quinta-feira, 1 de maio de 2025

ONDE VOCE QUER PASSAR A ETERNIDADE?

 


Por Mário César de Abreu



O que motiva a sua vida  nesta terra? O que faz voce feliz ? Quais são seus medos ou ansiedades ?
Voce sabia que estas questões estão intimamente ligadas à separação que os homens vivem de Deus devido ao pecado? A propósito, voce sabe o que é pecado? E que todos os homens são pecadores?
Tantas perguntas e com certeza muitas são as respostas que se tem encontrado para elas sem contudo, responde-las. Mas, a bíblia que, é a Palavra de Deus, tem estas e outras respostas para a sua vida e que podem mudar completamente seu presente e futuro, tanto quanto, podem apagar as más lembranças de um passado sem Deus.

A Bíblia nos esclarece em suas preciosas páginas, que Deus criou todas as coisas, inclusive o homem"No princípio criou Deus os céus e a terra."(Gênesis 1:1);"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou."(Gênesis 1:27);ela diz também que tudo foi criado com perfeição:"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto."(Gênesis 1:31).

Deus cuidou do homem com amor: "E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal."(Gênesis 2:8,9).O homem tinha comunhão com  Deus e recebeu também a responsabilidade de cuidar do jardim e uma única restrição que era não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, para que não morresse ou seja, perdesse a comunhão com Deus que é a morte espiritual."E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar."E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás."(Gênesis 2:15-17).

Infelizmente o homem e sua mulher,Adão e Eva, desobedeceram a Deus,comendo do fruto que fora proibido e aí aconteceu o primeiro pecado que nada mais é que a desobediência a Deus e constitui rebeldia contra o Criador"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela." (Gênesis 3:6) e aí entrou a maldição,a dor e a morte no mundo,tanto a morte espiritual quanto a morte física, que leva o homem de volta ao pó."E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida."Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás."(Gênesis 3:17-19).

Queridos leitores, foi assim que surgiram os problemas do homem,as dores e o sofrimento que nos fazem lembrar das perguntas no começo desta postagem. Adão representava a humanidade e quando pecou, todos pecaram:"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"(Romanos 3:23).Mas Deus em sua infinita misericórdia providenciou um Salvador:"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(João 3:16) e o filho de Deus,Jesus, morreu em lugar do homem pecador,pagando sua dívida para com Deus."Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."(I Coríntios 15:3,4).
Para receber a salvação o homem precisa somente crer em Jesus e em sua obra na cruz pois assim é justificado e  tem paz com Deus mediante a fé "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;"(Romanos 5:1).
Mas, voce deve ter em mente que quem não crê  e não aceita Jesus como Salvador já está condenado- "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."(João 3 : 18).-
Assim existe duas escolhas para o homem,uma que leva à morte e outra que conduz à vida:"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor."  (Romanos 6 : 23).

Jesus é o Bom Pastor e  dá segurança às suas ovelhas(aquele que crê Nele), voce pode  ter certeza da salvação veja:"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão."  (João 10: 27, 28); depois de aceitar a Cristo como Salvador da sua vida,e segui-lo,fazendo Dele também, Senhor da sua vida ,de modo que Ele possa lhe guiar os passos,então voce se torna uma de suas ovelhas a quem Ele promete que "nunca hão de perecer" e garante que ninguém tem o poder de arrebata-las das suas mãos. Que glorioso é este fato. Além disso Jesus promete uma vida onde as necessidades do homem, ainda neste mundo, são supridas,desde que se busque o Seu Reino em primeiro lugar-"Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas.Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."(Lucas 12:29-31).

Bom,agora que voce conhece os dois caminhos e as duas unicas escolhas que existem,eu pergunto: onde voce quer passar a eternidade?


Em Cristo,
Mário César de Abreu

A MENSAGEM DA CRUZ E AS MENSAGENS DOS HOMENS

 


Por Mário César de Abreu

"Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos." (I João 4 : 9)
Amados,esta é a mensagem do evangelho: "Deus manifestando seu amor ao homem enviou Jesus,que se ofereceu em sacrifício na cruz,para que haja vida em vez de morte".Herdando a natureza pecaminosa de Adão e por isso separado de Deus,o homem já nasce condenado a passar a eternidade no inferno."Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" (Romanos 3 : 23).
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 6 : 23).
Somente o amor de Deus provê salvação em Cristo."Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (João 3 : 17).E esta salvação é nos oferecida pela graça de Deus que é o favor não merecido de Deus para nós:"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2 : 8).
Jesus já pagou o preço derramando na cruz o seu precioso sangue:Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores(Rom. 5:8).
Sendo rebelde e devedor a Deus que é Santo,o homem pecador não pode salvar a si mesmo e é aí que entra o infinito amor de Deus."Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3 : 16).Mas o homem precisa aceitar esta salvação,precisa crer em Jesus e considerar sua obra de redenção.
O autor aos Hebreus escreve:"Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 3).
Apesar de ser esta,uma "tão grande salvação",tem muita gente trocando este evangelho por fábulas de homens.Veja o que Paulo diz na carta para Tito:"Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade." (Tito 1 : 14).
Paulo  alerta a Tito a não dar ouvidos às doutrinas de homens que se desviam da verdade do evangelho,homens como existem nos dias atuais,pregando um falso evangelho que baseado na teologia da prosperidade,triunfalismo e outros desvios doutrinários desviam os homens do ensino principal do evangelho que é a salvação de nossas almas através da fé em Cristo.

Esta é a mensagem da cruz de Cristo,a única que resolve o grande problema da humanidade que não é a falta de dinheiro,posição social ou qualquer outra coisa senão que o homem precisa ser salvo de uma vida separada de Deus aqui e no inferno eternamente.
"Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" (Mateus 23 : 33)
Estas palavras foram ditas por Jesus aos farizeus(seita judaica) que tanto o rejeitaram e eu pergunto o mesmo: como escapar do inferno rejeitando a Cristo,não atentando para tão grande salvação? Se Jesus é a unica fonte de vida,de que adianta crer em um evangelho onde o homem é o centro de tudo? De que adianta ser um famoso cantor "gospel" cantando no meio dos infiéis em programa de auditório,se misturando com o mundo?"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (II Coríntios 6 : 14) De que adianta ajuntar muitos tesouros na terra e nemhum no céu?"Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam." (Mateus 6 : 20).

E então,o que vai ser: A mensagem da cruz ou as mensagens dos homens?

