Malafaia, desconhecimento e omissão: a ocultação da agenda gay do PSDB


Por Julio Severo
A cartilha anti-“preconceito” aprovada pelo governador de São Paulo José Serra em 2009 não é igual ao kit gay do PT. O único problema dessa cartilha é que disse que a homossexualidade é inata, não uma opção. Essas foram as palavras do cidadão Silas Malafaia neste vídeo dele: http://youtu.be/5Kd0rRwLcKs


Malafaia: conhecimento limitado sobre kit gay do PSDB
Não estou usando a palavra “cidadão” por menosprezo. No vídeo, Malafaia diz que fala como cidadão, não como pastor.
O cidadão Malafaia diz que teve acesso à cartilha e só viu aquele único problema. Os cidadãos de São Paulo poderiam muito bem verificar a cartilha, pois é um material público, pago com o dinheiro de cada cidadão de São Paulo.
Aliás, a cartilha, intitulada “Preconceito e discriminação no contexto escolar”, estava publicamente disponível no site da Secretaria de Educação do Governo do Estado de São Paulo neste link: http://file.fde.sp.gov.br/portalfde/Arquivo/B_Prevensao_07.02.11.pdf Mas com a polêmica que surgiu, o Governo do Estado de São Paulo achou prudente remover a cartilha do link, bloqueando o acesso dos cidadãos ao conteúdo do material.

Contudo, o cache do Google mantém uma cópia do guia aqui.
O guia do PSDB, com seu jeito clássico de abordagem diplomática, menciona de modo geral “orientação sexual”, “desigualdades de gênero”, “diversidade sexual”, etc. O próprio texto diz que “O guia favorece a construção da identidade”.
O guia diz: “Ressaltamos o papel social dos educadores em sua função de atuar diretamente na formação de seres humanos”. Essa atuação, conforme diz o guia, envolve o tema “diversidade sexual na escola: uma metodologia de trabalho com adolescentes e jovens”.
O perigo oculto

Mas nada é explicado em profundidade. A leitura do guia é resumida e envolvida num emaranhado de palavras-códigos que são muito conhecidas dos ativistas esquerdistas, mas difíceis de entender para o grande público.
O principal perigo do guia está oculto. Sua função é encaminhar o professor a vários materiais de apoio, de fontes “confiáveis” para o governo de São Paulo, inclusive ECOS.
Por exemplo, o guia recomenda que, para combater o bullying, o professor deve usar o livro “A escola e os temas atuais”, de Sylvia Cavasin, chefona da ECOS.
Outros materiais e vídeos recomendados no guia também são da ECOS. Aí reside verdadeiramente o perigo.

Juntamente com a ABGLT, a ECOS foi oficialmente responsável pela elaboração do infame kit gay, autorizado pelo então ministro da Educação Fernando Haddad. A ABGLT e a ECOS receberam milhões do dinheiro público. O próprio colunista Reinaldo Azevedo chegou a denunciar ECOS em artigo disponível no meu blog. Azevedo diz que um dos vídeos que compunham o kit gay do PT era o DVD “Medo de quê”. Esse mesmo vídeo está na lista de materiais oficialmente recomendados no guia do PSDB.
O guia do PSDB em si não é um kit gay, mas astutamente leva o professor a materiais que efetivamente compõem um abrangente kit gay. Aliás, são as mesmas fontes do kit gay do PT.
ECOS: a organização por trás do kit gay e dos materiais recomendados pelo guia do PSDB
A ideologia da ECOS é a mesma ideologia do PT: aborto, homossexualismo, contracepção, etc. Por que então o PSDB considera, em seu guia, os materiais da ECOS como indispensáveis para os professores educarem as crianças?

A parceria entre ECOS e PSDB não é nova. Vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso. Em seu Boletim Transa Legal para Educadores (Ano 2 Nº 4), ECOS disse:
Com o apoio do Programa Nacional de Controle das DSTs/AIDS do Ministério da Saúde, da entidade Advocates for Youth e da Fundação MacArthur, a ECOS iniciou, em 1994, o Projeto Boletim Transa Legal… O projeto envolveu 27 escolas municipais de 1º grau, 10 escolas estaduais de 1º e 2º graus e uma escola particular de 1º e 2º graus, aproximadamente 6 mil estudantes e 110 professores e coordenadores pedagógicos.

