosa dos cidadãos”.

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Fonte: irmaos.com/ Paulopes, com informaçoes da Folha

Comentário do Púlpito Cristão:

Faz muito tempo que vem sendo denunciado o fato de que a Igreja Universal compra horários da Rede Record (ambas pertencentes ao bispo Macedo) por preços superfaturados, astronômicos mesmo. Há vários vídeos na internet e artigos de mídias importantes, nos quais a igreja representada pelo bispo Edir Macedo usa a rede Record para fazer lavagem de dinheiro.

Apesar disso – e também apesar do fato de nós, deste blog, abominarmos 80% da programação religiosa que é veículada por aí, as quais geralmente servem apenas para interesses mercadológicos dos empresários religiosos – não é correto proibir a exibição de programação religiosa na TV com a justificativa de que o Estado é laico, isso porque há uma enorme diferença entre “Estado laico” e “Estado ateu”.

Penso haver sérias razoes que justificariam a saída de muitos programas – evangélicos, católicos e esotéricos – do ar. Mas a proposta apresentada por Eugênio Bucci é descabida. Redundo: Estado laico não é Estado ateu.

FONTE: PÚLPITO CRISTÃO


Em Cristo,
Mário César de Abreu

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