Em Cristo,

Mário César de Abreu

 

sábado, 19 de abril de 2025

As implicações da ressurreição de Cristo


O veterano apóstolo Paulo, paladino da fé e maior expoente do cristianismo, oferece-nos três eloquentes implicações da ressurreição de Cristo, na sua primeira epístola aos Coríntios.


Em primeiro lugar, quanto ao passado, a ressurreição de Cristo é um fato histórico incontroverso. Jesus mesmo profetizou sua morte e ressurreição. Ele morreu, foi sepultado e ressurgiu dos mortos. Seus inimigos tentaram desacreditar essa auspiciosa notícia, usando o artifício da mentira, porém, o Jesus ressurreto apareceu aos seus discípulos várias vezes, tanto em Jerusalém quanto na Galiléia, bem como a Paulo, no caminho de Damasco e a mais de quinhentas pessoas de uma só vez. Suas aparições foram públicas. Sua ascensão ao céu depois de quarenta dias de ressurreto ocorreu publicamente no Monte das Oliveiras. A historicidade de sua ressurreição é um fato histórico irrefutável. O impacto desse acontecimento transformou a vida dos discípulos. Outrora eram covardes, agora são destemidos. Outrora tímidos, agora ousados. Outrora acuados pelo medo, agora prontos a enfrentar açoites, prisões e a própria morte.


Em segundo lugar, quanto ao presente, a ressurreição de Cristo é um artigo de fé. As melhores notícias que o mundo já ouviu vieram do túmulo vazio de Cristo. Jesus venceu a morte e ressuscitou inaugurando a imortalidade. Não há cristianismo sem ressurreição. Se Jesus não ressuscitou é vã a nossa fé e inócua a nossa pregação. Se Jesus não ressuscitou, então, somos falsas testemunhas de Deus e a nossa esperança nele não passa de uma sombria ilusão. Se Jesus não ressuscitou, então, os que dormiram em Cristo pereceram e aqueles que esperam nele são os mais infelizes de todos os homens. Mas, de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Quando ele vier em majestade e glória, receberemos, também, um corpo glorificado, semelhante ao corpo de sua glória. Então não haverá mais lágrima, nem dor, nem luto. Teremos um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual, celestial. Agora não precisamos ter medo da morte, pois sua ressurreição é a garantia da nossa vitória sobre a morte. O túmulo vazio de Cristo é o berço da igreja. Porque ele vive, podemos crer no amanhã.


Em terceiro lugar, quanto ao futuro, a ressurreição de Cristo é a garantia da nossa esperança. Jesus ressurgiu dos mortos como primícias dos que dormem. Na sua segunda vinda, aqueles que dormem no pó da terra, ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos. Os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor Jesus nos ares. Não precisamos ter medo do amanhã. Aguardamos do céu o nosso Senhor. Esta é a nossa viva esperança. Então, nossa redenção estará consumada. Então, viveremos com ele e reinaremos com ele pelos séculos sem fim. Contemplaremos a sua face o serviremos, com gozo inefável, por toda a eternidade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,

Mário César de Abreu

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

A mulher agraciada

Maria, a mãe de Jesus, é uma das figuras mais importantes da história. Ao longo dos séculos, muitos debates aconteceram em torno do seu nome. Há aqueles que atribuem à ela o que a Escritura não diz e há outros, que a privam de privilégios que Deus a concedeu. Destacaremos, aqui, dois pontos:

1. O que disseram sobre ela que não confere com a Escritura

Não podemos honrar Maria atribuindo a ela, o que não está na Bíblia tampouco fazia parte de sua fé. Há aqueles que a chamam de Mãe Deus, mas Jesus, como Deus preexistiu à criação do universo. Portanto, Jesus como Deus não teve mãe e como Homem não teve pai. Também, colocam-na na posição de Mediadora e Co-redentora. Porém, a Escritura afirma explicitamente que não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos, exceto o nome de Jesus e que não há outro mediador entre Deus e os homens, exceto Jesus. Ele é a porta do céu. Ele é o caminho para Deus. Ainda afirmam que ela não teve outros filhos. Jesus, porém, foi o unigênito do Pai, mas o primogênito de Maria. José não a conheceu até o nascimento de Jesus. Obviamente, depois José e Maria tiveram um relacionamento normal como marido e mulher.

2. O que a Bíblia diz a respeito dela

Maria foi visitada pelo anjo Gabriel na cidade de Nazaré. O anjo a saudou, chamando-a de bem-aventurada. Comunicou-a que seria mãe do Salvador, o Filho do Altíssimo. Ela argumenta que é virgem. Pergunta como isso poderia acontecer. O anjo explica que a sombra do Altíssimo a envolveria e que sua gravidez seria obra do Espírito Santo. Então, depois de explicar que Isabel, sua prima, estava grávida apesar da velhice e esterilidade, declarou que para o Senhor não há impossíveis. Maria, então coloca-se à disposição do Senhor para cumprir seu propósito.

Esse gesto de Maria, aponta para sua submissão plena ao Senhor. Outrossim, revela a coragem de Maria, pois precisaria lidar com a suspeita do povo e com a possível rejeição de José. Maria não recua diante dos prováveis problemas. Ela corajosamente está pronta a enfrentar todos os desafios. Ainda, Maria demonstra humildade, pois longe de envaidecer-se pelo inaudito privilégio, reconhece que é uma serva e seu papel é cumprir a vontade soberana de Deus. Maria, também, está pronta a enfrentar sacrifícios. No final da gravidez faz uma viagem longa para Belém. Ao chegar à cidade não encontraram nenhuma hospedaria e ela deu à luz ao seu filho primogênito, numa gruta de pastores, e o coxo de um animal foi o berço de seu Filho. Maria viu Jesus crescer em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens. Viu-o tornar-se carpinteiro de Nazaré. Viu-o iniciando seus milagres numa festa de casamento em Caná. Estava presente quando ele foi crucificado em Jerusalem. Estava presente com seus filho no Cenáculo, quando foram todos cheios do Espírito Santo. Doravante, Maria não aparece mais nas Escrituras, mas seu testemunho de serva humilde, corajosa e fiel servem de exemplo para todas as gerações.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,

Mário César de Abreu

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

A ESTUPIDEZ DA FALSA RELIGIÃO

 

A falsa religião é engendrada no laboratório do enganoso coração humano. Como declarou João Calvino, nas Institutas da Religião Crista, o coração do homem é uma fábrica de ídolos. Um exemplo clássico dessa triste realidade é o rei Jeroboão. Ele foi escolhido por Deus para ser o agente da disciplina divina ao rei Salomão. Este, a despeito de sua notória sabedoria e afamada riqueza; inobstante ter construído o templo de Jerusalém e liderado o povo na adoração a Deus, deixou o seu coração se corromper e acabou erigindo capelas aos deuses de suas mulheres estrangeiras e ele mesmo se prostrou diante de divindades pagãs. 