Desde 1994, ECOS vinha recebendo apoio oficial do Ministério da Saúde. ECOS estava também recebendo muito dinheiro de grandes fundações americanas, inclusive a Fundação MacArthur e Advocates for Youth. Num de seus documentos internos, Advocates for Youth (que antes era o Center for Population Options) disse:
Use os meios legais existentes para ampliar o acesso dos adolescentes à contracepção e ao aborto… A Convenção dos Direitos da Criança da ONU… deve ser explorada ao máximo para que possamos dar aos adolescentes informações e serviços de planejamento familiar e, onde for possível, serviços de aborto seguro. Além disso, a nível local em países com leis que dão acesso limitado ao aborto (no caso de estupro ou incesto ou somente com aprovação dos pais ou juiz), os defensores [dos direitos das crianças e dos adolescentes] devem tirar vantagem dessas partes da lei para promover mais acesso ao aborto seguro. Em outros casos, a legislação nacional dos direitos das crianças e dos adolescentes, tal como o Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil, pode dar meios de aumentar o acesso dos adolescentes ao… planejamento familiar.(Adolescents and Unsafe Abortion in Developing Countries, CPO. Washington, DC, EUA, 1990)

ECOS infiltrada na educação sexual das escolas brasileiras desde a década de 1990
ECOS orienta os professores a falar francamente com os alunos sobre qualquer questão sexual e “desmistificar crenças, tabus e preconceitos que existem sobre os diferentes aspectos da sexualidade”. (Boletim Transa Legal para Educadores, Ano 2 Nº 6) Para desinibir estudantes já a partir dos sete anos, ECOS recomenda que o professor “ensine” higiene sexual. O professor deve falar abertamente, na presença de alunos e alunas, que para lavar os órgãos sexuais externos “os meninos devem puxar o prepúcio para trás e as meninas devem limpar bem todas as dobrinhas da vagina”. (Boletim Transa Legal para Educadores, Ano 3 Nº 7)
Para “acabar com os mitos, desinformações e preconceitos que ainda cercam a sexualidade” e o uso da camisinha, ECOS emprega a abordagem da autoestima e outros meios psicológicos, a fim de “estimular os adolescentes a adquirirem novas habilidades e atitudes através de atividades como dramatizações e dinâmica de grupo”. (Boletim Transa Legal para Educadores, Ano 1 Nº 2) Seu boletim Transa Legalensina os estudantes a transarem “livres” da gravidez e do casamento, com a proteção da camisinha e outros métodos de controle da natalidade. ECOS publica também materiais para educadores, alguns dos quais encorajam atitudes favoráveis à pratica do aborto entre as adolescentes. Para que as adolescentes se sintam à vontade com relação à questão do aborto deliberado, o professor é instruído a utilizar psicodramas. Se o educador enfrentar o caso de alguma adolescente grávida na sala de aula, ele não deve impor a ela suas opiniões pessoais nem deve fazê-la pensar que a maternidade é o único caminho. Seja o que for que ele saiba acerca da situação, ele é instruído a não entrar em contato com os pais sem a aprovação da menor. (Conforme informações do manual “Uma Questão Delicada”, publicado por ECOS e financiado por IPAS [IPAS é uma organização americana que, com a ajuda financeira do governo dos EUA, promove clínicas de aborto e esterilização em outros países], em 1995, p. 25.)

Há pelo menos vinte anos ECOS tem trabalhado com o PSDB e o PT, tanto no governo federal quanto na cidade e Estado de São Paulo, para minar a sexualidade das crianças nas escolas.
ECOS desde a década de 1990 trabalhando para alterar a sexualidade das crianças
No meu livro “O Movimento Homossexual”, publicado em 1998 pela Editora Betânia, eu já havia desmascarado ECOS, que publicou juntamente com a BEMFAM o manual “Adolescência: Época de Planejar a Vida”. A BEMFAM é a representante oficial no Brasil da Federação Internacional de Planejamento Familiar, a maior organização de aborto do mundo.
O manual traz um capítulo inteiro cujo objetivo principal é “ajudar os jovens a se tornarem mais conscientes sobre os estereótipos, e a assumirem papéis sexuais não tradicionais…” (Adolescência: Época de Planejar a Vida. Publicado em 1992 por The Center for Population Options e BEMFAM, p. 85.) Além disso, o professor é instruído a modificar os conhecimentos “tradicionais” dos seus alunos:
“Se queremos que os jovens superem as atitudes estereotipadas sobre seus papéis como homens e mulheres, devemos ajudá-los a perceber que os padrões tradicionais estão mudando...” (Adolescência: Época de Planejar a Vida. Publicado em 1992 por The Center for Population Options e BEMFAM, p. 84.)
ECOS deveria ter dito: nós estamos mudando os padrões tradicionais (homem e mulher) nas crianças de escola.

