Um clamor por restauração




O livro de Malaquias registra várias audiências de Deus com o seu povo. Nessas audiências, Deus reafirmou ao povo o seu amor e alertou-o acerca do perigo de se desprezar a santidade do culto. Apontou o problema da infidelidade conjugal e o desprezo pelo seu juízo.

O povo de Deus estava não apenas longe, mas também indiferente ao seu clamor. Em Malaquias 3.7-12, o profeta registra um grande clamor por restauração.

Restauração Moral (Ml 3.7)
O povo havia se desviado dos estatutos de Deus e desobedecido os seus mandamentos. Dois graves problemas estavam acontecendo: Primeiro, o povo havia se afastado de Deus. Segundo, o povo não tinha consciência de que estava vivendo longe de Deus. Mais grave do que o pecado é a falta de consciência dele, é o coração endurecido.

A ordem de Deus foi clara: “Tornai-vos para mim, eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos exércitos”. O profeta Malaquias está ressaltando que a causa dos problemas é o nosso afastamento de Deus. A retenção dos dízimos não era a causa, mas a conseqüência do afastamento de Deus. Primeiro o coração se volta para Deus, depois os dízimos são entregues com fidelidade.

O coração chega no altar antes do bolso. Primeiro o coração é convertido ao Senhor, depois o bolso. Onde está o nosso tesouro, aí está o nosso coração.


Restituição Material (3.8-10)
O povo de Deus estava cometendo quatro graves pecados contra Deus em relação ao dízimo: Primeiro, estava retendo o que é santo ao Senhor, os dízimos e as ofertas. O dízimo não nos pertence, ele é de Deus, é santo ao Senhor. Segundo, estava subtraindo parte do dízimo. Deus não se deixa enganar e o profeta corrige a falha ordenando:

“Trazei todos os dízimos”. Terceiro, estava administrando o dízimo. Deus nunca nos deu procuração para administrarmos pessoalmente o dízimo; ele deve ser entregue na Casa do Tesouro.

Quarto, estava subestimando o dízimo. O povo ao ser confrontado sobre a infidelidade na devolução dos dízimos, perguntou: “Em que te roubamos?” E o profeta foi claro: “Nos dízimos e nas ofertas”.

O profeta Malaquias fala sobre três verdades importantes sobre a restituição dos dízimos:

Primeiro, o lugar dessa restituição: A Casa do Tesouro (Ml 3.10). Assim como não podemos nos alimentar num restaurante e pagar a conta noutro, não devemos ser membro de uma igreja e entregar o dízimo noutra. Segundo, a proporção dessa restituição: Todos os dízimos. A palavra dízimo significa dez por cento. Não podemos ser fiéis a Deus retendo parte desse valor que pertence ao Senhor. O dízimo não é sobra, é primícia. Ele é santo ao Senhor, não podemos usá-lo nem administrá-lo ao nosso bel prazer. Terceiro, a finalidade dessa restituição: “… para que haja mantimento em minha casa” (Ml 3.10). Deus proveu todos os meios para o sustento da sua obra. Esses recursos são os dízimos e as ofertas.

Você tem sido fiel a Deus, voltando-se para ele de todo o seu coração? Você tem devolvido ao Senhor com fidelidade os dízimos e as ofertas? Faça prova de Deus e você verá que as janelas dos céus serão abertas e bênçãos abundantes serão derramadas sobre sua vida.

Rev. Hernandes Dias Lopes.                                                   Blog Palavra da Verdade
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Em Cristo,
Mário

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