 

O profeta Aías encontra o jovem Jeroboão, servo de Salomão, e revela a ele que Deus lhe daria dez das doze tribos de Israel. Exortou-o a ser fiel a Deus e à sua aliança, com garantia de que Deus lhe daria uma casa segura, uma dinastia sucessória bem-sucedida. Ao saber dessa profecia, Salomão tentou matar Jeroboão, que precisou buscar asilo político, sob as asas de Sisaque, rei do Egito. Ao tomar conhecimento da morte de Salomão e coroação de seu filho Roboão, Jeroboão retorna a Israel e lidera as dez tribos do norte, com reivindicações ao novo monarca. Queriam alívio dos pesados tributos e a suspensão de trabalhos forçados. Prometeram em contrapartida que se submeteriam ao rei. Roboão, entrementes, seguindo a inclinação de seu coração soberbo, não apenas deixou de atender os rogos do povo, mas prometeu ser ainda mais severo de que seu pai. Essa foi a gota d’água para o rompimento das dez tribos do norte com a dinastia davídica e a consequente coroação de Jeroboão como rei sobre eles.

 

Jeroboão ao assumir o governo, com medo de seus súditos voltarem a Jerusalém para adorar e temendo pela sua própria sobrevivência, caso seu povo se voltasse para a dinastia davídica, cria em Israel uma nova religião, com uma nova divindade (bezerros de ouro), com novos templos, com novos locais de adoração (Betel e Dã), com novos sacerdotes, com nova liturgia e com novo calendário religioso. Essa inovação foi feita segundo o bel-prazer do rei. Era a religião da conveniência, para garantir os interesses políticos do monarca. Essa falsa religião inventada por Jeroboão foi a estrada escorregadia por onde todos os demais reis do reino do norte caminharam e caíram. Todos eles andaram nos caminhos de Jeroboão. Todos se tornaram idólatras e jamais se voltaram para o Senhor. Essa falsa religião idólatra e sincrética foi a causa principal do declínio vertiginoso desse reino e a razão determinante de sua queda em 722 a.C., nas mãos do império assírio. Jeroboão tornou-se o patrono dos políticos que usam a religião para se beneficiarem e alcançar seus interesses inconfessos.

 

A falsa religião é, ainda hoje, uma ameaça aos governantes e aos governados; é a causa da decadência dos povos e a da manifestação da justa ira de Deus. Falsos deuses, falsos templos, falsos cultos, falsos sacerdotes, falsas liturgias, falsos calendários religiosos produzem falsos adoradores. A falsa religião é uma religião humanista, inventada pelo homem e não revelada por Deus; procede do coração humano e não das Escrituras Sagradas; produz idolatria e depravação moral e não santidade; provoca a ira de Deus e não o seu agrado. A falsa religião pode ser popular, mas jamais verdadeira; pode ser funcional, mas jamais agradável a Deus; pode reunir multidões, mas jamais oferecerá esperança. 

 

A verdadeira religião não é criada pelo homem, mas revelada por Deus. O verdadeiro Deus não é feito pelas mãos humanas, mas é o criador, provedor e redentor. O verdadeiro culto não é mediado por imagens fabricadas pelo engenho humano, mas em espírito e em verdade. Os verdadeiros sacerdotes não são constituídos por vontade humana, mas separados por Deus para essa sacrossanta vocação. A liturgia do culto não é realizada segundo a criatividade do homem, mas conforme as prescrições da palavra de Deus. O calendário religioso não é alterado segundo a conveniência humana, mas determinado pelo próprio Deus. A falsa religião é uma estupidez. Dela devemos fugir para adorar ao único Deus vivo e verdadeiro, digno de toda adoração e louvor.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,

Mário César de Abreu

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Cristo, o sumo pontífice da igreja

 


“Eu também te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”  (Mt 16l18)

Este é um dos textos mais importantes das Escrituras, porque de sua correta interpretação depende o futuro do cristianismo. Tem sido motivo de acirrados debates desde as mais priscas eras, a identidade da pedra sobre a qual a igreja está edificada. Três são as principais interpretações ao longo da história: Pedro, a declaração de Pedro e Cristo. Há na língua grega uma espécie de trocadilho entre as palavras Pedro e Pedra. “Pétros” é fragmento de pedra, enquanto “Pétra” é rocha inabalável. O contexto mostra que Jesus não está se referindo a Pedro, mas a si mesmo quando fala do fundamento da igreja. Quatro são as afirmações de Jesus no texto em tela: Jesus é o fundamento da igreja, o dono da igreja, o fundamento da igreja e o protetor da igreja. A igreja não está edificada sobre um homem, mas sobre o Filho de Deus!

A afirmação de que Pedro foi o primeiro papa e todo papa é um legítimo sucessor de Pedro, carece de base bíblica, teológica e histórica. Pedro nunca foi bispo da igreja de Roma nem mesmo o bispo universal da igreja. Pedro jamais se considerou um papa, mas um presbítero entre outros presbíteros. Jesus e não Pedro é o sumo pontífice da igreja. O termo “sumo pontífice” significa “supremo construtor de pontes ou supremo mediador”. A Palavra de Deus diz que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (1Tm 2.5). O próprio Jesus afirmou que “ninguém pode ir até o Pai a não ser por ele” (Jo 14.6). Jesus é o grande Sumo Sacerdote que está à destra de Deus intercedendo por nós. Ele é o Advogado, o Justo.

Procurar chegar até Deus por intermédio de outros mediadores é uma afronta o pontificado exclusivo de Jesus, pois ele é o Caminho para Deus, a porta do céu, o único Mediador entre Deus e os homens. O véu do templo foi rasgado de alto a baixo. Não precisamos mais recorrer a um mediador humano para chegarmos até Deus. Agora, temos livre acesso ao trono da graça. Fomos constituídos reino e sacerdote.