Se você duvida do poder da ECOS para mudar o comportamento dos jovens, é só considerar que ECOS já estava aliada ao governo FHC mais de uma década atrás. Considere também que seus materiais, hoje muito mais “avançados” e depravados, fazem parte do kit gay do PT e são oficialmente recomendados pelo guia aprovado pelo PSDB.
Obviamente, Silas Malafaia e Reinaldo Azevedo não se deram ao trabalho de examinar os materiais recomendados no guia do PSDB. Por isso, ambos estão dizendo publicamente que esse guia nada tem a ver com o kit gay do PT. Ambos acham que o guia do PSDB é totalmente inocente e inofensivo. Ambos acham que ECOS está aliada apenas ao PT. ECOS deve estar dando gargalhadas com a cegueira dos dois.
A doutrinação transversal
Claro que o guia do PSDB é mais geral, e lida com outras questões também. Mas desde a década de 1990, o PSDB sob FHC trabalha com o tema da transversalidade, estratégia amplamente presente nos Parâmetros Curriculares Nacional do Ministério da Educação de FHC.
Na transversalidade, o professor é treinado a inserir temas sexuais quentes em outras disciplinas, como matemática, ciência, português, etc. Hoje, ao se tratar de bullying na sala de aula, a transversalidade traz a questão da normalização homossexual diretamente no foco da atenção. Essa estratégia evita choque da população, principalmente dos pais, desestimulando a resistência. Essa é a razão principal por que a agenda gay avança com tanto sucesso em São Paulo sob o PSDB.
Não dá para torcer pelo PT. Mas se o PSDB ganhar, a agenda gay avançará em São Paulo como está avançando há muitos anos: tranquilamente e sem resistência.
Algum eleitor poderia dizer: “O PT vai estuprar meu filho 30 vezes. Mas o PSDB vai só dar dois estupros! Por isso, prefiro o mal menor!”

A população precisa fazer resistência
O cidadão Malafaia escolheu a opção de menos estupros do PSDB. Mas os cidadãos de São Paulo são obrigados a optar por esse “mal menor”? É possível exercer uma cidadania que proteja nossos filhos de todos os estupros? Claro que sim.
A solução é os cidadãos saírem às ruas para protestarem contra a falta de opções e dizerem: “Não queremos o candidato Haddad, com sua agenda gay descarada. Não queremos também o candidato Serra, com sua agenda gay diplomática e macia. Não queremos ECOS ameaçando nossos filhos nas escolas!”
Se um número grande de cidadãos fizerem uma manifestação de rejeição aos dois candidatos que mentem e não defendem a família, haverá resultados. Mas se não houver resistência e protestos nas ruas, os eleitores e seus filhos dependerão da fatalidade.
Se Haddad ganhar, é certeza que sua agenda enfrentará a resistência de uma população que já está acordada para as intenções do PT.
Mas se Serra ganhar, temo que, como já ocorreu em vezes anteriores, a população terá dificuldade de enxergar, e mais ainda de confrontar, a agenda de tentáculos diplomáticos do PSDB que não para de avançar há mais de uma década.
Que o diga ECOS!

Não tenho o poder midiático que Silas Malafaia e Reinaldo Azevedo têm. Mas disponibilizo a eles e ao público em geral informações que mostram as verdadeiras forças ocultas por trás do kit gay do PT, as mesmas forças recomendadas pelo guia do PSDB.
Do ponto-de-vista da ECOS, tanto faz o PSDB quanto o PT ganharem. ECOS sabe que seu papel e importância entre eles estão garantidos.
Acho difícil Azevedo aceitar a realidade, pois sua paixão pelo PSDB supera a paixão de qualquer fã de time de futebol.
Mas que pelo menos Malafaia acorde, lembrando-se do que diz a Palavra de Deus:
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento…” (Oséias 4.6.)
Dá para dizer também que os líderes estão sendo destruídos por não terem o conhecimento que precisam ter.
Cada um, pois, use o conhecimento aqui disponível para ajudar os líderes cristãos, eleitores e seus filhos a não serem destruídos pelas forças da depravação adotadas pelo PT e PSDB.
Fonte: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
E agora, José? Os kits gays do PT e PSDB
Malafaia e a agenda gay em São Paulo: trocando seis por meia dúzia
***
Mário César de Abreu

Comentários

  1. O Malafaia precisa se dedicar mais a cuidar do rebanho ao inves de ficar tentando influenciar na decisão do voto das ovelhas! Ele precisa ser pastor não um manipulador, cada um tem direito de tomar suas decisões, Serra e Haddad, nenhum deles é contra a pratica homosexual!
    O malafaia não devia estar se manifestando em beneficio do Serra, alias em beneficio de nenhum deles!

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