O Reino dos Céus não é Las Vegas



Por Daniel Clós Cesar


Eu nunca fui a Las Vegas, provavelmente nunca irei… não por ser contra o jogo (mesmo sendo), mas por simplesmente Vegas não estar em nenhum roteiro de viagem que eu tenha em algum momento imaginado. Mas mesmo que você também nunca tenha ido a Las Vegas, sabe que lá é o paraíso da sorte e do azar. Azar para quem joga e sorte para os donos de cassino.

Um dos problemas do jogo (entre tantos outros), é que ele nutre a falsa realidade de prosperidade. Las Vegas não é para os que tem fé… Las Vegas é para os ingênuos.

O que há de comum Las Vegas e suas dançarinas de cancan com a igreja brasileira e seus “profetas”? Muito. Principalmente com as que precisam mover “milhões” para manterem programas na televisão e rádio… ou pagar o combustível do jatinho do pastor.

A técnica mais usada é a da aposta. Você aposta no Reino dos Céus, lança as fichas sobre a mesa e deixa que um pastor lance os dados. Assim como o homem ou mulher que gasta pouco mais de 900 dólares em fichas no Ceasars Palace projetando ali grandes soluções para sua vida, é o que “investe” no Reino dos Céus esperando um retorno não segundo a vontade de Deus, mas para usar em prazeres pessoais (Tiago 4.2-3). Não negou-se a si mesmo por nós nosso Senhor e Salvador?

Acredito que investir no Reino de Deus é muito mais que ofertas e dízimos, mas quero tratar apenas disto neste texto.

Você deve e é obrigação sua como cristão e soldado na frente de batalha, investir sua vida e sua riqueza (grande ou pequena) em prol do Reino de Deus. Não como quem espera alguma coisa, mas como QUEM JÁ RECEBEU ALGO DE VALOR INCALCULÁVEL. Se você hoje tem condições de ofertar apenas X em sua igreja, ore e peça para Deus te proporcionar saúde e paz para que tu possas dar 3X. Não para que te sintas bem, mas para que outros possam ser alcançados pela mesma Graça que te alcançou.

Nós não contribuímos com o Evangelho do Reino por que nos foi prometido a Salvação. Contribuímos por que somos salvos. A contribuição não é o meio mas o fim. Ofertar não advém da salvação, ela procede. Este ato não é o ponto de partida, mas o resultado de tudo que já recebemos segundo o magnifíco propósito de Deus.

Amados, não contribuam esperando algo em troca. Cristo já morreu por vós. Mais importante que isso, Ele ressucitou, para nos dar algo de valor insubstituível. Apostar ou “contribuir” com estes cassinos é ingenuidade, é falta de fé e falta de esperança. É crer no homem e não em Deus.

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (1 João 5.14)

***
Daniel Clós Cesar crê na generosidade cristã, mas não é bobo para apostar 911 reais no cassino do Malafaia.

FONTE: PÚLPITO CRISTÃO
EM CRISTO,

MARIO

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