Jesus é o cabeça da igreja, ele a governa. Jesus é o Salvador da igreja, ele a salva. Jesus é o Senhor da igreja, ele a comanda. Jesus é o pastor da igreja, ele a apascenta. Jesus é protetor da igreja, ele a protege. Jesus é o Sumo Sacerdote da igreja, ele intercede por ela. Jesus é o noivo a igreja, ele voltará para ela. Jesus é tudo em todos. Tudo no tempo e na eternidade. Tudo no Antigo e no Novo Testamento. Tudo na igreja e na história. Tudo na terra e no céu. Ele é o amado da nossa alma, o nosso glorioso Redentor, a nossa esperança, a nossa paz, a nossa alegria. Ele é o Sumo Pontífice da Igreja e não há outro!

Rev. Hernandes Dias Lopes

 

Tessalônica, uma cidade estratégica



O apóstolo Paulo, na sua segunda viagem missionária queria entrar na Ásia, porém, foi conduzido pelo Espírito Santo, a direcionar sua viagem para o ocidente. Então, entrou em Filipos e depois chegou em TESSALÔNICA, a capital da província da Macedônia. Esta cidade sempre teve grande relevância histórica. Aqui começa o império grego. Felipe foi rei da Macedônia. Seu Filho, Alexandre, o Grande, era da Macedônia. A cidade recebeu este nome de TESSALÔNICA, irmã de Alexandre. A cidade, banhada pelo mar Egeu, era também, cortada pela via Egnácia. Quando Paulo esteve na cidade por três semanas, período em que plantou a igreja, TESSALÔNICA tinha mais de duzentos mil habitantes. Hoje a cidade tem um milhão e quinhentos mil habitantes, ocupando o segundo lugar no ranking das maiores cidades da Grécia, só superada por Atenas, a capital.

A igreja que Paulo plantou em TESSALÔNICA tornou-se modelo para as demais igrejas. Demonstrou uma fé operosa, um amor acendrado e uma viva esperança. O evangelho chegou na cidade com demonstração de poder. Paulo não pregou apenas aos ouvidos, mas, também aos olhos. Para a igreja de TESSALÔNICA, da cidade de Corinto, capital da Acaia, Paulo escreveu duas epístolas, nas quais destaca com primazia, a gloriosa doutrina da segunda vinda de Cristo.

A localização de TESSALÔNICA é assaz estratégica. O fato de ser banhada pelo mar Egeu e também cortada por uma das mais importantes estradas do mundo, que conectava o ocidente com o oriente, o evangelho não apenas floresceu nesta cidade, mas daqui, espalhou-se para outros horizontes do vasto império romano.

A estada do apóstolo Paulo nesta promissora cidade foi marcada por grande sofrimento. Mesmo tendo uma acolhida tão entusiástica dos gentios, os judeus suscitaram o povo contra Paulo, dizendo que ele pregava uma mensagem de rebeldia a César. O resultado foi que o veterano apóstolo precisou fugir para Bereia, onde também plantou uma igreja zelosa das Escrituras. O sofrimento, porém, jamais abalou a igreja. A igreja de TESSALÔNICA floresceu apesar da oposição. Quase dois mil anos depois, estando aqui em TESSALÔNICA, pude verificar que a chegada do evangelho nesta terra, pela instrumentalidade de Paulo, é contada com entusiasmo e, talvez, a principal razão pela qual os turistas do mundo inteiro visitam essa bela e encantadora cidade.

Rendo graças a Deus pelo privilégio de, depois de pregar quatro décadas acerca da igreja de TESSALÔNICA, visitar hoje, pela primeira vez, esta região da Macedônia, na Grécia. Minha mente me leva de volta ao passado, quando o grande bandeirante do Cristianismo aqui chegou, depois de ter sido preso e açoitado em Filipos. Aqui passou apenas três finais de semana, tempo suficiente para deixar as marcas do seu ministério frutífero, plantando uma igreja que se tornou modelo para as demais igrejas. Em tudo isso, podemos ver, com clareza diáfana, o poder do Evangelho para salvar os pecadores. Tributo ao Senhor minha gratidão por essa marcante experiência!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,
Mário César de Abreu

 

O fruto do Espírito

Depois de listar as obras da carne (Gl 5.19-21), o apóstolo Paulo passa a falar sobre o fruto do Espírito (Gl 5.22,23). Se as obras da carne tratam de pluralidade, o fruto do Espírito tem a ver com a singularidade. Não são frutos, mas fruto. As virtudes elencadas são gomos de um mesmo fruto. Têm a mesma fonte, o Espírito Santo. De tal maneira, que uma pessoa não poder este fruto e não ter aquele. O fruto é um só, com vários aspectos. Vejamos:

Em primeiro lugar, amor. O amor é a principal virtude cristã. É o maior mandamento e, também, o próprio cumprimento da lei de Deus. O amor é a evidência do verdadeiro discipulado.

Em segundo lugar, alegria. A alegria é o apanágio do crente. Fomos alcançados pela boas novas de grande alegria. O reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo. A ordem de Deus é: “Alegrai-vos”. A alegria do Senhor é a nossa força.

Em terceiro lugar, paz. A paz é resulto da nossa reconciliação com Deus e na nossa intimidade com Deus. Temos paz com Deus e experimentamos a paz de Deus. Aqueles que são governados pelo Espírito Santo têm a alma pacificada. Vive em paz, é mensageiro da paz e pacificador.

Em quarto lugar, longanimidade. Esta virtude tem a ver com a paciência triunfadora. É possuir um ânimo longo. É não perder as estribeiras diante das adversidades e ou perseguições. Longanimidade é caminhar a segunda milha, é reagir transcendentalmente.

Em quinto lugar, benignidade. Benignidade é revelar amor no trato, doçura no falar e bondade nas ações. É pensar bem do próximo, colocá-lo em primeiro lugar, buscar a honra do outro antes da honra própria.

Em sexto lugar, bondade. Bondade é pensar no bem do próximo e fazer o que é melhor para ele. É colocar o outro na frente do eu. É buscar meios e formas de honrar o outro, cuidar do outro e socorrê-lo em suas necessidades.

Em sétimo lugar, fidelidade. Felicidade é ser íntegro, é respeitar a honra do próximo e cumprir os compromissos assumidos. Ser fiel é empenhar a palavra e a honra no cumprimento dos votos assumidos.

