CULPADO OU INOCENTE?





Por Jorge Issao Noda

“Não há justo, nem um sequer,… todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:10 e 23)

O que está acontecendo com a ética? Estamos presenciando, através de todos os meios, uma visível erosão dos valores morais e perda de referenciais éticos. A corrupção em todos os níveis, desde as pessoas mais simples até os altos escalões da sociedade, revela uma situação extremamente preocupante. O que será dos nossos filhos? Como eles viverão nesse contexto onde o certo e o errado se perde numa névoa indefinida de opiniões pessoais?

Na verdade, esse problema não é novo. Ganha novas formas. Agrava-se em certo sentido. Mas devemos lembrar que, desde o ínicio, o ser humano tem dado provas incontestáveis de sua propensão para o mal. O mesmo conhecimento científico e tecnológico que possuímos tem sido usado tanto para salvar vidas, como para destruí-las. A explicação evolucionista de que os problemas de hoje são apenas estágios no longo aperfeiçoamento do ser humano simplesmente não se harmoniza com o que estamos vendo hoje. De fato, vemos evolução tecnológica, mas não vemos evolução moral.

Talvez você esteja lendo esta mensagem e dizendo: “Realmente, o mundo está terrível”. A questão é que nós fazemos parte deste mundo. O problema não está só lá fora. Não somos meros expectadores desse espetáculo trágico da maldade humana. Nós somos participantes ativos desse processo de destruição. “Mas espere aí, eu não estou roubando dinheiro público nem tenho uma vida devassa. Até onde posso ver, a minha situação não é tão séria quanto a de outros que conheço”. Será que, de fato, podemos lavar as mãos na inocência? Será que aquilo que chamo de “fraquezas” e “imperfeições” não acabam contribuindo para o que vemos hoje?

Se você tivesse que comparecer diante do tribunal de Deus e ele lhe perguntasse: “Culpado ou inocente?”, qual seria a sua resposta? Antes de responder, pense com cuidado. Lembre-se que Deus leva em conta todas as nossas ações. Ele não contabiliza somente aquilo que chamamos de pecados capitais. Até mesmo uma palavra dita de forma incoveniente pode constar nos autos do processo como crime. Além de nossas ações, Deus leva em conta nossas omissões. O que deixamos de fazer de bom torna-se algo de mal. Se vejo alguém atravessando a rua perto de mim e um carro se aproxima em alta velocidade, a minha omissão pode ser a causa da morte de alguém. Ações e omissões já somam muitos delitos, mas Deus também leva a sério nossos pensamentos, intenções e motivações. O padrão do certo e do errado vem de Deus e não de nós. Jesus ensinou que, se eu guardar mágoa no coração, serei culpado de homicídio. “Um momento! Isso é demais! Se for assim, quem pode alegar inocência?” Exatamente! Todos nós somos culpados. Não existe um inocente sequer. “E qual é a sentença de Deus?” Paulo declara que o “o salário do pecado é a morte”, não somente a morte física, mas “a segunda morte”, isto é, uma eternidade longe de Deus em tormentos. Podemos não aceitar essa realidade, mas isso não muda em nada sua existência.

O que devemos fazer, então. Em primeiro lugar, devemos reconhecer nossa condição diante de Deus. Enquanto abrigarmos em nossa mente a ilusão de que somos inocentes ou não somos tão pecadores assim, estaremos longe de experimentarmos o poder transformador de Deus. Esse reconhecimento não deve ser apenas algo mental, precisa ser do coração. Na verdade, precisamos nos arrepender profundamente de todo o mal que temos feito diante de Deus e, ao mesmo tempo, precisamos desejar viver para Deus. Em segundo lugar, devemos crer em Cristo como aquele que pagou a dívida em nosso lugar. Ele morreu pelos nossos pecados. Ele aceitou o juízo de Deus na cruz que era meu. Ele experimentou a dor de ser abandonado por Deus, para que eu pudesse ter o perdão dos meus pecados e a vida eterna. Ao terceiro dia, ressuscitou dos mortos e hoje está vivo. Quando cremos em Cristo de todo coração, experimentamos o pleno perdão de Deus e uma nova vida com ele. Quanto experimentamos seu amor, nosso desejo é conhecê-lo e serví-lo com todo o nosso ser. Através da nossa confiança nele, podemos ter a certeza de que não passaremos pela segunda morte, mas, depois da primeira morte, estaremos com ele por toda a eternidade. Hoje mesmo, faça uma oração, entregando sua vida a Cristo.

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Jorge Noda é pastor, teólogo e escritor. Divulgação: Púlpito Cristão/JESUS É O SENHOR
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Em Cristo,
Mário César de Abreu

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