Em oitavo lugar, mansidão. Mansidão é poder sob controle. É força domesticada. É vencer o mal com o bem. Ser manso não é ser fraco, é antes, a disposição de sofrer o dano, mesmo tendo oportunidade de prevalecer sobre o próximo.

Em nono lugar, domínio próprio. Ter domínio próprio é ter controle sobre si mesmo. É viver sem perder as rédeas dos sentimentos. É saber a hora certa de falar e de agir. É ser controlado pelo Espírito Santo. Esses gomos do fruto do Espírito são uma expressão eloquente das virtudes de Cristo estampadas em nós.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,

Mário César de Abreu


quinta-feira, 23 de maio de 2024

ONDE VOCE QUER PASSAR A ETERNIDADE?

Por Mário César de Abreu


O que motiva a sua vida  nesta terra? O que faz voce feliz ? Quais são seus medos ou ansiedades  
Voce sabia que estas questões estão intimamente ligadas à separação que os homens vivem de Deus devido ao pecado? A propósito, voce sabe o que é pecado? E que todos os homens são pecadores?
Tantas perguntas e com certeza muitas são as respostas que se tem encontrado para elas sem contudo, responde-las. Mas, a bíblia que, é a Palavra de Deus, tem estas e outras respostas para a sua vida e que podem mudar completamente seu presente e futuro, tanto quanto, podem apagar as más lembranças de um passado sem Deus.

A Bíblia nos esclarece em suas preciosas páginas, que Deus criou todas as coisas, inclusive o homem"No princípio criou Deus os céus e a terra."(Gênesis 1:1);"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou."(Gênesis 1:27);ela diz também que tudo foi criado com perfeição:"E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto."(Gênesis 1:31).

Deus cuidou do homem com amor: "E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal."(Gênesis 2:8,9).O homem tinha comunhão com  Deus e recebeu também a responsabilidade de cuidar do jardim e uma única restrição que era não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, para que não morresse ou seja, perdesse a comunhão com Deus que é a morte espiritual."E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar."E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,"Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás."(Gênesis 2:15-17).

Infelizmente o homem e sua mulher,Adão e Eva, desobedeceram a Deus,comendo do fruto que fora proibido e aí aconteceu o primeiro pecado que nada mais é que a desobediência a Deus e constitui rebeldia contra o Criador"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela." (Gênesis 3:6) e aí entrou a maldição,a dor e a morte no mundo,tanto a morte espiritual quanto a morte física, que leva o homem de volta ao pó."E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida."Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás."(Gênesis 3:17-19).

Queridos leitores, foi assim que surgiram os problemas do homem,as dores e o sofrimento que nos fazem lembrar das perguntas no começo desta postagem. Adão representava a humanidade e quando pecou, todos pecaram:"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"(Romanos 3:23).Mas Deus em sua infinita misericórdia providenciou um Salvador:"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(João 3:16) e o filho de Deus,Jesus, morreu em lugar do homem pecador,pagando sua dívida para com Deus."Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."(I Coríntios 15:3,4).
Para receber a salvação o homem precisa somente crer em Jesus e em sua obra na cruz pois assim é justificado e  tem paz com Deus mediante a fé "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;"(Romanos 5:1).
Mas, voce deve ter em mente que quem não crê  e não aceita Jesus como Salvador já está condenado- "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."(João 3 : 18).-
Assim existe duas escolhas para o homem,uma que leva à morte e outra que conduz à vida:"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor."  (Romanos 6 : 23).

Jesus é o Bom Pastor e  dá segurança às suas ovelhas(aquele que crê Nele), voce pode  ter certeza da salvação veja:"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão."  (João 10: 27, 28); depois de aceitar a Cristo como Salvador da sua vida,e segui-lo,fazendo Dele também, Senhor da sua vida ,de modo que Ele possa lhe guiar os passos,então voce se torna uma de suas ovelhas a quem Ele promete que "nunca hão de perecer" e garante que ninguém tem o poder de arrebata-las das suas mãos. Que glorioso é este fato. Além disso Jesus promete uma vida onde as necessidades do homem, ainda neste mundo, são supridas,desde que se busque o Seu Reino em primeiro lugar-"Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos.Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas.Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."(Lucas 12:29-31).

Bom,agora que voce conhece os dois caminhos e as duas unicas escolhas que existem,eu pergunto: onde voce quer passar a eternidade?


Em Cristo,
Mário César de Abreu

A SUBLIME MISSÃO DE UMA MÃE

 

A maternidade é dom excelente, uma missão sublime e um ministério glorioso. A mãe tem não apenas o privilégio de gestar no ventre os seus filhos, mas, também, de nutri-los, amamentá-los, carregá-los nos braços e ensinar a eles as primeiras e mais essenciais lições da vida. A Bíblia reaça o papel de muitas mulheres que foram mães piedosas, como Joquebede, a mãe de Moisés; Ana, a mãe de Samuel; Maria, a mãe de Jesus; e, Eunice, a mãe de Timóteo. Aqui, destacaremos o exemplo de três mães que influenciaram a história.

Em primeiro lugar, Mônica, a mãe de Aurélio Agostinho.  Essa santa mulher orou pelo seu filho, Agostinho trinta anos. Ele era homem culto, professor de oratória, mas levava uma vida devassa. Mônica nunca desistiu de orar por ele e de esperar sua conversão. Depois de trinta anos de lágrimas, o filho de suas súplicas, foi convertido, ao ler uma passagem de Romanos, capítulo 13. Agostinho tornou-se não apenas um cristão piedoso, mas, também, o maior teólogo da igreja de seu tempo, nos séculos IV e V. Sua teologia influenciou os reformadores. Suas obras são lidas e apreciadas ainda hoje. Sua influência atravessou os séculos e lança luz no entendimento das Escrituras aos amantes da Palavra de Deus. Ambrósio, eminente pai da igreja, referindo-se a Agostinho disse: “Um filho de tantas lágrimas, jamais poderia se perder”.

Em segundo lugar, Suzana Wesley, a mãe de João Wesley. Suzana teve dezenove filhos. Mesmo vivendo com grandes limitações financeiras e muitas tensões no seu lar, reservava uma hora por dia para entrar no seu quarto e orar pelos seus filhos. Todos sabiam que ela não devia ser interrompida, pois enquanto estava orando pelos filhos, Deus estava agindo em favor deles. É correto o lema: “Mães de joelhos, filhos de pé”. Dois de seus filhos se destacaram no século XVIII, João Wesley, como grande pregador e avivalista e Carlos Wesley, como um músico extraordinário. Suzana não apenas deu ao mundo o consagrado ministro do evangelho João Wesley, mas foi sua intercessora e conselheira enquanto viveu, escrevendo cartas semanalmente para o filho. Seu exemplo inspira. Seu testemunho encoraja. Seu legado enriquece.

Em terceiro lugar, a mãe de Abraham Lincoln. Abraham Lincoln foi o décimo sexto presidente dos Estados Unidos da América, o maior estadista da história americana. Ficou órfão de pai ainda criança e estudou com muitas limitações financeiras. Sua mãe foi sua educadora e intercessora. Abraham Lincoln chegou a dizer que tudo o que alcançou na vida, devia à sua mãe. Disse ainda, que um filho nunca é pobre, se tem uma mãe que ora por ele.  Abraham Lincoln governou o seu país nos anos mais turbulentos da guerra da civil americana. Seu nome hoje está estampado na marca de carros, em prédios públicos, em praças e monumentos. Sendo um cristão comprometido com Deus, liderou sua nação nas horas mais decisivas de sua história.

Como nos tempos bíblicos e ao longo da história, precisamos de mães que ousem ser guarda das fontes, intercessoras e  educadoras, que se coloquem na brecha em favor de seus filhos, a fim de que eles sejam reparadores de brechas e vasos de honra nas mãos do Senhor.

Rev. Hernandes Dias Lopes

 Em Cristo,

Mário César de Abreu

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

O importante é que Deus seja glorificado

 



Por Mário César de Abreu

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus."(I Coríntios 10 : 31)

Amados,no verso acima o apóstolo Paulo,escrevendo aos coríntios,e portanto a crentes,os exorta  a fazerem tudo com o objetivo de glorificar ao Senhor. Esta mensagem vale para todos os crentes de todas as épocas.Não é somente no culto público que deve haver a consciência de dar a  Deus a glória e a honra devidas a Ele mas,em todos os momentos,em todos os lugares e nas mais diversas circunstâncias,os que professam a fé em Cristo,devem glorificar a Deus com suas vidas.Os pensamentos,as intenções do coração,as palavras e todas as obras precisam ter o fim principal de exaltar o nome do Senhor; vejam o que diz Pedro:"Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém."  (I Pedro 4 : 11).

Agora vejam o que diz Paulo à Timoteo:"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,"(II Timóteo 3:1,2).Notem que se os homens são amantes de si mesmos,eles não querem e não vão glorificar a Deus em suas vidas.Infelizmente,hoje em dia,  tem muitos crentes que estão nesta situação,amando a si e nem de longe glorificando ao Senhor. E por que isso acontece até com crentes? Vários são os fatores que levam a isso,vou citar alguns.

Primeiro: o mundo de hoje vive o relativismo. O que seria isso? O relativismo é uma doutrina que prega que algo é relativo, contrário de uma idéia absoluta, categórica. Atitude ou doutrina que afirma que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar.(Wikipédia)
Nada é absoluto,tudo é relativo,cada um acredita ter sua própria verdade e faz suas próprias regras para dirigirem suas vidas,quando o verdadeiro, é que a unica regra de" fé" e "conduta" é a Bíblia, que é a revelação de Deus para o homem.O fato então, da sociedade estar sendo cada vez mais relativista, torna ainda mais difícil a compreenção por muitos crentes,que não tem vigiado(nem orado) que "o importante e prioritário é a glória de Deus ou seja,Ele é soberano e deve ser glorificado em tudo.
Estão vivendo como no tempo em que Israel possuía Juízes."Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos." (Juízes 17:6)
Muitos professam a fé em Cristo mas,vivem como se Deus não existisse;"curtindo a vida",fazendo o que "dá na cabeça" e nem se lembram que Ele é o criador e mantenedor da vida e deve ser adorado e receber toda a glória.Seguem desapercebidos da realidade,imaginam que estão no controle de tudo,que sabem tudo,que o importante é ser crente vitorioso que canta,produz e vende Cds ou Dvds para entreterem os seus "fã clubes"; outros se auto-intitulam "apóstolos",bispos,etc e abrem ministérios que em vez de pregar a mensagem da cruz de Cristo,dão ênfase a milagres(milagres?) e outras coisas que chamam a atenção e assim,"faturam alto" com suas vítimas ou serão ovelhas? Ovelhas talvez mas,não de Jesus pois vejam o que o Bom Pastor diz de suas ovelhas: "Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos."
(João 10:5)

Segundo: as heresias hoje ensinadas.Outro obstáculo para se viver de modo a dar gloria ao Senhor são as muitas fábulas que se propagam pelo mundo e que adentraram às igrejas(denominações). A chamada teologia da prosperidade,por exemplo, ensina que o importante é a satisfação pessoal do homem e não a glória de Deus; ensinamento este contrário à sã doutrina do evangelho e que prega que o homem deve buscar sua vitória financeira como objetivo primeiro em sua vida e não o reino de Deus como ensina as escrituras- "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."  (Mateus 6 : 33)-esta falácia tem levado muitos crentes a agirem como se  Deus fosse um "servo" do homem porque afirma, fundamentada em versículos isolados, que "plantando sementes"(ofertas financeiras) em algum ministério de homens mercenários e mentirosos,pode se receber de Deus muitas vezes mais do que foi "semeado", almejando com isso, as riquezas deste mundo através de supostas "barganhas" com Deus, blasfemando assim do evangelho-"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." (II Pedro 2:1-3). Segundo o texto acima,os falsos doutores, introduzem de modo "encoberto", heresias de perdição, são avarentos(amam o dinheiro) e fazem comércio do povo de Deus com palavras fictícias (invencionices) e desta forma, o caminho da verdade(evangelho) é blasfemado. Notem que nada disso pode glorificar a Deus, e quanta gente,que outrora serviu ao Senhor,hoje, por influencia destes líderes diabólicos,seguem como eles, apostatando das verdades essenciais do evangelho,negando ao Senhor que os resgatou,como diz Pedro. Existem vários outros ensinamentos errados que tem proposto que o que importa é o sucesso do homem e não a glória de Deus;a confissão positiva(decretar,determinar),o triunfalismo(todos nasceram para vencer),etc.

Terceiro: a negligência ao primeiro dos dois mandamentos que Jesus deixou. "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento."  (Marcos 12 : 30)Muitos já não se lembram,outros nunca entenderam o significado deste mandamento que coloca a Deus acima de tudo e de todos,seja bens,desejos e inclusive pessoas como: amigos,pais,filhos,cônjuges,etc. Somente o crente que ama a Deus desta forma,entende que deve almejar e se esforçar para glorifica-lo em tudo quanto faz; desde o levantar até ao deitar é preciso ter no coração o entendimento de que a glória de Deus é o dever primeiro e absoluto de todo homem que professa a fé cristã. O Senhor será propício àqueles que assim fizerem"E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos."  (Êxodo 20 : 6) mas,trará juizo sobre aqueles que  em vez de ama-lo,amam a si próprios não lhe dando glória."Dai glória ao SENHOR vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte, e a reduza à escuridão."  (Jeremias 13 : 16)

Pensem nisso!

Em Cristo,
Mário César de Abreu

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

O GRANDE LIVRAMENTO DE DEUS – Pr. Hernandes Dias Lopes

 21 de março -Espere pelo Livramento de Deus | Bênçãos Diárias


“Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas, os meus olhos, da queda, os meus pés” (Sl 116.8).

            Muitos estudiosos atribuem o Salmo 116 ao rei Ezequias. Este piedoso rei de Judá governava em Jerusalém, quando o império Assírio conquistou o reino do Norte. Anos depois, o exército assírio sitiou Jerusalém e o comandante deu ordens expressas a Ezequias para se render, dizendo-lhe que seu Deus não poderia livrá-lo de suas mãos. Não bastasse esse cerco de um poderoso exército inimigo, Ezequias adoeceu mortalmente e o profeta Isaías foi enviado ao rei para dar-lhe um recado urgente: “Põe em ordem a tua casa, porque certamente morrerás, e não viverás”. Ezequias vira o rosto para a parede, ora fervorosamente e chora copiosamente. Deus responde-lhe rapidamente, curando-o de sua enfermidade e livrando-o da iminente invasão assíria.

            O Salmo em apreço é o testemunho de Ezequias acerca do grande livramento de Deus. No versículo em tela, o livramento de Deus é descrito de três formas eloquentes:

            Em primeiro lugar, o livramento espiritual (Sl 116.8a). “Pois livraste da morte a minha alma…”. O maior cativeiro que o homem enfrenta não é aquele que aprisiona seu corpo e limita seu direito de ir e vir, mas o cativeiro espiritual. A prisão espiritual encerra o homem numa masmorra de trevas, sob as algemas do pecado. Aquele que pratica o pecado é escravo do pecado, vive na coleira do diabo, debaixo do látego dos vícios deletérios. O mundo está posto no maligno. O príncipe da potestade do ar atua nos filhos da desobediência. Estes, vivem na casa do valente, na potestade de Satanás, no reino das trevas. A menos que Jesus, o mais valente, resgate-os da casa da servidão, permanecerão debaixo do tacão cruel desse feitor de escravos. Certamente, a maior necessidade do pecador é ser liberto espiritualmente. Essa libertação não se alcança por meio de ritos sagrados nem pelo expediente do esforço humano. Somente Deus pode libertar os cativos e tornar o homem verdadeiramente livre.

            Em segundo lugar, o livramento emocional (Sl 116.8b). “… das lágrimas, os meus olhos…”. O cativeiro emocional é consequência do aprisionamento espiritual. O pecado é a causa do maior sofrimento humano. O pecado é maligníssimo. É pior do que a prisão. É mais devastador do que a enfermidade. É mais dolorido do que a pobreza mais extrema. O pecado é pior do que a própria morte. Todos esses males, embora tão medonhos, não podem afastar o homem de Deus, mas o pecado afasta o homem de Deus no tempo e na eternidade. A vida, por causa do pecado, tem se tornado, não raro, numa sinfonia de gemidos, num vale de lágrimas. A cura para esses tormentos da alma não é encontrada nas taças borbulhantes dos prazeres mundanos. A libertação do sofrimento emocional não se encontra nas técnicas psicológicas nem mesmo nos remédios terapêuticos. Somente Deus pode enxugar dos nossos olhos toda lágrima. Somente Deus pode aliviar nossa dor e livrar nossos olhos das lágrimas.

            Em terceiro lugar, o livramento moral (Sl 116.8c). “… da queda, os meus pés”. Desde que o pecado entrou no mundo, por um só homem, todos os homens tornaram-se pecadores. Não há homem que não peque. Todos nós tornamo-nos vulneráveis. Não podemos ficar de pé escorados no bordão da autoconfiança. Somos fracos. Deus segura a nossa mão ou caímos fragorosamente. Deus nos mantém de pé ou tombamos, vencidos pela tentação. Nenhum de nós consegue viver em santidade, a menos que Deus mesmo nos sustente. Sem a assistência da graça de Deus, todos nós estaríamos na lama. Sem a ação restringidora da graça todos nós fracassaríamos rotundamente. É Deus quem nos sustenta e nos mantém de pé. É Deus quem fortalece os nossos joelhos trôpegos para não tropeçarmos. É Deus que nos livra do mal e não permite que nossos pés resvalem. Só de Deus vem o nosso livramento espiritual, emocional e moral!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,

Mário

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

CONFESSANDO OS PECADOS A DEUS



Por: Rev. Dr. Augustus Nicodemus


1João 1:8-10


O apóstolo João descreve nessa passagem duas maneiras de encararmos nossos pecados, e as conseqüências de cada uma delas. A primeira é uma indisposição para o reconhecimento da nossa pecaminosidade (1.8,10). A segunda, é uma atitude humilde e franca de reconhecimento (1.9). É nessa última atitude que iremos nos concentrar nesse artigo.

João diz que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. “Confessar” significa literalmente, na língua grega, “dizer a mesma coisa”, ou seja, concordar com o que alguém outro está dizendo. O contexto deixa claro que confessar nossos pecados significa concordar com o diagnóstico de Deus a nosso respeito, que somos pecadores e que temos cometido pecados.

Muito embora a doutrina católico-romana ensine a necessidade da confissão auricular a um sacerdote para a absolvição, o contexto da nossa passagem deixa claro o ensinamento de João: devemos confessar nossos pecados a Deus, primeiramente, pois somente ele pode nos perdoar e remover nossa culpa. Outras passagens das Escrituras nos ensinam que, em determinadas ocasiões, é necessário confessarmos nossa culpa às pessoas que foram prejudicadas pelos nossos pecados, para que seja restaurada a comunhão que havia sido interrompida pelo nosso erro (Lc 15.21).

O que todos os verdadeiros crentes experimentam ao confessar seus pecados, é que ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1.9b). A palavra “fiel” significa propriamente “confiável”. Fidelidade ou confiabilidade é um dos atributos de Deus. Sua fidelidade consiste em sempre cumprir o que promete. Deus cumprirá suas promessas de perdão feitas ao seu povo, e que foram seladas no sangue de Jesus (cf. 1.7), quando nós humildemente lhe confessarmos nossos pecados. Assim, sabemos que a certeza do perdão não é uma questão de sentirmos que fomos perdoados, mas de Deus ser fiel ao que prometeu. E ele não pode falhar (cf. 2Tm 2.13).

João ainda acrescenta que “Deus é justo” para nos perdoar os pecados (1.9). A morte sacrificial de Jesus é certamente o pano de fundo da afirmação de João aqui em 1.9, de que Deus é justo para perdoar os nossos pecados, quando nós os confessamos. Ou seja, Deus fará o que é justo: ele nos perdoará e limpará de toda maldade, pois nossa culpa já foi paga por Jesus Cristo.

João menciona as duas coisas que o Deus fiel e justo fará se confessarmos nossos pecados: perdoá-los e nos purificar de toda injustiça. Primeiro, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados (1.9b). Perdoar na língua grega tem vários significados parecidos, como “despedir”, “mandar embora”, “cancelar”, “afrouxar”, “abandonar”, “deixar para trás”, etc. Quando usado em relação a pecado, ou iniqüidade, significa “remitir” ou “cancelar”, daí a idéia de “perdoar”. Segundo, Deus é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça (1.9b; cf. 1.7). Perdoar pecados e purificar da injustiça significam a mesma coisa. Somente que esta última frase enfatiza um outro aspecto do perdão de Deus, ou seja, ele remove as manchas e as conseqüências do pecado em nossa vida.

O perdão que Deus nos promete mediante a confissão não é um encorajamento para continuarmos a pecar. A manifestação do perdão e da graça de Deus visa uma vida sem pecado. Quem abusa da confissão como válvula de escape para o pecado, com certeza nunca foi realmente perdoado por Deus e está se enganando. 

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Fonte :http://tempora-mores.blogspot.com.br/2017/12/confessando-os-pecados-deus-1joao-18-10.html
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Em Cristo,
Mário

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

AS BÊNÇÃOS DA GENEROSIDADE – Pr. Hernandes Dias Lopes

 



“O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre” (Pv 22.9).

            O livro de Provérbios é um manual de sabedoria. Encerra princípios, que, se observados, conduz-nos a uma vida maiúscula e superlativa. Destacamos alguns pontos, aqui, acerca da generosidade:

            Em primeiro lugar, a generosidade é um ganho e não uma perda (Pv 11.24). “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda”. Na matemática divina, quanto mais você distribui, mais você tem. Quanto mais sementes de bondade você espalha, mais Deus multiplica a sua sementeira. Aquele que, com usura, fecha as mãos ao necessitado, e não socorre o aflito, as sementes que segura com tanta avareza, vazarão pelos seus dedos. As sementes que se multiplicam não são aquelas que comemos, mas as que semeamos. Estou de pleno acordo com o que disse o mártir do cristianismo, Jim Elliot: “Não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder”.

            Em segundo lugar, a generosidade é a porta de entrada da prosperidade (Pv 11.25). “A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado”. Deus faz tanto o rico quanto o pobre. É Deus quem fortalece as nossas mãos para adquirirmos riquezas. Riquezas e glórias vêm das mãos de Deus. A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto. Toda boa dádiva procede de Deus. Nada trouxemos para este mundo nem nada dele levaremos. Não somos donos de nada. O Senhor é o dono do ouro e da prata. Tudo pertence a ele. Somos apenas seus mordomos. O que o Senhor requer de nós é que sejamos fiéis na mordomia dos seus bens. Se o dono é generoso, a única maneira de sermos fiéis ao dono, é sermos generosos com os bens do dono que estão sob nossa administração. Na medida que somos generosos com o que nos foi confiado, então, o Senhor, o dono de tudo, nos faz prosperar e coloca mais recursos em nossas mãos para administrarmos. Aqueles que acumulam, de forma egoísta, embora tendo muito, jamais sentem-se saciados. Quem ama o dinheiro, dele nunca se satisfaz. Porém, aqueles que dão de beber aos sedentos serão saciados.

            Em terceiro lugar, a generosidade traz ricos dividendos (Pv 19.17). “Quem se compadece do pobre, ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício”. Os reformadores do século dezesseis falavam, com frequência, sobre o mistério do pobre e o ministério do rico. Os ricos têm mais, não para reter com usura, mas para distribuir com generosidade. Quando você se compadece do pobre, suprindo suas necessidades, você faz um empréstimo ao próprio Deus. O Senhor, dono de todas as coisas, se torna o seu credor. O Senhor nunca fica em débito com ninguém. Fica claro, portanto, que a generosidade traz dividendos abundantes, mas a usura prejuízos certos.

            Em quarto lugar, o generoso está sob a bênção de Deus (Pv 22.9). “O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre”. O generoso dá a quem não pode lhe retribuir. Não se trata de uma barganha lucrativa. Generosidade não é um negócio. Não devemos dar com a intenção de receber de volta uma recompensa. Deus não ama o que é dado, mas a quem dá com alegria. Aquele que dá do seu pão ao pobre não dá apenas porque lhe sobra, mas dá porque ama. Ele tira um pouco do que lhe é necessário, motivado pelo amor. Por isso, ele é abençoado e abençoado por Deus.

            Em quinto lugar, a generosidade traz provisão e evita maldição (Pv 28.27). “O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições”. Jesus disse que sempre temos os pobres conosco e podemos fazer o bem a eles quando quisermos. Mas, esconder os olhos dos pobres, tendo nós condições de socorrê-los, é atrair maldições sobre a nossa própria cabeça. Não ficamos mais pobres por ajudarmos os pobres. Ao contrário, Deus, o nosso provedor, nunca nos deixará ter falta. A generosidade não é uma subtração, mas uma adição e uma multiplicação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Em Cristo,

Mário 

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